Santa Catarina Fogo Cabo Verde - Foto Zedi
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NOVIDADES DA FREGUESIA SANTA CATARINA FOGO Dec 18, 2008
Fogo – O Prelúdio De Uma Nova Era
“Por
vezes é
penoso
cumprir o
dever;
mas
nunca é
tão
penoso
como não
cumpri-
lo”.
Alexandre
Dumas
Na qualidade de cidadão que busca sistematicamente conhecer factos do passado, acompanhar o surgimento e o desenrolar dos mais recentes devemos, neste momento, identificar e reconhecer os
que apontam indícios de uma nova era para ilha do Fogo. É notório que esta ilha tem estado a conhecer no biênio 2007/2008 o prelúdio de uma nova era. Os indícios encontram-se estampados na
relva sintética do polivalente do III Congresso e no Estádio 5 de Julho; no reinício das obras do Hospital dos Mosteiros, no lançamento das primeiras pedras para a construção dos Liceus de Cova
Figueira e de Ponta Verde; na reabilitação do aeródromo de São Filipe (1ª fase), no arranque das obras do Centro multiusos da Enapor, no arranque do Centro da Formação Profissional da região
Fogo/Brava, (obra, embargada pelo Tribunal da Comarca de São Filipe), no lançamento do concurso do tão propalado Anel Rodoviário, no lançamento do concurso de asfaltagem da estrada –
Salto - Chã-das-Caldeiras, na cobertura de algumas localidades com rede elétrica (Achada Furna, Jardim, Maria da Cruz, Domingos Lobo, Fonte Aleixo, Roçadas, Monte Vermelho, Dacabalaio,
Monte Escora e zonas altas de São Filipe), na construção de várias habitações sociais, na remodelação de algumas casas de pessoas carenciadas, na construção de casas-de-banhos etc.

Muitos quadros, médios e superiores, do Fogo, das outras ilhas e do exterior estão a chegar aqui. Estão sendo colocados em diversos sectores da sociedade: nas Escolas Primárias e Secundárias,
nos Hospitais, nas Câmaras Municipais, nos serviços desconcentrados do Estado… Jovens e adultos estão a fazer a sua formação superior, presencial e à distância; outros fazem Formação
Profissional (em Ponta Verde e na Vila de Cova Figueira); alguns esperam a abertura do Centro de Formação Profissional da Região Fogo/Brava; no campo político, pela primeira vez, a Câmara
Municipal de São Filipe está sendo governada por três forças políticas. É, deveras, visível o princípio da mudança!

Essas iniciativas desenham, no nosso entender, o arranque material do crescimento que devem ser acompanhadas também com o arranque do desenvolvimento sustentado, harmonioso, equilibrado
e humano. Pois, antes, se assistia em toda ilha, quando havia um posto de trabalho a escolha dos trabalhadores recaia sempre sobre um militante, amigo e simpatizante dos homens que ocupam o
poder local e sem concurso público. Com o iniciar dessas obras assiste-se a adjudicação das mesmas às empresas privadas de construção. A contratação dos trabalhadores por parte dessas
empresas muda, por enquanto, parcialmente, o sistema, pois, ainda, quando as Câmaras Municipais adjudicam as suas obras, entregam-nas aos filhos de casa, mesmo sabendo que não apresentam
requisitos para tal.

Assiste-se, nestes dois últimos anos, no Fogo, o ruído das máquinas, dos camiões; vemos a movimentação de trabalhadores com coletes, carros de empresas a circularem, desenhando assim algo
inédito. Este processo, apesar de ser, no nosso entender, estruturante devia ter começado há muito tempo: se, no Fogo, tivéssemos outra mentalidade; se tivéssemos pessoas que no lugar e tempo
próprios tivessem colocado o interesse da ilha acima dos interesses pessoal e partidário; se tivéssemos no poder municipal uma pessoa com maior capacidade para o dialogo; se tivéssemos pessoas
que valorizassem os recursos humanos disponíveis na/da ilha independentemente da sua ideologia…; se tivéssemos pessoas que respeitassem a Constituição da República; se tivéssemos pessoas
que colocassem a ilha dentro da Sociedade de Direito Democrático, se a competência e mérito sobrepusessem ao cartão de militante… Devido a esses factos, o processo do desenvolvimento da
ilha do Fogo foi retardado. Por outro lado, o arranque deste processo (embora tardio, tendo em conta o tempo das promessas e o das realizações), rumo ao progresso e ao desenvolvimento deve
ser encarado como um compromisso e, sobretudo, uma missão de todos os foguenses. Devemos ter sempre em mente que muitos a usaram para ser e ter alguma coisa na vida e que, no entanto,
poucos fizeram por ela. Ela deu sempre algo aos governantes; contribuiu para que muitos chegassem ao poder e ter, hoje, uma vida facilitada. Deus queira, que neste momento de grandes
expectativas rumo ao progresso, ao desenvolvimento, os homens que sempre a usaram e acreditaram nela como baluarte que os conduziria ao poder e ao bem estar, pessoal e do partido que
representam, não venham interromper esse processo há muito esperado. Acreditamos que deve ter chegado o momento de retribuir, pagando a dívida.

Neste momento em que se vislumbram o seu progresso, crescimento e desenvolvimento, devemos sentir e, ao mesmo tempo, assumirmos como agentes transformadores da mudança. Essas
mudanças devem ser acompanhadas com a da mentalidade. O desenhar, deste novo período, passa, necessariamente, pelo enquadramento da ilha o mais urgente possível no quadro da Sociedade
de Direito Democrático e, ao mesmo tempo, pelo aproveitamento dos recursos naturais e humanos disponíveis da/na e fora da ilha. É momento de cada um dar o que tem e fazer o que sabe.
Devemos todos assumir como agentes do progresso, crescimento e desenvolvimento da ilha. Precisamos entender e fazer entender aos outros que o assistencialismo condiciona o processo do
desenvolvimento e do progresso. Vamos ao trabalho! O progresso, o desenvolvimento o crescimento só serão atingidos com rendimento. Os poderes locais devem trabalhar para reduzirem, ou
melhor, acabarem com os pedintes em frente das Câmaras Municipais.

Este momento de reinício de algumas obras, do lançamento de algumas pedras, de reabilitação de algumas infra-estruturas, do arranque de grandes obras estruturantes, de entrada, na ilha, de
quadros médios e superiores, da ambição dos jovens e adultos em aumentarem o nível do conhecimento… é, no nosso entender, incompatível com práticas de compra/venda de consciência em
momentos cruciais onde os cidadãos devem ser livres para agirem, decidirem e escolherem; como também é incompatível com perseguição, vingança, exclusão e, sobretudo, com a promoção da
mediocridade. Que os homens tenham sabedoria e discernimento suficientes para fazer coincidir arranque das obras, ambição dos jovens e adultos, novas infra-estruturas com a prática da liberdade
e com tudo o que é bom e que dignifica o homem! Que os homens tenham o sentido de Estado e comecem a cumprir a Constituição e demais documentos normativos! Pois, sem esses preceitos,
podemos construir grandes infra-estruturas e superestruturas, os jovens e adultos podem ter grandes e nobres ambições, podem entrar grandes quadros qualificados, mas pouca coisa irá mudar se,
na verdade, o homem, fim máximo de todas essas realizações, desses dois últimos anos, continuar a ser manipulado no seu direito de agir, decidir e pensar. Unamos todos nessa tarefa de fazer
coincidir as grandes obras que ora emergem, com a mudança da mentalidade! Lutemos todos a favor da prática da liberdade no seu sentido mais lato! Não tenhamos medo!

São Filipe, Dezembro de 2008
Alberto Nunes Dezembro de 2008
Ilha do Fogo - Factos Versus Imaginação/Irrealidade
“O mundo ri dos homens de gênio, enquanto vivos, e adora-os, depois de mortos”. J. Douglas É interessante e, sobretudo, importante quando alguém decide trabalhar e viver com cuidado,
partindo de factos concretos e objectivos. Sendo desta arte, acima de tudo, cauteloso e responsável, primando pela veracidade dos factos ocorridos, buscando sempre provas da realidade
vivida. Só assim com postura adulta, séria, honesta e transparente poderemos contribuir para o nosso país sem desvirtuar ou escamotear a verdade. A verdade, nesta lógica de pensamento, é
obtida a partir da realidade, da investigação e da pesquisa. Deste modo, quando as informações nos chegam, o nosso procedimento deve ser filtrá-las e, conseqüentemente, separar o
verdadeiro do falso para, em seguida, transmitir à sociedade informações corretas no sentido de vivermos a realidade. Esta reflexão, inspirada na vivência quotidiana, fez-nos lembrar o nosso
tempo de alunos no ensino secundário. Durante este período da nossa vida académica, foi-nos inculcado por alguém que o Dr. Henrique Teixeira de Sousa era um mau escritor, aliás, que era o
pior de Cabo Verde. Nessa altura éramos jovens e pouco dedicados a romances, tendo, apenas, lido - Contra Mar e Vento, desse autor. E, com devida vênia, uma leitura mal feita, tendo em
conta a nossa capacidade de entendimento de então. Sem ter lido as outras obras fomos induzidos a concordar com a asserção vinda de alguém mais velho e, aparentemente, com melhor
conhecimento sobre a matéria. Entretanto, em Dezembro de 1996, de férias em São Paulo, Brasil, decidimos ler os romances produzidos por esse autor: foi então uma maravilha! Terminadas as
leituras, concluímos que, afinal, Teixeira de Sousa tratava-se de um excelente escritor, possuidor de uma técnica de escrita por vezes semelhante á do grande Jorge Amado de quem também se
aproxima na abordagem das questões sociais. O que são as casas grandes de Jorge Amado senão outros tantos sobrados de Teixeira de Sousa?...

Em Dezembro de 1999, após termos concluído a nossa formação acadêmica e, de volta para Cabo Verde, à procura do primeiro emprego, aqui no Fogo, dirigimo-nos a José pedindo-lhe
informação sobre o responsável da instituição aonde pretendíamos trabalhar: “ele é um ignorante, arrogante e prepotente”. Dizia-nos o nosso interlocutor referindo-se ao patrão. De início
quisemos logo acreditar que o dito cujo era o que o nosso interlocutor tinha nos dito. Tendo conseguido o trabalho, fizemos esforços para conviver com o indivíduo visado e, hoje, temos um
excelente amigo, um verdadeiro colega, inteligente, trabalhador e rigoroso com os seus afazeres... Três anos se passaram. Chegou outra colega que também quis trabalhar na sua ilha natal.
Numa conversa, ela dizia-nos que o António era um indivíduo incompetente e ignorante. Conhecendo bem o António, não concordamos, tendo ela, rapidamente percebido a nossa posição. Ela,
sem conhecer o António, tinha conversado com um tal Pedro que se achava sábio e dono de toda a verdade. Numa reunião, Pedro e António entraram numa divergência em que os argumentos
de António se sobrepuseram aos do Pedro. A partir daquele momento, Pedro ficou com muita raiva do António. Pedro era habituado a receber palmas, elogios e aplausos quando falava. Sua
platéia era de gente com nível de conhecimento inferior. Pois, não encarou de bom grado a primeira derrota de idéias frente ao António. Este passou a ser para Pedro um incompetente, um
ignorante e um alvo a abater. Pedro passou a semear na sociedade que António era isso, era aquilo. Foi assim que passou essa informação à nossa colega. Ficamos um pouco perplexos com a
visão prematura da colega acerca do António e pedimos-lhe para conversar e tentar conviver com ele e, só depois, tirar as suas próprias ilações. Seguindo as nossas orientações, hoje Maria
tem um grande amigo que é o António. “Excelente amigo, capaz, homem dotado ao diálogo, prudente e cauteloso” diz-nos Maria a respeito de António.

Quanta vez se ouve, por aí, alguém afirmar sem ter prova convincente e, muitas vezes, sem capacidade de avaliar: “António e Joaquim são ignorantes e incompetentes; “Larissa é má pessoa”;
“Ninguém li sabê sima mi”; Ami, na Fogo ca tem arguém quim ta ruspeta na conhecimento”; “Tudo és qui studa tem medo mi; “Enfermeiro Manuel sabê midjor qui qualquer médico…Assim
vivemos nesta linda ilha de orografia viril, de uma cultura rica e por explorar, de uma história por escrever, de fortes potencialidades para a prática do Turismo, comércio, agricultura, indústria
etc.; de meninas lindas e simpáticas e de homens “basofos”… Esta é a ilha de todos nós: de Pedro Cardoso, de Henrique Teixeira de Sousa, de Nha Ana Procópio, de Eugénio Veiga, Aqueleu,
Fernandinho… A ilha que precisa de convergência dos recursos, materiais e humanos, de todos nós, seus filhos, para combater o conformismo, para resgatar e produzir novos “Pedro Cardoso”
e “Teixeira de Sousa”; Que precisa de gentes ousadas, todavia prudentes e cautelosas, interessadas em filtrar os factos que lhes chegam aos ouvidos. De pessoas que precisam ouvir, que sabem
falar e sabem fazer e, sobretudo, fazer bem. Mas, quem estará interessado em desmoronar a “Escola do Falso Saber” construída nesta linda ilha? Quem ganhará com isso? Quem estará
interessado em adoptar uma postura adulta, séria, prudente, cautelosa e, sobretudo, de espírito de investigação, procurando, por mecanismos próprios, descobrir a verdade dos factos? Bem
haja quem tiver a coragem!

Cidade São Filipe, Dezembro de 2008
Alberto Nunes
OBS.: Os nomes utilizados são, evidentemente, fictícios 8 de Outubro 2008
Fogo – A Triste e Verdadeira Realidade II
“ O crime passa a ser um meio privilegiado para se ganhar o pleito eleitoral e promover o superior interesse da casta dominante.” Dr. Casimiro de Pina

Há algum tempo decidimos, determinantemente, relatar os factos relacionados com o sistema montado no Fogo desde 1975. O nosso objectivo com este procedimento é, simplesmente, registar os factos para posteridade, contribuir para ver se os
homens conseguem ter o bom senso para mudarem determinados comportamentos e, consequentemente, ver se conseguimos ter uma ilha mais justa, - aquela cantada pelo Pe. Simões e poeticamente retratada pelo poeta Pedro Cardoso. Os
homens de bom senso entenderam o nosso proposito, enquanto, alguns interesseiros - defensores de interesses pessoais e partidários exigiram a nossa cabeça. Por uma questão de justiça, de equidade social… não prescindimos deste papel não
porque lutamos pelo poder/cargo como os nossos adversários/inimigos tentam fazer passar. Aliás, temos capacidade suficiente para entender, como, também, temos consciência clara de que para se chegar ao poder e/ou cargo no Fogo - a crítica
justa e a denúncia… não são os melhores caminhos. Entendemos, muito antes de termos traçado este objectivo em relação ao sistema, que para ser alguma coisa aqui como chegar ao poder, ocupar cargo importante, ter uma vida facilitada…
devemos compactuar com tal sistema. Trata-se de um sistema injusto, vergonhoso, criminoso, partidário, difamador, caluniador, injurioso, excluidor, odioso, vingador, racista, preconceituoso… onde temos de bater palmas quando devíamos
chorar, onde ficamos em silêncio quando devíamos falar, etc. Esta nossa atitude, incompatível com este sistema é a opção que julgamos justa como cidadão, uma vez que perante tal tínhamos duas alternativas: compactuar e tirar benefícios próprios
ou incompatibilizar e esperar seus efeitos maléficos. Escolhemos, talvez, aquela que para muitos é mais árdua. No entanto, estamos convictos que nossa postura vai ao encontro dos princípios que defendemos como cidadão e, ao mesmo tempo,
responde à pergunta feita por Antónia Môsso Santos: “Quantos cabo-verdianos terão capacidade de colocar os interesses de Cabo Verde num plano superior aos interesses político-partidários e de afirmarem como seres intelectualmente
independentes (mesmo que para isso entrem em ruptura com a ideologia da força política a que pertencem)?” Este intróito serve para enquadrar os textos que anteriormente escrevemos como, também, os que estamos e iremos escrever.
O propósito deste texto é o de relatar
alguns factos ocorridos no Fogo, mais
concretamente em Santa Catarina e, ao
mesmo tempo, esclarecer à equipa
camarária alguns aspectos mencionados
no artigo/resposta de 09 de Setembro
de 2008 publicado nos sites www.
topicos123.com e www.manduco.net
em que os autores reagiram ao artigo
nosso publicado nos mesmos sites e no
jornal “A Semana”.
O nosso propósito é claro e objectivo: Confessamo-lo e os atentos já
entenderam a nossa postura em relação ao sistema supra-mencionado.
Não somos e nada temos contra o Partido Africano da Independência de
Cabo Verde (PAICV). No entanto, somos, determinantemente, contra ao
sistema montado por alguns homens afectos a este partido na ilha do
Fogo. É simples e tão fácil de entender. Qualquer outra leitura é perversa
ao nosso objectivo. Porém, sabemos, com firmeza que muitos fazem
leituras perversas de atitudes nobres com objectivo de enganarem pessoas
que desconhecem a realidade foguense ou aquelas que imbuídas de
interesses meramente pessoais ou partidários, não enxergam a essência da
verdade.
No nosso artigo, Fogo – A triste e verdadeira realidade I relatamos um conjunto de factos ocorridos
durante a pré-campanha e campanha eleitoral em Santa Catarina do Fogo. Como foi dito, o artigo
mereceu uma resposta escrita do presidente da Câmara e subscrita pela sua equipa. No entanto,
acreditamos, com firmeza, que alguns elementos - a minoria da sua equipa (como é lógico), não
subscreveram o artigo/resposta. Conhecemos alguns bons elementos que dela fazem parte e
sabemos, de certeza, que não cairiam numa baixaria do tipo. O que relatamos foi um ínfimo do que
os santacatarinenses viram, ouviram e viveram, sem acréscimos e tampouco exagero. No entanto,
tínhamos a consciência que não registávamos todos os factos ocorridos, daí ter surgido o artigo
intitulado – Fogo – A triste e Verdadeira Realidade I em que o senhor e sua equipa não souberam
interpretar, infelizmente. Para quê tanto discurso quando o conteúdo é falso?! Enganar quem?
Confundir quem? Aliás, conhece o seu público.
O autor e os subscritores encaram partido, a vida e a
realidade de forma diferente. A nossa inspiração ideológica
tem como fonte principal Amílcar Cabral (altruísta,
revolucionário…) co-fundador do partido e reconhecido,
nacional e internacionalmente, como fundador da nossa
nacionalidade. Porém, não nos identificamos com nenhum
falso seguidor de Cabral que aproveita a sigla partidária
para ser e ter alguma coisa na vida, pois, fora desta,
duvidamos que muitos seriam ou teriam alguma coisa.
Podem tentar impedir que escrevamos novo artigo com
mesmo título, mas será sempre uma tentativa frustrada.
Somos conhecidos no nosso meio académico/profissional como professor Alberto Nunes e no meio familiar/amigo como Betinho de Tété ou Betinho de Francisco. Ninguém, mas ninguém nos humilha ao chamar-nos de “Betinho di Francisco di Sabé Préta”. Conhecemos, sem margem para dúvida, a mente de onde
emana esta expressão. Se a intenção dos subscritores é a de nos ofender com o termo “préta” estão redondamente enganados. Saibam que somos homens de história! Combatemos o racismo e o preconceito. Aliás, um amigo nosso ao ler tal expressão diz-nos o seguinte: “Tal expressão só pode ter partido de um
indivíduo mal-educado e sem cultura” Sabé era préta assumida; era honesta, pobre, humilde e trabalhadora. Só a falta de argumento em relação ao conteúdo do nosso artigo poderia levar o presidente e sua equipa a tentar atingir a nossa família, utilizando o preconceito da cor. Nesta lógica de querer ofender a pessoa
ou a família temos dados de sobra do senhor, da sua família, da sua equipa e dos seus familiares mas, felizmente, o nosso objectivo é nobre e não vamos entrar nessa baixaria e mediocridade. Enaltecem o vosso nível! Estamos surpreendidos ao saber que o presidente e a sua equipa são racistas e preconceituosos.
Pensamos que é bom, também, que a população de Santa Catarina saiba disso, principalmente os descendentes de Sabé Préta. Dizer que nós ofendemos a população de Santa Catarina não passa de uma mera demagogia, característica do sistema e do grupo a que pertence. Esta arte demagógica sua é a que Olavo
de Carvalho chama de “ Arte da Acusação Invertida”. (Casimiro de Pina 2008). Esta atitude do sistema e do grupo a que pertence visa, entre outros intentos pôr o articulista em choque com a população de Santa Catarina, ofendê-lo e difamá-lo. Trata-se de uma atitude despida da ética e da moral e espelha
desonestidade intelectual ou fraca capacidade de interpretar aquilo que escrevemos. Aí, sim, a sua/vossa interpretação daquilo que escrevemos merece nota muito baixa. Como advogado que diz que é (não sabemos se o é, de facto) e, sobretudo, com o “curriculum” que nos apresentou na campanha, decepcionou-
nos bem como a muito outra gente com a sua capacidade de interpretação e com os seus comentários. Se tivéssemos que corrigir o seu/vosso texto teria (m) notas negativas. Distorceu toda a realidade para criar um discurso falso e irrealista em que o próprio senhor e a sua equipa têm consciência. Pena é que
sabemos que o senhor concorda connosco. Entretanto, como tem que defender a si próprio, a sua equipa e o seu partido, apresenta um discurso falso para enganar gentes distantes e outras obcecadas do partido a que pertence. É triste, pois, Santa Catarina passa a ser o espaço dos refugiados que no seu “habitat”
não conseguem ser e nem ter alguma coisa. Quem ofendeu a população de Santa Catarina não fomos nós. Defendemos e projectamos a liberdade dos santacatarinenses. Queremos levá-los a entender a verdadeira realidade e, ao mesmo tempo, libertá-los deste sistema. A ofensa a uma boa franja da população de
Santa Catarina está contida nas duas músicas de Amadeus Fontes - convidamo-lo a ouvi-las de novo. Que as músicas têm um conteúdo falso e perverso ninguém dúvida. Elas contêm todas as características do vosso sistema.
Estamos em condições de provar onde quer que seja que houve distribuição de cimento - lembre-se do artigo “Stop Cimento eleitoral”?; da autoria do Dr. Cláudio Veiga? Este cidadão, a sua família e muitas outras gentes de Cova Figueira foram altamente
ofendidos pelo senhor no texto publicado no site www.topicos123.com; além do mais, o senhor transformou, nesse seu artigo, um assunto eminentemente político num assunto pessoal e familiar - triste. Presenciamos, num sábado, dia 17 de Maio, véspera
das eleições, quando estávamos a distribuir credenciais aos nossos delegados, no pátio de um militante vosso em Cabeça Fundão, aproximadamente 200 sacos de cimento; em Chã das Caldeiras quase todas as casas tinham, no período da campanha,
aproximadamente 20 sacos de cimento; foi construído nesta localidade “um campo de futebol” em duas semanas e a sua respectiva inauguração porque naquela zona nada se tinha feito e era necessário fazer alguma coisa para reverter a situação que lhe era
desfavorável; distribuição de camisolas com propaganda política antes do período da campanha – “Chéché qui fra vota Aquileu”; uso da viatura - camião da Câmara para transportar materiais para a confecção do palco para o encerramento da campanha
(queixa apresentada à Comissão Nacional de Eleições) – este acto foi praticado frente de três agentes da polícia, violando o art. 89 do código eleitoral; apreensão de Bilhetes de Identidade, (queixa apresentada à Comissão Nacional de Eleições e no
Tribunal do Comarca de São Filipe); colocação de auto-colantes e cartazes de campanha antes do início da campanha em quase todos os povoados do município etc… António Andrade Gonçalves (Moniz), casado, pai de um filho, estudante do ISE foi
cortado o subsídio de estudo porque fazia parte da equipa do GIPSC, alegando que estava no último ano do curso e que não precisava de subsídio. Pura realidade ou não? O despedimento sem justa causa das duas funcionárias Nilda Fontes (Figueira
Pavão) e Adelina José Marcelino Gordinha (Cova Figueira), ambas chefes de família só porque a primeira apoiou o pai que fazia parte da lista do GIPSC e a segunda porque apoiou o cunhado. Acusou a Nilda Fontes de ter roubado documento da então
Comissão e entregou aos elementos do GIPSC. Falso testemunho! Que documentos? A quem ela entregou tais documentos? Esta atitude é uma outra característica do vosso sistema – pura perseguição política. Triste, muito triste.
Nós perdemos as eleições de 18 de Maio. No entanto, o senhor e a sua equipa não ganharam essas eleições: compraram-nas!... Convidámo-lo a reflectir seriamente sobre
os actos praticados para conseguir tal vitória. Faça um exame de consciência, medite profundamente e tire as suas próprias conclusões. Sabemos que o senhor tem essa
consciência. Pode até não a exteriorizar ao público, mas acreditamos que o senhor não dorme tranquilo e nem tampouco vive tranquilo com a mesma a não ser que tenha
perdido completamente as características que o definem como ser humano. Pode perguntar-se com legitimidade o que esteve na base dessa “vitória”:? A resposta é
simples: o nome do PAICV que é forte no Fogo e no concelho de Santa Catarina; dinheiro, muito dinheiro; o partido nunca gastou em nenhuma outra campanha tanto
como gastou desta vez, pelo menos, nos concelhos de Santa Catarina e de São Filipe; - sacos de cimento, sanitas, casas-de-banho, falsos trabalhos, falsas promessas,
Associações Comunitárias, Luta Contra a Pobreza – todas as realizações dessas duas organizações foram assumidas pela então Comissão Instaladora – durante a pré-
campanha e campanha eleitoral; a mentira, a perseguição etc. Onde estão as frentes de obras de Tinteira? As de Estância Roque? Figueira Pavão? Roçadas? Chã das
Caldeiras? Achada Furna? Fonte Aleixo? Baluarte?... O Projecto para o desenvolvimento Integrado de Santa Catarina e o PAM funcionaram só na pré-campanha e
campanha eleitoral? Foi assim mesmo planificado? Depois de 18 de Maio os chefes de família de Santa Catarina não são dignos de um trabalho ou emprego?
Quem está frustrado não é o articulista Alberto Nunes são as
dezenas de jovens com 12º ano de escolaridade que o senhor e
a sua equipa enganaram com falsas bolsas de estudos para
Brasil, Portugal, Malásia, ou nas Universidades de Cabo Verde.
Eles, sim, estão frustrados com a mentira e falsas promessas; os
condutores que o senhor e sua equipa prometeram emprego nos
carros da câmara; os proprietários de viaturas de aluguer que
iriam transportar alunos; os proprietários dos carros, usados
pela sua equipa na campanha e que ainda não receberam
dinheiro dos fretes, estes, sim, estão frustrados com a postura da
sua equipa.
Na altura da campanha havia bolsas para qualquer Universidade.
Após a eleição as bolsas são apenas para Universidade de Cabo
Verde e apenas para os jovens que fizeram campanha ou para
aqueles que os pais fizeram. Ter dado a cara na campanha é o
único critério da selecção dos candidatos à bolsa da câmara.
Ouvimos dizer, e Deus quer que seja mentira, que o Jovem “pivô”
da sua campanha é o único seleccionado com bolsa da câmara
para estudar numa Universidade privada: Que critério? Boa média?
Carenciado? Temos as três possibilidades de resposta, no entanto,
esperemos que cada santacatarinense tire sua conclusão.
Sabemos e temos a certeza
que o senhor também sabe
que o conteúdo do seu/vosso
texto é falso assim como o
próprio senhor e muitos
elementos que fazem parte da
sua equipa. Aproveitamos,
todavia, para pedir desculpas
a alguns elementos da sua
equipa que são pessoas
idóneas.
É triste, lamentável e perigoso que um homem
que ocupa um lugar importante e de
responsabilidade na sociedade, arquitecte
tantas inverdades como, por exemplo, o
bairrismo Sul/Cova Figueira para poder
angariar votos e simpatia de uma franja da
sociedade. Esta atitude é aceitável dentro do
vosso sistema. Acreditamos que o senhor não
é um homem mau comparando com muitos
seus correligionários desta praça política, no
entanto, foi corrompido pelo vosso sistema.
O senhor não nos conhece como profissional da educação. Somos
humanos, temos defeitos e virtudes, para além da competência
específica, certificada e comprovada pela maior e melhor Universidade
de toda a América Latina: a USP. Ali, só são aprovados, efectivamente,
os que merecem e não aqueles que apresentam o cartão de militante do
partido que circunstancialmente esteja no poder. (se a carapuça servir
para alguém do seu grupo, paciência). Só a maldade nata ou falta de
argumento pode induzir o senhor a dizer que nós fizemos a
apresentação das duas listas na nossa sala de aula. Felizmente que não
mencionou o nome da aluna. Essa afirmação pode ser interpretada de
duas maneiras:
a) - Pura invenção sua. Mais uma criação para caluniar, difamar o
articulista; b)- Pura invenção de uma aluna minha que quis tirar algum
proveito do senhor, como, por exemplo, uma bolsa de estudo. Como
sabe que dentro deste sistema há promoção de mediocridade e quem
calunia, difama, injuria as pessoas é premiado, arquitectou este falso
facto. Pensa conseguir, por este meio, o que não consegue por mérito
próprio.
A nós, o essencial é conhecer, interpretar e
analisar factos dando-lhes o seu sentido
verdadeiro. Não nos preocupamos com a
nossa exclusão e nem tampouco com aquilo
que os outros pensam acerca de nós, pois,
vivemos com o nosso pensamento. O nosso
modo de vida é diferente do das pessoas que
fazem da política sua profissão. Estas não
vivem a realidade ou melhor não dizem a
verdade partindo da essência e do verdadeiro
sentido das coisas.
Relatar os factos, assim como eles se
passaram, criticar, denunciar... é, no nosso
entender, um dever inalienável nosso, não
exclusivo é claro, sendo obrigatório a todo o
cidadão que de facto queira assumir
plenamente o seu papel. Claro que, ao cumprir
esse dever acabamos por incomodar os
violadores da lei, os criminosos... Cumprindo
este nosso dever correremos o risco de sermos
ofendidos, injuriados, perseguidos, difamados,
caluniados, excluídos e ameaçados.
Apesar desses riscos
reafirmamos o nosso dever
em cumprir o nosso papel de
cidadão, concordando de
novo com Dr. Casimiro de
Pina, citando “Churchill”: “A
falta de vigilância dos homens
de boa vontade é a causa
principal da desgraça das
nações”. A mentira escraviza
o homem e a verdade liberta-
o.
Alberto Nunes

