
| BENVINDO A SANTA CATARINA FOGO |
| Parabe ns as Fregue sias de Santa Catarin a em Cabo Verde nesta quadra festiva |
| NOVIDADES DA FREGUESIA SANTA CATARINA FOGO Dec 18, 2008 |
| Fogo – O Prelúdio De Uma Nova Era |
| “Por vezes é penoso cumprir o dever; mas nunca é tão penoso como não cumpri- lo”. Alexandre Dumas |

| Na qualidade de cidadão que busca sistematicamente conhecer factos do passado, acompanhar o surgimento e o desenrolar dos mais recentes devemos, neste momento, identificar e reconhecer os que apontam indícios de uma nova era para ilha do Fogo. É notório que esta ilha tem estado a conhecer no biênio 2007/2008 o prelúdio de uma nova era. Os indícios encontram-se estampados na relva sintética do polivalente do III Congresso e no Estádio 5 de Julho; no reinício das obras do Hospital dos Mosteiros, no lançamento das primeiras pedras para a construção dos Liceus de Cova Figueira e de Ponta Verde; na reabilitação do aeródromo de São Filipe (1ª fase), no arranque das obras do Centro multiusos da Enapor, no arranque do Centro da Formação Profissional da região Fogo/Brava, (obra, embargada pelo Tribunal da Comarca de São Filipe), no lançamento do concurso do tão propalado Anel Rodoviário, no lançamento do concurso de asfaltagem da estrada – Salto - Chã-das-Caldeiras, na cobertura de algumas localidades com rede elétrica (Achada Furna, Jardim, Maria da Cruz, Domingos Lobo, Fonte Aleixo, Roçadas, Monte Vermelho, Dacabalaio, Monte Escora e zonas altas de São Filipe), na construção de várias habitações sociais, na remodelação de algumas casas de pessoas carenciadas, na construção de casas-de-banhos etc. Muitos quadros, médios e superiores, do Fogo, das outras ilhas e do exterior estão a chegar aqui. Estão sendo colocados em diversos sectores da sociedade: nas Escolas Primárias e Secundárias, nos Hospitais, nas Câmaras Municipais, nos serviços desconcentrados do Estado… Jovens e adultos estão a fazer a sua formação superior, presencial e à distância; outros fazem Formação Profissional (em Ponta Verde e na Vila de Cova Figueira); alguns esperam a abertura do Centro de Formação Profissional da Região Fogo/Brava; no campo político, pela primeira vez, a Câmara Municipal de São Filipe está sendo governada por três forças políticas. É, deveras, visível o princípio da mudança! Essas iniciativas desenham, no nosso entender, o arranque material do crescimento que devem ser acompanhadas também com o arranque do desenvolvimento sustentado, harmonioso, equilibrado e humano. Pois, antes, se assistia em toda ilha, quando havia um posto de trabalho a escolha dos trabalhadores recaia sempre sobre um militante, amigo e simpatizante dos homens que ocupam o poder local e sem concurso público. Com o iniciar dessas obras assiste-se a adjudicação das mesmas às empresas privadas de construção. A contratação dos trabalhadores por parte dessas empresas muda, por enquanto, parcialmente, o sistema, pois, ainda, quando as Câmaras Municipais adjudicam as suas obras, entregam-nas aos filhos de casa, mesmo sabendo que não apresentam requisitos para tal. Assiste-se, nestes dois últimos anos, no Fogo, o ruído das máquinas, dos camiões; vemos a movimentação de trabalhadores com coletes, carros de empresas a circularem, desenhando assim algo inédito. Este processo, apesar de ser, no nosso entender, estruturante devia ter começado há muito tempo: se, no Fogo, tivéssemos outra mentalidade; se tivéssemos pessoas que no lugar e tempo próprios tivessem colocado o interesse da ilha acima dos interesses pessoal e partidário; se tivéssemos no poder municipal uma pessoa com maior capacidade para o dialogo; se tivéssemos pessoas que valorizassem os recursos humanos disponíveis na/da ilha independentemente da sua ideologia…; se tivéssemos pessoas que respeitassem a Constituição da República; se tivéssemos pessoas que colocassem a ilha dentro da Sociedade de Direito Democrático, se a competência e mérito sobrepusessem ao cartão de militante… Devido a esses factos, o processo do desenvolvimento da ilha do Fogo foi retardado. Por outro lado, o arranque deste processo (embora tardio, tendo em conta o tempo das promessas e o das realizações), rumo ao progresso e ao desenvolvimento deve ser encarado como um compromisso e, sobretudo, uma missão de todos os foguenses. Devemos ter sempre em mente que muitos a usaram para ser e ter alguma coisa na vida e que, no entanto, poucos fizeram por ela. Ela deu sempre algo aos governantes; contribuiu para que muitos chegassem ao poder e ter, hoje, uma vida facilitada. Deus queira, que neste momento de grandes expectativas rumo ao progresso, ao desenvolvimento, os homens que sempre a usaram e acreditaram nela como baluarte que os conduziria ao poder e ao bem estar, pessoal e do partido que representam, não venham interromper esse processo há muito esperado. Acreditamos que deve ter chegado o momento de retribuir, pagando a dívida. Neste momento em que se vislumbram o seu progresso, crescimento e desenvolvimento, devemos sentir e, ao mesmo tempo, assumirmos como agentes transformadores da mudança. Essas mudanças devem ser acompanhadas com a da mentalidade. O desenhar, deste novo período, passa, necessariamente, pelo enquadramento da ilha o mais urgente possível no quadro da Sociedade de Direito Democrático e, ao mesmo tempo, pelo aproveitamento dos recursos naturais e humanos disponíveis da/na e fora da ilha. É momento de cada um dar o que tem e fazer o que sabe. Devemos todos assumir como agentes do progresso, crescimento e desenvolvimento da ilha. Precisamos entender e fazer entender aos outros que o assistencialismo condiciona o processo do desenvolvimento e do progresso. Vamos ao trabalho! O progresso, o desenvolvimento o crescimento só serão atingidos com rendimento. Os poderes locais devem trabalhar para reduzirem, ou melhor, acabarem com os pedintes em frente das Câmaras Municipais. Este momento de reinício de algumas obras, do lançamento de algumas pedras, de reabilitação de algumas infra-estruturas, do arranque de grandes obras estruturantes, de entrada, na ilha, de quadros médios e superiores, da ambição dos jovens e adultos em aumentarem o nível do conhecimento… é, no nosso entender, incompatível com práticas de compra/venda de consciência em momentos cruciais onde os cidadãos devem ser livres para agirem, decidirem e escolherem; como também é incompatível com perseguição, vingança, exclusão e, sobretudo, com a promoção da mediocridade. Que os homens tenham sabedoria e discernimento suficientes para fazer coincidir arranque das obras, ambição dos jovens e adultos, novas infra-estruturas com a prática da liberdade e com tudo o que é bom e que dignifica o homem! Que os homens tenham o sentido de Estado e comecem a cumprir a Constituição e demais documentos normativos! Pois, sem esses preceitos, podemos construir grandes infra-estruturas e superestruturas, os jovens e adultos podem ter grandes e nobres ambições, podem entrar grandes quadros qualificados, mas pouca coisa irá mudar se, na verdade, o homem, fim máximo de todas essas realizações, desses dois últimos anos, continuar a ser manipulado no seu direito de agir, decidir e pensar. Unamos todos nessa tarefa de fazer coincidir as grandes obras que ora emergem, com a mudança da mentalidade! Lutemos todos a favor da prática da liberdade no seu sentido mais lato! Não tenhamos medo! São Filipe, Dezembro de 2008 Alberto Nunes Dezembro de 2008 |
| Ilha do Fogo - Factos Versus Imaginação/Irrealidade |

| “O mundo ri dos homens de gênio, enquanto vivos, e adora-os, depois de mortos”. J. Douglas É interessante e, sobretudo, importante quando alguém decide trabalhar e viver com cuidado, partindo de factos concretos e objectivos. Sendo desta arte, acima de tudo, cauteloso e responsável, primando pela veracidade dos factos ocorridos, buscando sempre provas da realidade vivida. Só assim com postura adulta, séria, honesta e transparente poderemos contribuir para o nosso país sem desvirtuar ou escamotear a verdade. A verdade, nesta lógica de pensamento, é obtida a partir da realidade, da investigação e da pesquisa. Deste modo, quando as informações nos chegam, o nosso procedimento deve ser filtrá-las e, conseqüentemente, separar o verdadeiro do falso para, em seguida, transmitir à sociedade informações corretas no sentido de vivermos a realidade. Esta reflexão, inspirada na vivência quotidiana, fez-nos lembrar o nosso tempo de alunos no ensino secundário. Durante este período da nossa vida académica, foi-nos inculcado por alguém que o Dr. Henrique Teixeira de Sousa era um mau escritor, aliás, que era o pior de Cabo Verde. Nessa altura éramos jovens e pouco dedicados a romances, tendo, apenas, lido - Contra Mar e Vento, desse autor. E, com devida vênia, uma leitura mal feita, tendo em conta a nossa capacidade de entendimento de então. Sem ter lido as outras obras fomos induzidos a concordar com a asserção vinda de alguém mais velho e, aparentemente, com melhor conhecimento sobre a matéria. Entretanto, em Dezembro de 1996, de férias em São Paulo, Brasil, decidimos ler os romances produzidos por esse autor: foi então uma maravilha! Terminadas as leituras, concluímos que, afinal, Teixeira de Sousa tratava-se de um excelente escritor, possuidor de uma técnica de escrita por vezes semelhante á do grande Jorge Amado de quem também se aproxima na abordagem das questões sociais. O que são as casas grandes de Jorge Amado senão outros tantos sobrados de Teixeira de Sousa?... Em Dezembro de 1999, após termos concluído a nossa formação acadêmica e, de volta para Cabo Verde, à procura do primeiro emprego, aqui no Fogo, dirigimo-nos a José pedindo-lhe informação sobre o responsável da instituição aonde pretendíamos trabalhar: “ele é um ignorante, arrogante e prepotente”. Dizia-nos o nosso interlocutor referindo-se ao patrão. De início quisemos logo acreditar que o dito cujo era o que o nosso interlocutor tinha nos dito. Tendo conseguido o trabalho, fizemos esforços para conviver com o indivíduo visado e, hoje, temos um excelente amigo, um verdadeiro colega, inteligente, trabalhador e rigoroso com os seus afazeres... Três anos se passaram. Chegou outra colega que também quis trabalhar na sua ilha natal. Numa conversa, ela dizia-nos que o António era um indivíduo incompetente e ignorante. Conhecendo bem o António, não concordamos, tendo ela, rapidamente percebido a nossa posição. Ela, sem conhecer o António, tinha conversado com um tal Pedro que se achava sábio e dono de toda a verdade. Numa reunião, Pedro e António entraram numa divergência em que os argumentos de António se sobrepuseram aos do Pedro. A partir daquele momento, Pedro ficou com muita raiva do António. Pedro era habituado a receber palmas, elogios e aplausos quando falava. Sua platéia era de gente com nível de conhecimento inferior. Pois, não encarou de bom grado a primeira derrota de idéias frente ao António. Este passou a ser para Pedro um incompetente, um ignorante e um alvo a abater. Pedro passou a semear na sociedade que António era isso, era aquilo. Foi assim que passou essa informação à nossa colega. Ficamos um pouco perplexos com a visão prematura da colega acerca do António e pedimos-lhe para conversar e tentar conviver com ele e, só depois, tirar as suas próprias ilações. Seguindo as nossas orientações, hoje Maria tem um grande amigo que é o António. “Excelente amigo, capaz, homem dotado ao diálogo, prudente e cauteloso” diz-nos Maria a respeito de António. Quanta vez se ouve, por aí, alguém afirmar sem ter prova convincente e, muitas vezes, sem capacidade de avaliar: “António e Joaquim são ignorantes e incompetentes; “Larissa é má pessoa”; “Ninguém li sabê sima mi”; Ami, na Fogo ca tem arguém quim ta ruspeta na conhecimento”; “Tudo és qui studa tem medo mi; “Enfermeiro Manuel sabê midjor qui qualquer médico…Assim vivemos nesta linda ilha de orografia viril, de uma cultura rica e por explorar, de uma história por escrever, de fortes potencialidades para a prática do Turismo, comércio, agricultura, indústria etc.; de meninas lindas e simpáticas e de homens “basofos”… Esta é a ilha de todos nós: de Pedro Cardoso, de Henrique Teixeira de Sousa, de Nha Ana Procópio, de Eugénio Veiga, Aqueleu, Fernandinho… A ilha que precisa de convergência dos recursos, materiais e humanos, de todos nós, seus filhos, para combater o conformismo, para resgatar e produzir novos “Pedro Cardoso” e “Teixeira de Sousa”; Que precisa de gentes ousadas, todavia prudentes e cautelosas, interessadas em filtrar os factos que lhes chegam aos ouvidos. De pessoas que precisam ouvir, que sabem falar e sabem fazer e, sobretudo, fazer bem. Mas, quem estará interessado em desmoronar a “Escola do Falso Saber” construída nesta linda ilha? Quem ganhará com isso? Quem estará interessado em adoptar uma postura adulta, séria, prudente, cautelosa e, sobretudo, de espírito de investigação, procurando, por mecanismos próprios, descobrir a verdade dos factos? Bem haja quem tiver a coragem! Cidade São Filipe, Dezembro de 2008 Alberto Nunes OBS.: Os nomes utilizados são, evidentemente, fictícios 8 de Outubro 2008 |
| Fogo – A Triste e Verdadeira Realidade II |

| “ O crime passa a ser um meio privilegiado para se ganhar o pleito eleitoral e promover o superior interesse da casta dominante.” Dr. Casimiro de Pina Há algum tempo decidimos, determinantemente, relatar os factos relacionados com o sistema montado no Fogo desde 1975. O nosso objectivo com este procedimento é, simplesmente, registar os factos para posteridade, contribuir para ver se os homens conseguem ter o bom senso para mudarem determinados comportamentos e, consequentemente, ver se conseguimos ter uma ilha mais justa, - aquela cantada pelo Pe. Simões e poeticamente retratada pelo poeta Pedro Cardoso. Os homens de bom senso entenderam o nosso proposito, enquanto, alguns interesseiros - defensores de interesses pessoais e partidários exigiram a nossa cabeça. Por uma questão de justiça, de equidade social… não prescindimos deste papel não porque lutamos pelo poder/cargo como os nossos adversários/inimigos tentam fazer passar. Aliás, temos capacidade suficiente para entender, como, também, temos consciência clara de que para se chegar ao poder e/ou cargo no Fogo - a crítica justa e a denúncia… não são os melhores caminhos. Entendemos, muito antes de termos traçado este objectivo em relação ao sistema, que para ser alguma coisa aqui como chegar ao poder, ocupar cargo importante, ter uma vida facilitada… devemos compactuar com tal sistema. Trata-se de um sistema injusto, vergonhoso, criminoso, partidário, difamador, caluniador, injurioso, excluidor, odioso, vingador, racista, preconceituoso… onde temos de bater palmas quando devíamos chorar, onde ficamos em silêncio quando devíamos falar, etc. Esta nossa atitude, incompatível com este sistema é a opção que julgamos justa como cidadão, uma vez que perante tal tínhamos duas alternativas: compactuar e tirar benefícios próprios ou incompatibilizar e esperar seus efeitos maléficos. Escolhemos, talvez, aquela que para muitos é mais árdua. No entanto, estamos convictos que nossa postura vai ao encontro dos princípios que defendemos como cidadão e, ao mesmo tempo, responde à pergunta feita por Antónia Môsso Santos: “Quantos cabo-verdianos terão capacidade de colocar os interesses de Cabo Verde num plano superior aos interesses político-partidários e de afirmarem como seres intelectualmente independentes (mesmo que para isso entrem em ruptura com a ideologia da força política a que pertencem)?” Este intróito serve para enquadrar os textos que anteriormente escrevemos como, também, os que estamos e iremos escrever. |
| O propósito deste texto é o de relatar alguns factos ocorridos no Fogo, mais concretamente em Santa Catarina e, ao mesmo tempo, esclarecer à equipa camarária alguns aspectos mencionados no artigo/resposta de 09 de Setembro de 2008 publicado nos sites www. topicos123.com e www.manduco.net em que os autores reagiram ao artigo nosso publicado nos mesmos sites e no jornal “A Semana”. |
| O nosso propósito é claro e objectivo: Confessamo-lo e os atentos já entenderam a nossa postura em relação ao sistema supra-mencionado. Não somos e nada temos contra o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). No entanto, somos, determinantemente, contra ao sistema montado por alguns homens afectos a este partido na ilha do Fogo. É simples e tão fácil de entender. Qualquer outra leitura é perversa ao nosso objectivo. Porém, sabemos, com firmeza que muitos fazem leituras perversas de atitudes nobres com objectivo de enganarem pessoas que desconhecem a realidade foguense ou aquelas que imbuídas de interesses meramente pessoais ou partidários, não enxergam a essência da verdade. |
| No nosso artigo, Fogo – A triste e verdadeira realidade I relatamos um conjunto de factos ocorridos durante a pré-campanha e campanha eleitoral em Santa Catarina do Fogo. Como foi dito, o artigo mereceu uma resposta escrita do presidente da Câmara e subscrita pela sua equipa. No entanto, acreditamos, com firmeza, que alguns elementos - a minoria da sua equipa (como é lógico), não subscreveram o artigo/resposta. Conhecemos alguns bons elementos que dela fazem parte e sabemos, de certeza, que não cairiam numa baixaria do tipo. O que relatamos foi um ínfimo do que os santacatarinenses viram, ouviram e viveram, sem acréscimos e tampouco exagero. No entanto, tínhamos a consciência que não registávamos todos os factos ocorridos, daí ter surgido o artigo intitulado – Fogo – A triste e Verdadeira Realidade I em que o senhor e sua equipa não souberam interpretar, infelizmente. Para quê tanto discurso quando o conteúdo é falso?! Enganar quem? Confundir quem? Aliás, conhece o seu público. |
| O autor e os subscritores encaram partido, a vida e a realidade de forma diferente. A nossa inspiração ideológica tem como fonte principal Amílcar Cabral (altruísta, revolucionário…) co-fundador do partido e reconhecido, nacional e internacionalmente, como fundador da nossa nacionalidade. Porém, não nos identificamos com nenhum falso seguidor de Cabral que aproveita a sigla partidária para ser e ter alguma coisa na vida, pois, fora desta, duvidamos que muitos seriam ou teriam alguma coisa. Podem tentar impedir que escrevamos novo artigo com mesmo título, mas será sempre uma tentativa frustrada. |
| Somos conhecidos no nosso meio académico/profissional como professor Alberto Nunes e no meio familiar/amigo como Betinho de Tété ou Betinho de Francisco. Ninguém, mas ninguém nos humilha ao chamar-nos de “Betinho di Francisco di Sabé Préta”. Conhecemos, sem margem para dúvida, a mente de onde emana esta expressão. Se a intenção dos subscritores é a de nos ofender com o termo “préta” estão redondamente enganados. Saibam que somos homens de história! Combatemos o racismo e o preconceito. Aliás, um amigo nosso ao ler tal expressão diz-nos o seguinte: “Tal expressão só pode ter partido de um indivíduo mal-educado e sem cultura” Sabé era préta assumida; era honesta, pobre, humilde e trabalhadora. Só a falta de argumento em relação ao conteúdo do nosso artigo poderia levar o presidente e sua equipa a tentar atingir a nossa família, utilizando o preconceito da cor. Nesta lógica de querer ofender a pessoa ou a família temos dados de sobra do senhor, da sua família, da sua equipa e dos seus familiares mas, felizmente, o nosso objectivo é nobre e não vamos entrar nessa baixaria e mediocridade. Enaltecem o vosso nível! Estamos surpreendidos ao saber que o presidente e a sua equipa são racistas e preconceituosos. Pensamos que é bom, também, que a população de Santa Catarina saiba disso, principalmente os descendentes de Sabé Préta. Dizer que nós ofendemos a população de Santa Catarina não passa de uma mera demagogia, característica do sistema e do grupo a que pertence. Esta arte demagógica sua é a que Olavo de Carvalho chama de “ Arte da Acusação Invertida”. (Casimiro de Pina 2008). Esta atitude do sistema e do grupo a que pertence visa, entre outros intentos pôr o articulista em choque com a população de Santa Catarina, ofendê-lo e difamá-lo. Trata-se de uma atitude despida da ética e da moral e espelha desonestidade intelectual ou fraca capacidade de interpretar aquilo que escrevemos. Aí, sim, a sua/vossa interpretação daquilo que escrevemos merece nota muito baixa. Como advogado que diz que é (não sabemos se o é, de facto) e, sobretudo, com o “curriculum” que nos apresentou na campanha, decepcionou- nos bem como a muito outra gente com a sua capacidade de interpretação e com os seus comentários. Se tivéssemos que corrigir o seu/vosso texto teria (m) notas negativas. Distorceu toda a realidade para criar um discurso falso e irrealista em que o próprio senhor e a sua equipa têm consciência. Pena é que sabemos que o senhor concorda connosco. Entretanto, como tem que defender a si próprio, a sua equipa e o seu partido, apresenta um discurso falso para enganar gentes distantes e outras obcecadas do partido a que pertence. É triste, pois, Santa Catarina passa a ser o espaço dos refugiados que no seu “habitat” não conseguem ser e nem ter alguma coisa. Quem ofendeu a população de Santa Catarina não fomos nós. Defendemos e projectamos a liberdade dos santacatarinenses. Queremos levá-los a entender a verdadeira realidade e, ao mesmo tempo, libertá-los deste sistema. A ofensa a uma boa franja da população de Santa Catarina está contida nas duas músicas de Amadeus Fontes - convidamo-lo a ouvi-las de novo. Que as músicas têm um conteúdo falso e perverso ninguém dúvida. Elas contêm todas as características do vosso sistema. |
| Estamos em condições de provar onde quer que seja que houve distribuição de cimento - lembre-se do artigo “Stop Cimento eleitoral”?; da autoria do Dr. Cláudio Veiga? Este cidadão, a sua família e muitas outras gentes de Cova Figueira foram altamente ofendidos pelo senhor no texto publicado no site www.topicos123.com; além do mais, o senhor transformou, nesse seu artigo, um assunto eminentemente político num assunto pessoal e familiar - triste. Presenciamos, num sábado, dia 17 de Maio, véspera das eleições, quando estávamos a distribuir credenciais aos nossos delegados, no pátio de um militante vosso em Cabeça Fundão, aproximadamente 200 sacos de cimento; em Chã das Caldeiras quase todas as casas tinham, no período da campanha, aproximadamente 20 sacos de cimento; foi construído nesta localidade “um campo de futebol” em duas semanas e a sua respectiva inauguração porque naquela zona nada se tinha feito e era necessário fazer alguma coisa para reverter a situação que lhe era desfavorável; distribuição de camisolas com propaganda política antes do período da campanha – “Chéché qui fra vota Aquileu”; uso da viatura - camião da Câmara para transportar materiais para a confecção do palco para o encerramento da campanha (queixa apresentada à Comissão Nacional de Eleições) – este acto foi praticado frente de três agentes da polícia, violando o art. 89 do código eleitoral; apreensão de Bilhetes de Identidade, (queixa apresentada à Comissão Nacional de Eleições e no Tribunal do Comarca de São Filipe); colocação de auto-colantes e cartazes de campanha antes do início da campanha em quase todos os povoados do município etc… António Andrade Gonçalves (Moniz), casado, pai de um filho, estudante do ISE foi cortado o subsídio de estudo porque fazia parte da equipa do GIPSC, alegando que estava no último ano do curso e que não precisava de subsídio. Pura realidade ou não? O despedimento sem justa causa das duas funcionárias Nilda Fontes (Figueira Pavão) e Adelina José Marcelino Gordinha (Cova Figueira), ambas chefes de família só porque a primeira apoiou o pai que fazia parte da lista do GIPSC e a segunda porque apoiou o cunhado. Acusou a Nilda Fontes de ter roubado documento da então Comissão e entregou aos elementos do GIPSC. Falso testemunho! Que documentos? A quem ela entregou tais documentos? Esta atitude é uma outra característica do vosso sistema – pura perseguição política. Triste, muito triste. |
| Nós perdemos as eleições de 18 de Maio. No entanto, o senhor e a sua equipa não ganharam essas eleições: compraram-nas!... Convidámo-lo a reflectir seriamente sobre os actos praticados para conseguir tal vitória. Faça um exame de consciência, medite profundamente e tire as suas próprias conclusões. Sabemos que o senhor tem essa consciência. Pode até não a exteriorizar ao público, mas acreditamos que o senhor não dorme tranquilo e nem tampouco vive tranquilo com a mesma a não ser que tenha perdido completamente as características que o definem como ser humano. Pode perguntar-se com legitimidade o que esteve na base dessa “vitória”:? A resposta é simples: o nome do PAICV que é forte no Fogo e no concelho de Santa Catarina; dinheiro, muito dinheiro; o partido nunca gastou em nenhuma outra campanha tanto como gastou desta vez, pelo menos, nos concelhos de Santa Catarina e de São Filipe; - sacos de cimento, sanitas, casas-de-banho, falsos trabalhos, falsas promessas, Associações Comunitárias, Luta Contra a Pobreza – todas as realizações dessas duas organizações foram assumidas pela então Comissão Instaladora – durante a pré- campanha e campanha eleitoral; a mentira, a perseguição etc. Onde estão as frentes de obras de Tinteira? As de Estância Roque? Figueira Pavão? Roçadas? Chã das Caldeiras? Achada Furna? Fonte Aleixo? Baluarte?... O Projecto para o desenvolvimento Integrado de Santa Catarina e o PAM funcionaram só na pré-campanha e campanha eleitoral? Foi assim mesmo planificado? Depois de 18 de Maio os chefes de família de Santa Catarina não são dignos de um trabalho ou emprego? |
| Quem está frustrado não é o articulista Alberto Nunes são as dezenas de jovens com 12º ano de escolaridade que o senhor e a sua equipa enganaram com falsas bolsas de estudos para Brasil, Portugal, Malásia, ou nas Universidades de Cabo Verde. Eles, sim, estão frustrados com a mentira e falsas promessas; os condutores que o senhor e sua equipa prometeram emprego nos carros da câmara; os proprietários de viaturas de aluguer que iriam transportar alunos; os proprietários dos carros, usados pela sua equipa na campanha e que ainda não receberam dinheiro dos fretes, estes, sim, estão frustrados com a postura da sua equipa. |
| Na altura da campanha havia bolsas para qualquer Universidade. Após a eleição as bolsas são apenas para Universidade de Cabo Verde e apenas para os jovens que fizeram campanha ou para aqueles que os pais fizeram. Ter dado a cara na campanha é o único critério da selecção dos candidatos à bolsa da câmara. Ouvimos dizer, e Deus quer que seja mentira, que o Jovem “pivô” da sua campanha é o único seleccionado com bolsa da câmara para estudar numa Universidade privada: Que critério? Boa média? Carenciado? Temos as três possibilidades de resposta, no entanto, esperemos que cada santacatarinense tire sua conclusão. |
| Sabemos e temos a certeza que o senhor também sabe que o conteúdo do seu/vosso texto é falso assim como o próprio senhor e muitos elementos que fazem parte da sua equipa. Aproveitamos, todavia, para pedir desculpas a alguns elementos da sua equipa que são pessoas idóneas. |
| É triste, lamentável e perigoso que um homem que ocupa um lugar importante e de responsabilidade na sociedade, arquitecte tantas inverdades como, por exemplo, o bairrismo Sul/Cova Figueira para poder angariar votos e simpatia de uma franja da sociedade. Esta atitude é aceitável dentro do vosso sistema. Acreditamos que o senhor não é um homem mau comparando com muitos seus correligionários desta praça política, no entanto, foi corrompido pelo vosso sistema. |
| O senhor não nos conhece como profissional da educação. Somos humanos, temos defeitos e virtudes, para além da competência específica, certificada e comprovada pela maior e melhor Universidade de toda a América Latina: a USP. Ali, só são aprovados, efectivamente, os que merecem e não aqueles que apresentam o cartão de militante do partido que circunstancialmente esteja no poder. (se a carapuça servir para alguém do seu grupo, paciência). Só a maldade nata ou falta de argumento pode induzir o senhor a dizer que nós fizemos a apresentação das duas listas na nossa sala de aula. Felizmente que não mencionou o nome da aluna. Essa afirmação pode ser interpretada de duas maneiras: a) - Pura invenção sua. Mais uma criação para caluniar, difamar o articulista; b)- Pura invenção de uma aluna minha que quis tirar algum proveito do senhor, como, por exemplo, uma bolsa de estudo. Como sabe que dentro deste sistema há promoção de mediocridade e quem calunia, difama, injuria as pessoas é premiado, arquitectou este falso facto. Pensa conseguir, por este meio, o que não consegue por mérito próprio. |
| A nós, o essencial é conhecer, interpretar e analisar factos dando-lhes o seu sentido verdadeiro. Não nos preocupamos com a nossa exclusão e nem tampouco com aquilo que os outros pensam acerca de nós, pois, vivemos com o nosso pensamento. O nosso modo de vida é diferente do das pessoas que fazem da política sua profissão. Estas não vivem a realidade ou melhor não dizem a verdade partindo da essência e do verdadeiro sentido das coisas. |
| Relatar os factos, assim como eles se passaram, criticar, denunciar... é, no nosso entender, um dever inalienável nosso, não exclusivo é claro, sendo obrigatório a todo o cidadão que de facto queira assumir plenamente o seu papel. Claro que, ao cumprir esse dever acabamos por incomodar os violadores da lei, os criminosos... Cumprindo este nosso dever correremos o risco de sermos ofendidos, injuriados, perseguidos, difamados, caluniados, excluídos e ameaçados. |
| Apesar desses riscos reafirmamos o nosso dever em cumprir o nosso papel de cidadão, concordando de novo com Dr. Casimiro de Pina, citando “Churchill”: “A falta de vigilância dos homens de boa vontade é a causa principal da desgraça das nações”. A mentira escraviza o homem e a verdade liberta- o. |
| Alberto Nunes |
| Cid ade Sã o Fili pe, Set em bro de 20 08 No v 24, 20 08 |
| MEMÓRIAS E TESTAMENTO DE UM PATRIOTA |
| Os meus dias no Hospital de Bucareste |

| Tanto sonhar... um dia sonhei que estava afogado a morrer com a boca seca; lembrei-me no sonho que tenho falta de sono. Na cabiceira da cama, sorri! Chegou uma mulher velha que nunca vi neste Hospital,era Virgem Maria dentro duma casa somente em pedra e monte de terra, ela me disse, pedimos a Deus para que tu vives! Comecei presentir a saúde voltar. Espantei-me cansado, com a boca amarga e seca; bebi agua, até amanhacer. |
| No dia seguinte fiz um sacrifício sem comer nada até ás 4 horas da tarde; queria continuar até amanha, mas não podia porque senti-me fraco com vertigem, comi às 4 horas da tarde. |
| Pensa ment o const ante na famili a, a minha mulhe r e os meus filhos ! |
| Sinto coragem quando lembro que já estamos livres com o nosso grande partido P.A.I.G.C. Senti coragem e pensei: eu já vi a Independência, mas Camarada Cabral que tanto lutou sem ver independencia, mas sabia ele que era inevitável. |
| É bom quem tem filhos ! Quem tem filho nunca morre. Peço sempre a Deus de me deixar criar os tres pequeninos, para que a minha mulher não sofrer tanto. Se acontecer qualquer coisa, os pequeninos são confiados ao Partido P.A.I.G.C. |
| E os grandes de continuarem neste caminho que está traçado, caminho da verdade deixado por o nosso grande lider imortal Camarada A. C. |
| Pedi aos meus filhos para darem todo esforço para desenvolvime nto da nossa terra, Guiné e Cabo Verde, e de não ter amor a dinheiro, mas amor ao nosso povo. |
| Os meus filhos mais pequenos já se sabem que somos livres porque festejamos todos os aniversários da Independência da Guiné e de Cabo-Verde. No primeiro aniversário estavam a penar galinhas no quintal para a festa da Independência. Eles tem os seus ritratinhos de recordação desse grande dia num quadro. Tenho muitos amigos, por exemplo comptriotas da G. e C. V., mas alguns somos indeferentes por não quererem aceitar a verdade. Camarada Cabral disse: aqueles que é contra nosso caminho é o nosso inimigo. A nossa verdade nao é contato pela história, mas está a frente de nós. Hoje dia 30/8/77 sentado sozinho na Praça do Hospital Elias a recordar no passado e no futuro. Pensar no dia que estarei junto das minhas familias com os meus três flores, Kennedy, Anibal e Didi. Idade de 48 anos, dei a minha contribuição ao nosso grande Partido o P.A.I.G.C. E continuarei até ao ultimo suspiro. Quando lembro Patrisse Lumumba, N’Kuame, N’ Kruma, Amilcar Cabral, John Kennedy que ja morreram, sinto me aleviado da morte. Acho que é suave. Ambição mais grande que eu tenho é de ver África livre, África-do-Sul, Namibia, Rodesia, Palestina, e Saraui. Tenho ideia de te ver, se no caso não conseguir ver esta grande ambição, e se depois da morte alma contribui, darei a minha contribução. Tarde de Bucareste! Aos emigrantes Caboverdianos de toda parte do mundo, hora chegou, a verdade está connosco, está a frente de nós, contribuimos todos para fazer da nossa terra que tanto amamos, progresso e felicidade. Ainda em C. V. tem crianças que não viram uma árvore de Natal, e não sabem o que é, agora chegou a hora de as conhecer. As pessoas adultas que ainda nao curaram, hora chegou, doutor é para todo mundo, porque somos todos filhos da humanidade. Povo de Bucareste povo solidário. Temos uma grande história, mais ainda nao terminou, estamos no caminho, lutamos ainda para terminar a história. Unidade Guiné e Cabo Verde, um dia nos contou Camarada Cabral numa reunião na Costa de Marfim, quando Portugues tinha descoberto as ilhas de C. V. não havia ninguém, tinha-nos levado da Guine a C.V. É um simples reencontro de dois irmãos separados pelos colonizadores. No momento de escrever, chegou um velho Romeno a perguntar-me quem eu sou, respondi a ele: sou de Guine Bissau, porque assim é melhor e mais conhecido pela História. Quanto a humanidade, sou humano, para mim todo homem é homem; tratei – me mais com aqueles que chamamos pobres, que eu sou também. No tempo da nossa luta, e luta nas outras Colonias portuguesas, eu simpatisava muito com P.A.I.G.C. M.P.L. A. F.R.E.L.I.M.O. e M.L.S. T.P. Estou à procura da saúde para poder contribuir neste momento de Reconstrução Nacional. Ttrabalho que eu gosto mais é a agricultura, sempre que me servem balancia tiro semente para ir semear e produzir em Cabo Verde; algumas flores tirei semente para levar comigo e semear em C. V. Na varanda de meu quarto tinha flores, muitas vezes as mulheres esquecem de pôr água , durante o tempo que ali estive eu regava as plantas, as mulheres na cozinha me perguntavam se eu gostava de flores. No dia de hoje pensei em não ir a C. V., mas ir Abidjan ver as familias que tenho muitas saudades dos filhos. Tarde de Hospital Elias: Bucareste! Se eu era um escritor, hoje escreveria um livro. Dia grande de Bucareste com saudades sem fim, noite grande de H. E., neste momento estou a pensar o que está a Niquinha agora a fazer, está a costurar, os meninos a jogar bola, Alexandre com Richar, Cuca na cozinha, Elga a ajudar sua mãe, e Panchita ao lado. Estou longe, tao longe! No meu quarto eramos dois camaradas Asmane e Mané, já tem seis dias que foram transferidos para outro Hospital, fiquei sozinho, telefonei-lhes hoje dando as minhas novidades. Tarde!... Tarde escura... escrevi, escrevi... , sem ser escritor, somente para safar esta tarde horrivel de H. E. Micilde minha primeira flor, tres meses sem novidade, talvez sentes qualquer coisa neste momento, esta hora é hora de dificuldade. Os meus mais grandes amigos são aqueles que estamos de acordo em falar no P.A.I.G.C, Camarada Apokne M. Diabate, falecido, Rokne, Antoninho Monteiro, Niango, amigo de confiança de Abidjan e Rene. Mecilde, Elga, Alexandre nao deixam a vossa mãe um so minuto e a velha Cuca, e minha mae, tia Gorda que está a passar encomodada. Antoninho Monteiro meu camarada fixe de Partido, temos a mesma ideia. Quinquim parente que tenho mais estima. O que eu tenho é para minha mulher e os tres pequenos. Os que estão grandes devem cuidar por eles. Dei todos filhos nome para nao levar mal de mim. Herança é palma da vossa mao e tratam bem com a minha mulher porque foi a minha melhor companheira. Não-se lembra do desacordo de vez familiar, é a dura colonização que o fez. Alexandre Vieira Fontes |
| S o m o s o q u e s o m o s! |

| Da maneira que pensamos ou agimos, depende o nosso contributo à comunida de a que pertence mos. |
| Nascemos com o propósito de viver a vida, e livres devemos vive-la. Há pessoas que num curto espaço da vida deixam marcas positivas para a humanidade. Depende dos outros tirarem positivamente proveito e contribuirem para que haja concordia e progresso. |
| Meu primo Chache e eu, tinhamos uma relação especial, talvéz o destino ou outra força assim o quiz. |
| Quando eu tinha cinco ou seis anos de idade, mais ou menos nos anos de 1955, ele levou me para Mindelo, Sao Vicente, Cabo Verde para um tratamento de uma perna partida que tinha sido mal atendida por um médico portugues pouco experiente. |
| Aos meus catorze anos de idade, comecei a perceber a profunda sensibilidade social e política do homem que estou falando. Era na década dos anos sessenta, ele estava em Abidjan, Cote D’Yvoire com a sua família. Sempre mantinhamos contactos por conrespondência. Nas cartas que ele escrevia para mim e para sua mãe, eu notava que tinham sido abertas e lidas pela forte e estúpida censura que reinava naquele malfadado tempo. Chache sempre acreditou na terra que lhe viu nascer, a despeito de inúmeras dificuldades, tanto humana como natural, tinha a certeza da sua própria convicção e contribuição e ve a sua terra algum dia totalmente livre e progressiva. |
| Ausentou fisicamente de Cabo Verde duma forma dramática como muitos fizeram na altura a fim evitar a persiguição da P.I.D.E e do poder colonial. Teve a sorte de embarcar para estabelecer-se em Dakar Senegal junto de alguns familiares e amigo/as. |
| Uma vez adaptado às circunstancias da emigração na terra estranha, juntou se a um grupo de pessoas que trabalhavam e lutavam para a independência da Guiné e Cabo Verde. |
| De Dakar Senegal, ele foi ainda mais além rumo a Costa de Marfim, Abidjan, terra onde ele fez quase sua segunda Pátria; reuniu e constituiu a familia e lá passou largos anos. Durante todo esse periodo não deixou de dar sua contribuição à justa causa da libertação nacional convivendo com os amigos e conhecidos, participando nas reuniões politico/militar onde participavam verdadeiros combatentes da liberdade, como Amilcar Cabral, Aristides Pereira, e tantos outros. |
| Com o desanuviamento politico e militar da Guine e Cabo Verde, voltou de novo para sua querida terra, desta véz com intenções de preparar a base para o regresso difinitivo com a familia, mas o destino ou a sorte nao quiz assim. Por motivos de saúde teve que viajar para a Romenia país democrático na altura em busca de tratamento. Foi acolhido no Hospital Elias, em Bucareste, foi durante seu periodo de convalescença que ele “profundamente consciente” escreveu o que o que intitulei de Momorias & Testamento de um Patriota. |
| Quinquim Setembro 20, 2008 Caro Amigo Quimquim Para seu conhecimento e efeitos que julgar conveniente informo que ontem dia 20 de Setembro, foi lançada a primeira pedra para a construção da Escola Secundária de Santa Catarina do Fogo, que ficará situada na localidade de Enseada helena, mais concretamente no terreno adquirido ao Senhor Augusto Lopes. O acto foi presidido por S.E. o senhor Dr. José Maria Neves, Primeiro Ministro de Cabo verde e esteve presente, em Representação do Governo Chinês, que financia e constrói a obra, S.E. o senhor Embaixador daquele Pais acreditado na Praia. Para além destas individualidades estiveram presentes alguns membros do Governo, Professores, alunos e Municípes, tendo usado da palavra os senhores Manuel de Artur, o Presidente da Câmara, o senhor Embaixador e o Chefe de Executivo. Queria igualmente informá-lo que no dia anterior esteve na sede do Município o senhor Ministro das Infra-estruturas e Transportes que reuniu com as autridades municipais e principais operadores económicos dando directamente informações a respeito da suspenção por um periodo de duas semanas das operações de vôos dos TACV. Não sei se já soube, no passado dia 18 o Municipio de Santa catarina recebeu um camião para recolha de lixos sólidos, cujo acto foi presidido por senhor Ministro do Ambiente,Desenvolvimento Rural e Recuros Marinhos, Dr. José Maria Veiga. Co esse camião a Câmara Municipal vai traçar como fazer a recolha de lixos e com principal incidencia a localidade de Chã das Caldeiras, claro a Vila, e demais localis da zona intermédia. Mais tarde mais informações. |