Cid
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MEMÓRIAS E TESTAMENTO DE UM
PATRIOTA
Os meus dias no Hospital de Bucareste
Alexandre Vieira Fontes - Chache
Tanto sonhar... um dia sonhei que estava afogado a morrer com a boca seca; lembrei-me no sonho que tenho falta de sono. Na cabiceira da cama, sorri! Chegou uma mulher velha que nunca vi neste Hospital,era Virgem Maria dentro duma casa
somente em pedra e monte de terra, ela me disse, pedimos a Deus para que tu vives! Comecei presentir a saúde voltar. Espantei-me cansado, com a boca amarga e seca; bebi agua, até amanhacer.
No dia
seguinte fiz um
sacrifício sem
comer nada até
ás 4 horas da
tarde; queria
continuar até
amanha, mas
não podia
porque
senti-me fraco
com vertigem,
comi às 4 horas
da tarde.
Pensa
ment
o
const
ante
na
famili
a, a
minha

mulhe
r e
os
meus
filhos
!
Sinto coragem
quando lembro que
já estamos livres
com o nosso grande
partido P.A.I.G.C.
Senti coragem e
pensei: eu já vi a
Independência, mas
Camarada Cabral
que tanto lutou sem
ver independencia,
mas sabia ele que
era inevitável.
É bom quem
tem filhos !
Quem tem filho
nunca morre.

Peço sempre a
Deus de me
deixar criar os
tres
pequeninos,
para que a
minha mulher
não sofrer
tanto. Se
acontecer
qualquer coisa,
os pequeninos
são confiados
ao Partido
P.A.I.G.C.
E os
grandes de
continuarem
neste
caminho que
está
traçado,
caminho da
verdade
deixado por
o nosso
grande lider
imortal
Camarada
A. C.
Pedi aos
meus filhos
para darem
todo esforço
para
desenvolvime
nto da nossa
terra, Guiné e
Cabo Verde,
e de não ter
amor a
dinheiro, mas
amor ao
nosso povo.
Os meus filhos mais
pequenos já se sabem que
somos livres porque
festejamos todos os
aniversários da
Independência da Guiné e de
Cabo-Verde. No primeiro
aniversário estavam a penar
galinhas no quintal para a
festa da Independência. Eles
tem os seus ritratinhos de
recordação desse grande dia
num quadro.

Tenho muitos amigos, por
exemplo comptriotas da G. e
C. V., mas alguns somos
indeferentes por não
quererem aceitar a verdade.

Camarada Cabral disse:
aqueles que é contra nosso
caminho é o nosso inimigo. A
nossa verdade nao é contato
pela história, mas está a
frente de nós.

Hoje dia 30/8/77 sentado
sozinho na Praça do Hospital
Elias a recordar no passado
e no futuro.

Pensar no dia que estarei
junto das minhas familias
com os meus três flores,
Kennedy, Anibal e Didi.

Idade de 48 anos, dei a
minha contribuição ao nosso
grande Partido o P.A.I.G.C.

E continuarei até ao ultimo
suspiro.

Quando lembro Patrisse
Lumumba, N’Kuame, N’
Kruma, Amilcar Cabral,
John Kennedy que ja
morreram, sinto me aleviado
da morte. Acho que é suave.

Ambição mais grande que eu
tenho é de ver África livre,
África-do-Sul, Namibia,
Rodesia, Palestina, e Saraui.

Tenho ideia de te ver, se no
caso não conseguir ver esta
grande ambição, e se depois
da morte alma contribui,
darei a minha contribução.

Tarde de Bucareste!

Aos emigrantes
Caboverdianos de toda parte
do mundo, hora chegou, a
verdade está connosco, está
a frente de nós, contribuimos
todos para fazer da nossa
terra que tanto amamos,
progresso e felicidade.

Ainda em C. V. tem crianças
que não viram uma árvore
de Natal, e não sabem o que
é, agora chegou a hora de as
conhecer.

As pessoas adultas que
ainda nao curaram, hora
chegou, doutor é para todo
mundo, porque somos todos
filhos da humanidade.
Povo de Bucareste povo
solidário.

Temos uma grande história,
mais ainda nao terminou,
estamos no caminho,
lutamos ainda para terminar
a história.

Unidade Guiné e Cabo
Verde, um dia nos contou
Camarada Cabral numa
reunião na Costa de Marfim,
quando Portugues tinha
descoberto as ilhas de C. V.
não havia ninguém, tinha-nos
levado da Guine a C.V. É um
simples reencontro de dois
irmãos separados pelos
colonizadores.

No momento de escrever,
chegou um velho Romeno a
perguntar-me quem eu sou,
respondi a ele: sou de Guine
Bissau, porque assim é
melhor e mais conhecido
pela História.

Quanto a humanidade, sou
humano, para mim todo
homem é homem; tratei – me
mais com aqueles que
chamamos pobres, que eu
sou também.

No tempo da nossa luta, e
luta nas outras Colonias
portuguesas, eu simpatisava
muito com P.A.I.G.C. M.P.L.
A. F.R.E.L.I.M.O. e M.L.S.
T.P.

Estou à procura da saúde
para poder contribuir neste
momento de Reconstrução
Nacional. Ttrabalho que eu
gosto mais é a agricultura,
sempre que me servem
balancia tiro semente para ir
semear e produzir em Cabo
Verde; algumas flores tirei
semente para levar comigo e
semear em C. V.

Na varanda de meu quarto
tinha flores, muitas vezes as
mulheres esquecem de pôr
água , durante o tempo que
ali estive eu regava as
plantas, as mulheres na
cozinha me perguntavam se
eu gostava de flores.

No dia de hoje pensei em
não ir a C. V., mas ir Abidjan
ver as familias que tenho
muitas saudades dos filhos.

Tarde de Hospital Elias:
Bucareste! Se eu era um
escritor, hoje escreveria um
livro.

Dia grande de Bucareste
com saudades sem fim, noite
grande de H. E., neste
momento estou a pensar o
que está a Niquinha agora a
fazer, está a costurar, os
meninos a jogar bola,
Alexandre com Richar, Cuca
na cozinha, Elga a ajudar sua
mãe, e Panchita ao lado.

Estou longe, tao longe!

No meu quarto eramos dois
camaradas Asmane e Mané,
já tem seis dias que foram
transferidos para outro
Hospital, fiquei sozinho,
telefonei-lhes hoje dando as
minhas novidades.

Tarde!... Tarde escura...
escrevi, escrevi... , sem ser
escritor, somente para safar
esta tarde horrivel de H. E.

Micilde minha primeira flor,
tres meses sem novidade,
talvez sentes qualquer coisa
neste momento, esta hora é
hora de dificuldade.

Os meus mais grandes
amigos são aqueles que
estamos de acordo em falar
no P.A.I.G.C, Camarada
Apokne M. Diabate,
falecido, Rokne, Antoninho
Monteiro, Niango, amigo de
confiança de Abidjan e Rene.

Mecilde, Elga, Alexandre
nao deixam a vossa mãe um
so minuto e a velha Cuca, e
minha mae, tia Gorda que
está a passar encomodada.

Antoninho Monteiro meu
camarada fixe de Partido,
temos a mesma ideia.

Quinquim parente que tenho
mais estima. O que eu tenho
é para minha mulher e os
tres pequenos. Os que estão
grandes devem cuidar por
eles. Dei todos filhos nome
para nao levar mal de mim.

Herança é palma da vossa
mao e tratam bem com a
minha mulher porque foi a
minha melhor companheira.

Não-se lembra do desacordo
de vez familiar, é a dura
colonização que o fez.

Alexandre Vieira Fontes
S
o
m
o
s
o
q
u
e
s
o
m
o
s!
QUinquim
Da
maneira
que
pensamos
ou
agimos,
depende
o nosso
contributo
à
comunida
de a que
pertence
mos.
Nascemos com o
propósito de
viver a vida, e
livres devemos
vive-la.

Há pessoas que
num curto espaço
da vida deixam
marcas positivas
para a
humanidade.
Depende dos
outros tirarem
positivamente
proveito e
contribuirem
para que haja
concordia e
progresso.
Meu
primo
Chache
e eu,
tinhamos
uma
relação
especial,
talvéz o
destino
ou outra
força
assim o
quiz.
Quando eu tinha cinco
ou seis anos de idade,
mais ou menos nos
anos de 1955, ele
levou me para
Mindelo, Sao Vicente,
Cabo Verde para um
tratamento de uma
perna partida que
tinha sido mal
atendida por um
médico portugues
pouco experiente.
Aos meus catorze
anos de idade,
comecei a perceber
a profunda
sensibilidade social
e política do homem
que estou falando.
Era na década dos
anos sessenta, ele
estava em Abidjan,
Cote D’Yvoire com
a sua família.

Sempre
mantinhamos
contactos por
conrespondência.
Nas cartas que ele
escrevia para mim e
para sua mãe, eu
notava que tinham
sido abertas e lidas
pela forte e estúpida
censura que reinava
naquele malfadado
tempo.

Chache sempre
acreditou na terra
que lhe viu nascer, a
despeito de
inúmeras
dificuldades, tanto
humana como
natural, tinha a
certeza da sua
própria convicção e
contribuição e ve a
sua terra algum dia
totalmente livre e
progressiva.
Ausentou fisicamente
de Cabo Verde duma
forma dramática
como muitos fizeram
na altura a fim evitar
a persiguição da
P.I.D.E e do poder
colonial. Teve a sorte
de embarcar para
estabelecer-se em
Dakar Senegal junto
de alguns familiares
e amigo/as.
Uma vez
adaptado às
circunstancias
da emigração na
terra estranha,
juntou se a um
grupo de
pessoas que
trabalhavam e
lutavam para a
independência
da Guiné e
Cabo Verde.
De Dakar Senegal, ele foi ainda mais
além rumo a Costa de Marfim, Abidjan,
terra onde ele fez quase sua segunda
Pátria; reuniu e constituiu a familia e lá
passou largos anos. Durante todo esse
periodo não deixou de dar sua
contribuição à justa causa da libertação
nacional convivendo com os amigos e
conhecidos, participando nas reuniões
politico/militar onde participavam
verdadeiros combatentes da liberdade,
como Amilcar Cabral, Aristides Pereira, e
tantos outros.
Com o desanuviamento politico e militar da
Guine e Cabo Verde, voltou de novo para sua
querida terra, desta véz com intenções de
preparar a base para o regresso difinitivo com
a familia, mas o destino ou a sorte nao quiz
assim. Por motivos de saúde teve que viajar
para a Romenia país democrático na altura em
busca de tratamento. Foi acolhido no Hospital
Elias, em Bucareste, foi durante seu periodo de
convalescença que ele “profundamente
consciente” escreveu o que o que intitulei de
Momorias & Testamento de um Patriota.
Quinquim


Setembro 20, 2008
Caro Amigo Quimquim
Para seu conhecimento e efeitos que julgar conveniente informo que ontem dia 20 de Setembro, foi
lançada a primeira pedra para a construção da Escola Secundária de Santa Catarina do Fogo, que ficará
situada na localidade de Enseada helena, mais concretamente no terreno adquirido ao Senhor Augusto
Lopes. O acto foi presidido por S.E. o senhor Dr. José Maria Neves, Primeiro Ministro de Cabo verde e
esteve presente, em Representação do Governo Chinês, que financia e constrói a obra, S.E. o senhor
Embaixador daquele Pais acreditado na Praia. Para além destas individualidades estiveram presentes
alguns membros do Governo, Professores, alunos e Municípes, tendo usado da palavra os senhores
Manuel de Artur, o Presidente da Câmara, o senhor Embaixador e o Chefe de Executivo. Queria
igualmente informá-lo que no dia anterior esteve na sede do Município o senhor Ministro das
Infra-estruturas e Transportes que reuniu com as autridades municipais e principais operadores
económicos dando directamente informações a respeito da suspenção por um periodo de duas semanas
das operações de vôos dos TACV.

Não sei se já soube, no passado dia 18 o Municipio de Santa catarina recebeu um camião para recolha de
lixos sólidos, cujo acto foi presidido por senhor Ministro do Ambiente,Desenvolvimento Rural e Recuros
Marinhos, Dr. José Maria Veiga. Co esse camião a Câmara Municipal vai traçar como fazer a recolha de
lixos e com principal incidencia a localidade de Chã das Caldeiras, claro a Vila, e demais localis da zona
intermédia. Mais tarde mais informações.
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S

mar
a
Mu
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Resposta ao artigo do Dr. Alberto Nunes “Betinhu di Francisco Sabé Préta”
Dias passados estive, por acaso, a ler um articulado no site A Manduco intitulado Fogo-A Triste e Verdadeira Realidade 1 do articulista Alberto Nunes.
Inicialmente não dei muita importância ao assunto visto que tinha muito mais por fazer e porque faltava tempo para uma análise mais aprofundada do conteúdo Sócio-filosófico e politico do articulado em causa.

Depois como é sempre o meu hábito tive a curiosidade de reler o referido texto e concomitantemente fazer uma análise profunda sobre o mesmo e trocar impressões com algumas pessoas sobre a matéria.
Conclusão:
Titulo: A Triste e Verdadeira Realidade 1.
O que se pretende saber ou querer dizer com este lindo termo “realidade 1”? Será que há mais do que uma realidade na vida sobre o mesmo assunto e a mesma matéria? Quero crer que não. A realidade é
uma só e não admite obscuridade que rima mas não condiz.
Fiquei a perceber que, talvez eu esteja errado, que por detrás hão-de vir outras realidades neste mesmo espaço jornalístico, pois esta está enumerada “ Realidade 1”. Só que com relação a esta matéria
(Eleições Autárquicas de 18 de Maio de 2008/ Comportamento do eleitorado…) não vai haver, necessariamente, mais realidade porque vou tentar tirar do mesmo texto a verdadeira razão da (ir) realidade
focalizada no artigo. Se não vejamos:
Primeiro paragrafo: Uma mera “bazofiaria”! Coitados dos dois maiores partidos políticos, certamente, o articulista esqueceu-se de ter participado na 1ª Conferência do Sector de Santa Catarina do Fogo do
PAICV onde apresentou o seu manifesto carregado de qualificativos que colocaram o PAICV no mais alto pedestal político, simplesmente, para demonstrar o carácter oportunista que o então simpatizante do
PAICV aguardava dentro de si na vã tentativa de aplicar um golpe de mestre aos outros antigos e empenhados militantes e assim passar á frente porque trás consigo o canudo que na sua perspectiva os outros
não têm. Quer isto dizer que o interesse de ser apenas Alberto Nunes foi neste dia camuflado, intencionalmente, ou não, não sabemos. Que há uma inconsistência da personalidade filosófica do articulista, é de
facto uma realidade.

Segundo parágrafo:
Que falso argumento: a verdade verdadeira é que o grupo nasceu nos Estados Unidos de América e se aproveitaram da existência de um movimento associativo dos amigos de Santa Catarina naquele país
para influenciar e mobilizar alguns desatentos ou oportunistas no Concelho com o infeliz convencimento que tudo que é ou veio dos EUA é bom e pode ser consumido pelo povo sem se reparar pelo rótulo. Que
coincidência? Não houve coincidência nenhuma. A ganância política levou á divisão da Associação dos amigos de Santa Catarina em forja, na altura, naquele País. Um mau serviço prestado por esse grupesco
que nunca teve, não tem e nem terá outra preocupação que não seja a de servir a si próprio.

Hoje em dia toda gente conhece toda gente nesse nosso Concelho de pouco mais de cinco mil habitantes.
Onde está o comprometimento da gente desse grupo “bengala” do MpD? A começar pelas cabeças de listas. Quantos anos de comprometimento? Vivem mais de 90% das suas vidas fora da terra mãe. Não há
vínculo algum com as pessoas humildes das localidades que constituem o todo municipal. E querem agora identificar-se com o Povo.

Conhecer a realidade de um povo ou de um dado conjunto populacional implica viver dentro dela (a realidade), conviver com ela, ajudar na resolução dos problemas locais, sobretudo, não menosprezar ninguém
da comunidade “sem demagogia e politiquice” ou qualquer queixume infundada.