| SD S Câ mar a Mu nici pal de San ta Cat arin a do Fog o Pre side nte Set emb ro 9, 200 8 |
| Resposta ao artigo do Dr. Alberto Nunes “Betinhu di Francisco Sabé Préta” |
| Dias passados estive, por acaso, a ler um articulado no site A Manduco intitulado Fogo-A Triste e Verdadeira Realidade 1 do articulista Alberto Nunes. Inicialmente não dei muita importância ao assunto visto que tinha muito mais por fazer e porque faltava tempo para uma análise mais aprofundada do conteúdo Sócio-filosófico e politico do articulado em causa. Depois como é sempre o meu hábito tive a curiosidade de reler o referido texto e concomitantemente fazer uma análise profunda sobre o mesmo e trocar impressões com algumas pessoas sobre a matéria. Conclusão: Titulo: A Triste e Verdadeira Realidade 1. O que se pretende saber ou querer dizer com este lindo termo “realidade 1”? Será que há mais do que uma realidade na vida sobre o mesmo assunto e a mesma matéria? Quero crer que não. A realidade é uma só e não admite obscuridade que rima mas não condiz. Fiquei a perceber que, talvez eu esteja errado, que por detrás hão-de vir outras realidades neste mesmo espaço jornalístico, pois esta está enumerada “ Realidade 1”. Só que com relação a esta matéria (Eleições Autárquicas de 18 de Maio de 2008/ Comportamento do eleitorado…) não vai haver, necessariamente, mais realidade porque vou tentar tirar do mesmo texto a verdadeira razão da (ir) realidade focalizada no artigo. Se não vejamos: Primeiro paragrafo: Uma mera “bazofiaria”! Coitados dos dois maiores partidos políticos, certamente, o articulista esqueceu-se de ter participado na 1ª Conferência do Sector de Santa Catarina do Fogo do PAICV onde apresentou o seu manifesto carregado de qualificativos que colocaram o PAICV no mais alto pedestal político, simplesmente, para demonstrar o carácter oportunista que o então simpatizante do PAICV aguardava dentro de si na vã tentativa de aplicar um golpe de mestre aos outros antigos e empenhados militantes e assim passar á frente porque trás consigo o canudo que na sua perspectiva os outros não têm. Quer isto dizer que o interesse de ser apenas Alberto Nunes foi neste dia camuflado, intencionalmente, ou não, não sabemos. Que há uma inconsistência da personalidade filosófica do articulista, é de facto uma realidade. Segundo parágrafo: Que falso argumento: a verdade verdadeira é que o grupo nasceu nos Estados Unidos de América e se aproveitaram da existência de um movimento associativo dos amigos de Santa Catarina naquele país para influenciar e mobilizar alguns desatentos ou oportunistas no Concelho com o infeliz convencimento que tudo que é ou veio dos EUA é bom e pode ser consumido pelo povo sem se reparar pelo rótulo. Que coincidência? Não houve coincidência nenhuma. A ganância política levou á divisão da Associação dos amigos de Santa Catarina em forja, na altura, naquele País. Um mau serviço prestado por esse grupesco que nunca teve, não tem e nem terá outra preocupação que não seja a de servir a si próprio. Hoje em dia toda gente conhece toda gente nesse nosso Concelho de pouco mais de cinco mil habitantes. Onde está o comprometimento da gente desse grupo “bengala” do MpD? A começar pelas cabeças de listas. Quantos anos de comprometimento? Vivem mais de 90% das suas vidas fora da terra mãe. Não há vínculo algum com as pessoas humildes das localidades que constituem o todo municipal. E querem agora identificar-se com o Povo. Conhecer a realidade de um povo ou de um dado conjunto populacional implica viver dentro dela (a realidade), conviver com ela, ajudar na resolução dos problemas locais, sobretudo, não menosprezar ninguém da comunidade “sem demagogia e politiquice” ou qualquer queixume infundada. Agora algumas considerações sobre o parágrafo quarto: Como se chegou á tamanha proeza? “Vitória com aproximadamente 80% dos votos”. Quem encomendou a sondagem? Em que órgão da comunicação social foi divulgada? Quais as margens de erros? Certamente, estará prenha de erros. Só assim se pode explicar essa saída de uma situação tão elevada de popularidade para um patamar de lixo. Só erro de cálculo pode justificar tão grande perda de votos e de popularidade. Isto é obra de quem? Ou então, é mérito ou demérito de quem? Que conotação se pode atribuir aos descontentes com o trabalho da Comissão Instaladora naquela altura? Milagre não foi porque eu não acredito em milagres. A verdade é que o GIPSC não se apresentou ao eleitorado a sua plataforma eleitoral e nem tão pouca um programa para o efeito que pudesse credibilizá-lo junto do eleitor. Deve, certamente estar a lembrar dos questionamentos dos eleitores de Monte Vermelho e de outros sítios sobre esta questão. Talvez esteja a confundir uma plataforma eleitoral com pequenas listagens de intenções desarticuladas que nada têm a ver com a realidade social do Concelho e consequentemente com o seu desenvolvimento. Há no quinto parágrafo um desgaste abusivo de adjectivos: “Credíveis, competentes e conhecedoras da realidade do Concelho, com ideias e projectos brilhantes”. Comentários: Já se vê que por falta dos qualificativos o grupo não perderia as eleições. È pena, porque perdeu! O que falhou então? Sou obrigado a fazer esta pergunta porque entendo que um grupo politicamente organizado, coêso e imbuído de tantos qualificativos devia em primeira instância, logo apôs o desaire eleitoral, tentar trabalhar questão tão pertinente como esta que é, repito, o que falhou já que todos os seus integrantes são de inteligências iluminadas e os outros nem, por isso? È fácil descobrir que havia algum cunho científico no trabalho realizado pois disse neste parágrafo que o grupo procurou obter dados concretos e objectivos do Concelho. Mas que incongruência? No mesmo parágrafo entrar, simultâneamente, em duas contradições profundas: Dizer na primeira linha “Conhecedores da realidade do concelho” e logo na quarta linha dizer “obtendo dados concretos e objectivos do Concelho necessários para a fase seguinte”, isto é grave! O fim deste parágrafo leva o leitor a descobrir uma coisa importante: a Ilha do Fogo já possui um grupo promotor de … “Eleição livre, transparente, justa e consciente”. Que maravilha! Quanto a isso devo alertar pelo seguinte: esses pressupostos politico-eleitorais já existem e foi uma grande conquista deste povo. Como vê o meu amigo não estava a inventar nada. Portanto o “ovo gorou-se”. Como professor liceal que o articulista é, aliás, muito culto e bem iluminado, acabou de passar dois atestados ao eleitorado do Fogo particularmente de Santa Catarina: Primeiro de incompetência porque na óptica do Sr. Alberto Nunes são pessoas que vendem “ a consciência, a dignidade, carácter, personalidade” (confere o paragrafo Sexto do articulado). Mas que infelicidade analítica? Isto fica mal a um político com pretensões ao cargo de Presidente de Câmara, sobretudo quando afirma que 65% dos eleitores inscritos lhe diziam que só votariam em quem lhes desse “dinheiro, casa de banho, cimento, vergas, …”. Caro amigo, caia no real, procure ver se consiga andar com os pés bem assentes no chão. Procura a verdade. Como inteligente que é devia fazer uma análise sociológica mais aprofundada, trabalhar bem os dados obtidos e tirar as conclusões científicas porque como o articulista, há muitos iluminados neste nosso torrão natal que podem lhe atribuir notas negativas. E isso vai ficar- lhe feio. O povo de Santa Catarina (assim como os demais) hoje é um povo consciente, culto, orgulhoso do seu território, capaz de destrinçar o que é bom do que é mau para ele. Este povo já tem um vocabulário sociológico grande e uma capacidade de análise bastante que lhe permite saber quem engana quem e de que lado está a razão. Isto é importantíssimo. Não esqueçamos disso porque esta equipa eleita tudo fará para elevar o nível socio-cultural e político deste maravilhoso povo humilde mas honesto e trabalhador. Segundo: O de ignorância porque segundo o articulista esses eleitores são pessoas que “vendem princípios e direitos fundamentais dos cidadãos”. Comentários: È assim que se consegue arranjar apoiantes? Que Deus nos acuda! Ao analisar esta passagem do texto fico meditando sobre de que lado está a ignorância: do lado dos coitados eleitores ou do lado de quem concebeu e escreveu o artigo? Os meus antepassados costumavam dizer “Quem cospe pelo céu, suja a cara sem querer”. Entretanto, fico contente com o comportamento do nosso eleitorado. Tanto pela sua firmeza descomplexada como pelo grau de civismo e capacidade de escolha manifestada na tomada de decisões finais. Contente, também porque os líderes do grupo adversário andavam a protelar aos quatro ventos que iam ganhar as eleições porque tinham mais de 3.500.000$00 (três mil e quinhentos contos), bidões e encomendas que traziam dos EUA, ameaçavam tomar terrenos agrícolas e casas (o que acabou, de certa forma por acontecer) tudo na tentativa de enganar e intimidar o eleitorado. Mas afinal a montanha pariu um rato. Conclusão: O grupo tinha muitos recursos mas a consciência do nosso eleitorado inflaccionou no mercado de quem dá mais a ponto que os avultados recursos disponíveis se manifestaram insuficientes. Quero crer que foi manifestação clara do nosso eleitor em mostrar a todos que este povo não está á venda. Que este povo não tem preço e nem tão pouco aceita ser leiloado por quem quer que seja. Não há bidões de roupas velhas que os comprem, não há dinheiro, promessas falsas, ameaças de “tomas de terras ou casas e nem ofertas de telemóveis” que o desviem dos seus princípios de cidadania. Há que recordar a todos que as gentes de Santa Catarina sabem dançar o “paravante” onde costumava reinar o princípio de “quem dá mais”. Por isso não estão desprevenidos quanto a esse jogo de fazer crer que as mentiras repetidas várias vezes acabam por se confundir com a verdade. Foi a prática real do GIPSC. Todos sabem que é ridículo. Qualquer político que se preze deve evitar o ridículo. É um conselho amigo para o nosso pretendente a presidente de câmara. O sétimo parágrafo é o mais triste e lamentável de todos. Às vezes causa nojo durante a leitura. Se não vejamos: 1. Mais uma vez o nosso articulista pilha, massacra, menospreza, difama este povo e põe em causa a dignidade e maturidade política de todo o mundo, salvaguardando apenas a si próprio e o seu grupo minoritário. Mas com que autoridade? Onde está o princípio de cidadania que deve nortear todo o cidadão digno dessa distinção? E o sentido de Estado? Para enganar a quem? Quanto a isso só se pode dizer que é uma autêntica aberração filosófica. Gostaria de lhe atribuir outros qualificativos mas para poupar a paciência do leitor prefiro ficar por aí. Mas não seria injusto dizer que esse tipo de discurso é próprio do mau perdedor. Não vale a pena negar o real. “Sol ma dja sai palma mom ca ta tadjal”. Eis alguma verdade (apenas alguma) já que estou em crer que o meu amigo não goste dela (a verdade): - Sabia ou não da existência de um Projecto para o Desenvolvimento Integrado de Santa Catarina do Fogo financiado pela Comissão Europeia? Convido-o a consultar o dossier na sede do Concelho para tirar algumas manchas negras da mente! Acha que o projecto devia ser interrompido por causa das campanhas eleitorais? - Tinha ou não conhecimento do PAM para 2007/2008 para este Município? Este plano tinha de ser materializado e integrava várias componentes. O seu exercício não tinha nada a ver com as campanhas eleitorais. Este também está disponível para consulta. Apenas esses dois exemplos para desmontar as mentiras grosseiras de dizer que não havia “se quer projectos”. As frentes de emprego público estiveram abertas desde Janeiro do corrente ano e tinham que continuar porque havia de se cumprir os prazos e prestar conta á Tutela e o povo trabalhador precisava de emprego. Esta é para lhe mostrar que quando se pretende concorrer para lugar de destaque deve demonstrar conhecimento das normas de financiamento e das obrigações decorrentes do contracto estabelecido com os financiadores. Este artigo seu e particularmente este parágrafo demonstraram que os Santacatarinenses fizeram a melhor escolha ao votar PAICV porquanto deixam transparecer que o vosso grupo MPDerizado não estava ás alturas das exigências de uma gestão camarária efectiva, responsável e madura. Quem ameaçou quem, como e onde foi? Quem intimidou quem, como e onde? Quem perseguiu quem, como e onde? 2. E já agora: Quantas famílias pobres foram postas na rua e ficaram sem terrenos agrícolas para trabalhar só por que tiveram a brilhante ideia de votar PAICV? Quantas famílias que de forma coagida tiveram de acompanhar o vosso grupo por que foram ameaçadas com o corte do apoio dos familiares do EUA? Quantas mulheres tiveram de ficar em casa sem exercer o seu direito de voto ou de fazer campanha porque re ceberam ameaças de se o fizessem ficariam sem maridos ou pai de filhos? Só mais uma coisinha sobre “Sociedade dita democrática” e a comparação que fez Santa Catarina com o Zimbabué: Esta sociedade não é “dita democrática”, meu amigo. Ela é de facto e de júri democrática, aliás, reconhecida internacionalmente por vários analistas políticos de todos os quadrantes. Esta não pega! É pena que o nosso articulista por frustração ou outras motivações não reconhece isto. Alguém havia já afirmado que ganância e interesses em demasia acabam com a amizade e sepultam a clareza da realidade. E ao dizer o que disse sobre Robert Mugabe demonstra, evidentemente, isso porque do outro lado da trincheira estavam dois irmãos seus, parentes e amigos seus. São eles “abutres e Mugabe” também ou há alguma separação a fazer? Mais uma alerta para o articulista: Cuidado com o chão que pisa! Somos muito poucos por um Concelho que pretende unir todos os seus filhos para garantia do seu desenvolvimento. O desaire do vosso grupo a 18 de Maio trouxe lágrimas, frustrações e compreensivelmente algum desespero. É natural e diria mesmo normal. Mas o inaceitável é atacar todo o mundo sem escolha como que as amizades fora do ambiente político morreram com as eleições. Isto para denunciar o comportamento seu observado pelos alunos no liceu de São Filipe durante as aulas onde teve a ousadia e a coragem de catalogar todos os integrantes da lista vitoriosa de analfabetos e incompetentes. Qual foi a resposta que obteve de uma das suas alunas em plena sala de aula? Como professor devia saber que nas aulas dão se matérias do programa ou currículo escolares. Discussão de listas de candidaturas é apenas perda do precioso tempo dos alunos. Mais uma vez, tenha cuidado, pois este Cabo Verde “di nôs tudu” está cheio de pessoas com elevada visão sociopolítica e elevado conhecimento de direitos e deveres de cada um. No 8º paragrafo só tenho que realçar que o seu conteúdo não passa de mentiras forjadas para justificar a derrota que o meu amigo não soube saborear. Este povo assim como os integrantes da lista do PAICV demonstraram civismo, maturidade politica e tiveram o cuidado de (ao contrário da outra candidatura) proteger laços familiares, amizades e convivências sociais condição indispensável para o enriquecimento de qualquer sociedade. Quaisquer dos atributos avançados pelo articulista só se aplica a esse grupo de “Mpedistas” porque faltam-lhes argumentos. Como prova há que esclarecer que dentro dos integrantes das listas do PAICV não houve ninguém, mas ninguém mesmo que expulsou sobrinha de casa por questões politicas. E não houve alguém que recusou trabalho didáctico a estudantes por apoiarem politica diferente. Por culpa de conhecimento da realidade sociológica deste povo, os eleitos pelas listas do PAICV devem dizer com orgulho que conhecem muitas histórias (estórias?) embora não sejam Historiadores. A militância a favor da cidadania implica conhecimentos profundos de ciências políticas e sociais das comunidades e de direitos e deveres dos outros. Isto para afirmar que as dificuldades por que passam ainda algumas famílias estão sendo equacionados: È por isso que as frentes de emprego público abertas em Fevereiro continuavam durante a campanha eleitoral e algum tempo depois não obstante os agravos do vosso grupo e dos seus integrantes; é por isso que fizemos mais de 120 casas de banho para famílias com dificuldades que os senhores fizeram campanha gritando “Abaixo casa de banho”; é por isso que foram feitas 15 habitações sociais e apoio para melhoria de mais de 60 tectos de famílias com problemas de fazer manutenção das suas moradias e que os senhores reprovaram em uníssono; é por isso que construímos estradas de acessos para povoados encravados e ruas para o embelezamento dos mesmos e que os senhores não conseguiram engolir; é por este motivo também que fizemos ligações domiciliares de água potável a mais de 100 famílias com problemas que os senhores reprovaram durante a campanha; é por isso que elevamos a capacidade de abastecimento no Concelho com energia eléctrica em baixa tensão e ligação á rede pública de energia a várias casas de famílias humildes que vocês condenaram durante a campanha; é por isso que várias dessas mesmas famílias foram apoiadas com medicamentos, consultas de especialidades, aquisição de lentes, evacuações, etc,etc que os senhores condenaram dizendo em todos os bairros por onde passaram que tudo aquilo que se estava a fazer não era desenvolvimento, como que da vossa parte estivesse aguardado o segredo mágico da Varinha de Condão para soluções milagrosas. Essa atitude vossa de deitar tudo abaixo foi sem duvida a razão da vossa DERROTA. Agora que o articulista e os seus colegas perderam as eleições e como “militante da cidadania” que são, chegou a hora de se desenterrarem esta ditosa varinha e faça-a chegar ás mãos dos escolhidos pelo povo para o serviço de desenvolvimento de Santa Catarina se de facto é ou são amigos deste Concelho. Quantas são as mentiras do 10º parágrafo? Coitado do Senhor e do Jovem salientado aí. Que contractos sem concurso? Quem foi perseguido e por quem? Quem é o promíscuo na sua óptica analítica? Quais foram os bens do Estado utilizados para fins partidários e pessoais? É ou não a pura manobra política e maquiavélica de confundir a opinião pública? O que é para si o clientelismo e quais foram esses bens públicos esbanjados? Prove-o publicamente e assim as instituições competentes farão valer o princípio do Estado de Direito Democrático. Mais uma vez sou obrigado a desacordar consigo em defesa da dignidade desse povo orgulhoso, maduro e esclarecido de Santa Catarina que nunca vendeu, não vende e nem venderá a sua nobre alma por migalhas ou por promessas eleitorais. Mais uma vez também ficou claro que esses nossos adversários políticos não sabem perder com fair-play. Não maltratem mais esses munícipes porque eles já têm vozes! E lembrem que o poeta popular já tinha cantado “hoji ê mi manhâ ê bó…”! Para terminar gostaria de ajudar o grupo Mpedista (dito independente) descobrir as razões da DERROTA de 18 de Maio último: 1ª. Mentiras: Muitas inverdades, inclusive as de dizer que os dois grupos surgiram em simultâneo. Conheço bem essa “estoria” porque nessa altura alguém do nosso grupo foi convidado a presidi-lo facto recusado de imediato porque o objectivo principal traçado era apenas “correr com Aqueleu da câmara” só porque não é filho do Município. Entendeu-se que não era este o melhor caminho de fazer politica e nem tão pouco deve ser o princípio norteador de qualquer formação política que se preze. 2ª. Convencimento irrealista: Acreditavam que os apoiantes do Mpd votariam em bloco no grupo, mais uns tantos por causa dos terrenos agrícolas e casas para morar, adicionado a uns quantos que pudessem votar por dinheiro, telemóveis, bidões vindos dos EUA com roupas velhas e ainda com aqueles que o grupo e o articulista chamam de “vendedores de alma, consciência, dignidade, personalidade”, etc, todos somados na vossa tabuada davam 80% do eleitorado e pronto. Vitória garantida! Foram ou não esses os vossos cálculos matemáticos redondamente falhados? Como a matemática é uma ciência exacta, quem falhou, redondamente, é o grupo com toda a tripulação. Não acreditaram que esse povo humilde tivesse já atingido quão elevado grau de compreensão e de maturidade políticas. Como vê quem boa semente sêmea bons frutos colherá. Uma boa lição esta! 3ª. Baixeza política: A política infeliz de muita baixeza verbal, do terrorismo eleitoral, do bairrismo (como os do Sul), do regionalismo, do menosprezo social, do convencimento exagerado, da falta de clareza e honestidade nas promessas do grupo, da falta de análise cientifico-social, da falta de conexão sociocultural dos candidatos com o eleitorado, etc, etc constituem ingredientes que levaram o eleitor a rejeitar o vosso prato, excessivamente, picante para qualquer consumidor. Por último devo dizer que quero crer que todos nós somos mortais. Isso não depende necessariamente do deitar pragas, até porque fica feio a um, religioso de tamanha quilate como meu amigo. Todos aqueles que trabalham de forma honesta hão-de deixar alguma coisa (riquezas) neste (Mundo) Concelho porque não vejo ainda rico digno desse nome. Mas mesmos aqueles que hão-de lutar para melhor justiça social, em nome da moral, da ética e da dignidade humana morrerão um dia e hão-de deixar com certeza alguma herança tais como convicção, exemplos no bom sentido da palavra e muitas saudades. Estou certo (modéstia á parte) que eu e muita gente do meu grupo e não só faremos nossos esses atributos que, possivelmente, o senhor articulista quer fazer crer que são apenas seus. Mas quem somos nós para estarmos a julgar uns aos outros? Fraternalmente Vila de Cova Figueira, 03 de Setembro de 2008. Pela Equipa Eleita para Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo 29/07/2008 |
| FIGUEIRA DE RECORDAÇÃO |
| A árvore mais antiga, bonita e mais grande de Cova Figueira, na ilha do Fogo, tombou-se para sempre deixando para traz recordações gravadas no tempo e na memoria de muitas pessoas. |