Agora algumas considerações sobre o parágrafo quarto: Como se chegou á tamanha proeza? “Vitória com aproximadamente 80% dos votos”. Quem encomendou a sondagem? Em que órgão da comunicação
social foi divulgada? Quais as margens de erros? Certamente, estará prenha de erros. Só assim se pode explicar essa saída de uma situação tão elevada de popularidade para um patamar de lixo. Só erro de
cálculo pode justificar tão grande perda de votos e de popularidade. Isto é obra de quem? Ou então, é mérito ou demérito de quem? Que conotação se pode atribuir aos descontentes com o trabalho da
Comissão Instaladora naquela altura? Milagre não foi porque eu não acredito em milagres.

A verdade é que o GIPSC não se apresentou ao eleitorado a sua plataforma eleitoral e nem tão pouca um programa para o efeito que pudesse credibilizá-lo junto do eleitor. Deve, certamente estar a lembrar
dos questionamentos dos eleitores de Monte Vermelho e de outros sítios sobre esta questão. Talvez esteja a confundir uma plataforma eleitoral com pequenas listagens de intenções desarticuladas que nada
têm a ver com a realidade social do Concelho e consequentemente com o seu desenvolvimento.
Há no quinto parágrafo um desgaste abusivo de adjectivos: “Credíveis, competentes e conhecedoras da realidade do Concelho, com ideias e projectos brilhantes”. Comentários:
Já se vê que por falta dos qualificativos o grupo não perderia as eleições. È pena, porque perdeu! O que falhou então? Sou obrigado a fazer esta pergunta porque entendo que um grupo politicamente
organizado, coêso e imbuído de tantos qualificativos devia em primeira instância, logo apôs o desaire eleitoral, tentar trabalhar questão tão pertinente como esta que é, repito, o que falhou já que todos os seus
integrantes são de inteligências iluminadas e os outros nem, por isso?

È fácil descobrir que havia algum cunho científico no trabalho realizado pois disse neste parágrafo que o grupo procurou obter dados concretos e objectivos do Concelho. Mas que incongruência? No mesmo
parágrafo entrar, simultâneamente, em duas contradições profundas: Dizer na primeira linha “Conhecedores da realidade do concelho” e logo na quarta linha dizer “obtendo dados concretos e objectivos do
Concelho necessários para a fase seguinte”, isto é grave!

O fim deste parágrafo leva o leitor a descobrir uma coisa importante: a Ilha do Fogo já possui um grupo promotor de … “Eleição livre, transparente, justa e consciente”. Que maravilha! Quanto a isso devo
alertar pelo seguinte: esses pressupostos politico-eleitorais já existem e foi uma grande conquista deste povo. Como vê o meu amigo não estava a inventar nada. Portanto o “ovo gorou-se”.
Como professor liceal que o articulista é, aliás, muito culto e bem iluminado, acabou de passar dois atestados ao eleitorado do Fogo particularmente de Santa Catarina:
Primeiro de incompetência porque na óptica do Sr. Alberto Nunes são pessoas que vendem “ a consciência, a dignidade, carácter, personalidade” (confere o paragrafo Sexto do articulado). Mas que
infelicidade analítica?
Isto fica mal a um político com pretensões ao cargo de Presidente de Câmara, sobretudo quando afirma que 65% dos eleitores inscritos lhe diziam que só votariam em quem lhes desse “dinheiro, casa de
banho, cimento, vergas, …”. Caro amigo, caia no real, procure ver se consiga andar com os pés bem assentes no chão. Procura a verdade. Como inteligente que é devia fazer uma análise sociológica mais
aprofundada, trabalhar bem os dados obtidos e tirar as conclusões científicas porque como o articulista, há muitos iluminados neste nosso torrão natal que podem lhe atribuir notas negativas. E isso vai ficar-
lhe feio.

O povo de Santa Catarina (assim como os demais) hoje é um povo consciente, culto, orgulhoso do seu território, capaz de destrinçar o que é bom do que é mau para ele. Este povo já tem um vocabulário
sociológico grande e uma capacidade de análise bastante que lhe permite saber quem engana quem e de que lado está a razão. Isto é importantíssimo. Não esqueçamos disso porque esta equipa eleita tudo
fará para elevar o nível socio-cultural e político deste maravilhoso povo humilde mas honesto e trabalhador.

Segundo: O de ignorância porque segundo o articulista esses eleitores são pessoas que “vendem princípios e direitos fundamentais dos cidadãos”.
Comentários: È assim que se consegue arranjar apoiantes? Que Deus nos acuda! Ao analisar esta passagem do texto fico meditando sobre de que lado está a ignorância: do lado dos coitados eleitores ou do
lado de quem concebeu e escreveu o artigo? Os meus antepassados costumavam dizer “Quem cospe pelo céu, suja a cara sem querer”. Entretanto, fico contente com o comportamento do nosso eleitorado.
Tanto pela sua firmeza descomplexada como pelo grau de civismo e capacidade de escolha manifestada na tomada de decisões finais. Contente, também porque os líderes do grupo adversário andavam a
protelar aos quatro ventos que iam ganhar as eleições porque tinham mais de 3.500.000$00 (três mil e quinhentos contos), bidões e encomendas que traziam dos EUA, ameaçavam tomar terrenos agrícolas e
casas (o que acabou, de certa forma por acontecer) tudo na tentativa de enganar e intimidar o eleitorado. Mas afinal a montanha pariu um rato.

Conclusão: O grupo tinha muitos recursos mas a consciência do nosso eleitorado inflaccionou no mercado de quem dá mais a ponto que os avultados recursos disponíveis se manifestaram insuficientes. Quero
crer que foi manifestação clara do nosso eleitor em mostrar a todos que este povo não está á venda. Que este povo não tem preço e nem tão pouco aceita ser leiloado por quem quer que seja. Não há bidões de
roupas velhas que os comprem, não há dinheiro, promessas falsas, ameaças de “tomas de terras ou casas e nem ofertas de telemóveis” que o desviem dos seus princípios de cidadania. Há que recordar a todos
que as gentes de Santa Catarina sabem dançar o “paravante” onde costumava reinar o princípio de “quem dá mais”. Por isso não estão desprevenidos quanto a esse jogo de fazer crer que as mentiras
repetidas várias vezes acabam por se confundir com a verdade. Foi a prática real do GIPSC. Todos sabem que é ridículo. Qualquer político que se preze deve evitar o ridículo. É um conselho amigo para o
nosso pretendente a presidente de câmara.

O sétimo parágrafo é o mais triste e lamentável de todos. Às vezes causa nojo durante a leitura. Se não vejamos:
1. Mais uma vez o nosso articulista pilha, massacra, menospreza, difama este povo e põe em causa a dignidade e maturidade política de todo o mundo, salvaguardando apenas a si próprio e o seu grupo
minoritário. Mas com que autoridade? Onde está o princípio de cidadania que deve nortear todo o cidadão digno dessa distinção? E o sentido de Estado? Para enganar a quem? Quanto a isso só se pode dizer
que é uma autêntica aberração filosófica. Gostaria de lhe atribuir outros qualificativos mas para poupar a paciência do leitor prefiro ficar por aí. Mas não seria injusto dizer que esse tipo de discurso é próprio
do mau perdedor. Não vale a pena negar o real. “Sol ma dja sai palma mom ca ta tadjal”. Eis alguma verdade (apenas alguma) já que estou em crer que o meu amigo não goste dela (a verdade):
- Sabia ou não da existência de um Projecto para o Desenvolvimento Integrado de Santa Catarina do Fogo financiado pela Comissão Europeia? Convido-o a consultar o dossier na sede do Concelho para tirar
algumas manchas negras da mente! Acha que o projecto devia ser interrompido por causa das campanhas eleitorais?
- Tinha ou não conhecimento do PAM para 2007/2008 para este Município? Este plano tinha de ser materializado e integrava várias componentes. O seu exercício não tinha nada a ver com as campanhas
eleitorais. Este também está disponível para consulta. Apenas esses dois exemplos para desmontar as mentiras grosseiras de dizer que não havia “se quer projectos”.
As frentes de emprego público estiveram abertas desde Janeiro do corrente ano e tinham que continuar porque havia de se cumprir os prazos e prestar conta á Tutela e o povo trabalhador precisava de
emprego. Esta é para lhe mostrar que quando se pretende concorrer para lugar de destaque deve demonstrar conhecimento das normas de financiamento e das obrigações decorrentes do contracto
estabelecido com os financiadores. Este artigo seu e particularmente este parágrafo demonstraram que os Santacatarinenses fizeram a melhor escolha ao votar PAICV porquanto deixam transparecer que o
vosso grupo MPDerizado não estava ás alturas das exigências de uma gestão camarária efectiva, responsável e madura.
Quem ameaçou quem, como e onde foi? Quem intimidou quem, como e onde? Quem perseguiu quem, como e onde?

2. E já agora:
Quantas famílias pobres foram postas na rua e ficaram sem terrenos agrícolas para trabalhar só por que tiveram a brilhante ideia de votar PAICV? Quantas famílias que de forma coagida tiveram de
acompanhar o vosso grupo por que foram ameaçadas com o corte do apoio dos familiares do EUA? Quantas mulheres tiveram de ficar em casa sem exercer o seu direito de voto ou de fazer campanha porque
re
ceberam ameaças de se o fizessem ficariam sem maridos ou pai de filhos? Só mais uma coisinha sobre “Sociedade dita democrática” e a comparação que fez Santa Catarina com o Zimbabué:
Esta sociedade não é “dita democrática”, meu amigo. Ela é de facto e de júri democrática, aliás, reconhecida internacionalmente por vários analistas políticos de todos os quadrantes. Esta não pega! É pena
que o nosso articulista por frustração ou outras motivações não reconhece isto. Alguém havia já afirmado que ganância e interesses em demasia acabam com a amizade e sepultam a clareza da realidade. E ao
dizer o que disse sobre Robert Mugabe demonstra, evidentemente, isso porque do outro lado da trincheira estavam dois irmãos seus, parentes e amigos seus. São eles “abutres e Mugabe” também ou há
alguma separação a fazer?

Mais uma alerta para o articulista: Cuidado com o chão que pisa! Somos muito poucos por um Concelho que pretende unir todos os seus filhos para garantia do seu desenvolvimento.
O desaire do vosso grupo a 18 de Maio trouxe lágrimas, frustrações e compreensivelmente algum desespero. É natural e diria mesmo normal. Mas o inaceitável é atacar todo o mundo sem escolha como que
as amizades fora do ambiente político morreram com as eleições. Isto para denunciar o comportamento seu observado pelos alunos no liceu de São Filipe durante as aulas onde teve a ousadia e a coragem de
catalogar todos os integrantes da lista vitoriosa de analfabetos e incompetentes. Qual foi a resposta que obteve de uma das suas alunas em plena sala de aula? Como professor devia saber que nas aulas dão
se matérias do programa ou currículo escolares. Discussão de listas de candidaturas é apenas perda do precioso tempo dos alunos. Mais uma vez, tenha cuidado, pois este Cabo Verde “di nôs tudu” está cheio
de pessoas com elevada visão sociopolítica e elevado conhecimento de direitos e deveres de cada um.

No 8º paragrafo só tenho que realçar que o seu conteúdo não passa de mentiras forjadas para justificar a derrota que o meu amigo não soube saborear. Este povo assim como os integrantes da lista do PAICV
demonstraram civismo, maturidade politica e tiveram o cuidado de (ao contrário da outra candidatura) proteger laços familiares, amizades e convivências sociais condição indispensável para o enriquecimento
de qualquer sociedade. Quaisquer dos atributos avançados pelo articulista só se aplica a esse grupo de “Mpedistas” porque faltam-lhes argumentos. Como prova há que esclarecer que dentro dos integrantes
das listas do PAICV não houve ninguém, mas ninguém mesmo que expulsou sobrinha de casa por questões politicas. E não houve alguém que recusou trabalho didáctico a estudantes por apoiarem politica
diferente. Por culpa de conhecimento da realidade sociológica deste povo, os eleitos pelas listas do PAICV devem dizer com orgulho que conhecem muitas histórias (estórias?) embora não sejam Historiadores.

A militância a favor da cidadania implica conhecimentos profundos de ciências políticas e sociais das comunidades e de direitos e deveres dos outros. Isto para afirmar que as dificuldades por que passam ainda
algumas famílias estão sendo equacionados: È por isso que as frentes de emprego público abertas em Fevereiro continuavam durante a campanha eleitoral e algum tempo depois não obstante os agravos do
vosso grupo e dos seus integrantes; é por isso que fizemos mais de 120 casas de banho para famílias com dificuldades que os senhores fizeram campanha gritando “Abaixo casa de banho”; é por isso que foram
feitas 15 habitações sociais e apoio para melhoria de mais de 60 tectos de famílias com problemas de fazer manutenção das suas moradias e que os senhores reprovaram em uníssono; é por isso que
construímos estradas de acessos para povoados encravados e ruas para o embelezamento dos mesmos e que os senhores não conseguiram engolir; é por este motivo também que fizemos ligações domiciliares
de água potável a mais de 100 famílias com problemas que os senhores reprovaram durante a campanha; é por isso que elevamos a capacidade de abastecimento no Concelho com energia eléctrica em baixa
tensão e ligação á rede pública de energia a várias casas de famílias humildes que vocês condenaram durante a campanha; é por isso que várias dessas mesmas famílias foram apoiadas com medicamentos,
consultas de especialidades, aquisição de lentes, evacuações, etc,etc que os senhores condenaram dizendo em todos os bairros por onde passaram que tudo aquilo que se estava a fazer não era
desenvolvimento, como que da vossa parte estivesse aguardado o segredo mágico da Varinha de Condão para soluções milagrosas. Essa atitude vossa de deitar tudo abaixo foi sem duvida a razão da vossa
DERROTA. Agora que o articulista e os seus colegas perderam as eleições e como “militante da cidadania” que são, chegou a hora de se desenterrarem esta ditosa varinha e faça-a chegar ás mãos dos
escolhidos pelo povo para o serviço de desenvolvimento de Santa Catarina se de facto é ou são amigos deste Concelho.

Quantas são as mentiras do 10º parágrafo? Coitado do Senhor e do Jovem salientado aí. Que contractos sem concurso? Quem foi perseguido e por quem? Quem é o promíscuo na sua óptica analítica? Quais
foram os bens do Estado utilizados para fins partidários e pessoais? É ou não a pura manobra política e maquiavélica de confundir a opinião pública? O que é para si o clientelismo e quais foram esses bens
públicos esbanjados? Prove-o publicamente e assim as instituições competentes farão valer o princípio do Estado de Direito Democrático.

Mais uma vez sou obrigado a desacordar consigo em defesa da dignidade desse povo orgulhoso, maduro e esclarecido de Santa Catarina que nunca vendeu, não vende e nem venderá a sua nobre alma por
migalhas ou por promessas eleitorais. Mais uma vez também ficou claro que esses nossos adversários políticos não sabem perder com fair-play. Não maltratem mais esses munícipes porque eles já têm vozes!
E lembrem que o poeta popular já tinha cantado “hoji ê mi manhâ ê bó…”!
Para terminar gostaria de ajudar o grupo Mpedista (dito independente) descobrir as razões da DERROTA de 18 de Maio último:

1ª. Mentiras: Muitas inverdades, inclusive as de dizer que os dois grupos surgiram em simultâneo. Conheço bem essa “estoria” porque nessa altura alguém do nosso grupo foi convidado a presidi-lo facto
recusado de imediato porque o objectivo principal traçado era apenas “correr com Aqueleu da câmara” só porque não é filho do Município. Entendeu-se que não era este o melhor caminho de fazer politica e
nem tão pouco deve ser o princípio norteador de qualquer formação política que se preze.

2ª. Convencimento irrealista: Acreditavam que os apoiantes do Mpd votariam em bloco no grupo, mais uns tantos por causa dos terrenos agrícolas e casas para morar, adicionado a uns quantos que pudessem
votar por dinheiro, telemóveis, bidões vindos dos EUA com roupas velhas e ainda com aqueles que o grupo e o articulista chamam de “vendedores de alma, consciência, dignidade, personalidade”, etc, todos
somados na vossa tabuada davam 80% do eleitorado e pronto. Vitória garantida! Foram ou não esses os vossos cálculos matemáticos redondamente falhados? Como a matemática é uma ciência exacta, quem
falhou, redondamente, é o grupo com toda a tripulação. Não acreditaram que esse povo humilde tivesse já atingido quão elevado grau de compreensão e de maturidade políticas. Como vê quem boa semente
sêmea bons frutos colherá. Uma boa lição esta!

3ª. Baixeza política: A política infeliz de muita baixeza verbal, do terrorismo eleitoral, do bairrismo (como os do Sul), do regionalismo, do menosprezo social, do convencimento exagerado, da falta de clareza e
honestidade nas promessas do grupo, da falta de análise cientifico-social, da falta de conexão sociocultural dos candidatos com o eleitorado, etc, etc constituem ingredientes que levaram o eleitor a rejeitar o
vosso prato, excessivamente, picante para qualquer consumidor.
Por último devo dizer que quero crer que todos nós somos mortais. Isso não depende necessariamente do deitar pragas, até porque fica feio a um, religioso de tamanha quilate como meu amigo. Todos aqueles
que trabalham de forma honesta hão-de deixar alguma coisa (riquezas) neste (Mundo) Concelho porque não vejo ainda rico digno desse nome. Mas mesmos aqueles que hão-de lutar para melhor justiça social,
em nome da moral, da ética e da dignidade humana morrerão um dia e hão-de deixar com certeza alguma herança tais como convicção, exemplos no bom sentido da palavra e muitas saudades. Estou certo
(modéstia á parte) que eu e muita gente do meu grupo e não só faremos nossos esses atributos que, possivelmente, o senhor articulista quer fazer crer que são apenas seus. Mas quem somos nós para
estarmos a julgar uns aos outros?

Fraternalmente
Vila de Cova Figueira, 03 de Setembro de 2008. Pela Equipa Eleita para Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo
29/07/2008
FIGUEIRA DE
RECORDAÇÃO
A árvore mais
antiga, bonita e
mais grande de
Cova Figueira,
na ilha do Fogo,
tombou-se para
sempre
deixando para
traz recordações
gravadas no
tempo e na
memoria de
muitas pessoas.
geogoncalvesise
Pelas duas horas e quarenta
minutos da tarde, do dia vinte
nove de Julho de dois mil e oito,
na rua principal de Cova Figueira,
a árvore que toda gente conhecia
e de muitos anos de vida -
sem
exagero mais de cem anos de
idade
- caiu se definitivamente
sem causar quaisquer danos
pessoais somente derrubando um
banco que servia de companheiro
a esta velha árvore.
Talvez se mais cuidado fosse dado
a esta historica figueira ela teria
durado muito mais anos de vida e
continuaria dando figos e sombra
para os que nela passavam horas
de lazer.
A figueira na frente do bar
Benfica em Cova Figueira que
caiu hoje à tarde,é a figueira mais
antiga deste concelho ou da ilha.
Isto aconteceu devido a não
resistencia do peso dos grandes
ramos que cresciam somente dum
lado, acabando por cair ao chão.
Como é sempre de costume à
frente do Bar Benfica junto dessa
figueira os jovens, os emigrantes
e os visitantes desta vila sempre
estão ali para se divirtiram, mas
felizmente neste momento
ninguem estava por perto,
portanto não causou dano nenhum.
20/6/2007
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Sendo assim, esse conhecimento Oriental está em ressonancia com as espectaculares imagens da Freguesia de Santa Catarina, mais precisamente Chã das Caldeiras, enviadas pelo
amigo e aficionado Neil ou Manuel Costas, na sua mais recente visita a esta impar localidade de Cabo Verde onde a natureza e o meio ambiente continua sendo intocavel.
Foto Manuel Costa
Parece que o tempo
parou nesta região
que continua um
pequeno recanto do
paraíso. Entendo
melhor porquê o
Conde francês
Armand Montrond
preferiu Chã a
qualquer outro ponto
do Fogo para se
instalar, trabalhar,
viver, e se
preproduzir.
Palavras do amigo
Neil.
Foto Manuel Costa
Entr
ada
princ
ipal
do
fino
hotel
de
Ch&
atild
e;
das
Cald
eiras
Foto Manuel Costa
Uma
visao
mais
natural
nao pode
haver
onde a
Natureza
o
Homem
e os
animais
convivem

pacificam
ente.
Foto Manuel Costa
Uma

bonit
a e
tipic
a
Tave
rna
em
Ch&
atild
e;
das
Cald
eiras
Foto Manuel Costa
Uma
adega
onde
se
produz
o
famos
o
Vinho
do
Fogo
e
outras
bebida
s.
VOTA JOSÉ ANTÓNIO! (Fidju terra)

Hoje, queremos comparar, os candidatos em campanha para o cargo de Presidente de Câmara para o nosso Municipio e demonstrar porque devemos
votar no candidato JOSÉ ANTÓNIO.

José António é, ao contrário do Aqueleu Amado, um jovem, cheio de energia. José António tem apenas 42 (quarenta e dois) anos de
idade enquanto que, o Aqueleu já está na casa dos 60 (sessenta) e tal, a atingir a idade da reforma. Portanto, José António procura trabalhar
para Santa Catarina enquanto que, Aqueleu anda à procura de assegurar a sua reforma como Presidente de Câmara.

José António é natural de Cova Figueira e, conhece bem as gentes de Santa Catarina, tanto os residentes como os que estão na
emigração, bem como os problemas deste Concelho. Não se pode dizer o mesmo do Aqueleu Amado que caiu de paraquedas em Cova
Figueira como Presidente da Comissão Instaladora há, apenas, um par de anos e, é um estranho para a maioria das gentes de Santa Catarina.

José António completou os estudos do antigo 7º ano dos Liceus, (12º ano de escolaridade, hoje) e, concluiu, também, o curso de professor,
PREBA-2, ministrado pelo Instituto Pedagógico da Praia. Foi professor em Cova Figueira, aonde fundou o pólo do ensino secundário,
que veio a ser integrado, depois, no Liceu de S.Filipe como Secção da Cova Figueira. Esteve sempre ligado à politica, lutando sempre por Santa
Catarina. Foi um grande lutador para a elevação de Cova Figueira à categoria de Vila e, também, para a elevação de Santa Catarina a
Concelho. Aliás, este último foi um dos motivos que o levou a integrar a lista do PAICV em 2000. Fez tudo isso por iniciativa e mérito próprio e
para o beneficio único e exclusivo do Concelho que o viu nascer. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado senão que não se sabe
se chegou de completar o antigo 2º ano dos Liceus (7º ano de escolaridade, actual) e que andou, que nem nómada, de trabalho em trabalho, a
fazer, não se sabe bem o quê, até cair (ser furriado) em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora, por ser familia de quem
é?

José António tem uma equipa de jovens, todos filhos do Concelho, irmanados no objectivo cumum de levantar o Concelho que os viu nascer.
José António e a sua equipa dispõem, por outro, do apoio da maioria dos quadros filhos do Concelho, residentes ou, não, bem como da
maioria da diáspora santacarinense. Que poderá o Aqueleu fazer sem o concurso desses jovens, sem o apoio dos quadros pensantes do Concelho e sem
o apoio da diáspora?

José António e a sua equipa têm uma Plataforma Política, um programa fundamentado na análise dos problemas e das potencialidades do
Concelho. Eles têm propostas concretas de como inserir o Concelho na dinâmica do desenvolvimento da ilha do Fogo e de Cabo Verde em geral. Têm
propostas atractivas para a população de Santa Catarina propostas estas, que visam libertar a população dos programas assistencialistas
a que foi submetida. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado e sua equipa a esse respeito senão que, não têm ideias, não
têm programa e nem se sabe o que vão fazer. VOTA FIDJU TERRA!
Claudio Veiga
VOTE JOSE ANTÓNIO
Cand
idato

inde
pend
ente
para
Sant
a
Cata
rina
do
Fogo
1. El ê
FIDJU
DE
SANTA
CATRIN
A DO
FOGO ;

2. El
independe
nte. El tâ
representâ
tudo
nó
s que tâ
atchâ mâ
cusas câ
stâ drêtu;

3. El ê
nôs
voz,
nó
s
speránça
de um
futuro
mindj&oci
rc;r, pâ
nó
s e
nó
s fidjus;

4. El mâ
sê equipa,
tudu ês de
Santa
Catarina,
du podê
pedis
conta e
nunca ês
câ podê
lârgano
pâ ês bai;

5. El tem
amor pâ
Santa
Catarina
simé
nó
s mé e êl
ta
defendê
nó
s
dignidade;

6. El du
sabê
quem quê
el

7. El ê
simé dono
de sê
casa.
Ninguem
câ sabê
rumal
mindj&oci
rc;r qui el.

8. El tem
passadu
qui du
conchê,
de sél
más de sê
família;

9. El é câ
foi
imp&oacu
te;stu pâ
ninhum
partido.

10. El ê
câ tâ
ngatchánu
ofertas
qui dadu
pâ Santa
Catrina e
qui du câ
frádu

11. El ê
ca tem
canetas,
nem
camisola,
nem
mindju.
nem fijon,
nem
cimenti
para
cumprâ
nhô
s voto.

12. El
nhô
s podê
credita nâ
el simé
nó
s mésmu.
El ê
nó
s honra;

13. El ê
nó
s resposta
. Câ tem
ninguêm
na Santa
Catarina
pâ dirigi
nó
s
pr&oacute
;pi
destinu ?

14. El e
simé
balança,
qui
nhô
s podê
odja,
ó
qui
comercian
te tâ pêsa
açucra,
farinha ou
ôtus
cusas;

15. El ê
transparen
te simé
um copo
de ágo.

Jose
Pedro
Fontes -
Colacho
AQUELEU AMADO, SANTA CATARINA, NOSSO
COMPROMISSO
Há pouco mais de dois anos uma mudança
estrutural, finalmente, aconteceu na freguesia de
Santa Catarina. Por decisão do governo
sustentado pelo PAICV a freguesia foi elevada à
categoria de concelho, acto que, ao responder a
um desejo profundo da população,
traduziu-se objectivamente, na mais genuína
mudança realizada até hoje.

Acalentada durante anos, várias gerações de
santacatarinenses não puderam
presenciar uma tal decisão, mas todos, na
freguesia ou na diáspora, e em memória
daqueles que por esta decisão lutaram
anos a fio, se orgulham de uma tal medida que fez
com que Santa Catarina, hoje, se posicionasse em
pé de igualdade como os demais municípios
caboverdianos.

Estavam assim realizados os alicerces básicos
para se resgatar a confiança e promover a auto
estima das populações de Santa Catarina. A
confiança e auto estima constituem, sem qualquer
dúvida, os fundamentais, para que Santa Catarina
iniciasse a sua caminhada autónoma
rumo ao desenvolvimento. A criação do
concelho é a medida que, a um tempo, garantiu a
vez e a voz às populações e projectou o futuro do
Município.

Rápidamente se constituiu uma equipa
experiente, com competência técnica
comprovada, séria e empenhada. A uma tal
equipa foram atribuidas especiais
responsabilidades para pensar, programar e
implementar um conjunto de medidas que se
impunham e mobilizar todas as sinergias para o
arranque da grande obra emergente: Instalar um
concelho e projectar as condições para o seu
funcionamento.

João Aqueleu Barbosa Amado abraçou o
desafio e com espirito de missão que se
lhe reconhece e assumiu perante os
santacatarinenses o compromisso de lutar e com
determinação, para iniciar a
instalação, unir a população e
ganhar o futuro.

Volvidos pouco mais de dois anos, e perante esta
ambição de construir um grande município,
há ainda muito trabalho a fazer. AQUELEU
deseja continuar a unir e servir Santa Catarina
para mais um mandato autárquico e prosseguir o
caminho das reformas, assumindo claramente o
seu compromisso para com as populações.

Espírito de sacrificio, determinação e
estar à altura das suas responsabilidades,
são referências a que AQUELEU nunca
abdica e constituem fortalezas essenciais de um
homem simples e profundamente consciente e
que honra os compromssos que assume, com a
firme convicção de que trabalahar para o
bem estar das pessoas é a mais nobre das causas.

Por tudo isso AQUELEU, deseja renovar este
pacto de confiança com os santacatarinenses e
apresenta esta plataforma eleitoral que se
desenvolverá posteriormente através de um
conjunto de acções e opções políticas e que visam
projectar o município enquanto região
próspera, competetivae com qualidade de
vida.

1. Modernizar e simplificar a
admnistração municipal pela via de
criação de serviços leves,
desburocratizadosque possam
respondercomrapidez a demanda dos munícipes.
Personalizando o atendimento e projectar
mecanismos que permitem a efectiva
participação dos munícipes na
gestão do espaço municipal.

2. Prosseguir o caminho da
infraestruturação do município, criando as
condições iniciais essenciais para que o
Município ven&ccedi;a rapidamente as
condicionantes de um município recentemente
criado. Construir o edifício do PAÇOS DO
CONCELHO é um objectivo imediato com vista à
dignificação da Edilidade e de toda a
região, bem assim a construção e
ou beneficiação das redes viárias
essenciais ao desenvolvimento.

3. Elaborar os instrumentos de gestão
municipal (Plano Director Municipal, Plano
Urbano Detalhado e Plano Urbanistico) constitui
um elemento importante para que o crescimento
da região possa fazer-se de forma
planificado e orientado e para que, no quadro de
uma visão estratégica, Santa Catarina
possa ser uma região competetiva ao nível
da ilha. A boa gestão do solo é uma
garantia firme e segura para este
desenvolvimento que se almeja.

4. Trabalhar no sentido da restauração de
todo o património municipal enquanto
valor histórico e de
promo&ccedi;ão do turismo. Revalorizar
os produtos locais e projectar Chã das
Caldeiras e a zona litoral da Vila enquanto
pólos turísticos inultrapassáveis ao nível
do País e implementar uma política que faz do
Vulcão o produto turístico de excelência.

5. Trabalhar para progressiva
consolidação da indústria de
transformação, para que este segmento
possa atrair mais investidores. Revalorizar os
produtos lcais como o conhecido vinho do Fogo e
o queijo e adoptar políticas de incentivos às
pequenas empresas, promovendo desta forma as
actividades geradores de rendimento e de auto
emprego.

6. A juventude continua a merecer toda a
preoupação da Edilidade. A
construção de espaços verdes, centros de
lazer e de recrea&ccedi;ão, incentivos às
associações, políticas activas de emprego e
formação profissional, constituirão
objectivos claros a prosseguir no próximo
mandato.

7. Aprofundar a parceria público/privado,
programar incentivos e atrair investimentos
privados e criar desta forma as condições
institucionais essenciais para que o sector
privado tenha um papel mais activo no
desenvolvimento do concelho.

8. Modernizar a agricultura e adoptar políticas de
conservação de solo, implementar técnicas
modernas de prática agrícola e alargar a
produção horticola ao longo de todo o
municipio. Projectar políticas articuladas entre o
desenvolvimento agrícola e o incremento de
pequenas industrias transformadoras no sector
agrícola.

9. O alargamento da rede de abastecimento de
água é uma prioridade. A Edilidade trabalhará
arduamente para garantir mais água e com mais
qualidade, adoptando políticas e investimentos
nos domínios de aprovisionamento,
captação e distribuição desse nem
essencial a toda a população.

10. A cobertura integral do município com a
energia elétrica é uma preocupação
central. O nosso objectivo é concluir no mais
curto espaço de tempo possível a
eléctrificação de todo o concelho e adoptar
ao mesmo tempo medidas que permitam a
liga&ccedi;ão domiciliária,
designadamente às camadas menos possidentes
da população.

11. O desenvolvimento de um turismo com
qualidade reclama medidas de protecção
ambiental e conservação da
biodiversidade, elementos que de resto
caracterizam a nossa região, devendo por
isso mesmo serem programadas medidas com
vista a modernização dos mecanismos de
recolha e tratamento do lixo e de todos resíduos,
enquanto garantes essenciais da competitividade
da nossa região.

12. A habitação social é uma prioridade
para Santa Catarina. Em articulação com
o governo e entidades privadas, a Edilidade
trabalhará no sentido da construção de
habitação social para as camadas mais
pobres da população, garantindo ao
mesmo tempo uma política de beneficiação
de moradias dos carenciados, para que todos, uns
e outros, possam ter habitação condígna.

13. Revalozizar a pesca, apoiar e dignificar
aqueles que se dedicam a essa actividade,
incentivar o associativismo no sector e a
emergência de caixas de poupança e de crédito,
constituem medidas que visam não apenas
promover o sector, como também melhorar o
estatutodos pescadores do nosso concelho.

14. A terceira idade merecerá toda a nossa
atenção. Dignificar aqueles ao longo do
seu percurso de vida deram o seu contributo para
o desenvolvimento deste concelho é
obrigação e compromisso que assumimos
expressamente nesta plataforma. Devemos,
assim, trabalhar afincadamente para o
alrgamento dos beneficiários da pensão
social, em sinal de um enequívoco
reconhecimento de gera&ccedi;ões, que com toda
a generosidade, deram a sua juventude em prol
do desenvolvimento desta região.

15. Históricamente a contribuição
dos emigrantes reveste-se de uma importância
primordial. Propomos criar todas as condições
que possam dinamizar o investimento do
emigrante no seu concelho. Desde logo
trabalharemos para agilizar todos os
procedimentos administrativos que acelerem o
investimento do emigrante e personalizar o
atendimento. A Edilidade criará por
decisão formal "o Dia do Emigrante" e
constituirá um forúm próprio de diálogo
para facilitar a implementação do
investimento do emigrante de Santa Catarina.

16. Trabalhar em diálogo, elaborar orçamentos
participativos, promover espa&ccedi;os de
diálogo e concertação permanentes, sobre
tudo o que diga respeito à gestão
municipal, qualificando a democracia e unir os
santacarinenses neste projecto colectivo,
são compromissos aqui e agora assumidos
firmemente nesta plataforma que AQUELEU
apresenta ao eleitor deste Município.

Os novos tempos são de novo desafios e é
necessário que Santa Catarina se qualifique para
enfrentar o futuro. Materializando o sonho e a
ambição de uma SANTA CATARINA
mais forte, mais coesa, mais desenvolvida, eis os
compromissos que AQUELEU AMADO assume
inequivocamente para as próximas
eleições autárquicas de 18 de Maio.
Por Santa Catarina e mais SANTA CATARINA.
ESSE SR. AQUELEU É UMA TRISTEZA MESMO!! ... ATÉ FAZ
VERGONHA
É por demais
evidente que o
resultado
conseguido por
essa CI é mau, é
mesmo
confrangedor,
porque não ela
não sabe nada e
não sabe fazer
nada. Foi um
disperdício total
de tempo e de
recursos
O presidente da Comissão Instaladora do
município de Santa Catarina do Fogo mandou
publicar recentemente uma entrevista no site
comunitário Topicos123.com, na qual fez uma
abordagem global das suas actividades em
diferentes áreas no nóvel concelho, desde
habitações sociais, canalização e
fornecimento de água em domicílios,
electrificação dos povoados, passando por
investimentos nos sectores da educaçao,
juventude e desporto, até à
infra-estruturação do concelho.
Antes de tudo, começo por dizer que o presidente da
CI não fez mais do que repitir tudo quanto dissera na
sua entrevista concedida ao Portôn di nos Ilha no
verão passado quando visitou América. Foi também
repitição de duas outras entrevistas que ele
concedeu ao Topicos123.com e asemana online em
Setembro e Outubro passados, respectivamente, as
quais mereceram concomitantemente da minha parte
dois artigos publicados no Liberal, sem, entretanto,
até hoje ter recebido nenhuma resposta ou qualquer
esclarecimento sobre os assuntos neles adordados.
Como sempre, a linguagem deixa muito a desejar por ser pobre,
irreflectida e descuidada, contendo êrros de pricípio ao fim, mesmo
sabendo tratar-se de uma entrevista preparada no seu todo (perguntas e
respostas) pelo presidente da CI e remetida ao Topicos123.com, o qual
limitou-se simplesmente publicá -la. É uma tristeza! Esse Sr. Aqueleu é
uma tristeza mesmo!! É uma tristeza para todos os santacarinenses de
bom senso. Até faz vergonha. E o Sr. Júlio Correia continua a não
importar-se, a não dar satisfacão, a não esclarecer-nos a sua motivação
em enviar esse senhor para exercer o cargo de presidente da CI de Santa
Catarina. É por amor a Santa Catarina. Mosteiros nunca poderia merecer
carícias de tanto romance. Santa Catarina, sim, ela é que pode ser palco
desse amor platónico, que não exige nada em retorno.
N
Ã
O
S
E
R
IA
M
!
É
IS
S
O
M
E
S
M
O!
!
Mas nesta sua última
entrevista, o presidente
da CI teve a ousadia de
brindar-nos com alguns
outros ingredientes que
são igualmente
reveladores da sua
gestão danosa e nociva,
da sua ingenuidade, da
sua incompetencia,
senao mesmo, da sua
ignorãncia.
Com efeito, ele começou por dizer que “a dignificação
e criação de condiçôes de habitabilidade foi a maior
preocupação da CI“, adiantando que o governo,
atravé s da Fundação Esperança, finaciou alguns
projectos apresentados e a Direcção Geral da
Cooperação financiou a construção de nove moradias
de raiz, omitindo, deliberadamente, no primeiro caso,
o nome do ministério financiador das habitaçôes
sociais através da Fundação Esperança e faltando a
verdade por ignorancia, no segundo caso, ao dizer que
a Direcção Geral da Cooperação financiou nove
moradias de raiz.
Não, Sr. presidente da CI, a Direcção Geral da Cooperação não financiou a construção de nove moradias de raiz em Santa Catarina porque ela não pode financiar construção de coisa nenhuma
em Cabo Verde. Ela é uma estrutura departamantal do Ministerio dos Negócios Estrangeiros e, pela sua natureza, é de cariz diplomático e tem por missão persuadir e negociar com parceiros
bilateralis e multilaterais de desenvolvimento de Cabo Verde projectos inscritos no plano national de desenvolvimento para, numa relação de cooperação, financiarem-nos, fazendo também a
intermediação no relacionamento entre os diferentes organismos do estado beneficiários dessa cooperação e seus respectivos parceiros. Como pode agora perceber, Sr. presidente da CI, por
isso, é que eu disse que a sua linguagem é pobre e irreflectida. Eu sei isso porque trabalhei no Ministerio dos Negocios Estrangeiros em comissão de serviço durante dois anos na qualidade de
Director da Cooperação Multilateral. Como pode ainda perceber, você não engana todos os santacatarinenses. Só engana meia dúzia dos mais incautos. Eu disse tambem que a sua linguagem é
descuidada porque sei que tem ajuda mesmo perto de si e não sabe aproveitá -la. Dois exemplos podem clarificar um pouco essa minha ideia: primeiro, o meu primo, Alexandre Fontes, homem
que já deu provas de um nível muito elevado de competencia e profissionalismo em Cabo Verde, podia perfeitamente esclarecer-lhe essa questão, tanto mais que ele é candidato a presidente da
Assembleia Municipal de Santa Catarina na lista do seu partido, o PAICV; segundo, o autarca de S. Filipe, Eugénio Veiga, também meu primo, e de reconhecida competencia e profissionalismo,
muito embora eu pense que ele nao seja um bom politico, podia perfeitamente, se fosse solicitado, prestar-lhe esse esclarecimento, porque ele também, como eu, exerceu o cargo de Director da
Cooperacao Multilateral no Ministerio dos Negocios Estrangeiros, mesmo antes de se ter candidatado pela primeira vez a presidente da Camara da ilha e do concelho do Fogo em 1992.
Então, não é triste, não faz
vergonha Santa Catarina ter um
presidente da CI que nem sequer
sabe quem financiou as
habitaçôes sociais que aí foram
construídas durante esses três
anos? Ou será que sabe e não
quer fazer a sua divulgação?
Porquê é que omitiu a fonte de
financiamento das habitaçôes
sociais, preferindo dizer
genéricamente que foi o governo
através da
Fundação
Esperança?
Porquê é que
omitiu a fonte
de
financiamento
de cerca de
uma centena de
casas de banho
em benifício
das famílias
mais
carenciadas do
PAICV?
Eu sei das motivaçôes do governo para essas suas
investidas filantrópicas no concelho. A CI, com
cumplicidade do governo, encontrou uma áncora
no ministério governamental que tutela a luta
contra a pobreza e, por isso, no seu
relacionamento com os munícipes, privilegia as
áreas sociais, adoptando uma postura
assistencialita, favorecendo a militância
partidária, manipulando as consciencias e
tentando comprar votos. Essas acções pontuais
para servir os interesses politicos de momento,
constituem todo o percurso da CI de Santa
Catarina.
É uma grande tristeza, mas é
também uma grande verdade,
pois um homem, a quem foi
entregue um programa e
incumbido a missão de o
executar, preferiu, antes, fazer
jogos políticos com intenção
clara e na tentativa vã de
manipular consciencias e
comprar votos, ignorando e
negligenciando completamente a
execução do seu programa de
instalação do município.
E, para clarificar isso de uma vez por
todas, explico-me um pouco melhor: O
programa/projecto de instalação do
município contêm cinco sub-programas,
que passo a transcrever: (1)
sub-programa de construção e
beneficiação das infra-estruturas (2)
sub-programa de instalação de serviços
(3) sub-programa de elaboração e
implementação de instrumentos de gestão
(4) sub-programa de equipamentos e
mobiliãrios e (5) sub-programa de
recursos humanos e materiais.
O primeiro sub-programa
de construção e
beneficiação das
infra-estruturas,
contempla a construção de
Paços de Concelho orçado
em 35 mil contos, a
construção de residencia
oficial orçado em 15 mil
contos, a construção de
blocos de residência para
funcionários orçado em 15
mil contos, a
construção de duas unidades
sanitárias de base orçados em 10
mil contos, a construção de dois
jardins infantis orçados em 5 mil
contos, a construção de mercado
municipal orçado em 10 mil
contos, a construção de centro de
saude orçado em 20 mil contos, a
construção de estradas e
caminhos vacinais orçados em 10
mil contos, a construção de dois
blocos de
habitações sociais
orçados em 8 mil
contos, aquisição de
terrenos orçado em
10 mil contos,
electrificação rural e
urbana orçado em 70
mil contos e, por
último, a construção
do sistema de
abastecimento de
água orçado em 20
mil contos.
Ora, o ciclo de três anos da missão da CI ja
chegou ao fim e - se exceptuarmos a construção
de um jardim infantil em Maria da Cruz e
alguma ajuda prestada pelo governo na area
social (habitações sociais e distribuição de
cimento para construção das casas de banho),
bem como reduzidos prolongamentos de
abastecimento de agua vindos das estruturas
existentes desde os anos 90 e da electrificaçao
vindos do concelho de S. Filipe para os povoados
de Fonte Aleixo e Achada Furna - nao se fez
praticamente mais nada.
E isso significa que em termos de construção de
infra-estruturas básicas para instalação dos serviços
municipais o resultado é nulo, nao se fez absolutamente nada,
porque a intenção desde o início foi e continua a ser
beneficiar um único militante do PAICV, que é proprietáririo
da casa arrendada pela CI por mais de duzentos contos
mensal e onde funcionam os serviços municipais, a residência
do presidente da CI, a caixa automática do banco e
eventualmente outros serviços, porquanto esse proprietario
continua a construir andares e anexos nesse mesmo prédio,
tendo mesmo afirmado que todos os serviços a serem
instalados no concelho têm de ser em sua casa.
A estrategia é clara: A
CI nao faz patavina,
não executa o seu
programa; o
proprietário
aproveita-se da inépcia
do presidente da CI e
vai construindo,
ganhando fortunas; e os
dois, em conluio, lixam
os municípes,
prejudicando o seu
desenvolvimento e
progresso social.
Mas a inépcia do
presidente da CI
não acaba nisso. O
segundo e o
terceiro
sub-programas -
intalação de
serviços e
elaboração e
implementação de
instrumentos de
gestão,
respectivamente -
os quais
comtemplam a
instalação do
gabinete técnico
municipal e as
elaborações de
plano director
municipal, de plano
de desenvolvimento
urbano e de plano
urbanístico
detalhado, nao
sairam das páginas
onde esta impresso
o programa de
in
st
al

ã
o
d
o
m
u
ni

pi
o.
E isso aconteceu por uma razão muito simples. Não se pode
elaborar e, muito menos, implementar instrumentos de gestão
urbana, sem, primeiro, ter terrenos para esse fim. E o presidente
da CI esteve em Santa Catarina durante os primeiros dois anos,
de 2005 a 2007, sòzinho e à solta, sem nenhuma oposição porque
nessa altura não existia o Grupo Independente por Santa
Catarina, tendo, inclusivamente, vindo à America, alegadamente
para visitar os santacatarinenses, e não se preocupou com os
proprietários de terrenos a fim de conhecê -los e familiarizar-se
com eles, procurando estabelecer com os mesmos uma relação de
cordialidade, o que, se tivesse acontecido, poderia potenciar a
execução do seu programa.
Mas o presidente da CI
não estava interessado
nesse engajamento,
porque não se
comprometeu
sériamente com os
munícipes, preferindo,
antes, privilegiar a sua
relação com o
proprietário da casa
onde instalou-se para
servir o seu interesse e
os seus negócios.
Curiosamente, o quarto e o quinto sub-programas - equipamentos e
mobiliários, e recursos humanos e materiais, respectivamente -
contêm itens relacionados com a aquisição de equipamentos vários,
incluindo dois (2) veículos ligeiros, orçados em 5 mil contos, tendo o
presidente da CI comprado para seu uso pessoal um JEEP PRADO
por 7 mil contos, ultrapassando com essa aquisição de apenas um (1)
veículo ligeiro o valor total de 5 mil contos destinados para dois (2)
veículos ligeiros. Enquanto o município perdeu duzentos e tal mil
contos pelo incumprimento programatico e orçamental em termos de
construção das infra-estruturas básicas previstas, o presidente da CI
comprou um Jeep que custou aos munícipes quase três vezes mais que
o seu orcamento prevê.
Então, isso não é
brincadeira? Para a
compra de um Jeep
por 7 mil contos,
dinheiro apareceu
logo logo. E para a
contrução das
infra-estruturas
básicas, orçados em
duzentos e tal mil
contos, nao
apareçeu até hoje
um centavo sequer.
É por demais evidente que o resultado conseguido por
essa CI é mau, é mesmo confrangedor, porque não ela
não sabe nada e não sabe fazer nada. Foi um
disperdício total de tempo e de recursos. E a razão
principal desse fiasco reside precisamente na
existência de várias deficiências estruturais e
organizacionais dos seus servicos. E a prova disso foi-
me dada por ocasião das festas de Santa Catarina
quando o seu presidente, tendo chegado tarde à sessão
de abertura do forum “Pensar Santa Catarina”, pediu
desculpas aos presentes, dizendo que todos os afazeres
da CI recaem sobre ele.
Santa Catarina não pode sacrificar o seu futuro
por causa de um homem incompetente,
inconsequente, anárquico e ditador, que, no seu
relacionamento com os munícipes e com a
cumplicidade do governo, adoptou uma postura
assistencialista, favorecendo a militancia
peridária com a intenção clara de comprar
consciências e influenciar o sentido de voto,
acções que reflectem total ausência de um
sistema institutional e organizacional sério de
gestão, cuja função é operacionalizar um
programa de governação local eficaz e
transparente.
Sim, ditador porque já começou a
mexer com com a liberdades de
expressão e de manifestação dos
cidadãos, tentando mesmo, através
dos seus agentes partidários e de
capatazes, intimidar as pessoas
recipientes das suas ajudas sociais e
do trabalho público no sentido de
não participarem no acto de
apresentação da candidatura de
José António ocorrido no dia 30 de
Março transacto.
O momento derradeiro da verdade já chegou. É momento de
MUDANÇA e de reencontro do caminho perdido para a
restauração da honra e dignidade dos munícipes
santacatarinenses, para a seriedade na governação local
baseado em ideas e projectos muito sérios contidos na nossa
plataforma eleitoral e para o relançamento da liberdade dos
cidadãos no nosso concelho, elegendo, no dia 18 de Maio a
candidatura de José António, composta inteiramente por
filhos naturais de Santa Catarina, honestos e humildes,
conhecedores da realidade local e sériamente comprometidos
com o desenvolvimento e progresso social dos munícipes do
concelho.
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ey
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22

de

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ril
de

20
08
Pedro Paulo
Veiga
A seguir um
extracto do
discurso do
Sr. Jose
Antonio Veiga
para a
candidatura
da Camara
Municipal de
Santa
Catarina Fogo
extraido do
jornal
electronico
Info Press.
Interesse de Santa Catarina do Fogo está acima dos interesses partidários - candidato independente
(31-03
-2008)