| Pelas duas horas e quarenta minutos da tarde, do dia vinte nove de Julho de dois mil e oito, na rua principal de Cova Figueira, a árvore que toda gente conhecia e de muitos anos de vida - sem exagero mais de cem anos de idade - caiu se definitivamente sem causar quaisquer danos pessoais somente derrubando um banco que servia de companheiro a esta velha árvore. Talvez se mais cuidado fosse dado a esta historica figueira ela teria durado muito mais anos de vida e continuaria dando figos e sombra para os que nela passavam horas de lazer. A figueira na frente do bar Benfica em Cova Figueira que caiu hoje à tarde,é a figueira mais antiga deste concelho ou da ilha. Isto aconteceu devido a não resistencia do peso dos grandes ramos que cresciam somente dum lado, acabando por cair ao chão. Como é sempre de costume à frente do Bar Benfica junto dessa figueira os jovens, os emigrantes e os visitantes desta vila sempre estão ali para se divirtiram, mas felizmente neste momento ninguem estava por perto, portanto não causou dano nenhum. 20/6/2007 |
| Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Sendo assim, esse conhecimento Oriental está em ressonancia com as espectaculares imagens da Freguesia de Santa Catarina, mais precisamente Chã das Caldeiras, enviadas pelo amigo e aficionado Neil ou Manuel Costas, na sua mais recente visita a esta impar localidade de Cabo Verde onde a natureza e o meio ambiente continua sendo intocavel. |

| Parece que o tempo parou nesta região que continua um pequeno recanto do paraíso. Entendo melhor porquê o Conde francês Armand Montrond preferiu Chã a qualquer outro ponto do Fogo para se instalar, trabalhar, viver, e se preproduzir. Palavras do amigo Neil. |

| Entr ada princ ipal do fino hotel de Ch& atild e; das Cald eiras |

| Uma visao mais natural nao pode haver onde a Natureza o Homem e os animais convivem pacificam ente. |

| Uma bonit a e tipic a Tave rna em Ch& atild e; das Cald eiras |

| Uma adega onde se produz o famos o Vinho do Fogo e outras bebida s. |
| VOTA JOSÉ ANTÓNIO! (Fidju terra) Hoje, queremos comparar, os candidatos em campanha para o cargo de Presidente de Câmara para o nosso Municipio e demonstrar porque devemos votar no candidato JOSÉ ANTÓNIO. José António é, ao contrário do Aqueleu Amado, um jovem, cheio de energia. José António tem apenas 42 (quarenta e dois) anos de idade enquanto que, o Aqueleu já está na casa dos 60 (sessenta) e tal, a atingir a idade da reforma. Portanto, José António procura trabalhar para Santa Catarina enquanto que, Aqueleu anda à procura de assegurar a sua reforma como Presidente de Câmara. José António é natural de Cova Figueira e, conhece bem as gentes de Santa Catarina, tanto os residentes como os que estão na emigração, bem como os problemas deste Concelho. Não se pode dizer o mesmo do Aqueleu Amado que caiu de paraquedas em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora há, apenas, um par de anos e, é um estranho para a maioria das gentes de Santa Catarina. José António completou os estudos do antigo 7º ano dos Liceus, (12º ano de escolaridade, hoje) e, concluiu, também, o curso de professor, PREBA-2, ministrado pelo Instituto Pedagógico da Praia. Foi professor em Cova Figueira, aonde fundou o pólo do ensino secundário, que veio a ser integrado, depois, no Liceu de S.Filipe como Secção da Cova Figueira. Esteve sempre ligado à politica, lutando sempre por Santa Catarina. Foi um grande lutador para a elevação de Cova Figueira à categoria de Vila e, também, para a elevação de Santa Catarina a Concelho. Aliás, este último foi um dos motivos que o levou a integrar a lista do PAICV em 2000. Fez tudo isso por iniciativa e mérito próprio e para o beneficio único e exclusivo do Concelho que o viu nascer. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado senão que não se sabe se chegou de completar o antigo 2º ano dos Liceus (7º ano de escolaridade, actual) e que andou, que nem nómada, de trabalho em trabalho, a fazer, não se sabe bem o quê, até cair (ser furriado) em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora, por ser familia de quem é? José António tem uma equipa de jovens, todos filhos do Concelho, irmanados no objectivo cumum de levantar o Concelho que os viu nascer. José António e a sua equipa dispõem, por outro, do apoio da maioria dos quadros filhos do Concelho, residentes ou, não, bem como da maioria da diáspora santacarinense. Que poderá o Aqueleu fazer sem o concurso desses jovens, sem o apoio dos quadros pensantes do Concelho e sem o apoio da diáspora? José António e a sua equipa têm uma Plataforma Política, um programa fundamentado na análise dos problemas e das potencialidades do Concelho. Eles têm propostas concretas de como inserir o Concelho na dinâmica do desenvolvimento da ilha do Fogo e de Cabo Verde em geral. Têm propostas atractivas para a população de Santa Catarina propostas estas, que visam libertar a população dos programas assistencialistas a que foi submetida. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado e sua equipa a esse respeito senão que, não têm ideias, não têm programa e nem se sabe o que vão fazer. VOTA FIDJU TERRA! Claudio Veiga |
| VOTE JOSE ANTÓNIO |
| Cand idato inde pend ente para Sant a Cata rina do Fogo |
| 1. El ê FIDJU DE SANTA CATRIN A DO FOGO ; 2. El independe nte. El tâ representâ tudo nó s que tâ atchâ mâ cusas câ stâ drêtu; 3. El ê nôs voz, nó s speránça de um futuro mindj&oci rc;r, pâ nó s e nó s fidjus; 4. El mâ sê equipa, tudu ês de Santa Catarina, du podê pedis conta e nunca ês câ podê lârgano pâ ês bai; 5. El tem amor pâ Santa Catarina simé nó s mé e êl ta defendê nó s dignidade; 6. El du sabê quem quê el 7. El ê simé dono de sê casa. Ninguem câ sabê rumal mindj&oci rc;r qui el. 8. El tem passadu qui du conchê, de sél más de sê família; 9. El é câ foi imp&oacu te;stu pâ ninhum partido. 10. El ê câ tâ ngatchánu ofertas qui dadu pâ Santa Catrina e qui du câ frádu 11. El ê ca tem canetas, nem camisola, nem mindju. nem fijon, nem cimenti para cumprâ nhô s voto. 12. El nhô s podê credita nâ el simé nó s mésmu. El ê nó s honra; 13. El ê nó s resposta . Câ tem ninguêm na Santa Catarina pâ dirigi nó s pró ;pi destinu ? 14. El e simé balança, qui nhô s podê odja, ó qui comercian te tâ pêsa açucra, farinha ou ôtus cusas; 15. El ê transparen te simé um copo de ágo. Jose Pedro Fontes - Colacho |
| AQUELEU AMADO, SANTA CATARINA, NOSSO COMPROMISSO |
| Há pouco mais de dois anos uma mudança estrutural, finalmente, aconteceu na freguesia de Santa Catarina. Por decisão do governo sustentado pelo PAICV a freguesia foi elevada à categoria de concelho, acto que, ao responder a um desejo profundo da população, traduziu-se objectivamente, na mais genuína mudança realizada até hoje. Acalentada durante anos, várias gerações de santacatarinenses não puderam presenciar uma tal decisão, mas todos, na freguesia ou na diáspora, e em memória daqueles que por esta decisão lutaram anos a fio, se orgulham de uma tal medida que fez com que Santa Catarina, hoje, se posicionasse em pé de igualdade como os demais municípios caboverdianos. Estavam assim realizados os alicerces básicos para se resgatar a confiança e promover a auto estima das populações de Santa Catarina. A confiança e auto estima constituem, sem qualquer dúvida, os fundamentais, para que Santa Catarina iniciasse a sua caminhada autónoma rumo ao desenvolvimento. A criação do concelho é a medida que, a um tempo, garantiu a vez e a voz às populações e projectou o futuro do Município. Rápidamente se constituiu uma equipa experiente, com competência técnica comprovada, séria e empenhada. A uma tal equipa foram atribuidas especiais responsabilidades para pensar, programar e implementar um conjunto de medidas que se impunham e mobilizar todas as sinergias para o arranque da grande obra emergente: Instalar um concelho e projectar as condições para o seu funcionamento. João Aqueleu Barbosa Amado abraçou o desafio e com espirito de missão que se lhe reconhece e assumiu perante os santacatarinenses o compromisso de lutar e com determinação, para iniciar a instalação, unir a população e ganhar o futuro. Volvidos pouco mais de dois anos, e perante esta ambição de construir um grande município, há ainda muito trabalho a fazer. AQUELEU deseja continuar a unir e servir Santa Catarina para mais um mandato autárquico e prosseguir o caminho das reformas, assumindo claramente o seu compromisso para com as populações. Espírito de sacrificio, determinação e estar à altura das suas responsabilidades, são referências a que AQUELEU nunca abdica e constituem fortalezas essenciais de um homem simples e profundamente consciente e que honra os compromssos que assume, com a firme convicção de que trabalahar para o bem estar das pessoas é a mais nobre das causas. Por tudo isso AQUELEU, deseja renovar este pacto de confiança com os santacatarinenses e apresenta esta plataforma eleitoral que se desenvolverá posteriormente através de um conjunto de acções e opções políticas e que visam projectar o município enquanto região próspera, competetivae com qualidade de vida. 1. Modernizar e simplificar a admnistração municipal pela via de criação de serviços leves, desburocratizadosque possam respondercomrapidez a demanda dos munícipes. Personalizando o atendimento e projectar mecanismos que permitem a efectiva participação dos munícipes na gestão do espaço municipal. 2. Prosseguir o caminho da infraestruturação do município, criando as condições iniciais essenciais para que o Município ven&ccedi;a rapidamente as condicionantes de um município recentemente criado. Construir o edifício do PAÇOS DO CONCELHO é um objectivo imediato com vista à dignificação da Edilidade e de toda a região, bem assim a construção e ou beneficiação das redes viárias essenciais ao desenvolvimento. 3. Elaborar os instrumentos de gestão municipal (Plano Director Municipal, Plano Urbano Detalhado e Plano Urbanistico) constitui um elemento importante para que o crescimento da região possa fazer-se de forma planificado e orientado e para que, no quadro de uma visão estratégica, Santa Catarina possa ser uma região competetiva ao nível da ilha. A boa gestão do solo é uma garantia firme e segura para este desenvolvimento que se almeja. 4. Trabalhar no sentido da restauração de todo o património municipal enquanto valor histórico e de promo&ccedi;ão do turismo. Revalorizar os produtos locais e projectar Chã das Caldeiras e a zona litoral da Vila enquanto pólos turísticos inultrapassáveis ao nível do País e implementar uma política que faz do Vulcão o produto turístico de excelência. 5. Trabalhar para progressiva consolidação da indústria de transformação, para que este segmento possa atrair mais investidores. Revalorizar os produtos lcais como o conhecido vinho do Fogo e o queijo e adoptar políticas de incentivos às pequenas empresas, promovendo desta forma as actividades geradores de rendimento e de auto emprego. 6. A juventude continua a merecer toda a preoupação da Edilidade. A construção de espaços verdes, centros de lazer e de recrea&ccedi;ão, incentivos às associações, políticas activas de emprego e formação profissional, constituirão objectivos claros a prosseguir no próximo mandato. 7. Aprofundar a parceria público/privado, programar incentivos e atrair investimentos privados e criar desta forma as condições institucionais essenciais para que o sector privado tenha um papel mais activo no desenvolvimento do concelho. 8. Modernizar a agricultura e adoptar políticas de conservação de solo, implementar técnicas modernas de prática agrícola e alargar a produção horticola ao longo de todo o municipio. Projectar políticas articuladas entre o desenvolvimento agrícola e o incremento de pequenas industrias transformadoras no sector agrícola. 9. O alargamento da rede de abastecimento de água é uma prioridade. A Edilidade trabalhará arduamente para garantir mais água e com mais qualidade, adoptando políticas e investimentos nos domínios de aprovisionamento, captação e distribuição desse nem essencial a toda a população. 10. A cobertura integral do município com a energia elétrica é uma preocupação central. O nosso objectivo é concluir no mais curto espaço de tempo possível a eléctrificação de todo o concelho e adoptar ao mesmo tempo medidas que permitam a liga&ccedi;ão domiciliária, designadamente às camadas menos possidentes da população. 11. O desenvolvimento de um turismo com qualidade reclama medidas de protecção ambiental e conservação da biodiversidade, elementos que de resto caracterizam a nossa região, devendo por isso mesmo serem programadas medidas com vista a modernização dos mecanismos de recolha e tratamento do lixo e de todos resíduos, enquanto garantes essenciais da competitividade da nossa região. 12. A habitação social é uma prioridade para Santa Catarina. Em articulação com o governo e entidades privadas, a Edilidade trabalhará no sentido da construção de habitação social para as camadas mais pobres da população, garantindo ao mesmo tempo uma política de beneficiação de moradias dos carenciados, para que todos, uns e outros, possam ter habitação condígna. 13. Revalozizar a pesca, apoiar e dignificar aqueles que se dedicam a essa actividade, incentivar o associativismo no sector e a emergência de caixas de poupança e de crédito, constituem medidas que visam não apenas promover o sector, como também melhorar o estatutodos pescadores do nosso concelho. 14. A terceira idade merecerá toda a nossa atenção. Dignificar aqueles ao longo do seu percurso de vida deram o seu contributo para o desenvolvimento deste concelho é obrigação e compromisso que assumimos expressamente nesta plataforma. Devemos, assim, trabalhar afincadamente para o alrgamento dos beneficiários da pensão social, em sinal de um enequívoco reconhecimento de gera&ccedi;ões, que com toda a generosidade, deram a sua juventude em prol do desenvolvimento desta região. 15. Históricamente a contribuição dos emigrantes reveste-se de uma importância primordial. Propomos criar todas as condições que possam dinamizar o investimento do emigrante no seu concelho. Desde logo trabalharemos para agilizar todos os procedimentos administrativos que acelerem o investimento do emigrante e personalizar o atendimento. A Edilidade criará por decisão formal "o Dia do Emigrante" e constituirá um forúm próprio de diálogo para facilitar a implementação do investimento do emigrante de Santa Catarina. 16. Trabalhar em diálogo, elaborar orçamentos participativos, promover espa&ccedi;os de diálogo e concertação permanentes, sobre tudo o que diga respeito à gestão municipal, qualificando a democracia e unir os santacarinenses neste projecto colectivo, são compromissos aqui e agora assumidos firmemente nesta plataforma que AQUELEU apresenta ao eleitor deste Município. Os novos tempos são de novo desafios e é necessário que Santa Catarina se qualifique para enfrentar o futuro. Materializando o sonho e a ambição de uma SANTA CATARINA mais forte, mais coesa, mais desenvolvida, eis os compromissos que AQUELEU AMADO assume inequivocamente para as próximas eleições autárquicas de 18 de Maio. Por Santa Catarina e mais SANTA CATARINA. |
| ESSE SR. AQUELEU É UMA TRISTEZA MESMO!! ... ATÉ FAZ VERGONHA |
| É por demais evidente que o resultado conseguido por essa CI é mau, é mesmo confrangedor, porque não ela não sabe nada e não sabe fazer nada. Foi um disperdício total de tempo e de recursos |

| O presidente da Comissão Instaladora do município de Santa Catarina do Fogo mandou publicar recentemente uma entrevista no site comunitário Topicos123.com, na qual fez uma abordagem global das suas actividades em diferentes áreas no nóvel concelho, desde habitações sociais, canalização e fornecimento de água em domicílios, electrificação dos povoados, passando por investimentos nos sectores da educaçao, juventude e desporto, até à infra-estruturação do concelho. |
| Antes de tudo, começo por dizer que o presidente da CI não fez mais do que repitir tudo quanto dissera na sua entrevista concedida ao Portôn di nos Ilha no verão passado quando visitou América. Foi também repitição de duas outras entrevistas que ele concedeu ao Topicos123.com e asemana online em Setembro e Outubro passados, respectivamente, as quais mereceram concomitantemente da minha parte dois artigos publicados no Liberal, sem, entretanto, até hoje ter recebido nenhuma resposta ou qualquer esclarecimento sobre os assuntos neles adordados. |
| Como sempre, a linguagem deixa muito a desejar por ser pobre, irreflectida e descuidada, contendo êrros de pricípio ao fim, mesmo sabendo tratar-se de uma entrevista preparada no seu todo (perguntas e respostas) pelo presidente da CI e remetida ao Topicos123.com, o qual limitou-se simplesmente publicá -la. É uma tristeza! Esse Sr. Aqueleu é uma tristeza mesmo!! É uma tristeza para todos os santacarinenses de bom senso. Até faz vergonha. E o Sr. Júlio Correia continua a não importar-se, a não dar satisfacão, a não esclarecer-nos a sua motivação em enviar esse senhor para exercer o cargo de presidente da CI de Santa Catarina. É por amor a Santa Catarina. Mosteiros nunca poderia merecer carícias de tanto romance. Santa Catarina, sim, ela é que pode ser palco desse amor platónico, que não exige nada em retorno. |
| N Ã O S E R IA M ! É IS S O M E S M O! ! |
| Mas nesta sua última entrevista, o presidente da CI teve a ousadia de brindar-nos com alguns outros ingredientes que são igualmente reveladores da sua gestão danosa e nociva, da sua ingenuidade, da sua incompetencia, senao mesmo, da sua ignorãncia. |
| Com efeito, ele começou por dizer que “a dignificação e criação de condiçôes de habitabilidade foi a maior preocupação da CI“, adiantando que o governo, atravé s da Fundação Esperança, finaciou alguns projectos apresentados e a Direcção Geral da Cooperação financiou a construção de nove moradias de raiz, omitindo, deliberadamente, no primeiro caso, o nome do ministério financiador das habitaçôes sociais através da Fundação Esperança e faltando a verdade por ignorancia, no segundo caso, ao dizer que a Direcção Geral da Cooperação financiou nove moradias de raiz. |
| Não, Sr. presidente da CI, a Direcção Geral da Cooperação não financiou a construção de nove moradias de raiz em Santa Catarina porque ela não pode financiar construção de coisa nenhuma em Cabo Verde. Ela é uma estrutura departamantal do Ministerio dos Negócios Estrangeiros e, pela sua natureza, é de cariz diplomático e tem por missão persuadir e negociar com parceiros bilateralis e multilaterais de desenvolvimento de Cabo Verde projectos inscritos no plano national de desenvolvimento para, numa relação de cooperação, financiarem-nos, fazendo também a intermediação no relacionamento entre os diferentes organismos do estado beneficiários dessa cooperação e seus respectivos parceiros. Como pode agora perceber, Sr. presidente da CI, por isso, é que eu disse que a sua linguagem é pobre e irreflectida. Eu sei isso porque trabalhei no Ministerio dos Negocios Estrangeiros em comissão de serviço durante dois anos na qualidade de Director da Cooperação Multilateral. Como pode ainda perceber, você não engana todos os santacatarinenses. Só engana meia dúzia dos mais incautos. Eu disse tambem que a sua linguagem é descuidada porque sei que tem ajuda mesmo perto de si e não sabe aproveitá -la. Dois exemplos podem clarificar um pouco essa minha ideia: primeiro, o meu primo, Alexandre Fontes, homem que já deu provas de um nível muito elevado de competencia e profissionalismo em Cabo Verde, podia perfeitamente esclarecer-lhe essa questão, tanto mais que ele é candidato a presidente da Assembleia Municipal de Santa Catarina na lista do seu partido, o PAICV; segundo, o autarca de S. Filipe, Eugénio Veiga, também meu primo, e de reconhecida competencia e profissionalismo, muito embora eu pense que ele nao seja um bom politico, podia perfeitamente, se fosse solicitado, prestar-lhe esse esclarecimento, porque ele também, como eu, exerceu o cargo de Director da Cooperacao Multilateral no Ministerio dos Negocios Estrangeiros, mesmo antes de se ter candidatado pela primeira vez a presidente da Camara da ilha e do concelho do Fogo em 1992. |
| Então, não é triste, não faz vergonha Santa Catarina ter um presidente da CI que nem sequer sabe quem financiou as habitaçôes sociais que aí foram construídas durante esses três anos? Ou será que sabe e não quer fazer a sua divulgação? Porquê é que omitiu a fonte de financiamento das habitaçôes sociais, preferindo dizer genéricamente que foi o governo através da |
| Fundação Esperança? Porquê é que omitiu a fonte de financiamento de cerca de uma centena de casas de banho em benifício das famílias mais carenciadas do PAICV? |
| Eu sei das motivaçôes do governo para essas suas investidas filantrópicas no concelho. A CI, com cumplicidade do governo, encontrou uma áncora no ministério governamental que tutela a luta contra a pobreza e, por isso, no seu relacionamento com os munícipes, privilegia as áreas sociais, adoptando uma postura assistencialita, favorecendo a militância partidária, manipulando as consciencias e tentando comprar votos. Essas acções pontuais para servir os interesses politicos de momento, constituem todo o percurso da CI de Santa Catarina. |
| É uma grande tristeza, mas é também uma grande verdade, pois um homem, a quem foi entregue um programa e incumbido a missão de o executar, preferiu, antes, fazer jogos políticos com intenção clara e na tentativa vã de manipular consciencias e comprar votos, ignorando e negligenciando completamente a execução do seu programa de instalação do município. |
| E, para clarificar isso de uma vez por todas, explico-me um pouco melhor: O programa/projecto de instalação do município contêm cinco sub-programas, que passo a transcrever: (1) sub-programa de construção e beneficiação das infra-estruturas (2) sub-programa de instalação de serviços (3) sub-programa de elaboração e implementação de instrumentos de gestão (4) sub-programa de equipamentos e mobiliãrios e (5) sub-programa de recursos humanos e materiais. |
| O primeiro sub-programa de construção e beneficiação das infra-estruturas, contempla a construção de Paços de Concelho orçado em 35 mil contos, a construção de residencia oficial orçado em 15 mil contos, a construção de blocos de residência para funcionários orçado em 15 mil contos, a |
| construção de duas unidades sanitárias de base orçados em 10 mil contos, a construção de dois jardins infantis orçados em 5 mil contos, a construção de mercado municipal orçado em 10 mil contos, a construção de centro de saude orçado em 20 mil contos, a construção de estradas e caminhos vacinais orçados em 10 mil contos, a construção de dois blocos de |
| habitações sociais orçados em 8 mil contos, aquisição de terrenos orçado em 10 mil contos, electrificação rural e urbana orçado em 70 mil contos e, por último, a construção do sistema de abastecimento de água orçado em 20 mil contos. |
| Ora, o ciclo de três anos da missão da CI ja chegou ao fim e - se exceptuarmos a construção de um jardim infantil em Maria da Cruz e alguma ajuda prestada pelo governo na area social (habitações sociais e distribuição de cimento para construção das casas de banho), bem como reduzidos prolongamentos de abastecimento de agua vindos das estruturas existentes desde os anos 90 e da electrificaçao vindos do concelho de S. Filipe para os povoados de Fonte Aleixo e Achada Furna - nao se fez praticamente mais nada. |
| E isso significa que em termos de construção de infra-estruturas básicas para instalação dos serviços municipais o resultado é nulo, nao se fez absolutamente nada, porque a intenção desde o início foi e continua a ser beneficiar um único militante do PAICV, que é proprietáririo da casa arrendada pela CI por mais de duzentos contos mensal e onde funcionam os serviços municipais, a residência do presidente da CI, a caixa automática do banco e eventualmente outros serviços, porquanto esse proprietario continua a construir andares e anexos nesse mesmo prédio, tendo mesmo afirmado que todos os serviços a serem instalados no concelho têm de ser em sua casa. |
| A estrategia é clara: A CI nao faz patavina, não executa o seu programa; o proprietário aproveita-se da inépcia do presidente da CI e vai construindo, ganhando fortunas; e os dois, em conluio, lixam os municípes, prejudicando o seu desenvolvimento e progresso social. |
| Mas a inépcia do presidente da CI não acaba nisso. O segundo e o terceiro sub-programas - intalação de serviços e elaboração e implementação de instrumentos de gestão, respectivamente - os quais comtemplam a |
| instalação do gabinete técnico municipal e as elaborações de plano director municipal, de plano de desenvolvimento urbano e de plano urbanístico detalhado, nao sairam das páginas onde esta impresso o programa de |
| in st al aç ã o d o m u ni cí pi o. |
| E isso aconteceu por uma razão muito simples. Não se pode elaborar e, muito menos, implementar instrumentos de gestão urbana, sem, primeiro, ter terrenos para esse fim. E o presidente da CI esteve em Santa Catarina durante os primeiros dois anos, de 2005 a 2007, sòzinho e à solta, sem nenhuma oposição porque nessa altura não existia o Grupo Independente por Santa Catarina, tendo, inclusivamente, vindo à America, alegadamente para visitar os santacatarinenses, e não se preocupou com os proprietários de terrenos a fim de conhecê -los e familiarizar-se com eles, procurando estabelecer com os mesmos uma relação de cordialidade, o que, se tivesse acontecido, poderia potenciar a execução do seu programa. |
| Mas o presidente da CI não estava interessado nesse engajamento, porque não se comprometeu sériamente com os munícipes, preferindo, antes, privilegiar a sua relação com o proprietário da casa onde instalou-se para servir o seu interesse e os seus negócios. |
| Curiosamente, o quarto e o quinto sub-programas - equipamentos e mobiliários, e recursos humanos e materiais, respectivamente - contêm itens relacionados com a aquisição de equipamentos vários, incluindo dois (2) veículos ligeiros, orçados em 5 mil contos, tendo o presidente da CI comprado para seu uso pessoal um JEEP PRADO por 7 mil contos, ultrapassando com essa aquisição de apenas um (1) veículo ligeiro o valor total de 5 mil contos destinados para dois (2) veículos ligeiros. Enquanto o município perdeu duzentos e tal mil contos pelo incumprimento programatico e orçamental em termos de construção das infra-estruturas básicas previstas, o presidente da CI comprou um Jeep que custou aos munícipes quase três vezes mais que o seu orcamento prevê. |
| Então, isso não é brincadeira? Para a compra de um Jeep por 7 mil contos, dinheiro apareceu logo logo. E para a contrução das infra-estruturas básicas, orçados em duzentos e tal mil contos, nao apareçeu até hoje um centavo sequer. |
| É por demais evidente que o resultado conseguido por essa CI é mau, é mesmo confrangedor, porque não ela não sabe nada e não sabe fazer nada. Foi um disperdício total de tempo e de recursos. E a razão principal desse fiasco reside precisamente na existência de várias deficiências estruturais e organizacionais dos seus servicos. E a prova disso foi- me dada por ocasião das festas de Santa Catarina quando o seu presidente, tendo chegado tarde à sessão de abertura do forum “Pensar Santa Catarina”, pediu desculpas aos presentes, dizendo que todos os afazeres da CI recaem sobre ele. |
| Santa Catarina não pode sacrificar o seu futuro por causa de um homem incompetente, inconsequente, anárquico e ditador, que, no seu relacionamento com os munícipes e com a cumplicidade do governo, adoptou uma postura assistencialista, favorecendo a militancia peridária com a intenção clara de comprar consciências e influenciar o sentido de voto, acções que reflectem total ausência de um sistema institutional e organizacional sério de gestão, cuja função é operacionalizar um programa de governação local eficaz e transparente. |
| Sim, ditador porque já começou a mexer com com a liberdades de expressão e de manifestação dos cidadãos, tentando mesmo, através dos seus agentes partidários e de capatazes, intimidar as pessoas recipientes das suas ajudas sociais e do trabalho público no sentido de não participarem no acto de apresentação da candidatura de José António ocorrido no dia 30 de Março transacto. |
| O momento derradeiro da verdade já chegou. É momento de MUDANÇA e de reencontro do caminho perdido para a restauração da honra e dignidade dos munícipes santacatarinenses, para a seriedade na governação local baseado em ideas e projectos muito sérios contidos na nossa plataforma eleitoral e para o relançamento da liberdade dos cidadãos no nosso concelho, elegendo, no dia 18 de Maio a candidatura de José António, composta inteiramente por filhos naturais de Santa Catarina, honestos e humildes, conhecedores da realidade local e sériamente comprometidos com o desenvolvimento e progresso social dos munícipes do concelho. |
| W ey m ou th, 22 de Ab ril de 20 08 |
| Pedro Paulo Veiga A seguir um extracto do discurso do Sr. Jose Antonio Veiga para a candidatura da Camara Municipal de Santa Catarina Fogo extraido do jornal electronico Info Press. |
| Interesse de Santa Catarina do Fogo está acima dos interesses partidários - candidato independente |
| São Filipe, 31 Mar (Inforpress) - O candidato independente às eleições autárquicas de 18 de Maio no município de Santa Catarina do Fogo, José António Monteiro Veiga, disse, domingo, durante a cerimónia de apresentação pública dos integrantes da sua lista, que os interesses daquele município estão acima dos interesses individuais e partidários. José António disse que aceitou encabeçar a lista do Grupo Independente por Santa Catarina para dar a sua contribuição para o desenvolvimento do novo concelho e que, por isso, a sua candidatura ultrapassa a fronteira dos partidos políticos. O candidato garante que a lista que encabeça é integrada por pessoas sérias e competentes. Fazendo referência à candidatura adversária, José António disse que é integrada por pessoas “importadas” para defender os interesses de um partido ou de um grupo e nunca o real desenvolvimento do município. O candidato apoiado pelo MpD disse que no dia 18 de Maio a população de Santa Catarina do Fogo terá o privilégio de julgar o desempenho da Comissão Instaladora durante os três anos de funções, anotando que entre aquilo que foi prometido aquando da elevação da freguesia a concelho e o que foi implementado, há uma diferença abismal. Segundo ele, o edifício de Paços do Concelho, a residência oficial do presidente da Câmara Municipal, a construção da unidade sanitária de base, a electrificação rural, de entre outros projectos anunciados, ainda não saíram do papel. José António disse que o acto de apresentação pública é o inicio de uma luta que terá o seu termino a 18 de Maio, “data em que o medo será abolido definitivamente em Santa Catarina ”. “Não vamos excluir ninguém”, disse o candidato independente a Câmara de Santa Catarina do Fogo, para quem o povo terá de escolher entre um grupo que pretende o desenvolvimento ou a favor de um grupo que não se preocupa com o desenvolvimento desse município. Por sua vez, o candidato a Assembleia Municipal de Santa Catarina pelo grupo independente, Valdemiro Alves disse que é necessário mudança para acabar com a discriminação e o medo instalados pela Comissão Instaladora. |
| PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA FOGO |
| O candidato independente para a Câmara de Santa Catarina, ilha do Fogo, Cabo Verde, Sr. José António Veiga, apoiodo pelo partido MPD, deixou ontém Março 25, 2008, os USA para apresentar oficialmente sua candidatura aos municipes daquela freguesia no próximo domingo no largo Victoria em Cova Figueira. Segundo muitas fontes essa eleição vai ser disputada com um cariz cívico dando a todos opurtunidade e a tranquilidade para participar no acto eleitoral. Lembra se que o outro candidato, Sr. Aqueleu Amado é apoioado pelo partido PAICV e foi nomeado pelo actual governo para a instalação da Câmara Municipal de Santa Catarina na ilha do Vulcão. Topicos123 aguarda brevemente informações dos dois candidatos, e os leitores vao seguir passo a passo o desenrrolar dos acontecimentos. |
| PORQUE NÃO TE CALAS, Ó DESCARADO! |

| Se há uma coisa que não suporto é alguém se esconder atrás de um nome falso e desferir críticas e ataques a outros num jornal sob o pretexto de que está a emitir opinião. Opinião, só deve tê-la quem a merece! A um criminoso, a um mentiroso ou, a um ladrão ou, a um psicopata não se pede opinião, são julgados e encarcerados. A um recorrente de pseudónimo, alguém que se esconde atrás de um nome falso, devia fazer-se o mesmo pois, não sabemos se se trata de um criminoso, de um mentiroso, de um psicopata ou seja lá quem for. É pura e simplesmente alguém que não sabemos quem é e, que, como tal, não merece crédito e, portanto, também, não deve merecer, ter a opinião. Este é um raciocinio justo, porque normalmente quando alguém recorre a nome falso para desferir ataques a outros é porque esse alguém tem algo a esconder (e, ninguém sabe o quê...) da sua verdadeira identidade... e de mais a mais o acto, em si, é feio e próprio de covardes, portanto, não deve ser encorajado. Um amigo meu trouxe-me, o número 27 do semanário, “A Nação”, editado para a semana de 6 a 12 de Março corrente, para ler os termos em que um tal “António Manuel Santos” critica, no artigo intitulado “Porque nao te callas, Presidente”, o candidato José António para a Câmara de Santa Catarina do Fogo. Não conheço ninguém com o nome de António Manuel Santos. Bom... há uns tempos que não vivo em CaboVerde mas, tenho estado em contacto... e, não consigo ver quem é esse desconhecido!!! Um pseudónimo? Se “António Manuel Santos” não é um nome falso é, para mim, pelo menos um desconhecido ou, senão um descarado porque não publicou a cara dele (foto) junto com o artigo por forma a que os leitores possam avaliar do valor da opinião que ele quer transmitir. Sim, porque se o homem for conhecido, portanto, se tiver a cara de um mentiroso ou, de um ladrão, a opinião dele, por mais bonita e bem construída que seja , não tem valor nenhum. E, para mim, e por estes factos, a opinião de um falso António Manuel Santos ou, de um descarado como ele é nesse artigo, não tem mesmo valor. Contudo, para nosso deleite sobre as peripécias do descarado “António Manuel Santos”, vamos à frente. O descarado, porque não apresenta a sua cara que pode ser a de um criminoso, de um ladrão ou, ainda, de um mentiroso começa por atacar imaginem só, a quem!? À Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Sim, à essa jovem quadro escolhida ao mais alto nível da negociação do poder em Cabo Verde e, por consenso, entre a situação e a oposição, para presidir a CNE. Que atrevimento! O nosso descarado diz que esta senhora, que tirou o País da angústia ao aceitar exercer o cargo de Presidente da CNE, “está a falar demais”. Sim, a esta jovem, quadro brilhante, que mostrou coragem e espírito de servir, o nosso descarado escreve dizendo que ela “fala por tudo e por nada”. E que revoltante! O descarado, um António... chico esperto, sob nome falso, que pode ser um criminoso ou, provávelmente, um fraudulento, que é também criminoso, escrever a mandar calar à senhora, à jovem quadro, à Presidente da CNE que veio dar brilho, vida e esperança à Democracia em Cabo Verde! Como pode? Que pretende o nosso descarado? Intimidar à Presidente da CNE? Fazê-la calar para poder preparar, na descontra, a fraude eleitoral aí nos diversos concelhos do país e, especialmente, aí no Fogo? Deixar reinar a confusão para os militantes do “partido-estado” poderem intervir e dar a sua interpretação e sentença? Tornar a Presidente da CNE em um pau mandado? Hum...hei, descarado!!! Quero crer que, tal como eu, que vou ter de suportar e saber lidar com covardes como tu que não dá a cara e que usa nome falso para criticar e atacar outras pessoas, também, tu, vais ter de suportar a Presidente da CNE, porque ela é simplesmente brilhante e não pertence à tua raça. O nosso António descarado, (um chico esperto... de serviço, como estratega do PAICV para as autárquicas que se avizinham), empoleirado e convicto (pela formação ideológica de partido-estado que herdou) de que já pôs a Presidente da CNE na linha, de que ela “tem de falar menos” e de que ela não deve ter “medo” em executar o que o partido ou, os militantes do partido no poder, ordenam, dizia, o nosso António descarado passa, por acto continuo, a atacar os candidatos “que vêm do exterior”. Os termos que o António descarado usa para desferir os ataques “a estas candidaturas que vêm do exterior” estão imbuídos de preconceitos que no mínimo pretendem inferiorizar os emigrantes como membro da nação cabo-verdiana. Caso para perguntar, será que o nosso António descarado pensa que os que vivem na emigração são “exteriores” ou como, também chegou de ser dito “os estrangeirado”...? Sim, porque os “candidatos que vêm do exterior” devem ser criticados como cabo-verdianos que são e não como: “Essas candidaturas que vêm do exterior” ...[que viveram] ...“durante todos esses anos, lá no bem-bom, na terra do tio Sam, não se lembraram sequer de uma vez fazer-se presente nas lutas que travámos pelo desenvolvimento destas ilhas”. Ou então nos termos pidescos, próprios de quem trabalhou para a Segurança Política, como: “não enviaram “tusto” que fosse... não contribuiram com remessas e nunca quiseram saber das ilhas”. Ou, ainda, sob hipocrisia e falso reconhecimento como: “Os emigrantes sempre me mereceram grande respeito e consideração e digo isso com toda a convicção de quem tem uma familia inteira a residir na ([lá], correcção minha) fora. Mas...” Qual mas, qual quê, seu descarado!!! Os emigrantes, caro António descarado e seus camaradas, são gente simples e cabo-verdianos como todos aqueles que na terra se deixaram ficar. Simplesmente e, apenas, mais corajosos que o António descarado que, de tão covarde, não assina com o próprio nome o artigo que escreve. Porque, eles, (“os candidatos que vêm do exterior”, os emigrantes) e eu, incluído, portanto, não tivemos o medo de gente gentio, quanto mais, de dar a cara para os problemas da terra. Nós, os emigrantes, não precisamos de reconhecimento de um covarde, se calhar, até, seja, um “pelintra” a viver à custa das remessas e das malabarices aí na terra. Fazer campanha política implica sempre criticas ou ataques mas, requer, também, frontalidade e uma certa ética que seja consentânea com os valores da sociedade em que vivemos. Fazer panfletos, passar a rasteira, mentir, desvirtuar factos, comprar votos e outros golpes baixos e fraudulentos não são própriamente actos da arte de fazer política. A isto se chama de sujeira, no minimo, ou, actos próprios de covardes à procura de interesses egoistas. Peço ao António descarado que crie coragem e se desmascare se quer participar no debate sobre os candidatos para a Câmara de Santa Catarina do Fogo. Não vamos falar mal de ninguém; vamos apenas comparar, como deve ser feito, entre candidatos em campanha para cargos políticos como são os de Presidente de Câmara. José António, candidato independente apoiado pelo MPD, é, ao contrário do Aqueleu Amado, candidato do PAICV, um jovem, cheio de energia. José António tem apenas 42 (quarenta e dois) anos de idade enquanto que, o Aqueleu já está na casa dos 60 (sessenta) e tal, a atingir (se não a tenha já atingido) a idade da reforma. Portanto, quem está à procura da reforma não é, de certeza absoluta, o José António. José António é natural de Cova Figueira, sede do Município pelo qual concorre para ser seu primeiro Presidente de Câmara. Emigrou, há apenas 7 anos mas, nasceu, viveu, estudou e trabalhou como professor e como proprietário sempre em Cova Figueira até à data em que emigrou. Conhece bem as gentes de Santa Catarina, tanto os residentes como os que estão na emigração, bem como os problemas deste Concelho. Não se pode dizer o mesmo do Aqueleu Amado que caiu de paraquedas em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora há, apenas um par de anos e, é um estranho para a maioria das gentes de Santa Catarina. José António é um jovem, quando comparado ao seu adversário, mas, constituiu família ainda em Cova Figueira, construiu casa própria em Cova Figueira e tem uma outra na América e, viveu (e, vive) sempre do suor do seu trabalho, tanto em Cova Figueira como na América. Não quero entrar na vida privada de cada qual e nem quero falar mal de ninguém mas, os eleitores de Santa Catarina estão no direito de saber e de perguntar ao candidato Aqueleu Amado qual a experiência dele nestes dominios e se está habilitado a pretender ajudar os santacatarinenses a ter casa própria, constituir familia e melhorar a vida deles? José António completou os estudos do antigo 7º ano dos Liceus, (12º ano de escolaridade, hoje) e, concluiu, também, o curso de professor, PREBA-2, ministrado pelo Instituto Pedagógico da Praia. Foi, ainda, professor em Cova Figueira, aonde fundou (por iniciativa própria) o pólo do ensino secundário, que funcionou como primeira experiência piloto em todo o Cabo Verde e, que, pelo seu sucesso, veio a ser integrado, depois, no Liceu de S.Filipe como Secção da Cova Figueira. Esteve, também, sempre ligado à politica, tendo militado pelo MPD, pelo PCD e, também, integrado a lista do PAICV, em 2000, ocupando a quarta posição, para os vereadores da Câmara de S. Filipe. Foi um grande lutador para a elevação de Cova Figueira à categoria de Vila e, também, para a elevação de Santa Catarina a Concelho. Aliás, este último foi um dos motivos que o levou a integrar a lista do PAICV em 2000. Fez tudo isso por mérito próprio e para o beneficio único e exclusivo do Concelho que o viu nascer. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado senão que não se sabe se chegou de completar o antigo 2º ano dos Liceus (7º ano de escolaridade, actual) e que andou, que nem nómada, de trabalho em trabalho, a fazer, não se sabe bem o quê, até cair ( ou, ser furriado) em Cova Figueira como Presidente da Comissão Instaladora, por ser familia de quem é? José António tem uma equipa de jovens, todos filhos do Concelho. São jovens com formação diversa e, também, com sensibilidade politica diversas mas, todos irmanados no objectivo cumum de levar o desenvolvimento e a conquista da dignidade ao Concelho que os viu nascer. Por outro, José António e a sua equipa têm o apoio da maioria dos quadros filhos do Concelho, estejam eles residentes ou, estejam eles a residir fora do Concelho e têm ainda o apoio da maioria da diáspora santacarinense. Que poderá o Aqueleu fazer sem o concurso desses jovens, sem o apoio dos quadros pensantes do Concelho e sem o apoio da diáspora? José António e a sua equipa para a Câmara de Santa Catarina têm uma Plataforma Política, um progrma fundamentado na análise dos problemas e das potencialidades do Concelho. Eles têm propostas concretas de como inserir o Concelho na dinâmica do desenvolvimento da ilha do Fogo e de Cabo Verde em geral. Têm propostas atractivas para a população de Santa Catarina que visam libertá-la dos programas assistencialistas a que foi submetida. Que se pode dizer do candidato Aqueleu Amado e sua equipa a esse respeito senão que, não têm ideias, não têm programa e nem se sabe o que vão fazer. Agora pergunto: Será por ter visto tudo isso e, por sentir que a equipa de José António está ganhadora no terreno é que o nosso António descarado, (estratega do PAICV, para as autárquicas no Fogo) concentra toda a sua bateria a despejar fel na candidatura do José António para o tentar desacreditar...? Será por ter visto tudo isso... é que o António, estratega descarado, pressiona e intimida públicamente e sem nenhum pudor, a Presidente da CNE para “expurgar da lista” dos recenseados o candidato José António e eliminar por esta via a sua candidatura? Será por terem visto tudo isso... é que se vem peitanto o candidato Aqueleu Amado com fundos para oferecer “cimento eleitoral”, materiais deportivos “embárda” (significa, muitos, no crioulo de Santa Catarina), bebidas alcoólicas aos jovens e dinheiro aos potenciais eleitores de Santa Catarina? Será por terem visto tudo isso... é que o reponsável do PAICV em Santa Catarina resolveu caçar bilhetes de identidade das pessoas às quais julga ter comprado ou, às quais julga poder intimidar para não irem votar? Não vou alongar porque já escrevi demais mas, quero dizer ao nosso António, estratega descarado, e seus camaradas de que, sendo de lá, conheço bem as gentes e os jovens de Santa Catarina. Somos muito dignos, orgulhosos para nos deixarmos comprar e temos os olhos muito abertos para não nos deixarmos enganar. Esses jovens valorosos de Cova Figueira, Achada Furna, Estância Roque ou, outros sitios de Santa Catrina, vão desmontar todos os golpes que vão montando. Quanto à inscrição do José António no caderno do recenseamento, aí o nosso descarado vai ter de se acomodar porque os seus desejos deixaram de ser leis há já algum tempo. E, José António respeitou as leis da Républica. Respeitou todos os prazos que a lei estabelece e cumpriu todos os outros trâmites legais. Caso para dizer: Porque não te calas, ó descarado! P.S. A terminar (porque é falando que a gente se entente) dei-me conta de que afinal o António descarado não é, senão, outro que, provávelmente, o tal do mentor e instigador da fraude. Cláudio Veiga, cveiga2@hotmail.com |
| Filhos e amigos de Santa Catarina do Fogo |