Autor
:
JR
Fonte
:

Inforp
ress
Local
:

Santa
Catari
na do
Fogo
São Filipe, 31 Mar (Inforpress)
- O candidato independente às
eleições autárquicas de 18 de
Maio no município de Santa
Catarina do Fogo, José António
Monteiro Veiga, disse,
domingo, durante a cerimónia
de apresentação pública dos
integrantes da sua lista, que os
interesses daquele município
estão acima dos interesses
individuais e partidários.
José António disse que aceitou
encabeçar a lista do Grupo
Independente por Santa
Catarina para dar a sua
contribuição para o
desenvolvimento do novo
concelho e que, por isso, a sua
candidatura ultrapassa a
fronteira dos partidos políticos.
O candidato garante que a lista
que encabeça é integrada por
pessoas sérias e competentes.
Fazendo referência à
candidatura adversária, José
António disse que é integrada
por pessoas “importadas” para
defender os interesses de um
partido ou de um grupo e nunca
o real desenvolvimento do
município.
O candidato apoiado pelo MpD
disse que no dia 18 de Maio a
população de Santa Catarina do
Fogo terá o privilégio de julgar
o desempenho da Comissão
Instaladora durante os três
anos de funções, anotando que
entre aquilo que foi prometido
aquando da elevação da
freguesia a concelho e o que foi
implementado, há uma
diferença abismal.
Segundo ele, o edifício de
Paços do Concelho, a
residência oficial do presidente
da Câmara Municipal, a
construção da unidade sanitária
de base, a electrificação rural,
de entre outros projectos
anunciados, ainda não saíram
do papel.
José António disse que o acto
de apresentação pública é o
inicio de uma luta que terá o
seu termino a 18 de Maio,
“data em que o medo será
abolido definitivamente em
Santa Catarina ”.
“Não vamos excluir ninguém”,
disse o candidato independente
a Câmara de Santa Catarina do
Fogo, para quem o povo terá de
escolher entre um grupo que
pretende o desenvolvimento ou
a favor de um grupo que não se
preocupa com o
desenvolvimento desse
município.
Por sua vez, o candidato a
Assembleia Municipal de Santa
Catarina pelo grupo
independente, Valdemiro Alves
disse que é necessário
mudança para acabar com a
discriminação e o medo
instalados pela Comissão
Instaladora.
PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA FOGO
O candidato independente
para a Câmara de Santa
Catarina, ilha do Fogo, Cabo
Verde, Sr. José
António Veiga,
apoiodo pelo partido MPD,
deixou ontém Março 25,
2008, os USA para
apresentar oficialmente sua
candidatura aos municipes
daquela freguesia no
próximo domingo no
largo Victoria em Cova
Figueira.

Segundo muitas fontes essa
eleição vai ser
disputada com um cariz cívico
dando a todos opurtunidade e
a tranquilidade para
participar no acto eleitoral.

Lembra se que o outro
candidato, Sr. Aqueleu
Amado é apoioado pelo
partido PAICV e foi nomeado
pelo actual governo para a
instalação da Câmara
Municipal de Santa Catarina
na ilha do Vulcão.

Topicos123 aguarda
brevemente informações dos
dois candidatos, e os leitores
vao seguir passo a passo o
desenrrolar dos
acontecimentos.
PORQUE NÃO TE CALAS, Ó DESCARADO!
Se há uma coisa que não suporto é alguém se esconder atrás de um nome falso e desferir críticas e ataques a outros num
jornal sob o pretexto de que está a emitir opinião. Opinião, só deve tê-la quem a merece! A um criminoso, a
um mentiroso ou, a um ladrão ou, a um psicopata não se pede opinião, são julgados e encarcerados. A
um recorrente de pseudónimo, alguém que se esconde atrás de um nome falso, devia fazer-se o mesmo pois, não
sabemos se se trata de um criminoso, de um mentiroso, de um psicopata ou seja lá quem for. É pura e simplesmente alguém que
não sabemos quem é e, que, como tal, não merece crédito e, portanto, também, não deve merecer, ter a
opinião. Este é um raciocinio justo, porque normalmente quando alguém recorre a nome falso para desferir ataques a outros
é porque esse alguém tem algo a esconder (e, ninguém sabe o quê...) da sua verdadeira identidade... e de mais a mais o acto, em si,
é feio e próprio de covardes, portanto, não deve ser encorajado.

Um amigo meu trouxe-me, o número 27 do semanário, “A Nação”, editado para a semana de 6 a 12 de Março corrente,
para ler os termos em que um tal “António Manuel Santos” critica, no artigo intitulado “Porque nao te callas, Presidente”,
o candidato José António para a Câmara de Santa Catarina do Fogo. Não conheço ninguém com o nome de
António Manuel Santos. Bom... há uns tempos que não vivo em CaboVerde mas, tenho estado em contacto... e,
não consigo ver quem é esse desconhecido!!! Um pseudónimo? Se “António Manuel Santos” não é
um nome falso é, para mim, pelo menos um desconhecido ou, senão um descarado porque não publicou a cara dele
(foto) junto com o artigo por forma a que os leitores possam avaliar do valor da opinião que ele quer transmitir. Sim, porque
se o homem for conhecido, portanto, se tiver a cara de um mentiroso ou, de um ladrão, a opinião dele, por mais
bonita e bem construída que seja , não tem valor nenhum. E, para mim, e por estes factos, a opinião de um falso
António Manuel Santos ou, de um descarado como ele é nesse artigo, não tem mesmo valor.

Contudo, para nosso deleite sobre as peripécias do descarado “António Manuel Santos”, vamos à frente.

O descarado, porque não apresenta a sua cara que pode ser a de um criminoso, de um ladrão ou, ainda, de um
mentiroso começa por atacar imaginem só, a quem!? À Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Sim, à
essa jovem quadro escolhida ao mais alto nível da negociação do poder em Cabo Verde e, por consenso, entre a
situação e a oposição, para presidir a CNE. Que atrevimento! O nosso descarado diz que esta senhora, que tirou o
País da angústia ao aceitar exercer o cargo de Presidente da CNE, “está a falar demais”. Sim, a esta jovem, quadro brilhante, que
mostrou coragem e espírito de servir, o nosso descarado escreve dizendo que ela “fala por tudo e por nada”. E que revoltante! O
descarado, um António... chico esperto, sob nome falso, que pode ser um criminoso ou, provávelmente, um fraudulento, que
é também criminoso, escrever a mandar calar à senhora, à jovem quadro, à Presidente da CNE que veio dar brilho, vida e
esperança à Democracia em Cabo Verde! Como pode?

Que pretende o nosso descarado? Intimidar à Presidente da CNE? Fazê-la calar para poder preparar, na descontra, a fraude
eleitoral aí nos diversos concelhos do país e, especialmente, aí no Fogo? Deixar reinar a confusão para os militantes do
“partido-estado” poderem intervir e dar a sua interpretação e sentença? Tornar a Presidente da CNE em um pau mandado?
Hum...hei, descarado!!! Quero crer que, tal como eu, que vou ter de suportar e saber lidar com covardes como tu que não dá
a cara e que usa nome falso para criticar e atacar outras pessoas, também, tu, vais ter de suportar a Presidente da CNE, porque
ela é simplesmente brilhante e não pertence à tua raça.

O nosso António descarado, (um chico esperto... de serviço, como estratega do PAICV para as autárquicas que se
avizinham), empoleirado e convicto (pela formação ideológica de partido-estado que herdou) de que já pôs a
Presidente da CNE na linha, de que ela “tem de falar menos” e de que ela não deve ter “medo” em executar o que o partido
ou, os militantes do partido no poder, ordenam, dizia, o nosso António descarado passa, por acto continuo, a atacar os
candidatos “que vêm do exterior”.

Os termos que o António descarado usa para desferir os ataques “a estas candidaturas que vêm do exterior” estão
imbuídos de preconceitos que no mínimo pretendem inferiorizar os emigrantes como membro da nação cabo-verdiana. Caso
para perguntar, será que o nosso António descarado pensa que os que vivem na emigração são “exteriores”
ou como, também chegou de ser dito “os estrangeirado”...? Sim, porque os “candidatos que vêm do exterior” devem ser criticados
como cabo-verdianos que são e não como: “Essas candidaturas que vêm do exterior” ...[que viveram] ...“durante
todos esses anos, lá no bem-bom, na terra do tio Sam, não se lembraram sequer de uma vez fazer-se presente nas lutas que
travámos pelo desenvolvimento destas ilhas”. Ou então nos termos pidescos, próprios de quem trabalhou para a
Segurança Política, como: “não enviaram “tusto” que fosse... não contribuiram com remessas e nunca quiseram
saber das ilhas”. Ou, ainda, sob hipocrisia e falso reconhecimento como: “Os emigrantes sempre me mereceram grande respeito e
consideração e digo isso com toda a convicção de quem tem uma familia inteira a residir na ([lá], correcção
minha) fora. Mas...” Qual mas, qual quê, seu descarado!!!

Os emigrantes, caro António descarado e seus camaradas, são gente simples e cabo-verdianos como todos aqueles
que na terra se deixaram ficar. Simplesmente e, apenas, mais corajosos que o António descarado que, de tão
covarde, não assina com o próprio nome o artigo que escreve. Porque, eles, (“os candidatos que vêm do exterior”,
os emigrantes) e eu, incluído, portanto, não tivemos o medo de gente gentio, quanto mais, de dar a cara para os problemas
da terra. Nós, os emigrantes, não precisamos de reconhecimento de um covarde, se calhar, até, seja, um “pelintra”
a viver à custa das remessas e das malabarices aí na terra.

Fazer campanha política implica sempre criticas ou ataques mas, requer, também, frontalidade e uma certa ética que seja
consentânea com os valores da sociedade em que vivemos. Fazer panfletos, passar a rasteira, mentir, desvirtuar factos, comprar
votos e outros golpes baixos e fraudulentos não são própriamente actos da arte de fazer política. A isto se
chama de sujeira, no minimo, ou, actos próprios de covardes à procura de interesses egoistas. Peço ao António
descarado que crie coragem e se desmascare se quer participar no debate sobre os candidatos para a Câmara de Santa Catarina
do Fogo. Não vamos falar mal de ninguém; vamos apenas comparar, como deve ser feito, entre candidatos em campanha
para cargos políticos como são os de Presidente de Câmara.

José António, candidato independente apoiado pelo MPD, é, ao contrário do Aqueleu Amado, candidato do PAICV, um
jovem, cheio de energia. José António tem apenas 42 (quarenta e dois) anos de idade enquanto que, o Aqueleu já está na
casa dos 60 (sessenta) e tal, a atingir (se não a tenha já atingido) a idade da reforma. Portanto, quem está à procura da
reforma não é, de certeza absoluta, o José António.

José António é natural de Cova Figueira, sede do Município pelo qual concorre para ser seu primeiro Presidente de
Câmara. Emigrou, há apenas 7 anos mas, nasceu, viveu, estudou e trabalhou como professor e como proprietário sempre em Cova
Figueira até à data em que emigrou. Conhece bem as gentes de Santa Catarina, tanto os residentes como os que estão na
emigração, bem como os problemas deste Concelho. Não se pode dizer o mesmo do Aqueleu Amado que caiu de
paraquedas em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora há, apenas um par de anos e, é um estranho para a
maioria das gentes de Santa Catarina.

José António é um jovem, quando comparado ao seu adversário, mas, constituiu família ainda em Cova Figueira, construiu
casa própria em Cova Figueira e tem uma outra na América e, viveu (e, vive) sempre do suor do seu trabalho, tanto em
Cova Figueira como na América. Não quero entrar na vida privada de cada qual e nem quero falar mal de ninguém mas, os
eleitores de Santa Catarina estão no direito de saber e de perguntar ao candidato Aqueleu Amado qual a experiência dele
nestes dominios e se está habilitado a pretender ajudar os santacatarinenses a ter casa própria, constituir familia e
melhorar a vida deles?

José António completou os estudos do antigo 7º ano dos Liceus, (12º ano de escolaridade, hoje) e, concluiu, também, o
curso de professor, PREBA-2, ministrado pelo Instituto Pedagógico da Praia. Foi, ainda, professor em Cova Figueira,
aonde fundou (por iniciativa própria) o pólo do ensino secundário, que funcionou como primeira experiência piloto
em todo o Cabo Verde e, que, pelo seu sucesso, veio a ser integrado, depois, no Liceu de S.Filipe como Secção da Cova
Figueira. Esteve, também, sempre ligado à politica, tendo militado pelo MPD, pelo PCD e, também, integrado a lista do PAICV, em
2000, ocupando a quarta posição, para os vereadores da Câmara de S. Filipe. Foi um grande lutador para a elevação
de Cova Figueira à categoria de Vila e, também, para a elevação de Santa Catarina a Concelho. Aliás, este último foi um
dos motivos que o levou a integrar a lista do PAICV em 2000. Fez tudo isso por mérito próprio e para o beneficio único e
exclusivo do Concelho que o viu nascer. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado senão que não se sabe se
chegou de completar o antigo 2º ano dos Liceus (7º ano de escolaridade, actual) e que andou, que nem nómada, de trabalho
em trabalho, a fazer, não se sabe bem o quê, até cair ( ou, ser furriado) em Cova Figueira como Presidente da
Comissão Instaladora, por ser familia de quem é?

José António tem uma equipa de jovens, todos filhos do Concelho. São jovens com formação diversa e,
também, com sensibilidade politica diversas mas, todos irmanados no objectivo cumum de levar o desenvolvimento e a conquista da
dignidade ao Concelho que os viu nascer. Por outro, José António e a sua equipa têm o apoio da maioria dos quadros filhos
do Concelho, estejam eles residentes ou, estejam eles a residir fora do Concelho e têm ainda o apoio da maioria da diáspora
santacarinense. Que poderá o Aqueleu fazer sem o concurso desses jovens, sem o apoio dos quadros pensantes do Concelho e sem
o apoio da diáspora?

José António e a sua equipa para a Câmara de Santa Catarina têm uma Plataforma Política, um progrma fundamentado na
análise dos problemas e das potencialidades do Concelho. Eles têm propostas concretas de como inserir o Concelho na dinâmica do
desenvolvimento da ilha do Fogo e de Cabo Verde em geral. Têm propostas atractivas para a população de Santa Catarina
que visam libertá-la dos programas assistencialistas a que foi submetida. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado e sua
equipa a esse respeito senão que, não têm ideias, não têm programa e nem se sabe o que vão fazer.

Agora pergunto:

Será por ter visto tudo isso e, por sentir que a equipa de José António está ganhadora no terreno é que o nosso
António descarado, (estratega do PAICV, para as autárquicas no Fogo) concentra toda a sua bateria a despejar fel na
candidatura do José António para o tentar desacreditar...?

Será por ter visto tudo isso... é que o António, estratega descarado, pressiona e intimida públicamente e sem nenhum
pudor, a Presidente da CNE para “expurgar da lista” dos recenseados o candidato José António e eliminar por esta via a
sua candidatura?

Será por terem visto tudo isso... é que se vem peitanto o candidato Aqueleu Amado com fundos para oferecer “cimento eleitoral”,
materiais deportivos “embárda” (significa, muitos, no crioulo de Santa Catarina), bebidas alcoólicas aos jovens e dinheiro
aos potenciais eleitores de Santa Catarina?

Será por terem visto tudo isso... é que o reponsável do PAICV em Santa Catarina resolveu caçar bilhetes de identidade das
pessoas às quais julga ter comprado ou, às quais julga poder intimidar para não irem votar?

Não vou alongar porque já escrevi demais mas, quero dizer ao nosso António, estratega descarado, e seus
camaradas de que, sendo de lá, conheço bem as gentes e os jovens de Santa Catarina. Somos muito dignos, orgulhosos para nos
deixarmos comprar e temos os olhos muito abertos para não nos deixarmos enganar. Esses jovens valorosos de Cova
Figueira, Achada Furna, Estância Roque ou, outros sitios de Santa Catrina, vão desmontar todos os golpes que vão
montando.

Quanto à inscrição do José António no caderno do recenseamento, aí o nosso descarado vai ter de se acomodar
porque os seus desejos deixaram de ser leis há já algum tempo. E, José António respeitou as leis da Républica. Respeitou
todos os prazos que a lei estabelece e cumpriu todos os outros trâmites legais. Caso para dizer: Porque não te calas,
ó descarado!

P.S. A terminar (porque é falando que a gente se entente) dei-me conta de que afinal o António descarado não é,
senão, outro que, provávelmente, o tal do mentor e instigador da fraude.

Cláudio Veiga, cveiga2@hotmail.com
Filhos e amigos de Santa Catarina do Fogo
Há quase três anos a freguesia de Santa Catarina do Fogo
foi elevada a concelho do mesmo nome.

Trata-se de um ganho que todos nós reconhecemos e
abraçamos, pois que, com isso, iniciou-se uma nova etapa na
vida do nosso nóvel município, onde todos nós - seus filhos -
somos chamados a tomar conta do nosso próprio destino,
contribuindo para a consolidação da nossa autonomia
administrativa, financeira e patrimonial, bem como do nosso
próprio desenvolvimento e progresso social.

Mas, contrariando esses pressupostos e princípios, e a
lógica de um poder local autêntico, o governo e o partido que
o suporta escolheram o Sr. Aqueleu Barbosa para ser
presidente da Comissão Instaladora do município de Santa
Catarina, pessoa que lhe é estranha, desconhecedora da
realidade do meio, da sua gente, do seu costume e da sua
tradição, factos incontornáveis e que prejudicaram
seriamente o concelho, pois que a CI foi incapaz de cumprir
a missão que lhe foi confiada, adiando para o próximo
executivo da Câmara, a ser eleito em Maio, como o mesmo
confirmou recentemente, a execução do programa de
instalação do nosso município.

A candidatura de José António, composta inteiramente por
filhos naturais de Santa Catarina, e o seu grupo
independente de apoio, comprometido profundamente com o
concelho e o seu desenvolvimento, repudiam
veementemente a decisão do governo e do PAICV em terem
escolhido um estranho e incompetente para o cargo de
presidente da CI de Santa Catarina e agora confirmado
candidato a presidente da sua nóvel Câmara Municipal,
actos que flagrantemente ignoram os interesses
Santacatarinenses e desrespeitam os seus munícipes.

Tratando-se de uma afronta aos Santacatarinenses, o que é
incompreensível, indesculpável e inaceitável, a candidatura
de José António e o seu grupo de apoio, seguros de que não
se pode confiar o futuro de Santa Catarina a um homem que
no decurso de três anos das suas funções não cumpriu o
mínimo que dele se esperava, dando mostras muito claras de
não se ter comprometido com o desenvolvimento do nosso
concelho e os seus munícipes, preferindo, antes, fazer jogos
políticos favorecedores de amizades partidárias e
discriminatórias em relação ao resto dos munícipes.

As eleições autárquicas já estão oficialmente marcadas para
o dia 18 de Maio próximo e esse será o momento derradeiro
em que todos os munícipes irão livremente escolher os seus
representantes municipais. Como em todo o mundo, os
donos das casas, a não ser que sejam incapacitados, devem
cuidar das suas próprias casas. Por isso, estamos confiantes
que os munícipes de Santa Catarina irão dar o seu voto de
confiança na candidatura de José António, pois essa é a
única via de Santa Catarina reencontrar o caminho perdido,
caminhar com os seus pés e tomar conta do seu próprio
destino.

Para isso, contudo, muito trabalho tem de ser feito e
precisamos de recursos financeiros para a campanha
eleitoral que ora se aproxima. Se é filho ou amigo de
SANTA CATARINA e quer engajar-se no seu processo de
desenvolvimento, e defender a sua honra e dignidade, não
hesite em contribuir financeiramente, enviando o seu cheque
no montante que estiver ao seu alcance, para:

José António Veiga, P. O. BOX 7421, Brockton, MA 02301
Muito obrigado desde já.
Saudações fraternais.
COMUNIDADE A sociologia define uma comunidade como um grupo de pessoas que têm o mesmo interesse, no mesmo sítio e que podem organizar
dentro de um agrupamento.
Foto - Quinquim
De acordo com um dicionário de português, a
palavra COMUNIDADE, veio do latim
COMMUNITATE, e tem os seguintes
significados: qualidade do que é comum;
comunhão; congregação; mosteiro;
convento; comuna; agremiação;
sociedade; a totalidade dos cidadãos de
um país; o Estado, etc. Como vemos tem um
significado vasto, e os significados das palavras
são bastante explicativas, interligadas ou
interdependentes no significado geral, e
estão sintonizados na óptica de
um interesse comum.

Em todos os países, a comunidade teve e tem um
papel importantissimo no desenvolvimento socio -
cultural e económico da sua
população. Uma comunidade coesa e bem
organizada é um pilar importante da sociedade.

Uma comunidade é formada de pessoas com
diferentes background, e o núcleo familiar é o
centro da sua força. Uma família tem uma
obrigação preponderante dentro duma
comunidade; tem um dever natural de incutir nos
filhos ou filhas, valores que podem durar para o
resto da vida.

Uma comunidade forte exige trabalho, esforço,
dedicação, e união para poder
continuar ou seguir a fim de prosperar nos seus
objectivos.
Foto Zedi
A família ou indivíduos que
compõem uma comunidade,
devem ter sempre em conta
que a divisão
não vai trazer
nenhum benefício, mas pelo
contrário, a união,
sempre traz beneficio para
todos, não importa o
lugar, a camada social, o
credo religioso, o grau da
educação ou a cor da
pele.