| Há quase três anos a freguesia de Santa Catarina do Fogo foi elevada a concelho do mesmo nome. Trata-se de um ganho que todos nós reconhecemos e abraçamos, pois que, com isso, iniciou-se uma nova etapa na vida do nosso nóvel município, onde todos nós - seus filhos - somos chamados a tomar conta do nosso próprio destino, contribuindo para a consolidação da nossa autonomia administrativa, financeira e patrimonial, bem como do nosso próprio desenvolvimento e progresso social. Mas, contrariando esses pressupostos e princípios, e a lógica de um poder local autêntico, o governo e o partido que o suporta escolheram o Sr. Aqueleu Barbosa para ser presidente da Comissão Instaladora do município de Santa Catarina, pessoa que lhe é estranha, desconhecedora da realidade do meio, da sua gente, do seu costume e da sua tradição, factos incontornáveis e que prejudicaram seriamente o concelho, pois que a CI foi incapaz de cumprir a missão que lhe foi confiada, adiando para o próximo executivo da Câmara, a ser eleito em Maio, como o mesmo confirmou recentemente, a execução do programa de instalação do nosso município. A candidatura de José António, composta inteiramente por filhos naturais de Santa Catarina, e o seu grupo independente de apoio, comprometido profundamente com o concelho e o seu desenvolvimento, repudiam veementemente a decisão do governo e do PAICV em terem escolhido um estranho e incompetente para o cargo de presidente da CI de Santa Catarina e agora confirmado candidato a presidente da sua nóvel Câmara Municipal, actos que flagrantemente ignoram os interesses Santacatarinenses e desrespeitam os seus munícipes. Tratando-se de uma afronta aos Santacatarinenses, o que é incompreensível, indesculpável e inaceitável, a candidatura de José António e o seu grupo de apoio, seguros de que não se pode confiar o futuro de Santa Catarina a um homem que no decurso de três anos das suas funções não cumpriu o mínimo que dele se esperava, dando mostras muito claras de não se ter comprometido com o desenvolvimento do nosso concelho e os seus munícipes, preferindo, antes, fazer jogos políticos favorecedores de amizades partidárias e discriminatórias em relação ao resto dos munícipes. As eleições autárquicas já estão oficialmente marcadas para o dia 18 de Maio próximo e esse será o momento derradeiro em que todos os munícipes irão livremente escolher os seus representantes municipais. Como em todo o mundo, os donos das casas, a não ser que sejam incapacitados, devem cuidar das suas próprias casas. Por isso, estamos confiantes que os munícipes de Santa Catarina irão dar o seu voto de confiança na candidatura de José António, pois essa é a única via de Santa Catarina reencontrar o caminho perdido, caminhar com os seus pés e tomar conta do seu próprio destino. Para isso, contudo, muito trabalho tem de ser feito e precisamos de recursos financeiros para a campanha eleitoral que ora se aproxima. Se é filho ou amigo de SANTA CATARINA e quer engajar-se no seu processo de desenvolvimento, e defender a sua honra e dignidade, não hesite em contribuir financeiramente, enviando o seu cheque no montante que estiver ao seu alcance, para: José António Veiga, P. O. BOX 7421, Brockton, MA 02301 Muito obrigado desde já. Saudações fraternais. |
| COMUNIDADE A sociologia define uma comunidade como um grupo de pessoas que têm o mesmo interesse, no mesmo sítio e que podem organizar dentro de um agrupamento. |

| De acordo com um dicionário de português, a palavra COMUNIDADE, veio do latim COMMUNITATE, e tem os seguintes significados: qualidade do que é comum; comunhão; congregação; mosteiro; convento; comuna; agremiação; sociedade; a totalidade dos cidadãos de um país; o Estado, etc. Como vemos tem um significado vasto, e os significados das palavras são bastante explicativas, interligadas ou interdependentes no significado geral, e estão sintonizados na óptica de um interesse comum. Em todos os países, a comunidade teve e tem um papel importantissimo no desenvolvimento socio - cultural e económico da sua população. Uma comunidade coesa e bem organizada é um pilar importante da sociedade. Uma comunidade é formada de pessoas com diferentes background, e o núcleo familiar é o centro da sua força. Uma família tem uma obrigação preponderante dentro duma comunidade; tem um dever natural de incutir nos filhos ou filhas, valores que podem durar para o resto da vida. Uma comunidade forte exige trabalho, esforço, dedicação, e união para poder continuar ou seguir a fim de prosperar nos seus objectivos. |

| A família ou indivíduos que compõem uma comunidade, devem ter sempre em conta que a divisão não vai trazer nenhum benefício, mas pelo contrário, a união, sempre traz beneficio para todos, não importa o lugar, a camada social, o credo religioso, o grau da educação ou a cor da pele. A perspectiva em tudo isso, tem como objectivo tentar expôr algo fundamental para uma reflexão própria, que poderá ilucidar mais a nossa consciência num contexto alargado da nossa comunidade da Freguesia de Santa Catarina, na Ilha do Fogo, Cabo Verde e da diáspora. Um dito popular da cultura Africana diz: “Para educar uma criança, é preciso envolver toda uma vizinhança”. Sobre isso sabemos muito bem, e é uma regra a todos nós que nascemos nessa freguesia; todas as crianças duma maneira ou doutra receberam educação, cuidados, e ajuda extra-familiar. |

| Ora o que perdemos ou que estamos perdendo, é o benefício da continuidade desse fenómeno, ou dessa maneira de cooperar, dessa relação básica de nascença que cada vez mais está pesando contra nós mesmos. A Ilha do Fogo, uma Ilha naturalmente bela e com recursos humanos espalhados quase em toda parte do mundo, tem tres concelhos, sendo o nosso o mais novo e também, o mais pobre e mais desamparado. A Freguesia de Santa Catarina é a mais atrasada ou carenciada em muitos aspectos. Diferentes factores contribuiram para que isso acontecesse, pode ser não intencional, mas sim a falta duma união ou coesão comunitária que se perdeu nos tempos e que agora é preciso ser reavivado. Todos nós temos a nossa fracção da culpa nisso, dum jeito ou doutro, não devemos esquecer nunca da base ou da raíz, porque se não for assim os ramos ficarão soltos e sem atracção ao tronco. |

| A comunidade Santacatrinense tem alguns filhos e filhas que divergiram e esqueceram de participar ou de contribuir para o reforço e melhoria da comunidade. Diversas causas contribuiram para isso, talvéz falta de sensibilidade, falta de confiança de como fazer ou tirar proveito da nossa terra, aquela mentalidade colonial que ficou em muitos e, acreditar ou conformar no status quo, a inclinação política e ganância do poder duma maneira bastante egoísta e madrasta, que levou-nos a esquecer a nossa participação comunitária e lembrar que somos capazes de fazer mais e muito melhor, para desenvolver o nosso concelho. Há fáctores que podemos analisar e tirar alguma conclusão. A partir dos anos de mil novecentos, no período da Primeira e Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas da comunidade Santacatarinense da ilha do Fogo tiveram de emigrar para escapar a miséria ou a fome. A emigração de então, tinha um cariz muito diferente do que está passando com a nossa diáspora de agora. |

| Naquela altura, na maioria das vezes, sempre era o chefe da familia que aventurava para o estrangeiro, deixando a família para trás. Uma vez no país de destino, procurava duma maneira ou doutra estabelecer contácto com algum patrício ou outra pessoa; e depois de instalar, se assim se pode dizer, e ganhando algum dinheiro, o objéctivo principal era sustentar a familia que deixou na terra mãe e procurar poupar algum dinheiro a fim de comprar algumas coisas, principalmente bens de raíz na comunidade que deixou e, no fim regressar de vez para estar de novo com a família. O emigrante passava por muitos obstáculos ou circunstâncias adversas, falta de trabalho ou adaptação a terra desconhecida. Depois de cumprida a missão, então ele regressaria, mas tinha sempre uma vontade em vista; o de viver a vida junto da família já de uma forma diferente da que deixou. Iria viver a vida sustentando da produção da terra que comprou, ou aventurava no campo do negócio. Para os outros que não puderam regressar aos seus na comunidade que deixarm no país de origem, procuraram duramente dum jeito ou outro suportar as vicissitudes da vida do país estranho, onde tudo era diferente, o clima, a língua, a comida, o trabalho, a descriminação sentida na pele; viviam comunitariamente numa barraca ou pode-se dizer num funco, mas mantiveram unidos e usaram a “força da união” e conseguiram alcançar na maioria das vezes o sonho planeado; o de criar uma família, educar os filhos que hoje praticamente esqueceram ou não estabeleceram um elo com as outras famílias que ficaram na comunidade dos pais e que daria continuidade a ponte que liga o presente e o passado. |

| Depois da Segunda Guerra mundial o flúxo da emigração da nossa comunidade aumentou muito mais, dando lugar a segunda geração de emigrantes que tiveram também de suportar duras provas de adaptação nos países de acolhimento; mas desta vez, as chances de sobreviver ou fazer uma vida condigna eram mais positivas; muitos já não viviam nos gelados ou calorados campos de cultivos, e as oportunidades de ganhar a vida eram mais propícias até ao ponto de alguns mandarem trazer famílias do país natal. Depois da indepêndencia nacional de Cabo Verde, e com a instalação das embaixadas estrangeiras na capital que facilitavam vistos de saída para estrangeiro, então o fluxo do fenómeno da emigração atingiu o ponto máximo; principalmente entre os anos setenta e até os anos noventa, do século passado, originando uma nova onda de emigrantes que ausentaram da comunidade, mas desta feita o emigrante está mais elucidado ou preparado nessa problemática. Uma vez no país estranho já não se sente tanto desconhecido, porque há patrícios que dão guaridas, mas mesmo assim, têm que suportar duras provas para poder alcançar o sonho sonhado, que muitas vezes é ilusório para muitos. Uma boa percentagem desses novos emigrantes não esqueceram a comunidade que deixaram, e participam activamente no seu desenvolvimento; mas, infelizmente outros não puderam ou não quiseram participar no processo da reconstrução e reestruturação da nossa comunidade. |

| Tudo isso pode ser transformado ou invertido, nunca é tarde demais para contribuir se darmos conta que contribuindo para nossa comunidade estamos contribuindo para o engradecimento de nós mesmos, dos nossos filhos, dos nossos amigos, das nosssas gentes, da nossa ilha, e duma maneira geral de todo Cabo Verde. Devemos fazer uma meditação profunda do que está passando connosco ou com a nossa comunidade e ter uma óptica mais humana e menos materialista, com mais solidariedade entre todos, e procurando reparar ou construir mais pontes de ligação e estabelecer um consenso mútuo e mais produdivo entre os membros da família, dos amigos, dos indivíduos e de toda comunidade. |

| Sabemos que temos recursos humanos dentro da nossa comunidade, o que está faltando é fazer com que haja mais sensibilização da parte comunitária, e também do nosso governo, para descobrir ou redescobrir e trazer para o meio elementos com know how capazes e professionalizados em diversas áreas, e conhecedores do sistema político em cada país que estiver a fim de influenciar outras comunidades e governos, dando lhes mais input sobre a nossa causa, que no fim poderá trazer benefícios mútuos entre todos os membros da comunidade, nacional e internacional. Joaquim Fontes |
| Novidades da Festa de Santa Catarina na ilha do Fogo |
| A comunidade de Santa Catarina do Fogo regozija-se com a ordenação do seu primeiro pároco fazendo votos que tenha os maiores sucessos na sua vida pastoral e seja o exemplo a seguir pelos filhos da mesma. BIOGRAFIA: MISSIONÁRIOS CAPUCHINHOS (OFM) Frei Domingos Gomes Alves Mendes Nascimento: 15 de Abril de 1968 em Santa Catarina, Ilha do Fogo, Cabo Verde. Filiação: César Mendes e Clarice Gomes Alves Mendes Baptismo: 1 de Novembro de 1969 em Santa Catarina, Ilha do Fogo, Cabo Verde. Confirmaçã o: 11 de Agosto de 1990 Santa Catarina, Ilha do Fogo, Cabo Verde. Habilitações: Frequentou o Curso de Teologia da Universidade Católica – Porto Vida Religiosa: Tomada de HÁbito – 17 de Setembro de 1998. Votos Simples – 19 de Setembro de 1999 no Convento de S. Lourenço de Brindes, Cabanas de Viriato. Profissão Perpétua – 29 de Maio de 2005 em Porto Novo, Santo Antão, Cabo Verde. Instituições: Leitor: 12 de Março de 2006 Acólito: 28 de Maio de 2006 A seguir um artigo sobre o FREI DOMINGOS GOMES ALVES MENDES, publicado no Infopress. |
| Domingos Gomes Alves Mendes será ordenado padre no próximo domingo Data do Evento : 16-12-2007 |
| São Filipe, 09 Dez (Inforpress) – Domingos Gomes Alves Mendes, natural de Dacabalaio, da paroquia de Santa Catarina do Fogo, será ordenado padre no próximo domingo, dia 16, na capelinha de Nossa Senhora de Fátima em Roçadas. Domingos Gomes Alves Mendes nasceu a 15 de Abril de 1968, oriundo de uma família católica, tendo sido baptizado no ano seguinte na paróquia de Santa Catarina, onde recebeu o sacramento da confirmação (crisma), no ano de 1990. Entrou para o seminário de São Vicente no ano de 1996 e no ano seguinte iniciou o Postulantado. Em 1998 entrou para Noviciado em Cabanas de Viriato – Viseu Portugal, tendo feito profissão simples no ano seguinte e Pós-Noviciado entre 1999 e 2003 – estudos académicos na faculdade de Teologia de Porto. O futuro padre fez Experiência Fraterna e Pastoral na paroquia de São Lourenço, Ilha do Fogo (2002/03) e estágio/formação em Lisboa no ano de 2004. Fez a Profissão Perpétua na paroquia de Porto Novo (Santo Antão), Instituído Leitor na paroquia de Nossa Senhora de Amial (Porto), Instituído Acólito na mesma paroquia e ordenação diaconal no dia 3 de Dezembro do ano passado nos Mosteiros dos Jerónimos ( Lisboa ). Neste momento, está a terminar o mestrado Integrado de Teologia na respectiva faculdade no Porto. De regresso para a Vice-Provincia de Cabo Verde, será ordenado Presbítero no dia 16 de Dezembro. O padre José Eduardo, da pároco da paróquia de Santa Catarina do Fogo disse à Inforpress que a comunidade católica desse município e de toda a ilha do Fogo ,de uma forma geral, está a preparar o acto que contará com a presença do Bispo de Santiago, D. Paulino Livramento Évora. Domingos Gomes Alves Mendes será o primeiro padre natural da paroquia de Santa Catarina e o quarto da ilha do Fogo, depois de António Fidalgo, Lourenço Rosa e José Pires. Após a sua ordenação, cumprirá missão na v ila de Ribeira Brava, na ilha de S. Nicolau. No próximo ano, a comunidade paroquial de Nossa Senhora da Conceição vai também assistir à ordenação de um outro foguense, Egídio de Pina, natural da localidade de Monte Grande. A ordenação diaconal de Egídio de Pina, actualmente na paróquia de Tarrafal de Santiago, está programada para 6 de Janeiro e será ordenado presbítero em meados de Junho/Julho na paróquia de Nossa Senhora da Conceição em São Filipe. |
| Campanha a favor do Concelho de Santa Catarina Fogo em Vila Nova da Barquinha, Portugal Acessa os links e veja mais! DANÇA PARA CABO VERDE Campanha Campanha Caro Amigo Quimquim Enviadas pelo Sr. Aqueleu, Presidente da CI Saúde e boa disposição por esses lados das terras do Tio Sam. Por cá vamos indo de trabalho em trabalho em prol de desenvolvimento de Santa Catarina. Há poucos dias, mais concretamente no dia 11 de Novembro foi inaugurada a iluminação pública da localidade de Achada Furna e contra gostos de muita boa gente que não acreditou nesta realização, mas com esforços da CI o projecto tornou-se realidade. Para seu conhecimeno esse projecto atingiu o montante de dezasseis milhões de escudos, em US $, corresponde a duzentods e vinte mil dolares US. A CI suportou cerca de trinta por cento do valor, a Caboverde Telecom deu cerca de 18%, e o restante foi suportado pelo Governo. Nós trabalhamos comparceiros estratégicos pois só assim este Município poderá ascender, visto que, por um lado, as gentes ainda não estão com capacidades em contribuir e, por outros, há muitas actividades geradoras e rendimento por dinamizar e será certamente o nosso papel futuro enqunto dirigente a Câmara Municipal. A nossa festa foi um sucesso e todos os que cá vieram gabaram das iniciativas tomadas e das actividades culturais, recreativas e desportivas realizadas. Fizemos um Forum "Que perspectivas para o desenvolvimento de Santa Catarina e foram convidados todos os filhos deste Municipio a estarem presentes por forma a darem o seu subsídio, porque todos somos poucos para elevar Santa Catarina. No entanto, lamentamos a ausencia daqueles que nas Terras do Tio Sam nos apelidaram de incompetente não se ausaram em estar presentes e contribuir para a querida freguesia. De palavras nósestamos cheios, gostaríamos auscultar opiniões de várias quadrantes, pois quem sai a ganhar é o Município que é de todos, independentemente da opção política que tiver., Também gostaria informar-lhe que a CI homenegeou pessoas que deram seu contributo, designadamente, Neco Bia, Denda, Lele, Fileme, Ntoneco,Nho Djonzinho Montrond, Pinto Veiga, Xexe,Nho Djon de Ana de Monte Vermelho. Essa acção teve como intenção valorizar os actos feitos por pessoas de Santa Catarina que de uma forma ou de outra contribuiram para o seu território. Se é certo que não alcançamos todas as pessoas, esta foi apenas o começo de actividades desta natureza. Bem caro amigo não quero maçá-lo, mas depois farei o possivel em enviar-lhe uma CD para sua apreciação. Cumprimentos Aqueleu Amado |
| Uma abordagem critica sobre a CI do Concelho de Santa Catarina no Fogo pelo Sr. Pedro P. F. Veiga |