A perspectiva em tudo isso,
tem como objectivo tentar
expôr algo fundamental
para uma reflexão
própria, que poderá
ilucidar mais a nossa
consciência num contexto
alargado da nossa
comunidade da Freguesia
de Santa Catarina, na Ilha
do Fogo, Cabo Verde e da
diáspora.

Um dito popular da cultura
Africana diz: “Para educar
uma criança, é preciso
envolver toda uma
vizinhança”. Sobre isso
sabemos muito bem, e é
uma regra a todos
nós que nascemos
nessa freguesia; todas as
crianças duma maneira ou
doutra receberam
educação, cuidados,
e ajuda extra-familiar.
Foto Zedi
Ora o que perdemos ou que estamos
perdendo, é o benefício da continuidade
desse fenómeno, ou dessa
maneira de cooperar, dessa
relação básica de nascença que
cada vez mais está pesando contra
nós mesmos.

A Ilha do Fogo, uma Ilha naturalmente
bela e com recursos humanos espalhados
quase em toda parte do mundo, tem tres
concelhos, sendo o nosso o mais novo e
também, o mais pobre e mais
desamparado.
A Freguesia de Santa Catarina é a mais
atrasada ou carenciada em muitos
aspectos.

Diferentes factores contribuiram para
que isso acontecesse, pode ser
não intencional, mas sim a falta
duma união ou coesão
comunitária que se perdeu nos tempos e
que agora é preciso ser reavivado.
Todos nós temos a nossa
fracção da culpa nisso, dum jeito
ou doutro, não devemos esquecer
nunca da base ou da raíz, porque se
não for assim os ramos
ficarão soltos e sem
atracção ao tronco.
Foto Zedi
A comunidade Santacatrinense tem alguns filhos e filhas
que divergiram e esqueceram de participar ou de
contribuir para o reforço e melhoria da comunidade.
Diversas causas contribuiram para isso, talvéz falta de
sensibilidade, falta de confiança de como fazer ou tirar
proveito da nossa terra, aquela mentalidade colonial que
ficou em muitos e, acreditar ou conformar no
status quo,
a inclinação política e ganância do poder duma
maneira bastante egoísta e madrasta, que levou-nos a
esquecer a nossa participação comunitária e
lembrar que somos capazes de fazer mais e muito melhor,
para desenvolver o nosso concelho.

Há fáctores que podemos analisar e tirar alguma
conclusão.
A partir dos anos de mil novecentos, no período da
Primeira e Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas da
comunidade Santacatarinense da ilha do Fogo tiveram de
emigrar para escapar a miséria ou a fome. A
emigração de então, tinha um cariz muito
diferente do que está passando com a nossa diáspora de
agora.
Foto Zedi
Naquela altura, na maioria das vezes, sempre era o chefe da
familia que aventurava para o estrangeiro, deixando a família para
trás.
Uma vez no país de destino, procurava duma maneira ou doutra
estabelecer contácto com algum patrício ou outra pessoa; e depois
de instalar, se assim se pode dizer, e ganhando algum dinheiro, o
objéctivo principal era sustentar a familia que deixou na terra
mãe e procurar poupar algum dinheiro a fim de comprar
algumas coisas, principalmente bens de raíz na comunidade que
deixou e, no fim regressar de vez para estar de novo com a família.

O emigrante passava por muitos obstáculos ou circunstâncias
adversas, falta de trabalho ou adaptação a terra
desconhecida.
Depois de cumprida a missão, então ele regressaria,
mas tinha sempre uma vontade em vista; o de viver a vida junto
da família já de uma forma diferente da que deixou.

Iria viver a vida sustentando da produção da terra que
comprou, ou aventurava no campo do negócio.

Para os outros que não puderam regressar aos seus na
comunidade que deixarm no país de origem, procuraram
duramente dum jeito ou outro suportar as vicissitudes da vida do
país estranho, onde tudo era diferente, o clima, a língua, a comida,
o trabalho, a descriminação sentida na pele; viviam
comunitariamente numa barraca ou pode-se dizer num funco, mas
mantiveram unidos e usaram a “força da união” e
conseguiram alcançar na maioria das vezes o sonho planeado; o
de criar uma família, educar os filhos que hoje praticamente
esqueceram ou não estabeleceram um elo com as outras
famílias que ficaram na comunidade dos pais e que daria
continuidade a ponte que liga o presente e o passado.
Foto Zedi
Depois da Segunda Guerra mundial o flúxo da emigração da
nossa comunidade aumentou muito mais, dando lugar a segunda
geração de emigrantes que tiveram também de suportar duras
provas de adaptação nos países de acolhimento; mas desta
vez, as chances de sobreviver ou fazer uma vida condigna eram mais
positivas; muitos já não viviam nos gelados ou calorados
campos de cultivos, e as oportunidades de ganhar a vida eram mais
propícias até ao ponto de alguns mandarem trazer famílias do país
natal.

Depois da indepêndencia nacional de Cabo Verde, e com a
instalação das embaixadas estrangeiras na capital que
facilitavam vistos de saída para estrangeiro, então o fluxo do
fenómeno da emigração atingiu o ponto máximo;
principalmente entre os anos setenta e até os anos noventa, do
século passado, originando uma nova onda de emigrantes que
ausentaram da comunidade, mas desta feita o emigrante está mais
elucidado ou preparado nessa problemática. Uma vez no país
estranho já não se sente tanto desconhecido, porque há
patrícios que dão guaridas, mas mesmo assim, têm que
suportar duras provas para poder alcançar o sonho sonhado, que
muitas vezes é ilusório para muitos.

Uma boa percentagem desses novos emigrantes não
esqueceram a comunidade que deixaram, e participam activamente
no seu desenvolvimento; mas, infelizmente outros não
puderam ou não quiseram participar no processo da
reconstrução e reestruturação da nossa comunidade.
Foto Zedi
Tudo isso pode ser transformado ou
invertido, nunca é tarde demais para
contribuir se darmos conta que
contribuindo para nossa comunidade
estamos contribuindo para o
engradecimento de nós
mesmos, dos nossos filhos, dos
nossos amigos, das nosssas gentes,
da nossa ilha, e duma maneira geral
de todo Cabo Verde.

Devemos fazer uma
meditação profunda do que
está passando connosco ou com a
nossa comunidade e ter uma
óptica mais humana e menos
materialista, com mais solidariedade
entre todos, e procurando reparar ou
construir mais pontes de
ligação e estabelecer um
consenso mútuo e mais produdivo
entre os membros da família, dos
amigos, dos indivíduos e de toda
comunidade.
Foto Zedi
Sabemos que temos recursos humanos dentro da
nossa comunidade, o que está faltando é fazer com
que haja mais sensibilização da parte
comunitária, e também do nosso governo, para
descobrir ou redescobrir e trazer para o meio
elementos com
know how capazes e
professionalizados em diversas áreas, e conhecedores
do sistema político em cada país que estiver a fim de
influenciar outras comunidades e governos, dando
lhes mais
input sobre a nossa causa, que no fim
poderá trazer benefícios mútuos entre todos os
membros da comunidade, nacional e internacional.

Joaquim Fontes
Novidades da Festa de Santa Catarina na ilha do Fogo
A comunidade de
Santa Catarina do
Fogo regozija-se
com a
ordenação
do seu primeiro
pároco fazendo
votos que tenha os
maiores sucessos
na sua vida pastoral
e seja o exemplo a
seguir pelos filhos
da mesma.

BIOGRAFIA:

MISSIONÁRIOS
CAPUCHINHOS
(OFM)

Frei Domingos
Gomes Alves
Mendes

Nascimento: 15 de
Abril de 1968 em
Santa Catarina, Ilha
do Fogo, Cabo
Verde.

Filiação:
César Mendes e
Clarice Gomes
Alves Mendes

Baptismo: 1 de
Novembro de 1969
em Santa Catarina,
Ilha do Fogo, Cabo
Verde.

Confirmaçã
o: 11 de Agosto de
1990 Santa
Catarina, Ilha do
Fogo, Cabo Verde.

Habilitações:

Frequentou o Curso
de Teologia da
Universidade
Católica –
Porto

Vida Religiosa:

Tomada de HÁbito
– 17 de Setembro
de 1998.

Votos Simples – 19
de Setembro de
1999 no Convento
de S. Lourenço de
Brindes, Cabanas
de Viriato.

Profissão
Perpétua – 29 de
Maio de 2005 em
Porto Novo, Santo
Antão, Cabo
Verde.

Instituições:

Leitor: 12 de
Março de 2006

Acólito: 28
de Maio de 2006 A
seguir um artigo
sobre o FREI
DOMINGOS
GOMES ALVES
MENDES,
publicado no
Infopress.
Domingos Gomes Alves Mendes será ordenado padre no próximo domingo Data do Evento :
16-12-2007
São Filipe, 09 Dez
(Inforpress) – Domingos
Gomes Alves Mendes,
natural de Dacabalaio, da
paroquia de Santa
Catarina do Fogo, será
ordenado padre no
próximo domingo, dia 16,
na capelinha de Nossa
Senhora de Fátima em
Roçadas.
Domingos Gomes Alves
Mendes nasceu a 15 de
Abril de 1968, oriundo de
uma família católica,
tendo sido baptizado no
ano seguinte na paróquia
de Santa Catarina, onde
recebeu o sacramento da
confirmação (crisma), no
ano de 1990.
Entrou para o seminário
de São Vicente no ano de
1996 e no ano seguinte
iniciou o Postulantado.
Em 1998 entrou para
Noviciado em Cabanas
de Viriato – Viseu
Portugal, tendo feito
profissão simples no ano
seguinte e Pós-Noviciado
entre 1999 e 2003 –
estudos académicos na
faculdade de Teologia de
Porto.
O futuro padre fez
Experiência Fraterna e
Pastoral na paroquia de
São Lourenço, Ilha do
Fogo (2002/03) e
estágio/formação em
Lisboa no ano de 2004.
Fez a Profissão Perpétua
na paroquia de Porto
Novo (Santo Antão),
Instituído Leitor na
paroquia de Nossa
Senhora de Amial (Porto),
Instituído Acólito na
mesma paroquia e
ordenação diaconal no dia
3 de Dezembro do ano
passado nos Mosteiros
dos Jerónimos ( Lisboa ).
Neste momento, está a
terminar o mestrado
Integrado de Teologia na
respectiva faculdade no
Porto. De regresso para a
Vice-Provincia de Cabo
Verde, será ordenado
Presbítero no dia 16 de
Dezembro.
O padre José Eduardo,
da pároco da paróquia de
Santa Catarina do Fogo
disse à Inforpress que a
comunidade católica
desse município e de toda
a ilha do Fogo ,de uma
forma geral, está a
preparar o acto que
contará com a presença
do Bispo de Santiago, D.
Paulino Livramento
Évora.
Domingos Gomes Alves
Mendes será o primeiro
padre natural da paroquia
de Santa Catarina e o
quarto da ilha do Fogo,
depois de António
Fidalgo, Lourenço Rosa e
José Pires.
Após a sua ordenação,
cumprirá missão na v ila
de Ribeira Brava, na ilha
de S. Nicolau.
No próximo ano, a
comunidade paroquial de
Nossa Senhora da
Conceição vai também
assistir à ordenação de
um outro foguense,
Egídio de Pina, natural da
localidade de Monte
Grande.
A ordenação diaconal de
Egídio de Pina,
actualmente na paróquia
de Tarrafal de Santiago,
está programada para 6
de Janeiro e será
ordenado presbítero em
meados de Junho/Julho
na paróquia de Nossa
Senhora da Conceição em
São Filipe.
Campanha a favor do Concelho de Santa Catarina Fogo em Vila Nova da Barquinha, Portugal Acessa os links e veja
mais!
DANÇA PARA CABO VERDE Campanha     Campanha
Caro Amigo Quimquim

Enviadas pelo Sr. Aqueleu, Presidente da CI


Saúde e boa disposição por esses lados das terras do Tio Sam. Por cá vamos indo de trabalho em trabalho em prol de desenvolvimento de Santa Catarina. Há
poucos dias, mais concretamente no dia 11 de Novembro foi inaugurada a iluminação pública da localidade de Achada Furna e contra gostos de muita boa gente
que não acreditou nesta realização, mas com esforços da CI o projecto tornou-se realidade.
Para seu conhecimeno esse projecto atingiu o montante de dezasseis milhões de escudos, em US $, corresponde a duzentods e vinte mil dolares US.
A CI suportou cerca de trinta por cento do valor, a Caboverde Telecom deu cerca de 18%, e o restante foi suportado pelo Governo.

Nós trabalhamos comparceiros estratégicos pois só assim este Município poderá ascender, visto que, por um lado, as gentes ainda não
estão com capacidades em contribuir e, por outros, há muitas actividades geradoras e rendimento por dinamizar e será certamente o nosso papel futuro enqunto
dirigente a Câmara Municipal.

A nossa festa foi um sucesso e todos os que cá vieram gabaram das iniciativas tomadas e das actividades culturais, recreativas e desportivas realizadas. Fizemos um
Forum "Que perspectivas para o desenvolvimento de Santa Catarina e foram convidados todos os filhos deste Municipio a estarem presentes por forma a darem o seu
subsídio, porque todos somos poucos para elevar Santa Catarina.

No entanto, lamentamos a ausencia daqueles que nas Terras do Tio Sam nos apelidaram de incompetente não se ausaram em estar presentes e contribuir para a
querida freguesia. De palavras nósestamos cheios, gostaríamos auscultar opiniões de várias quadrantes, pois quem sai a ganhar é o Município que é de todos,
independentemente da opção política que tiver.,

Também gostaria informar-lhe que a CI homenegeou pessoas que deram seu contributo, designadamente, Neco Bia, Denda, Lele, Fileme, Ntoneco,Nho Djonzinho
Montrond, Pinto Veiga, Xexe,Nho Djon de Ana de Monte Vermelho. Essa acção teve como intenção valorizar os actos feitos por pessoas de Santa
Catarina que de uma forma ou de outra contribuiram para o seu território.
Se é certo que não alcançamos todas as pessoas, esta foi apenas o começo de actividades desta natureza. Bem caro amigo não quero maçá-lo, mas depois
farei o possivel em enviar-lhe uma CD para sua apreciação.
Cumprimentos
Aqueleu Amado
Uma abordagem critica sobre a CI do Concelho de Santa Catarina no Fogo pelo Sr. Pedro P. F. Veiga
O jornal asemana online publicou recentemente uma série de artigos sobre Santa Catarina do Fogo,
trazendo a público os mais diversos assuntos relacionados com a instalação desse nóvel município,
começando com a sua infra-estruturação (ou a sua falta), passando pelos problemas de terreno, as
potencialidades turísticas, até as suas gentes.

Não me estranha o esforço jornalístico do asemana que foi ao terreiro promover a imagem e enaltecer
as realizações da CI de Santa Catarina, transmitindo informações tal como apresentadas por ela,
ficando, assim, o princípio sacrossanto do jornalismo de imparcialidade e objectividade em águas de
bacalhau, assim como não me preocupa as reportagens que o asemana faz ou deixa de fazer. Mas
importam-me a honestidade e o rigor ético/deontológico no jornalismo, porque tratam-se de elementos
que constituem o princípio básico e fundamental sobre o qual se assenta toda a credibilidade do
chamado quarto poder num sistema democrático e pluripartidário, pois a missão do jornalismo é, em
primeiro lugar e acima de tudo, procurar a verdade, sempre a verdade, em todas as circunstâncias,
mesmo as mais adversas, e colocá-la à disposição do público.

Durante esse tempo todo que o asemana passou em Santa Catarina a produzir essas reportagens, as
quais incluem duas entrevistas feitas ao presidente e vice-presidente da CI, o mesmo não se lembrou
em nenhum momento de questionar-lhes sobre a astronómica renda de 200 contos que a CI paga ao
proprietário da casa onde funciona os serviços municipais. Este assunto tem de ser do conhecimento
de todos os profissionais sérios da comunicação social em Cabo Verde, porque já o abordamos várias
vezes em jornais, sem, entretanto, nunca termos obtido até hoje nenhuma resposta ou qualquer
esclarecimento.

Tratando-se de um assunto de interesse dos munícipes de Santa Catarina e do público em geral,
porque essa renda é paga com o dinheiro dos cabo-verdianos, não ficaria bem ao asemana colocar
essa questão e esclarecer a minha curiosidade e a de tantos outros cidadãos? Não ficou o interesse
dos cidadãos prejudicado com essa falta de sensibilidade do asemana em não procurar saber a
realidade dos factos? Então, não é tirano esse tipo de jornalismo?

Ora bem, a Comissão Instaladora, aproveitando-se da oportunidade que lhe foi concedida, não teve
mãos a medir, tornando seus os feitos e as realizações do governo de Cabo Verde nas áreas de
electrificação, abastecimento e canalização de água em domicílios, rede viária e arruamento dos
povoados, educação, assistência social, construção de casas para os mais necessitados, etc,
esquecendo completamente os seus próprios afazeres - as realizações que são da sua própria
competência.

É inequívoco que o governo nos últimos meses está a investir muito em Santa Catarina, facto nunca
antes registado no concelho desde a sua criação há quase três anos. E isso está a acontecer na exacta
medida da previsão do Grupo Independente de Apoio a Santa Catarina, devendo acelerar ainda mais
nos próximos tempos. Sinto-me feliz com o beneficio que os munícipes estão usufruindo no concelho,
porque sei (e os santacatarinenses de um modo geral sabem) que isso só foi possível graças ao
movimento desencadeado por esse grupo nos últimos seis meses, reclamando a injustiça feita ao
concelho com a colocação de um estranho à frente dos seus destinos e reivindicando o poder para os
seus munícipes para a restauração da sua honra e dignidade.

Por isso, discordo totalmente das afirmações do presidente da CI ao apressar-se tanto em creditar a
sua conta com fundos que não são seus, colocando na sua carteira de actividades projectos que não lhe
pertencem, e remeter para o fundo perdido o seu próprio programa de instalação do município.

Sim, o programa de instalação do município, nos seus pontos essenciais, só poderá ser executado pelo
próximo executivo, conforme disse o próprio presidente da CI na sua entrevista ao asemana, dando-
me, mais uma vez, razão por ter dito que Santa Catarina está a perder muito com a incompetência do
Sr. Aqueleu. Efectivamente, a CI disse que o problema de terreno só pode ser resolvido pelo próximo
executivo porque, e cito, “as terras no concelho de Santa Catarina não podiam ser vendidas porque
eram para uso da população e que só depois da independência é que pessoas com “maior habilidade”
fizeram os registos matriciais dos terrenos que eram do estado”.

E a esse propósito, eu fiz o seguinte comentário ao artigo do asemana que publicou essa entrevista no
dia 26 de Outubro transacto: No verão de 2006, o senhor presidente da CI visitou América e conheceu
Joaquim Fontes, Quinquim, conhecido de todos os santacatarinenses. Até fez-lhe uma visita de
cortesia em sua casa. Depois de ter regressado a Cabo Verde, enviou-lhe um e-mail que está
publicado no site topicos123.com, que passo a citar nos pontos mais relevantes: “Estamos a ultimar o
plano urbanístico da vila… Iremos também solicitar mais tarde a vossa sujestão assim que tiver em cd
totalmente gravado trabalho…No entanto gostaria lhe solicitar que sensebilize alguns
santacatarinenses principalmente alguns que são proprietários de terras nesta vila que sejam
parceiros desta CI visto que para implantação de insfraestruturas públicas é necessário ter parceiros
principalmente esses senhores”.

Se notar erros nessa citação, eles não são meus, mas do próprio presidente da CI, que a isso já nos
habituou em tudo quanto escreve ou diz.

Um ano mais tarde, no verão de 2007, o presidente da CI visitou de novo América. Desta feita, nem
teve a dignidade de visitar o Quinquim, simplesmente porque a situação política no concelho e sua
diáspora é substancialmente diferente daquela que encontrara em 2006. No ano passado, não existia
ainda o Grupo Independente de Apoio a Santa Catarina que irá apoiar José António Veiga, também
ele independente, para presidente da Câmara, o qual é também apoiado por Quinquim. Por isso, desta
vez, não visitou Quinquim e, com isso, morreu a sua iniciativa de parceria com os proprietários da vila
de Cova Figueira.

Mas pior do que isso, a CI teve o desplante de dizer que os proprietários já não existem e um
levantamento cadastral tem que ser feito para identificar o que é privado e o que é publico. De acordo
com a CI, falsificando factos e historia, “só depois da independência nacional é que algumas pessoas
com "maior habilidade" fizeram registos matriciais dos terrenos que eram do estado.

Sem questionar, por enquanto, o significado de "maior habilidade", começo por dizer que essa
"estória" é uma inverdade de todo o tamanho. Trata-se de um revisionismo puro da historia, pois os
proprietários de terras em Santa Catarina são todos identificados e não há pedaço algum de solo
arável nesse concelho que não tenha dono, pois todos eles, sem excepção nenhuma, pagaram sempre
os seus impostos (décimas) e existe o serviço de notariado e registo, onde tudo isso pode ser
verificado e provado.

Infelizmente, esses proprietários, na sua maior parte, já não pertencem ao mundo dos vivos, mas todos
eles têm filhos e netos - herdeiros legítimos das suas terras, os quais, na sua maioria, vivem aqui na
América. Mas isso não os tira o direito e a titularidade das propriedades dos seus pais ou avós.
Duvido muito se os responsáveis da CI consultaram um advogado especializado na área, antes de
tornarem público essa absurda ideia de um levantamento cadastral para identificação dos terrenos e
seus respectivos donos. É o que acontece quando o governo de Cabo Verde, num acto de desrespeito,
envia para Santa Catarina, na qualidade de presidente da CI o Sr. Aqueleu, que - para além de ser
incompetente e de muito baixa qualificação, como já apuramos - é uma pessoa estranha ao concelho,
que não conhece a realidade do meio, da sua gente e história.

Penso, porém, que a CI - ao afirmar que só depois da independência nacional é que as pessoas com
"maior habilidade" fizeram registos matriciais dos terrenos que eram do estado - foi demasiadamente
ingénuo, mexendo com assuntos que nunca podiam estar ao seu alcance. Com efeito, depois da
independência nacional, o então governo de partido único, tentou, com a política de reforma agrária,
expropriar as terras dos seus legítimos donos.

Mas Cabo Verde não era nessa altura um estado de direito democrático, pois o PAIGC era força, luz e
guia - omnisciente, omnipotente e omnipresente. Hoje, graças à luta que travamos contra esse regime
de então, Cabo Verde tornou-se num estado de direito democrático, que respeita o direito da
propriedade, porque é um estado com separação de poderes, pois os poderes legislativo, executivo e
judicial são independentes uns dos outros e não estou certo que a CI sequer tenha pensado nisso antes
de fazer as suas declarações, porque, se tivesse, saberia que o assunto relacionado com litígio de
terreno não é do seu foro, não é da sua competência.

Outrossim, penso, acima de tudo, que a CI, vendo-se incapacitada em negociar e conseguir terrenos
que ficam mesmo aí dentro da vila para instalar as infra-estruturas necessárias, arranjou um
expediente para desculpar o seu fracasso, sem aperceber-se dos efeitos colaterais e perniciosos da
sua imaginação.