| O jornal asemana online publicou recentemente uma série de artigos sobre Santa Catarina do Fogo, trazendo a público os mais diversos assuntos relacionados com a instalação desse nóvel município, começando com a sua infra-estruturação (ou a sua falta), passando pelos problemas de terreno, as potencialidades turísticas, até as suas gentes. Não me estranha o esforço jornalístico do asemana que foi ao terreiro promover a imagem e enaltecer as realizações da CI de Santa Catarina, transmitindo informações tal como apresentadas por ela, ficando, assim, o princípio sacrossanto do jornalismo de imparcialidade e objectividade em águas de bacalhau, assim como não me preocupa as reportagens que o asemana faz ou deixa de fazer. Mas importam-me a honestidade e o rigor ético/deontológico no jornalismo, porque tratam-se de elementos que constituem o princípio básico e fundamental sobre o qual se assenta toda a credibilidade do chamado quarto poder num sistema democrático e pluripartidário, pois a missão do jornalismo é, em primeiro lugar e acima de tudo, procurar a verdade, sempre a verdade, em todas as circunstâncias, mesmo as mais adversas, e colocá-la à disposição do público. Durante esse tempo todo que o asemana passou em Santa Catarina a produzir essas reportagens, as quais incluem duas entrevistas feitas ao presidente e vice-presidente da CI, o mesmo não se lembrou em nenhum momento de questionar-lhes sobre a astronómica renda de 200 contos que a CI paga ao proprietário da casa onde funciona os serviços municipais. Este assunto tem de ser do conhecimento de todos os profissionais sérios da comunicação social em Cabo Verde, porque já o abordamos várias vezes em jornais, sem, entretanto, nunca termos obtido até hoje nenhuma resposta ou qualquer esclarecimento. Tratando-se de um assunto de interesse dos munícipes de Santa Catarina e do público em geral, porque essa renda é paga com o dinheiro dos cabo-verdianos, não ficaria bem ao asemana colocar essa questão e esclarecer a minha curiosidade e a de tantos outros cidadãos? Não ficou o interesse dos cidadãos prejudicado com essa falta de sensibilidade do asemana em não procurar saber a realidade dos factos? Então, não é tirano esse tipo de jornalismo? Ora bem, a Comissão Instaladora, aproveitando-se da oportunidade que lhe foi concedida, não teve mãos a medir, tornando seus os feitos e as realizações do governo de Cabo Verde nas áreas de electrificação, abastecimento e canalização de água em domicílios, rede viária e arruamento dos povoados, educação, assistência social, construção de casas para os mais necessitados, etc, esquecendo completamente os seus próprios afazeres - as realizações que são da sua própria competência. É inequívoco que o governo nos últimos meses está a investir muito em Santa Catarina, facto nunca antes registado no concelho desde a sua criação há quase três anos. E isso está a acontecer na exacta medida da previsão do Grupo Independente de Apoio a Santa Catarina, devendo acelerar ainda mais nos próximos tempos. Sinto-me feliz com o beneficio que os munícipes estão usufruindo no concelho, porque sei (e os santacatarinenses de um modo geral sabem) que isso só foi possível graças ao movimento desencadeado por esse grupo nos últimos seis meses, reclamando a injustiça feita ao concelho com a colocação de um estranho à frente dos seus destinos e reivindicando o poder para os seus munícipes para a restauração da sua honra e dignidade. Por isso, discordo totalmente das afirmações do presidente da CI ao apressar-se tanto em creditar a sua conta com fundos que não são seus, colocando na sua carteira de actividades projectos que não lhe pertencem, e remeter para o fundo perdido o seu próprio programa de instalação do município. Sim, o programa de instalação do município, nos seus pontos essenciais, só poderá ser executado pelo próximo executivo, conforme disse o próprio presidente da CI na sua entrevista ao asemana, dando- me, mais uma vez, razão por ter dito que Santa Catarina está a perder muito com a incompetência do Sr. Aqueleu. Efectivamente, a CI disse que o problema de terreno só pode ser resolvido pelo próximo executivo porque, e cito, “as terras no concelho de Santa Catarina não podiam ser vendidas porque eram para uso da população e que só depois da independência é que pessoas com “maior habilidade” fizeram os registos matriciais dos terrenos que eram do estado”. E a esse propósito, eu fiz o seguinte comentário ao artigo do asemana que publicou essa entrevista no dia 26 de Outubro transacto: No verão de 2006, o senhor presidente da CI visitou América e conheceu Joaquim Fontes, Quinquim, conhecido de todos os santacatarinenses. Até fez-lhe uma visita de cortesia em sua casa. Depois de ter regressado a Cabo Verde, enviou-lhe um e-mail que está publicado no site topicos123.com, que passo a citar nos pontos mais relevantes: “Estamos a ultimar o plano urbanístico da vila… Iremos também solicitar mais tarde a vossa sujestão assim que tiver em cd totalmente gravado trabalho…No entanto gostaria lhe solicitar que sensebilize alguns santacatarinenses principalmente alguns que são proprietários de terras nesta vila que sejam parceiros desta CI visto que para implantação de insfraestruturas públicas é necessário ter parceiros principalmente esses senhores”. Se notar erros nessa citação, eles não são meus, mas do próprio presidente da CI, que a isso já nos habituou em tudo quanto escreve ou diz. Um ano mais tarde, no verão de 2007, o presidente da CI visitou de novo América. Desta feita, nem teve a dignidade de visitar o Quinquim, simplesmente porque a situação política no concelho e sua diáspora é substancialmente diferente daquela que encontrara em 2006. No ano passado, não existia ainda o Grupo Independente de Apoio a Santa Catarina que irá apoiar José António Veiga, também ele independente, para presidente da Câmara, o qual é também apoiado por Quinquim. Por isso, desta vez, não visitou Quinquim e, com isso, morreu a sua iniciativa de parceria com os proprietários da vila de Cova Figueira. Mas pior do que isso, a CI teve o desplante de dizer que os proprietários já não existem e um levantamento cadastral tem que ser feito para identificar o que é privado e o que é publico. De acordo com a CI, falsificando factos e historia, “só depois da independência nacional é que algumas pessoas com "maior habilidade" fizeram registos matriciais dos terrenos que eram do estado. Sem questionar, por enquanto, o significado de "maior habilidade", começo por dizer que essa "estória" é uma inverdade de todo o tamanho. Trata-se de um revisionismo puro da historia, pois os proprietários de terras em Santa Catarina são todos identificados e não há pedaço algum de solo arável nesse concelho que não tenha dono, pois todos eles, sem excepção nenhuma, pagaram sempre os seus impostos (décimas) e existe o serviço de notariado e registo, onde tudo isso pode ser verificado e provado. Infelizmente, esses proprietários, na sua maior parte, já não pertencem ao mundo dos vivos, mas todos eles têm filhos e netos - herdeiros legítimos das suas terras, os quais, na sua maioria, vivem aqui na América. Mas isso não os tira o direito e a titularidade das propriedades dos seus pais ou avós. Duvido muito se os responsáveis da CI consultaram um advogado especializado na área, antes de tornarem público essa absurda ideia de um levantamento cadastral para identificação dos terrenos e seus respectivos donos. É o que acontece quando o governo de Cabo Verde, num acto de desrespeito, envia para Santa Catarina, na qualidade de presidente da CI o Sr. Aqueleu, que - para além de ser incompetente e de muito baixa qualificação, como já apuramos - é uma pessoa estranha ao concelho, que não conhece a realidade do meio, da sua gente e história. Penso, porém, que a CI - ao afirmar que só depois da independência nacional é que as pessoas com "maior habilidade" fizeram registos matriciais dos terrenos que eram do estado - foi demasiadamente ingénuo, mexendo com assuntos que nunca podiam estar ao seu alcance. Com efeito, depois da independência nacional, o então governo de partido único, tentou, com a política de reforma agrária, expropriar as terras dos seus legítimos donos. Mas Cabo Verde não era nessa altura um estado de direito democrático, pois o PAIGC era força, luz e guia - omnisciente, omnipotente e omnipresente. Hoje, graças à luta que travamos contra esse regime de então, Cabo Verde tornou-se num estado de direito democrático, que respeita o direito da propriedade, porque é um estado com separação de poderes, pois os poderes legislativo, executivo e judicial são independentes uns dos outros e não estou certo que a CI sequer tenha pensado nisso antes de fazer as suas declarações, porque, se tivesse, saberia que o assunto relacionado com litígio de terreno não é do seu foro, não é da sua competência. Outrossim, penso, acima de tudo, que a CI, vendo-se incapacitada em negociar e conseguir terrenos que ficam mesmo aí dentro da vila para instalar as infra-estruturas necessárias, arranjou um expediente para desculpar o seu fracasso, sem aperceber-se dos efeitos colaterais e perniciosos da sua imaginação. Paradoxalmente, soube há pouco tempo que o Sr. Aqueleu esteve a negociar com o João de Djeca a compra de um terreno por três mil contos, que fica no cerco da Djidji mesmo à frente do antigo posto administrativo para a edificação dos Paços do Concelho, um espaço muito apropriado para esse projecto, mas desistiu do processo de negociação, sem ter dado ao João nenhuma justificação, o que me parece estranho, a não ser que ele queira protelar a sua construção e continuar a pagar uma renda de 200 contos mensal ao proprietário da casa onde funciona os serviços municipais, pessoa com quem, desde a sua chegada ao concelho há quase três anos, mantém uma relação promíscua, que envolve politica, amizade e negócio. Ademais, ele anunciou que o edifício dos Paços do Concelho ira ser construído na Prainha, local que fica na periferia da vila, o que a acontecer será um caso inédito em todo o mundo. Pode ser que a desistência da negociação com o João tenha a ver com a politica de perpetuar o pagamento da renda e de transferir o centro do poder da vila de Cova Figueira para Prainha, furtando a sua historia e desrespeitando as suas gentes do passado, do presente e do futuro. Pedro Paulo Veiga |
| A seguir um artigo de autoria do Sr. Alberto Nunes publicado no jornal Asemanaonline, sobre o Concelho de Santa Catarina na Ilha do Fogo. |

| O Homem defende, naturalmente, o que considera ser seu. Não obstante, esta defesa deve enquadrar-se dentro de um quadro legal, lógico, moral e ético. Alguns homens adquirem o princípio ideológico de defender o grupo onde estão inseridos, mesmo sabendo que o defendido pelo grupo contrasta com a realidade vivida na comunidade onde o grupo se insere. |
| A naturalidade da defesa e o princípio ideológico adquirido da defesa do grupo devem basear-se em dados e factos concretos, isto é, a partir da realidade concreta e vivida. Estes dois princípios de defesa devem, sobretudo, ser fundamentados na lei da imparcialidade, de modo a evitar que aqueles que vivem alheios à comunidade em questão, tirem conclusões irrealistas. Aliás, uma das virtudes do Homem é a honestidade, sobretudo a intelectual. Pensamos que nenhum intelectual deve ter por missão usar da sua faculdade de pensar para formular uma opinião com objectivo de ludibriar as pessoas que estão aquém de uma determinada realidade. |
| Acreditamos ser missão de qualquer intelectual entender a essência da realidade e posicionar-se de forma coerente e lógica na defesa, em particular, dos indefesos da sociedade. Quanto a nós, temos por princípio que a crítica é um dever de qualquer intelectual. Os intelectuais devem pôr, de forma altruísta, a sua capacidade de saber fazer e defender a seu favor e a favor dos interesses dos mais necessitados. No entanto, acompanhamos na nossa sociedade e na nossa diáspora um comportamento inverso ao acima descrito. |
| Recebemos, por e-mail, alguns anos atrás, vários artigos do pedagogo Napoleão Vieira Andrade. Num desses artigos, Napoleão considerava a ilha do Fogo “quintal da ilha de Santiago”, tendo em conta que os sucessivos governos concentravam todos os esforços e recursos, nalgumas ilhas, principalmente a de Santiago e para a do Fogo restavam apenas “migalhas”. Num dos artigos recebidos, Napoleão havia demonstrado que os filhos da Freguesia de Santa Catarina, agora concelho, estavam sendo excluídos do processo de desenvolvimento da mesma Freguesia, tendo em conta que nenhum dos partidos políticos estava a colocá-los na sua lista, principalmente em lugar elegível. Tudo verdade! Em 1992, com a instituição do municipalismo em Cabo Verde a ilha do Fogo era um concelho. |
| Da lista para as primeiras eleições autárquicas faziam parte: pessoas de Nossa Senhora de Ajudá - Mosteiros, São Lourenço e Nossa Senhora da Conceição. Depois da divisão da ilha em dois concelhos (Mosteiros e São Filipe) já foram realizadas mais três eleições autárquicas e foram colocadas nas listas, e em lugar elegível, pessoas de Nossa Senhora da Conceição, de São Lourenço e ninguém de Santa Catarina. A justificação que dão é que Santa Catarina não tem pessoas com competência técnica e com confiança partidária para ocupar esse tipo de cargo. |
| Paradoxalmente , a maior parte dos vereadores do concelho de São Filipe era habilitada apenas com 2º, 5º e 7º anos, pessoas que se poderiam também encontrar em Santa Catarina. |
| Em 2005, cinco freguesias foram elevadas à categoria de concelho, entre as quais a de Santa Catarina, no Fogo. Em todos os novos municípios foram colocados indivíduos nascidos no concelho, com excepção de Santa Catarina. Aliás, este concelho foi o único em que o presidente foi uma pessoa estranha. Justificação: em Santa Catarina não há pessoas com competência técnica e de confiança do partido para ocupar tal cargo. Após a nomeação dos elementos que compõem a Comissão Instaladora por parte dos dois partidos, passamos a ter nos lugares que constituem eixos de desenvolvimento e crescimento quadros externos e continua-se a falar noutros quadros externos que deverão entrar no concelho nos próximos dias e meses. As pessoas que já entraram e que vão entrar são as que na lógica do partido têm competência técnica e são também da confiança do partido no poder. |
| Muitos dos que vêm de fora tratam mal os Santacatarinenses. Muitos munícipes estão inconformados com muitas injustiças e pedem a nossa intervenção na defesa dos seus direitos e interesses. Como munícipe, e não só, pomo-nos à disposição dos mais necessitados deste novel concelho, não por almejar o poder, mas para mudar o statu quo existente no concelho e construir um quadro reformado onde todos os santacatarinenses tenham o mesmo direito e dever, independentemente da sua cor partidária, religião, origem ou cor da pele. |
| Tivemos a oportunidade de ler um artigo do mencionado filho deste concelho, Napoleão Vieira Andrade no Jornal Liberal e, gostaríamos de tecer alguns comentários acerca do mesmo: em primeiro lugar gostaríamos de expressar a nossa admiração para com Napoleão Vieira: temos estado a acompanhar os seus artigos em diversos jornais e entendemos, desde muito cedo, que se trata de um indivíduo que tem muito a dar, pois tem boas ideias que podem ser aproveitadas em prol do desenvolvimento de Santa Catarina e de Cabo Verde, de modo geral. |
| No entanto, nestes últimos meses, Napoleão tem estado a decepcionar-nos muito. Confessamos que discordamos plenamente do conteúdo do artigo Santa Catarina (Fogo): História, Resistência e Conquistas, publicado no jornal Liberal no dia 04 de Setembro do ano em curso. Pensamos, e defendemos, que ninguém se torna grande ao chamar o outro de “questiúnculo” e ninguém que assim é chamado se torna menor. Ninguém de Santa Catarina quer defender a ideia de que só os santacatarinenses podem e devem trabalhar em Santa Catarina. |
| De facto, se assim defendêssemos estaríamos a ser injustos connosco, pois, segundo os dados, quase o dobro da nossa população vive e trabalha fora do nosso concelho. O que defendemos é que não se deve preterir um filho / quadro de Santa Catarina devido à sua opção política ou ao seu princípio ideológico e trazer um quadro de fora alegando que aqui não há pessoas com condições para ocupar determinado cargo. |
| É simplesmente o que repudiamos e protestamos. Outrossim, defender que deve haver espaço em Santa Catarina para o filho / quadro desta região não é uma atitude localista e nem tampouco bairrista; nem tampouco o é exigir que haja concurso transparente e justo nos contratos de trabalho ou na distribuição de trabalho. |
| Discordar igualmente que um só indivíduo tenha 3 ou quatro empregos pelo facto de ter votado no partido no poder, ou porque trabalha para angariar votos para o partido, sabendo que este indivíduo não tem qualificação e ver, também, muitos filhos, qualificados fora do sistema de emprego devido à sua opção política ou à sua forma de pensar, sendo muitas vezes rotulado como buscando o poder apenas por pensar diferente não é uma atitude bairrista ou localista. Pensamos que denunciar a lógica de defender cegamente o partido e de tentar mantê-lo no poder, a todo custo, porque o mesmo emprega e pratica salários exorbitantes, ao mesmo tempo que arrasta outros familiares, não significa, pelo menos, por parte dos denunciadores, que as pessoas de Santa Catarina estão a perder a morabeza ou a simpatia. |
| Se, no passado, foi necessário trazer enfermeiros, professores, agentes administrativos para Cova Figueira porque não tínhamos quadros, hoje a realidade é outra. Não temos quadros suficientes, mas os poucos que temos devem ser aproveitados para o crescimento e desenvolvimento integrado, sustentado e harmonioso deste novel concelho que precisa muito dos seus formados. Santa Catarina e Fogo, de um modo geral, estão fartos de funcionários de partido e que muitas vezes não constituem quadros alguns, mas que, no entanto, são enquadrados no intuito de resolver interesses meramente pessoais e manter o partido no poder a todo custo. |
| Há no Fogo e em Santa Catarina uma tentativa de promover os representantes do partido em diversas localidades dando-lhes trabalhos para manipularem a consciência dos cidadãos a seu bel-prazer. A ilha do Fogo e Santa Catarina, em particular, já perderam muito com este sistema e com o Partido. Dados que temos e que iremos divulgar num trabalho mais alargado, indicam que o atraso do Fogo advém das seguintes causas: Passividade dos fogueses perante as injustiças, partido acima de tudo, mentalidade reinante, pessoas idosas, “laços comestíveis” entre pessoas de influências, partidarismo, clientelismo, amiguismo, etc. |
| Insurgimo-n os contra o bairrismo, localismo e obsessão partidária. Colocamos os nobres interesses de Santa Catarina acima de Tudo! Nossa fraterna amizade deve sempre sobrepor-se às nossas divergência s ideológicas. |
| Vila de Cov a Fig ueir a, 03 de Nov emb ro de 200 7 |
| ENERGIA ELECTRICA |
| Caro amigo Quimquim Primeiro os meus cumprimentos pedindo desculpas pela longa ausencia. Preparando as festas de Nha Santa Catarina cujo inicio será no da 21, ontem pelas dezanove horas foi inaugurada a iluminação publica em Achada Furna. Portanto já há mais um povoado deste Município que dispõe neste momento de energia eléctrica e durante vinte e quatro horas. Esperemos que a breve trecho possamos iniciar a execução de obras de baixa tensão nas localidades de Roçadas, Dacabalaio, Monte Escora, Fonte Cabrito, MonteVermelho, Figueira Pavão e melhoramento da rede na Vila. O Projecto da média e baixa tensão em Achada Furna foi financiado pelos parceiros (Governo deCabo Verde, Cabo Verde Telecom e a própria Comissã Instaladora), respectivamente com 30%, 16% e 54%. Gostariamos seja esta informação difundida depois de tratamento por V.Excia. Far-lhe-emos chegar a si o programa de festas. Aquele Abraço Aqueleu Amado Presidete da CI |
| Campanha a favor do Concelho de Santa Catarina Fogo em Vila Nova da Barquinha, Portugal Acessa os links e veja mais! Campanha Campanha |
| SANTA CATARINA, FOGO, ONDE ESTÁ A VERDADE? Dilma, nome fictício, de três anos de idade, ontem teve só uma refeição e dormiu praticamente com fome. Depois de acordar, perguntou aos irmãos pela mãe e disseram-lhe que ela tinha saído para "procurar" açúcar para pôr no café. Antónia, nome fictício, de sete anos de idade, levantou logo cedo com algumas dores nas costas por ter dormido no chão. Aprontou rapidamente, saiu, sem comer, indo para a escola na esperança de aí comer uma refeição. O pai das duas crianças encontra-se nos USA sem trabalho, depois de passar uma temporada na prisão, e por isso não enviou nenhuma ajuda para a família. Os casos citados acima, são factos reais e constantes de algumas famílias em Santa Catarina. A luta pela sobrevivência duma comunidade com escassos recursos, como é a comunidade Santacatarinense, é dura e haverá sempre algumas pessoas pouco afortunadas e necessitadas que continuarão sofrendo. Por isso o governo e a comunidade em geral devem ter sempre em conta o balanceamento dos recursos do município para que o sofrimento das pessoas seja minimizado. Tudo isso vem a propósito do desafio lançado, há mais de duas semanas, pelo Sr. Pedro Paulo F. Veiga no www.topicos123.com, um site que serve a comunidade nacional e da diáspora, ao senhor Presidente da Comissão Instaladora de Santa Catarina - Fogo, dizendo que não é novidade para ninguém que a Comissão Instaladora paga uma renda de 200 contos (duzentos contos) por mês para uma casa onde funciona os serviços municipais, sem quem o visado tenha até ao presente momento reagido, o que em nosso entender é comprometedor e em nada abona a favor da transparência que tem de haver na gestão dos recursos do Estado. Ora levando em conta as necessidades/realidades do Concelho de Santa Catarina - Fogo, e se de fácto essa quantia astronómica de renda está sendo paga, os Santacatarinenses têm direito a uma explicação e se pede a quem de direito que o faça. Diz o ditado: Quem cala, consente! |
| www.topicos123.com estará atento e fará eco sobre os desenvolvimentos deste caso e outros que vierem a surgir. Entretanto, Santa Catarina, Fogo, onde está a verdade? |
| A redacção do Topicos123 recebeu uma mensagem do Sr. Napoleao Andrade com um pedido do Sr. Aqueleu Amado, para a publicação do artigo sobre a Freguesia de Santa Catarina no Fogo. De notar que o mesmo artigo foi publicado na A Semanaonline jornal electronico. POTENCIALIDADES TURISTICAS DE SANTA CATARINA-FOGO? From: napoleao andrade (napoleaocapitao80@hotmail.com) Sent: Sat 10/27/07 6:29 PM To: joaquim20@hotmail.com Santa Catarina do Fogo: As potencialidades turísticas e o problema dos terrenos 25-10-07 |