Paradoxalmente, soube há pouco tempo que o Sr. Aqueleu esteve a negociar com o João de Djeca a
compra de um terreno por três mil contos, que fica no cerco da Djidji mesmo à frente do antigo posto
administrativo para a edificação dos Paços do Concelho, um espaço muito apropriado para esse
projecto, mas desistiu do processo de negociação, sem ter dado ao João nenhuma justificação, o que
me parece estranho, a não ser que ele queira protelar a sua construção e continuar a pagar uma renda
de 200 contos mensal ao proprietário da casa onde funciona os serviços municipais, pessoa com quem,
desde a sua chegada ao concelho há quase três anos, mantém uma relação promíscua, que envolve
politica, amizade e negócio. Ademais, ele anunciou que o edifício dos Paços do Concelho ira ser
construído na Prainha, local que fica na periferia da vila, o que a acontecer será um caso inédito em
todo o mundo. Pode ser que a desistência da negociação com o João tenha a ver com a politica de
perpetuar o pagamento da renda e de transferir o centro do poder da vila de Cova Figueira para
Prainha, furtando a sua historia e desrespeitando as suas gentes do passado, do presente e do futuro.

Pedro Paulo Veiga
A seguir um artigo de autoria do Sr. Alberto Nunes publicado no jornal Asemanaonline, sobre o Concelho de Santa Catarina na Ilha do Fogo.
O Homem defende,
naturalmente, o que considera
ser seu. Não obstante, esta
defesa deve enquadrar-se dentro
de um quadro legal, lógico, moral
e ético. Alguns homens adquirem
o princípio ideológico de
defender o grupo onde estão
inseridos, mesmo sabendo que o
defendido pelo grupo contrasta
com a realidade vivida na
comunidade onde o grupo se
insere.
A naturalidade da defesa e o princípio ideológico adquirido
da defesa do grupo devem basear-se em dados e factos
concretos, isto é, a partir da realidade concreta e vivida.
Estes dois princípios de defesa devem, sobretudo, ser
fundamentados na lei da imparcialidade, de modo a evitar
que aqueles que vivem alheios à comunidade em questão,
tirem conclusões irrealistas. Aliás, uma das virtudes do
Homem é a honestidade, sobretudo a intelectual. Pensamos
que nenhum intelectual deve ter por missão usar da sua
faculdade de pensar para formular uma opinião com
objectivo de ludibriar as pessoas que estão aquém de uma
determinada realidade.
Acreditamos ser missão de qualquer intelectual
entender a essência da realidade e posicionar-se
de forma coerente e lógica na defesa, em
particular, dos indefesos da sociedade. Quanto a
nós, temos por princípio que a crítica é um dever
de qualquer intelectual. Os intelectuais devem
pôr, de forma altruísta, a sua capacidade de
saber fazer e defender a seu favor e a favor dos
interesses dos mais necessitados. No entanto,
acompanhamos na nossa sociedade e na nossa
diáspora um comportamento inverso ao acima
descrito.
Recebemos, por e-mail, alguns anos atrás, vários artigos do pedagogo
Napoleão Vieira Andrade. Num desses artigos, Napoleão considerava a
ilha do Fogo “quintal da ilha de Santiago”, tendo em conta que os
sucessivos governos concentravam todos os esforços e recursos, nalgumas
ilhas, principalmente a de Santiago e para a do Fogo restavam apenas
“migalhas”. Num dos artigos recebidos, Napoleão havia demonstrado que
os filhos da Freguesia de Santa Catarina, agora concelho, estavam sendo
excluídos do processo de desenvolvimento da mesma Freguesia, tendo em
conta que nenhum dos partidos políticos estava a colocá-los na sua lista,
principalmente em lugar elegível. Tudo verdade! Em 1992, com a
instituição do municipalismo em Cabo Verde a ilha do Fogo era um
concelho.
Da lista para as primeiras eleições autárquicas
faziam parte: pessoas de Nossa Senhora de Ajudá -
Mosteiros, São Lourenço e Nossa Senhora da
Conceição. Depois da divisão da ilha em dois
concelhos (Mosteiros e São Filipe) já foram
realizadas mais três eleições autárquicas e foram
colocadas nas listas, e em lugar elegível, pessoas de
Nossa Senhora da Conceição, de São Lourenço e
ninguém de Santa Catarina. A justificação que dão é
que Santa Catarina não tem pessoas com
competência técnica e com confiança partidária para
ocupar esse tipo de cargo.
Paradoxalmente
, a maior parte
dos vereadores
do concelho de
São Filipe era
habilitada
apenas com 2º,
5º e 7º anos,
pessoas que se
poderiam
também
encontrar em
Santa Catarina.
Em 2005, cinco freguesias foram elevadas à categoria de concelho, entre as quais a
de Santa Catarina, no Fogo. Em todos os novos municípios foram colocados
indivíduos nascidos no concelho, com excepção de Santa Catarina. Aliás, este
concelho foi o único em que o presidente foi uma pessoa estranha. Justificação: em
Santa Catarina não há pessoas com competência técnica e de confiança do partido
para ocupar tal cargo. Após a nomeação dos elementos que compõem a Comissão
Instaladora por parte dos dois partidos, passamos a ter nos lugares que constituem
eixos de desenvolvimento e crescimento quadros externos e continua-se a falar
noutros quadros externos que deverão entrar no concelho nos próximos dias e
meses. As pessoas que já entraram e que vão entrar são as que na lógica do partido
têm competência técnica e são também da confiança do partido no poder.
Muitos dos que vêm de fora tratam mal os
Santacatarinenses. Muitos munícipes estão
inconformados com muitas injustiças e pedem a
nossa intervenção na defesa dos seus direitos e
interesses. Como munícipe, e não só, pomo-nos à
disposição dos mais necessitados deste novel
concelho, não por almejar o poder, mas para
mudar o statu quo existente no concelho e
construir um quadro reformado onde todos os
santacatarinenses tenham o mesmo direito e
dever, independentemente da sua cor partidária,
religião, origem ou cor da pele.
Tivemos a oportunidade de ler um artigo do
mencionado filho deste concelho, Napoleão Vieira
Andrade no Jornal Liberal e, gostaríamos de tecer
alguns comentários acerca do mesmo: em primeiro
lugar gostaríamos de expressar a nossa admiração
para com Napoleão Vieira: temos estado a
acompanhar os seus artigos em diversos jornais e
entendemos, desde muito cedo, que se trata de um
indivíduo que tem muito a dar, pois tem boas
ideias que podem ser aproveitadas em prol do
desenvolvimento de Santa Catarina e de Cabo
Verde, de modo geral.
No entanto, nestes últimos meses, Napoleão tem
estado a decepcionar-nos muito. Confessamos que
discordamos plenamente do conteúdo do artigo
Santa Catarina (Fogo): História, Resistência e
Conquistas, publicado no jornal Liberal no dia 04
de Setembro do ano em curso. Pensamos, e
defendemos, que ninguém se torna grande ao
chamar o outro de “questiúnculo” e ninguém que
assim é chamado se torna menor. Ninguém de
Santa Catarina quer defender a ideia de que só os
santacatarinenses podem e devem trabalhar em
Santa Catarina.
De facto, se assim defendêssemos
estaríamos a ser injustos connosco,
pois, segundo os dados, quase o dobro
da nossa população vive e trabalha fora
do nosso concelho. O que defendemos é
que não se deve preterir um filho /
quadro de Santa Catarina devido à sua
opção política ou ao seu princípio
ideológico e trazer um quadro de fora
alegando que aqui não há pessoas com
condições para ocupar determinado
cargo.
É simplesmente o que
repudiamos e protestamos.
Outrossim, defender que
deve haver espaço em Santa
Catarina para o filho /
quadro desta região não é
uma atitude localista e nem
tampouco bairrista; nem
tampouco o é exigir que haja
concurso transparente e
justo nos contratos de
trabalho ou na distribuição
de trabalho.
Discordar igualmente que um só indivíduo tenha 3 ou quatro empregos
pelo facto de ter votado no partido no poder, ou porque trabalha para
angariar votos para o partido, sabendo que este indivíduo não tem
qualificação e ver, também, muitos filhos, qualificados fora do sistema de
emprego devido à sua opção política ou à sua forma de pensar, sendo
muitas vezes rotulado como buscando o poder apenas por pensar diferente
não é uma atitude bairrista ou localista. Pensamos que denunciar a lógica
de defender cegamente o partido e de tentar mantê-lo no poder, a todo
custo, porque o mesmo emprega e pratica salários exorbitantes, ao mesmo
tempo que arrasta outros familiares, não significa, pelo menos, por parte
dos denunciadores, que as pessoas de Santa Catarina estão a perder a
morabeza ou a simpatia.
Se, no passado, foi necessário trazer enfermeiros,
professores, agentes administrativos para Cova Figueira
porque não tínhamos quadros, hoje a realidade é outra. Não
temos quadros suficientes, mas os poucos que temos devem
ser aproveitados para o crescimento e desenvolvimento
integrado, sustentado e harmonioso deste novel concelho
que precisa muito dos seus formados. Santa Catarina e
Fogo, de um modo geral, estão fartos de funcionários de
partido e que muitas vezes não constituem quadros alguns,
mas que, no entanto, são enquadrados no intuito de resolver
interesses meramente pessoais e manter o partido no poder
a todo custo.
Há no Fogo e em Santa Catarina uma tentativa de
promover os representantes do partido em diversas
localidades dando-lhes trabalhos para manipularem a
consciência dos cidadãos a seu bel-prazer. A ilha do Fogo
e Santa Catarina, em particular, já perderam muito com
este sistema e com o Partido. Dados que temos e que
iremos divulgar num trabalho mais alargado, indicam que
o atraso do Fogo advém das seguintes causas:
Passividade dos fogueses perante as injustiças, partido
acima de tudo, mentalidade reinante, pessoas idosas,
“laços comestíveis” entre pessoas de influências,
partidarismo, clientelismo, amiguismo, etc.
Insurgimo-n
os contra o
bairrismo,
localismo e
obsessão
partidária.
Colocamos
os nobres
interesses
de Santa
Catarina
acima de
Tudo!
Nossa
fraterna
amizade
deve
sempre
sobrepor-se
às nossas
divergência
s
ideológicas.
Vila
de
Cov
a
Fig
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03
de
Nov
emb
ro
de
200
7
ENERGIA
ELECTRICA
Caro amigo Quimquim

Primeiro os meus cumprimentos
pedindo desculpas pela longa
ausencia. Preparando as festas
de Nha Santa Catarina cujo
inicio será no da 21, ontem pelas
dezanove horas foi inaugurada a
iluminação publica em
Achada Furna. Portanto já há
mais um povoado deste
Município que dispõe neste
momento de energia eléctrica e
durante vinte e quatro horas.

Esperemos que a breve trecho
possamos iniciar a
execução de obras de
baixa tensão nas
localidades de Roçadas,
Dacabalaio, Monte Escora,
Fonte Cabrito, MonteVermelho,
Figueira Pavão e
melhoramento da rede na Vila.

O Projecto da média e baixa
tensão em Achada Furna
foi financiado pelos parceiros
(Governo deCabo Verde, Cabo
Verde Telecom e a
própria Comissã
Instaladora), respectivamente
com 30%, 16% e 54%.
Gostariamos seja esta
informação difundida
depois de tratamento por
V.Excia. Far-lhe-emos chegar a
si o programa de festas.

Aquele Abraço

Aqueleu Amado

Presidete da CI
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SANTA CATARINA, FOGO, ONDE ESTÁ A VERDADE?

Dilma, nome fictício, de três anos de idade, ontem teve só uma refeição e dormiu praticamente com fome. Depois de acordar, perguntou
aos irmãos pela mãe e disseram-lhe que ela tinha saído para "procurar" açúcar para pôr no café.
Antónia, nome fictício, de sete
anos de idade, levantou logo cedo com algumas dores nas costas por ter dormido no chão. Aprontou rapidamente, saiu, sem comer, indo para a
escola na esperança de aí comer uma refeição. O pai das duas crianças encontra-se nos USA sem trabalho, depois de passar uma temporada na
prisão, e por isso não enviou nenhuma ajuda para a família.

Os casos citados acima, são factos reais e constantes de algumas famílias em Santa Catarina.

A luta pela sobrevivência duma comunidade com escassos recursos, como é a comunidade Santacatarinense, é dura e haverá sempre algumas pessoas
pouco afortunadas e necessitadas que continuarão sofrendo. Por isso o governo e a comunidade em geral devem ter sempre em conta o
balanceamento dos recursos do município para que o sofrimento das pessoas seja minimizado.

Tudo isso vem a propósito do desafio lançado, há mais de duas semanas, pelo Sr. Pedro Paulo F. Veiga no www.topicos123.com, um site que
serve a comunidade nacional e da diáspora, ao senhor Presidente da Comissão Instaladora de Santa Catarina - Fogo, dizendo que não é
novidade para ninguém que a Comissão Instaladora paga uma renda de 200 contos (duzentos contos) por mês para uma casa onde funciona os
serviços municipais, sem quem o visado tenha até ao presente momento reagido, o que em nosso entender é comprometedor e em nada abona a favor da
transparência que tem de haver na gestão dos recursos do Estado.

Ora levando em conta as necessidades/realidades do Concelho de Santa Catarina - Fogo, e se de fácto essa quantia astronómica de renda está
sendo paga, os Santacatarinenses têm direito a uma explicação e se pede a quem de direito que o faça.

Diz o ditado: Quem cala, consente!
www.topicos123.com estará
atento e fará eco sobre os
desenvolvimentos deste caso e
outros que vierem a surgir.
Entretanto, Santa Catarina,
Fogo, onde está a verdade?
A redacção do Topicos123 recebeu uma mensagem do Sr. Napoleao Andrade com um pedido do Sr. Aqueleu Amado, para a publicação do artigo sobre a Freguesia de Santa Catarina no Fogo. De notar que o mesmo artigo foi
publicado na A Semanaonline jornal electronico.
POTENCIALIDADES TURISTICAS DE SANTA CATARINA-FOGO? From: napoleao andrade (napoleaocapitao80@hotmail.com) Sent: Sat 10/27/07 6:29 PM To: joaquim20@hotmail.com Santa Catarina do Fogo: As potencialidades turísticas e o problema dos terrenos

25-10-07
A maior potencialidade turística de Santa
Catarina é o vulcão do Fogo, que está
sob a sua jurisdição, mas os oito
quilómetros de uma orla marítima ainda
virgem também não podem passar
despercebidos. Mas a travar os possíveis
investimentos nesta área está o problema dos
terrenos, sendo que naquele novel concelho
ainda não está totalmente definido o
que é privado e, dentro do público, quais
são os municipais e os do Estado.

O problema dos terrenos Agricultores da
Chã e PNF em conflito

As investidas do Turismo em Santa Catarina
são ainda muito insípidas, sendo que
Chã das Caldeiras é o ex-libris do
sector no concelho. Mas para já o que se faz
é o género de um “turismo amador” em que
os habitantes da aldeia com vista para o
vulcão abrem as portas de suas casas
e os visitantes vivem ali durante uns dias de
forma tradicional. Na Chã, existem a
Esplanada Pedra Brabo, do localmente
conhecido Patrick Zimmerman, e o
bar/restaurante Antaris, da ONG italiana
COSPE.
Outra das iniciativas que está a surgir é do
Parque Natural do Fogo, que já tem
disponíveis uma série de guias para visitas ao
vulcão e até para fazer escalada pelas
escarpas da Bordeira. Recorde-se que o
parque em si é uma grande potencialidade
locla pois ocupa um quinto da ilha, com uma
extensão de 85 km2, engloba o
vulcão, a Chã das Caldeiras, a
Bordeira e a floresta de Monte Velha.

A Comissão Instaladora já tem
algumas ideias para explorar a zona, mas quer
sempre preservar a zona, devido à
biodiversidade existente, daí que o objectivo
seja fazer um turismo "controlado". "Deve-se
controlar a entrada à Chã, entendemos
que deve haver um portal à entrada e quem
quiser entrar, paga. É assim que acontece em
toda a parte do mundo", adiantou ao
"asemanaonline" o número dois da
Comissão, Silvestre Ribeiro.

Mas Santa Catarina não tem só o
vulcão, têm uma orla marítima de oito
quilómetros, uma zona virgem com praias de
areias negras, mas que estão limpas,
ideias para a prática dos desportos náuticos.
Segundo Ribeiro, "o acesso ainda é muito
mau, mas o objectivo é trabalhar para
melhores acessos e assim estimular as
pessoas a investir ali". Outra das hipóteses,
assinala, é a parte histórica do porto de
Alcatraz, o primeiro na ilha do Fogo, onde há
armazéns e um antigo farol, onde se poderia
construir uma marina.

O problema dos terrenos
O problema dos terrenos no concelho de Santa Catarina não vem de
hoje e tem uma raiz histórica. Tal como explica Silvestre Ribeiro, em termos de
solo, o concelho tem uma história diferente dos outros concelhos de Cabo
Verde. Grande parte de Santa Catarina foi doada pela coroa de Portugal no
séc. XVIII às pessoas que na altura moravam em Relvas, devido à
erupção vulcânica que aconteceu naquele tempo. Essas terras
não podiam ser vendidas porque eram para uso da população,
mas antes da independência, houve um governador que quis vender a quem
pudesse comprar mas Portugal reprovou a medida. Depois da independência, as
pessoas com "maior habilidade" fizeram os registos matriciais dos terrenos que
eram do Estado, mas tinham como finalidade a utilização da
população - o chamado usucapião.

O que acontece actualmente é que há pessoas que estão a vender
terrenos que legalmente não são delas. Há quem tenha a posse
do terreno, ou seja, durante muitos anos usaram-no e dele tiraram os devidos
proveitos mas não o têm "no papel". Quando estas pessoas fazem as
transacções dessas terras, não estão a vendar o terreno em si,
mas sim a sua posse.
O problema dá-se quando os compradores vão à CI para
tratar da construção de algum imóvel e deparam-se com o
problema de legalidade. Segundo Ribeiro, "este problema está
ser resolvido caso a caso: se a pessoa, depois de esclarecida,
quiser comprar o terreno, se este for municipal, tem que fazer a
requisição na CI. Se for na zona dos terrenos do Estado
tem que se tratar com o Património".

A própria CI já sentiu na pele este problema pois só agora
conseguiu encontrar terreno para a construção dos Paços
do Concelho. Mas a verdadeira dor de cabeça deverá chegar
quando os investidores turísticos descobrirem Santa Catarina e
as suas potencialidades. As lavas vulcânicas, por exemplo, na
Chã das Caldeiras, estão a ser ocupadas pelos
moradores que tomam as terras como suas, sendo que estas
pertencem ao Estado.

A solução, segundo Aquileu Amado, presidente da
Comissão Instaladora, não deverá ser imediata. O
levantamento cadastral dos terrenos, que vai definir o que é
privado e, dentro do público, quais são os municipais e os
do Estado, só vai ser feito pelo próximo executivo de Santa
Catarina, depois das eleições.

Agricultores da Chã e PNF em conflito

A questão dos terrenos já está a gerar alguma
tensão em Chã das Caldeiras. É que
alguns agricultores estão a ocupar a área de
protecção integral para as suas actividades, o que levou a
administração do Parque Natural do Fogo (PNF) a tomar
algumas medidas e decidir destruir as videiras ali plantadas. Os
agricultores não gostaram e até já houve casos de
ameaças aos guardas e gestores do PNF.

As áreas protegidas do PNF são classificadas em quatro
categorias: a área do uso especial, onde podem ser construídas
habitações e outras infra-estruturas, a área de uso tradicional,
dedicada à agricultura e a área de uso moderado - onde se
permite a circulação de pessoas e a recolha de algumas
sementes endémicas. Dentro da área de protecção
integral o acesso é reservado à comunidade científica, devido à
fragilidade do ecossistema.

E todo o problema começou quando os agricultores da
Chã decidiram usar este terreno restrito, quando,
segundo Alexandre Rodrigues, administrador do PNF, existe
terra suficiente na área de uso tradicional. Para este
responsável, a "invasão" do terreno não é por
"ignorância", mas "sim por sobrevivência ou desafio às
autoridades por parte dos agricultores".

Texto: Catarina Abreu Fotos: Eneias Rodrigues From:
Napoleão Andrade (napoleaocapitao80@hotmail.com)
Sent: Sat 10/27/07 6:21 PM To: joaquim20@hotmail.com

Aquileu Amado: "O próximo mandato é a continuação da
instalação"

23-10-07 Nesta série de opinioes que está sendo publicado sobre
o recém-município de Santa Catarina do Fogo dá-se agora voz ao
presidente da Comissão Instaladora (CI), Aquileu Amado,
que faz um ponto da situação daquele novel concelho.
Acredita que se vai suceder a si próprio e como candidato
natural pelo PAICV à Câmara avança que "o próximo mandato é
a continuação da instalação".

Consegue estimar o montante total do que se investiu em Santa
Catarina nos últimos anos?

Nos primeiros cinco meses, o investimento foi mais patrimonial,
que rondou os 10 mil contos. Em 2006, 20 mil contos apostamos
mais na rede viária o que veio criar mais emprego público. No
plano ambiental, investimos 17 mil, incluindo um aterro sanitário
(provisório), contentores e viatura de recolha que deve chegar
entre Novembro e Dezembro. Os dois jardins infantis que
construímos entretanto custaram-nos 8 mil contos. A
electrificação de Santa Catarina foi das infra-estruturas
que mais dinheiro exigiu da CI, já foram investidos 31 mil contos,
mas falta concretizar um projecto de 47 mil contos.

E nesse aspecto quais são os ganhos até agora?

Já temos a ligação de média tensão desde Fonte
Aleixo até à vila de Cova Figueira, que já tem 24 horas de
electricidade por dia. Por altura das festas do município, vamos
inaugurar a iluminação pública em Achada Furna. Esse
projecto de 47 mil contos, numa parceria entre a CI, o governo e
a sua executante - Electra, vai fazer a ligação de baixa
tensão de Roçadas, Daca Balaio, Vila Pavão e
Tinteiro. Os equipamentos para o arranque da obra devem
chegar em Dezembro e o projecto deve estar concluído no
primeiro semestre de 2008. O projecto das electrobombas
também são fundamentais na concretização do
objectivo de levar água e luz às povoações mais altas.

Fale-me desse projecto.

Vão ser colocadas três electrobombas que vão
"elevar" a água até às localidades de Baluarte, Mãe
Joana e Estância Roque, que também vão fornecer-lhes
energia em baixa tensão. O projecto é da Água
Braba (empresa pública de água e saneamento do Fogo), que
construirá os reservatórios nestas localidades, sendo que o de
Estância Roque será mais potente para poder levar as mesmas
condições a Figueira Pavão.
Quais são as outras prioridades para si? A
formação. Os recursos humanos de Santa Catarina
não são qualificados e é isso que nos faz mais
falta. E estamos a apostar nesse sector desde a infância até
ao mais superior. Não somos apologistas do
funcionamento dos jardins-infantis em centros comunitários,
por isso queremos dotar o concelho de mais jardins para
que as crianças tenham o seu próprio espaço. Já temos
cinco em Chã das Caldeiras, Cova Figueira, Maria
Cruz, Fonte Aleixo e Achada Furna, mas temos projectos de
construir mais quatro. As escolas primárias existem em
todas as localidades do concelho.

Damos apoio aos jovens no transporte que têm que ir até
São Filipe para estudar no 11º e 12º, porque para já
só temos uma escola privada que lecciona até o 10º. Já
temos uma escola privada de ensino secundário que vai até
ao 10º ano, depois os alunos seguem para São Filipe.
A CI também financia as propinas a 12 jovens no ensino
superior público e privado. Quanto à formação
profissional, 40 jovens vão começar a ter aulas de
electricidade, carpintaria, canalização e mecânica.

Também já temos um lote para construção do liceu, o
projecto está pronto para o lançamento da primeira pedra,
só nos falta o aval do ministério da Educação. E a
habitação social?

Muitas casas tinham o seu tecto em ruptura e tínhamos que
solucionar essa situação, que colmatamos com o
apoio do governo. Já construímos 11 moradias, entregues
em Fevereiro de 2007 para mulheres chefes de família, dois
jovens casais. A CI fornece ainda projectos de
habitação e lotes de terreno que sabem ser
municipais para as pessoas construírem. O objectivo é que
todos os santacatarinenses tenham a sua casa condigna.

Em que ponto está a questão da construção
dos Paços do Concelho? Há dificuldades no que diz respeito
aos terrenos no município. Quanto aos Paços do Concelho,
já temos terreno garantido, o projecto arquitectónico está
pronto e temos a garantia do empréstimo da
cooperação francesa.

E como solucionar esse problema dos terrenos?

Há que fazer o levantamento cadastral dos terrenos, o que
são propriedades privadas e pública e desta
distinguir o que é do município e o que é do Estado, que com
a actual lei dos solos será um processo mais fácil. Mas esse
trabalho só poderá ser feito no próximo mandato.

Como avalia o ano agrícola?

O mais importante é que a água já está armazenada, as
cisternas estão cheias e os problemas de pasto
estão resolvidas. A produção de milho foi
fraca, mas a de feijão foi boa.

Como serão as festividades do município?

As festas do município terão o seu ponto alto com o
Fórum de Santa Catarina, que deve acontecer entre 21 e 25
de Novembro, dias que antecedem o dia do município.
Queremos recolher os subsídios para elaborar um plano
estratégico para Santa Catarina que se cumprirá por dez
anos. Nessa altura, vamos inaugurar também os
arruamentos das localidades mais altas em Estância Roque
e as novas valências do estádio municipal. A
construção dos balneários é condição
fundamental para que o Vila Cova Figueira jogue em casa.

Qual o lema para ganhar o próximo mandato?

Queremos pessoas com competência que saibam fazer e
que tenham os olhos no futuro. Queremos trabalhar por
Santa Catarina e por Santa Catarina. Fazer um mandato
sem falsos paternalismos, com familiaridade e apoiado no
Governo. Estamos a trabalhar para não iludir
ninguém, com base em projectos pré-elaborados e o
objectivo é trabalhar para o município e que a ilha do Fogo
se eleve a nível nacional.

Santa Catarina do Fogo: Infra-estruturação de
freguesia a concelho

24-10-07

No seguimento dos artigos sobre Santa Catarina do Fogo,
faz agora um apanhado das principais infra-estruturas que o
município ganhou durante estes dois anos de
instalação.

Electrificação Arruamentos e estradas
Água e saneamento Saúde Segurança
Habitações sociais Educação Desporto Parcerias
Electrificação

Actualmente decorre a electrificação de três
povoados no concelho - Fonte Aleixo, Domingos Lobo e
Maria da Cruz - e está-se a proceder à ligação de
média-tensão entre Fonte Aleixo e Cova Figueira. A
energia, que é fornecida desde São Filipe, já chega
24 horas por dia à vila do município.

Achada Furna já tem cobertura em baixa-tensão,
mas ainda falta a ligação de média-tensão de
Monte Largo àquela localidade. Em breve, Achada Furna
terá também energia eléctrica fornecida durante todo o dia.
Em todos estes projectos foram investidos 31 mil contos,
mas a electrificação de Santa Catarina, que pretende
chegar a todas as localidades do concelho, não pára
por aqui. Segundo Silvestre Ribeiro, o número dois da
Comissão Instaladora, "serão investidos 47
mil contos para levar a luz eléctrica a todos os
santacatarinenses, verba que será toda ela injectada
directamente na Electra, que está encarregue da obra".

Arruamentos e estradas

A estrada que liga a vila à Lapinha é a principal obra no que
toca aos arruamentos e estradas. Estância Roque também
está a ser sujeita a uma intervenção de fundo e em
breve terá os seus arruamentos todos prontos. O mesmo
está a acontecer em Cabeça Fundão e Fonte Aleixo.
À excepção de Chã das caldeiras,
todas as localidades foram "intervencionadas" e a
protecção das encostas é também uma realidade.



Água e saneamento

As povoações abastecidas com água corrente são
Achada Furna, Fonte Aleixo e Cova Figueira e toda a linha
até Tinteira. As zonas mais altas são onde há mais
dificuldade, nomeadamente, Mãe Joana, Estância
Roque, Baluarte, que são abastecidas com
auto-tanque. Mas já há um projecto que vai solucionar este
problema com a colocação de três electrobombas,
uma em cada localidade. A obra, orçada em 34 mil contos, é
apoiada pela União Europeia.

Saúde
O posto sanitário é antigo, mas já há um projecto que está integrado no
Projecto Integrado para O desenvolvimento de Santa Catarina, financiado
pela UE, que contou com a parceria do Instituto Valle Flor de Portugal.
Esse projecto deverá transformar o posto num Centro de Saúde,
totalmente equipado, falta um médico, que o Ministério de Saúde tem que
enviar e reforçar a equipa de enfermeiros. Segundo Silvestre Ribeiro,
"existe ainda uma Unidade de Saúde de Base em Chã das
Caldeiras, mas se há uma política de transformar Chã num destino
turístico, isso implica outros investimentos na área de segurança e saúde".
"Há que colocar lá um enfermeiro pois a situação assim o exige",
conclui. Quanto à necessidade de evacuação, se as pessoas
não têm condições, "a CI apoia no que puder". Segurança

O edifício para albergar a esquadra da POP já foi entregue, mas ainda
não está a funcionar. Falta equipar e a chegada de um graduado e
três agentes, que já têm uma viatura disponível. Para Ribeiro, a
população de Santa Catarina é pacífica. Haut de page

Habitações sociais
A CI apoiou a melhoria de algumas casas, nomeadamente na
reconstrução dos tectos, que estavam na sua
generalidade bastante danificados. Fornecem também tinta
para que a cidade ganhe uma estética uniforme e mais limpa.
Em Fevereiro deste ano, foram entregues 11 moradias
sociais, em parceria com a Operação Esperança. As
mulheres chefes de família, dois jovens casais e algumas
pessoas mais idosas foram as contempladas com as novas
casas.

Educação Todo o concelho tem postos escolares onde
as crianças frequentam o ensino básico. A secundária é
privada, situada em Cova Figueira, e só vai até ao 10º ano,
sendo que quando os estudantes atingem o 11º têm que
seguir para São Filipe. Essa escola funciona num
edifício alugado em antigas salas de ensino básico.

Mas esta é uma situação provisória porque o terreno
para a construção de um liceu já está comprado e está
nas mãos do Ministério da Educação avançar
com o projecto. Já existem cinco jardins-infantis em Santa
Catarina: na Chã das Caldeiras, Cova Figueira,
Maria Cruz, Fonte Aleixo e Achada Furna, mas os projectos
de construir mais quatro já estão em andamento.
Segundo Silvestre Ribeiro, mais de 90% das crianças
frequentam a escola. "Há quase uma concorrência, toda a
gente quer pôr os filhos na escola e há dificuldades, mas
ajudamos em propinas e transportes escolares", conta.

Desporto O estádio municipal está a ser sujeito a medidas
urgentes de intervenção para que os dois clubes da
terra - o Esperança Futebol Clube (de Achada Furna) e o
desportivo de Cova Figueira - possam jogar em casa nos
campeonatos regionais.

Por ocasião do dia do município, a 25 de Novembro,
deverão ser inauguradas as intervenções no estádio
que terá um campo maior, bancadas com capacidade para
2500 espectadores, balneários, tribuna de honra e vestiários
para os jogadores. O polivalente de Fonte Aleixo também já
começou a ser construído e terá a capacidade para 600
pessoas. A primeira fase do projecto deverá estar pronto no
primeiro trimestre de 2008.

Parcerias

Santa Catarina tem uma parceria com a Comissão
Europeia, que doará um montante de 70 mil contos faseados
em três anos, num projecto integrado na área da saúde e
formação profissional em que se vai formar 40 jovens:
10 na mecânica, 10 na carpintaria, 10 na electricidade e 10 na
canalização. Também engloba acções na área das
pescas, agricultura pecuária e mobilização de água. O
Fundo Gallego doou mil contos para apoiar a
construção do jardim infantil de Maria Cruz. Em
Portugal, o município tem parcerias com a Câmara de
Monforte e Vila Nova de Barquinha, com as quais projecta
um protocolo de geminação. Texto: Catarina Abreu

Fotos: Eneias Rodrigues
Algumas imagens da noite de apresentação oficial do Sr. Jose António Veiga candidato a Presidente da Câmara de Santa Catarina na ilha do Fogo, realizado em 20 de Outubro de 2007, na cidade de Holbrooke MA, USA
TOPICOS123,
recebeu da
Direcção
Provisoria do
Grupo de Apoio
ao Municipio de
Santa Catarina
do Fogo um
pedido de
publicaçã
o de um
MEMORANDU
M que a seguir
se pode ler:
MEMORANDUM A Direcção
Provisoria do Grupo de Apoio ao Municipio de Santa
Catarina do Fogo, reunido no dia 6 de Junho de 2007,
debruçou sobre alguns aspectos relacionados com a
sua actividade, designadamente:
1. Discutiu e analisou o
caracter e a plataforma do
grupo, tendo concluído que é
heterogeneo por ter no seu
seio pessoas de diferentes
sensibilidades, mas que o
mesmo sente-se unido e
irmanado para com o
concelho de Santa Catarina,
defendendo os seus
interesses e participando no
seu desenvolvimento.
2. Analizou o perfil de
uma eventual candidatura
de um filho natural do
concelho de Santa
Catarina do Fogo para o
cargo de Presidente da
Camara Municipal,
podendo ser independente
e apoiado pelo nosso
grupo e MPD, tendo em
conta a existência de um
já potencial candidato do
PAICV.
3. Analizou a
possibilidade de
intercambio entre os
membros do grupo nos
EUA e CV via
teleconferencia e
analizou também a
possibilidade de o grupo
ou membros do grupo,
individualmente, fazer
uso da internet paara
difusão das suas
actividades e ideias,
respectivamente.
4. Analizou o perfil do actual Presidente da
Comissão Instaladora do Município de Santa
Catarina e discordou do processo da sua escolha
para esse cargo, porque, tratando-se de uma
administração local, o governo, e o partido que o
suporta, deviam ter escolhido um filho natural do
concelho, conhecedor da sua gente, costume e
tradição, como foi o caso aquando da instalação do
concelho vizinho dos Mosteiros, onde o então
governo do MPD teve cuidado e sensibilidade
suficientes, colocando à frente desse Municipio
dois filhos Mosteirenses.
5. Considerando o exposto
acima, o grupo tudo promete
fazer para repor a sua dignidade
e honra, lutando incansavelmente
nos proximos tempos para eleger
um filho de Santa Catarina para
ser o primeiro Presidente da
nóvel Camara Municipal.
A seguir
algumas fotos numa reuniao do
Grupo de Apoio ao Municipio de
Santa Catarina do Fogo, realizado
em Brockton MA USA
Fotos Zpedro
Fotos Zpedro
Ponto de Vista
É bom saber e ver, o interesse que os filhos e amigos de Santa
Catarina tem estado a demostrar sobre o presente e futuro
dessa promissora Freguesia.
A maioria consciencilizada dos naturais da mesma, sabe que
ela tem condições humanas e naturais para um possivel
desenvolvimento em quase todas áreas, elevando o nivel
socio-económico da sua população a fim de ocupar um lugar
mais relevante na Ilha do Fogo, e na sociedade caboverdiana
em geral. Ora para isso acontecer, haverá que ter primeiro
uma politica com cariz humana, colocando no centro os
interesses dos Santacatarinenses nao obstante diferenças
políticas, e fazer um esforço, se não colectivo, mas pelo
menos mútuo, apoiando ideias e concensos que podem
beneficiar a todos.
Qualquer candidato que posicionar ou receber apoio de
Grupos ou Partidos, para uma representação digna desse
Concelho, deverá antes de tudo, esclarecer sua candidatura, e
demostrar praticamene e teoricamente suas ideias, fazendo
com que o Povo dessa localidade acredita e confia no
desempenho da função que porventura vai ocupar.
Quinquim
14/02/2007
A seguir algumas noticias do Municipio de Santa
Catarina Fogo, enviado pelo Sr. Joao Aqueleu, Presidente da
Camara do mesmo municipio.

E-MAIL: cova.figueira@hotmail.com
Caro Mr. Quimquim
Os meus cumprimentos e que esteja bem
Por ca eu e a equipa que lideramos vamos i fazendo esforços para
transformar de forma paulatina Santa Catarina e o comportamento das
suas gentes quanto as novas resposabilidades enquanto municipio com sua
autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Pensamos que ainda
no decorrer deste ano e possivel fazer uma cobertura em rede de energia
electria ao longo da estrada nacional, isto e dos povoados desde Roçadas
a Domingos lobo. Nesta ultima localidade ja estemos a baixa tensao e
esperamos ainda neste mes dar um sinal. Para sua informaçao e o que
achar por conveninet em anexo lhe envio fotos dos actos de apoio social
as familias mais carenciadas, construç]ao de um jardim infantil em Maria
da Cruz, modificaç]ao da Delegaçao Municipal numa Esquadra Policial,
entre outros
Estamos igualmente em obras de um polidesportivo em Fonte Aleixo,
desencravamento de Monte Escora, ligando este povoado com a estrada
que liga Figueira Pavao a Achada Furna e ainda coo o povoado de
Dacabalaio, permitindo as gentes dessas zonas ter acesso por todos os
lados e fazer movimentaçao mais acessivel.
Com os nossos cumprimentos
Sempre amigo
Aqueleu
Cen
tro
de
sau
de
de
San
ta
Cat
arin
a
Fog
o.
Hello Mr. Fontes
É com imenso prazer que lhe envio algumas informações a respeito do nosso municipio de Santa Catarina. Estamos a ultimar o plano
urbanistico da Vila, 1ª. fase cuja area ainda já planeada vem desde Monte Pelado até Enseada Helena e vamos brevemente
apresentar esta fase à população da Vila para apreciação e recolha de subsídos para melhorar o anteprojecto. Iremos também
solicitar mais tarde a vossa sujestão assim que tiver em cd totalmente gravado trabalho. No entanto, gostaria lhe solicitar que
sensebilize alguns santacarinenses particularmente aqueles que são proprietários de terras nesta Vila que sejam parceiros desta CI
visto que para implantação de insfraestruturas publicas é necessário ter parceiros particularmente esses senhores. A Vila de Cova
Figueira para crescer e ser de facto a capital deste concelho deve desenvolviver-se e para isso a CI necessita de parceiros privados.
Estamos a apelar a sua colaboração porque se o plano for aprovado e homologado teremos que aplicar a lei a respeito desta matéria.
Assim que o Arquitecto nos entregar o CD farei chegar ao seu conhecimento para efeito de sensabilização. Sei que V.Excia tem
muitos contactos e por isso a CI espera a sua parceria nesta matéria, isto é, a de sensabilizar as pessoas aí residentes. Aguardo uma
sujestão sua a respeito.
Os nossos respeitosos cumprimentos
Atentamente
Aqueleu
MUNICIPIO DE SANTA CATARINA FICOU DE PARABENS!
Os Santacatarinenses estao de parabens com a celebracao da tradicional festa de
Nha Santa Catarina, que este ano foi celebrado em grande com a participacao de
muita gente, gentes da diaspora e da terra que intercalaram "sabura e amizade"
deixando este novel Municipio cada vez mais conhecido em toda parte. A seguir
algumas novidades desse acontecimento enviado pelo Sr. Aqueleu, presidente do
Municipio de Santa Catarina Fogo
Nov. 26, 2006
Boa-Tarde
Eis-me a dar-lhe novas sobre como decorreu a nossa festa municipal. O
programa elaborado quer seja o da CI quer o da Paroquia, foi cumprido quase
em cem por cento. Foi uma festa de todos e houve uma congregação entre
nós e com os nossos companheiros da emigração. Não houve indisciplina e
nem sequer houve qualquer conflito, facto inédito e importante, pois, significa
que os santacarinenses já entende que a festa é o ponto de encontro onde
todos devem conviver em sã harmonia, paz e amor. Foi isso que aconteceu.
Tenho uma importante informação para si: Hoje uma viatura já chega a
Lapinha, pois foi feita uma estrada e que se inaugurou ontem e também já
aumentamos a ligação de água ao domicilio, em parceria com a Associação
Comunitária "Estrela do Milénio" da Vila de Cova Figueira. Mais tarde
faremos um resumo da festa.
Cumprimentos
Atentamente
Aqueleu
Novembro 23, 2006
cova.figueira@hotmail.com
Muito Bom Dia Mr. Quimquim
Saudações
Como muito bem disse já demos inicio às actividades festivas respeitante ao Dia do
Município e de Nha Santa Catarina. Conforme o nosso program que vai ser cumprido
com razoabilidade, visto que temos ainda muita carencia em termos de recursos
humanos para dar resposta ao programado. Amanhã inauguraremos um via de acesso
por estrada a Lapinha, localidade que fica na encosta do Monte Casa. A população
local está satisfeita com este empreendimento. Certamente mais iremos inaugurar tudo
dependendo por um lado da parceria dos privados que devem conceder parte de suas
terras e por outro de condições financeiras e parcerias com outros Municípios
nacionais e estrangeiros. Haver vamos. O que é necessário é trabalhar e encontrar
parceiros para o desenvolvimento de Santa Catarina e particularmente da Vila de
Cova Figueira.
Cumprimentos
Até breve
Aqueleu
Igrej
a
matr
iz
de
Sant
a
Cat
arin
a,
em
Cov
a
Figu
eira

Exm
o
Sen
hor
Qui
mqu
im
Os meus cumprimentos. Recebi a sua mensagem e eis-me a responde-lo. Por cá vamos
preparando as festas do dia do municipio e da padroeira nha santa catarina. estamos ansiosos
e esperamos poder realizar uma festa que possa agradar os nossos municipes da diaspora que
certamente estarão cá nessa altura. temos um programa razoavel e como o municipio não
dispoe ainda de recursos financeiros que o permite fazer mais, faremos com o tivermos ao
alcance. No que diz respeito ao ano agrícola fomos traidos mais uma vez pela natureza. A
plantação encontrava-se bonita mais com algumas ventarnias e particularmente com o de leste
queimou-se quase tudo, portanto a produção não satisfaz e por isso temos que procurar saida
para os nossos municipes, isto é, ter emprego para todos. De qualquer forma a pastagem foi
razoável e se os nosssos criadores souberem armazenar o pasto este será por muito tempo.
Dar-lhe-ei novas depois das festas
Com aquele abraço e sempre ao seu dispor
Amigo
Aqueleu
Boa disposição por esses lados. Por
cá venho dar-lhe novas acerca do
nosso Município. Estive em Portugal
visitando o Município de Monforte
com o qual pretendemos que haja
relações de cooperação e de amizade
entre os dois Municípios e povos.
Vamos assinar um acordo de
cooperação que em principio deverá
ser em Cova Figueira por ocasião da
Festa de Santa Catarina
O ano agrícola está razoavel e como
regressei hoje daquele país europeu
ainda não poderei dar-lhe dados
crediveis. No entanto, dentro de dois a
três dias, após uma volta pelo território
terei informações suficientes a respeito.
Não querendo maçá-lo muito
aproveito para lhe apresentar os meus
respeitos cumprimentos
Atentamente
João Aqueleu Amado
Pessoas num meeting em Fonte Aleixo.
O Sr. Aqueleu vai estar em Portugal durante o
periodo de 23/30 de Outubro 2006, à procura de
parceiros de desenvolvimento para infrasturar o
Municipio de Santa Catarina. Espero que esteja
bem e sempre atento às informações da
globalização, pois, hoje nos é dificil viver sem estar
atento ao que se passa à nossa volta. Não pude
entrar em contacto consigo por duas razões, sendo
uma delas com a queda das chuvas e muitos
trovões e relâmpagos, os telefones sofreram e por
isso estivemos alguns dias isolados.
Daqui gostaria informar-lhe
que o ano agrícola parece
estar muito risonho pois o
Municipio está
completamente de verde e
o terreno muito molhado.
Esperemos que Outubro
não nos faça nenhuma
surpresa, designadamente o
vento de leste e permitir que
a colheita seja de facto
muita boa.
Enfim
não é
só o
nosso
Munici
pio
que
está
verde,
mas
toda a
ilha do
Fogo.
Gostaria igualmente deixá-lo
saber que estamos neste
momento a lançar base para
a extensão de energia
eléctrica em média tensão
desde Fonte Aleixo a Cova
Figueira e caso os
equipamentos e materiais
próprias não atrasem, penso
que em Janeiro este
projecto já será realidade.
Também o povoado de
ACHADA FURNA já está
completamente electrificada
em baixa tensão e estamos
a esforçar em lançar a
média tensão de modo a
permitir que a iluminação
seja realizada em
Novembro ou lá para os
fins do ano.
Assim que aprovarmos o
nosso plano de actividades
e orçamento para 2007
faremos chegar a si
informações que lhe
permitirá fazer um juizo de
valor e igualmente opinar
algumas ideias que nos
possa ajudar a melhorar
para os próximos tempos.
Os cumprimentos e até
breve
Atentamente
João Aqueleu
C
O
N
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A
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santacatarinafogo@hotmail.com
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go
cova.figueira@hotmail.com
Nov 22, 2008

IMPORTANT
E
FESTA DE NHA SANTA CATARINA
Toda gente está convidado para assistir as Festas de Nha Santa Catarina, no concelho do mesmo nome na Ilha do Fogo, que se celebra todos os anos no
més de Novembro, entre os dias 20 a 25. Não há desculpa a dar, quer por terra, mar, ar, ou “telepaticamente” voce deve estar presente.
Esta Festa é uma tradiçãao que vem de muitos anos honrando essa Padroeira onde toda gente se reune para festejar, deveritr, estabelecer
amizades e levar de volta a morabeza das gentes desta localidade.
Todos os anos celebra-se esta grande festa, mas este ano ela tem um significado mais amplo porque é a primeira que vai ser realizada depois da
eleição democratica de eleger um Presidente da Camara Municipal e também pelo marco mundial ocorrido nos USA da escolha pela primeira
vez na história desde grande país de um presidente de oerigem Afro-Americano, Presidente Barack Obama.
Que Nha Santa Catarina intereceda dando lhe sorte na sua liderança.
Lança se um apelo a todos, não se esqueçam de gastar todo seu dinheiro aí porque fazendo assim, estão contribuindo para melhoria
economica dessa região e da sua gente.
Segundo algumas fontes, este ano vão estar presentes muitos artistas brilhando a festa com muitas pessoas vindo da diaspora, das ilhas e
praticamente toda população deste concelho.
Também para os que conduzem, evitam o máximo não conduzirem na gata ou embriagados assim viverão “em caso de acidente” mais
anos de vida poupando vos sofrimento a si e aos outros.
Aos que não conduzem, que respeitem uns aos outros usando o senso comum de estarem a abaixo da lei mas, que se divertem ao máximo.
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