| A maior potencialidade turística de Santa Catarina é o vulcão do Fogo, que está sob a sua jurisdição, mas os oito quilómetros de uma orla marítima ainda virgem também não podem passar despercebidos. Mas a travar os possíveis investimentos nesta área está o problema dos terrenos, sendo que naquele novel concelho ainda não está totalmente definido o que é privado e, dentro do público, quais são os municipais e os do Estado. O problema dos terrenos Agricultores da Chã e PNF em conflito As investidas do Turismo em Santa Catarina são ainda muito insípidas, sendo que Chã das Caldeiras é o ex-libris do sector no concelho. Mas para já o que se faz é o género de um “turismo amador” em que os habitantes da aldeia com vista para o vulcão abrem as portas de suas casas e os visitantes vivem ali durante uns dias de forma tradicional. Na Chã, existem a Esplanada Pedra Brabo, do localmente conhecido Patrick Zimmerman, e o bar/restaurante Antaris, da ONG italiana COSPE. |

| Outra das iniciativas que está a surgir é do Parque Natural do Fogo, que já tem disponíveis uma série de guias para visitas ao vulcão e até para fazer escalada pelas escarpas da Bordeira. Recorde-se que o parque em si é uma grande potencialidade locla pois ocupa um quinto da ilha, com uma extensão de 85 km2, engloba o vulcão, a Chã das Caldeiras, a Bordeira e a floresta de Monte Velha. A Comissão Instaladora já tem algumas ideias para explorar a zona, mas quer sempre preservar a zona, devido à biodiversidade existente, daí que o objectivo seja fazer um turismo "controlado". "Deve-se controlar a entrada à Chã, entendemos que deve haver um portal à entrada e quem quiser entrar, paga. É assim que acontece em toda a parte do mundo", adiantou ao "asemanaonline" o número dois da Comissão, Silvestre Ribeiro. Mas Santa Catarina não tem só o vulcão, têm uma orla marítima de oito quilómetros, uma zona virgem com praias de areias negras, mas que estão limpas, ideias para a prática dos desportos náuticos. Segundo Ribeiro, "o acesso ainda é muito mau, mas o objectivo é trabalhar para melhores acessos e assim estimular as pessoas a investir ali". Outra das hipóteses, assinala, é a parte histórica do porto de Alcatraz, o primeiro na ilha do Fogo, onde há armazéns e um antigo farol, onde se poderia construir uma marina. O problema dos terrenos |

| O problema dos terrenos no concelho de Santa Catarina não vem de hoje e tem uma raiz histórica. Tal como explica Silvestre Ribeiro, em termos de solo, o concelho tem uma história diferente dos outros concelhos de Cabo Verde. Grande parte de Santa Catarina foi doada pela coroa de Portugal no séc. XVIII às pessoas que na altura moravam em Relvas, devido à erupção vulcânica que aconteceu naquele tempo. Essas terras não podiam ser vendidas porque eram para uso da população, mas antes da independência, houve um governador que quis vender a quem pudesse comprar mas Portugal reprovou a medida. Depois da independência, as pessoas com "maior habilidade" fizeram os registos matriciais dos terrenos que eram do Estado, mas tinham como finalidade a utilização da população - o chamado usucapião. O que acontece actualmente é que há pessoas que estão a vender terrenos que legalmente não são delas. Há quem tenha a posse do terreno, ou seja, durante muitos anos usaram-no e dele tiraram os devidos proveitos mas não o têm "no papel". Quando estas pessoas fazem as transacções dessas terras, não estão a vendar o terreno em si, mas sim a sua posse. |

| O problema dá-se quando os compradores vão à CI para tratar da construção de algum imóvel e deparam-se com o problema de legalidade. Segundo Ribeiro, "este problema está ser resolvido caso a caso: se a pessoa, depois de esclarecida, quiser comprar o terreno, se este for municipal, tem que fazer a requisição na CI. Se for na zona dos terrenos do Estado tem que se tratar com o Património". A própria CI já sentiu na pele este problema pois só agora conseguiu encontrar terreno para a construção dos Paços do Concelho. Mas a verdadeira dor de cabeça deverá chegar quando os investidores turísticos descobrirem Santa Catarina e as suas potencialidades. As lavas vulcânicas, por exemplo, na Chã das Caldeiras, estão a ser ocupadas pelos moradores que tomam as terras como suas, sendo que estas pertencem ao Estado. A solução, segundo Aquileu Amado, presidente da Comissão Instaladora, não deverá ser imediata. O levantamento cadastral dos terrenos, que vai definir o que é privado e, dentro do público, quais são os municipais e os do Estado, só vai ser feito pelo próximo executivo de Santa Catarina, depois das eleições. Agricultores da Chã e PNF em conflito A questão dos terrenos já está a gerar alguma tensão em Chã das Caldeiras. É que alguns agricultores estão a ocupar a área de protecção integral para as suas actividades, o que levou a administração do Parque Natural do Fogo (PNF) a tomar algumas medidas e decidir destruir as videiras ali plantadas. Os agricultores não gostaram e até já houve casos de ameaças aos guardas e gestores do PNF. As áreas protegidas do PNF são classificadas em quatro categorias: a área do uso especial, onde podem ser construídas habitações e outras infra-estruturas, a área de uso tradicional, dedicada à agricultura e a área de uso moderado - onde se permite a circulação de pessoas e a recolha de algumas sementes endémicas. Dentro da área de protecção integral o acesso é reservado à comunidade científica, devido à fragilidade do ecossistema. E todo o problema começou quando os agricultores da Chã decidiram usar este terreno restrito, quando, segundo Alexandre Rodrigues, administrador do PNF, existe terra suficiente na área de uso tradicional. Para este responsável, a "invasão" do terreno não é por "ignorância", mas "sim por sobrevivência ou desafio às autoridades por parte dos agricultores". Texto: Catarina Abreu Fotos: Eneias Rodrigues From: Napoleão Andrade (napoleaocapitao80@hotmail.com) Sent: Sat 10/27/07 6:21 PM To: joaquim20@hotmail.com Aquileu Amado: "O próximo mandato é a continuação da instalação" 23-10-07 Nesta série de opinioes que está sendo publicado sobre o recém-município de Santa Catarina do Fogo dá-se agora voz ao presidente da Comissão Instaladora (CI), Aquileu Amado, que faz um ponto da situação daquele novel concelho. Acredita que se vai suceder a si próprio e como candidato natural pelo PAICV à Câmara avança que "o próximo mandato é a continuação da instalação". Consegue estimar o montante total do que se investiu em Santa Catarina nos últimos anos? Nos primeiros cinco meses, o investimento foi mais patrimonial, que rondou os 10 mil contos. Em 2006, 20 mil contos apostamos mais na rede viária o que veio criar mais emprego público. No plano ambiental, investimos 17 mil, incluindo um aterro sanitário (provisório), contentores e viatura de recolha que deve chegar entre Novembro e Dezembro. Os dois jardins infantis que construímos entretanto custaram-nos 8 mil contos. A electrificação de Santa Catarina foi das infra-estruturas que mais dinheiro exigiu da CI, já foram investidos 31 mil contos, mas falta concretizar um projecto de 47 mil contos. E nesse aspecto quais são os ganhos até agora? Já temos a ligação de média tensão desde Fonte Aleixo até à vila de Cova Figueira, que já tem 24 horas de electricidade por dia. Por altura das festas do município, vamos inaugurar a iluminação pública em Achada Furna. Esse projecto de 47 mil contos, numa parceria entre a CI, o governo e a sua executante - Electra, vai fazer a ligação de baixa tensão de Roçadas, Daca Balaio, Vila Pavão e Tinteiro. Os equipamentos para o arranque da obra devem chegar em Dezembro e o projecto deve estar concluído no primeiro semestre de 2008. O projecto das electrobombas também são fundamentais na concretização do objectivo de levar água e luz às povoações mais altas. Fale-me desse projecto. Vão ser colocadas três electrobombas que vão "elevar" a água até às localidades de Baluarte, Mãe Joana e Estância Roque, que também vão fornecer-lhes energia em baixa tensão. O projecto é da Água Braba (empresa pública de água e saneamento do Fogo), que construirá os reservatórios nestas localidades, sendo que o de Estância Roque será mais potente para poder levar as mesmas condições a Figueira Pavão. |

| Quais são as outras prioridades para si? A formação. Os recursos humanos de Santa Catarina não são qualificados e é isso que nos faz mais falta. E estamos a apostar nesse sector desde a infância até ao mais superior. Não somos apologistas do funcionamento dos jardins-infantis em centros comunitários, por isso queremos dotar o concelho de mais jardins para que as crianças tenham o seu próprio espaço. Já temos cinco em Chã das Caldeiras, Cova Figueira, Maria Cruz, Fonte Aleixo e Achada Furna, mas temos projectos de construir mais quatro. As escolas primárias existem em todas as localidades do concelho. Damos apoio aos jovens no transporte que têm que ir até São Filipe para estudar no 11º e 12º, porque para já só temos uma escola privada que lecciona até o 10º. Já temos uma escola privada de ensino secundário que vai até ao 10º ano, depois os alunos seguem para São Filipe. A CI também financia as propinas a 12 jovens no ensino superior público e privado. Quanto à formação profissional, 40 jovens vão começar a ter aulas de electricidade, carpintaria, canalização e mecânica. Também já temos um lote para construção do liceu, o projecto está pronto para o lançamento da primeira pedra, só nos falta o aval do ministério da Educação. E a habitação social? Muitas casas tinham o seu tecto em ruptura e tínhamos que solucionar essa situação, que colmatamos com o apoio do governo. Já construímos 11 moradias, entregues em Fevereiro de 2007 para mulheres chefes de família, dois jovens casais. A CI fornece ainda projectos de habitação e lotes de terreno que sabem ser municipais para as pessoas construírem. O objectivo é que todos os santacatarinenses tenham a sua casa condigna. Em que ponto está a questão da construção dos Paços do Concelho? Há dificuldades no que diz respeito aos terrenos no município. Quanto aos Paços do Concelho, já temos terreno garantido, o projecto arquitectónico está pronto e temos a garantia do empréstimo da cooperação francesa. E como solucionar esse problema dos terrenos? Há que fazer o levantamento cadastral dos terrenos, o que são propriedades privadas e pública e desta distinguir o que é do município e o que é do Estado, que com a actual lei dos solos será um processo mais fácil. Mas esse trabalho só poderá ser feito no próximo mandato. Como avalia o ano agrícola? O mais importante é que a água já está armazenada, as cisternas estão cheias e os problemas de pasto estão resolvidas. A produção de milho foi fraca, mas a de feijão foi boa. Como serão as festividades do município? As festas do município terão o seu ponto alto com o Fórum de Santa Catarina, que deve acontecer entre 21 e 25 de Novembro, dias que antecedem o dia do município. Queremos recolher os subsídios para elaborar um plano estratégico para Santa Catarina que se cumprirá por dez anos. Nessa altura, vamos inaugurar também os arruamentos das localidades mais altas em Estância Roque e as novas valências do estádio municipal. A construção dos balneários é condição fundamental para que o Vila Cova Figueira jogue em casa. Qual o lema para ganhar o próximo mandato? Queremos pessoas com competência que saibam fazer e que tenham os olhos no futuro. Queremos trabalhar por Santa Catarina e por Santa Catarina. Fazer um mandato sem falsos paternalismos, com familiaridade e apoiado no Governo. Estamos a trabalhar para não iludir ninguém, com base em projectos pré-elaborados e o objectivo é trabalhar para o município e que a ilha do Fogo se eleve a nível nacional. Santa Catarina do Fogo: Infra-estruturação de freguesia a concelho 24-10-07 No seguimento dos artigos sobre Santa Catarina do Fogo, faz agora um apanhado das principais infra-estruturas que o município ganhou durante estes dois anos de instalação. Electrificação Arruamentos e estradas Água e saneamento Saúde Segurança Habitações sociais Educação Desporto Parcerias Electrificação Actualmente decorre a electrificação de três povoados no concelho - Fonte Aleixo, Domingos Lobo e Maria da Cruz - e está-se a proceder à ligação de média-tensão entre Fonte Aleixo e Cova Figueira. A energia, que é fornecida desde São Filipe, já chega 24 horas por dia à vila do município. Achada Furna já tem cobertura em baixa-tensão, mas ainda falta a ligação de média-tensão de Monte Largo àquela localidade. Em breve, Achada Furna terá também energia eléctrica fornecida durante todo o dia. Em todos estes projectos foram investidos 31 mil contos, mas a electrificação de Santa Catarina, que pretende chegar a todas as localidades do concelho, não pára por aqui. Segundo Silvestre Ribeiro, o número dois da Comissão Instaladora, "serão investidos 47 mil contos para levar a luz eléctrica a todos os santacatarinenses, verba que será toda ela injectada directamente na Electra, que está encarregue da obra". Arruamentos e estradas A estrada que liga a vila à Lapinha é a principal obra no que toca aos arruamentos e estradas. Estância Roque também está a ser sujeita a uma intervenção de fundo e em breve terá os seus arruamentos todos prontos. O mesmo está a acontecer em Cabeça Fundão e Fonte Aleixo. À excepção de Chã das caldeiras, todas as localidades foram "intervencionadas" e a protecção das encostas é também uma realidade. Água e saneamento As povoações abastecidas com água corrente são Achada Furna, Fonte Aleixo e Cova Figueira e toda a linha até Tinteira. As zonas mais altas são onde há mais dificuldade, nomeadamente, Mãe Joana, Estância Roque, Baluarte, que são abastecidas com auto-tanque. Mas já há um projecto que vai solucionar este problema com a colocação de três electrobombas, uma em cada localidade. A obra, orçada em 34 mil contos, é apoiada pela União Europeia. Saúde |

| O posto sanitário é antigo, mas já há um projecto que está integrado no Projecto Integrado para O desenvolvimento de Santa Catarina, financiado pela UE, que contou com a parceria do Instituto Valle Flor de Portugal. Esse projecto deverá transformar o posto num Centro de Saúde, totalmente equipado, falta um médico, que o Ministério de Saúde tem que enviar e reforçar a equipa de enfermeiros. Segundo Silvestre Ribeiro, "existe ainda uma Unidade de Saúde de Base em Chã das Caldeiras, mas se há uma política de transformar Chã num destino turístico, isso implica outros investimentos na área de segurança e saúde". "Há que colocar lá um enfermeiro pois a situação assim o exige", conclui. Quanto à necessidade de evacuação, se as pessoas não têm condições, "a CI apoia no que puder". Segurança O edifício para albergar a esquadra da POP já foi entregue, mas ainda não está a funcionar. Falta equipar e a chegada de um graduado e três agentes, que já têm uma viatura disponível. Para Ribeiro, a população de Santa Catarina é pacífica. Haut de page Habitações sociais |

| A CI apoiou a melhoria de algumas casas, nomeadamente na reconstrução dos tectos, que estavam na sua generalidade bastante danificados. Fornecem também tinta para que a cidade ganhe uma estética uniforme e mais limpa. Em Fevereiro deste ano, foram entregues 11 moradias sociais, em parceria com a Operação Esperança. As mulheres chefes de família, dois jovens casais e algumas pessoas mais idosas foram as contempladas com as novas casas. Educação Todo o concelho tem postos escolares onde as crianças frequentam o ensino básico. A secundária é privada, situada em Cova Figueira, e só vai até ao 10º ano, sendo que quando os estudantes atingem o 11º têm que seguir para São Filipe. Essa escola funciona num edifício alugado em antigas salas de ensino básico. Mas esta é uma situação provisória porque o terreno para a construção de um liceu já está comprado e está nas mãos do Ministério da Educação avançar com o projecto. Já existem cinco jardins-infantis em Santa Catarina: na Chã das Caldeiras, Cova Figueira, Maria Cruz, Fonte Aleixo e Achada Furna, mas os projectos de construir mais quatro já estão em andamento. Segundo Silvestre Ribeiro, mais de 90% das crianças frequentam a escola. "Há quase uma concorrência, toda a gente quer pôr os filhos na escola e há dificuldades, mas ajudamos em propinas e transportes escolares", conta. Desporto O estádio municipal está a ser sujeito a medidas urgentes de intervenção para que os dois clubes da terra - o Esperança Futebol Clube (de Achada Furna) e o desportivo de Cova Figueira - possam jogar em casa nos campeonatos regionais. Por ocasião do dia do município, a 25 de Novembro, deverão ser inauguradas as intervenções no estádio que terá um campo maior, bancadas com capacidade para 2500 espectadores, balneários, tribuna de honra e vestiários para os jogadores. O polivalente de Fonte Aleixo também já começou a ser construído e terá a capacidade para 600 pessoas. A primeira fase do projecto deverá estar pronto no primeiro trimestre de 2008. Parcerias Santa Catarina tem uma parceria com a Comissão Europeia, que doará um montante de 70 mil contos faseados em três anos, num projecto integrado na área da saúde e formação profissional em que se vai formar 40 jovens: 10 na mecânica, 10 na carpintaria, 10 na electricidade e 10 na canalização. Também engloba acções na área das pescas, agricultura pecuária e mobilização de água. O Fundo Gallego doou mil contos para apoiar a construção do jardim infantil de Maria Cruz. Em Portugal, o município tem parcerias com a Câmara de Monforte e Vila Nova de Barquinha, com as quais projecta um protocolo de geminação. Texto: Catarina Abreu Fotos: Eneias Rodrigues |
| Algumas imagens da noite de apresentação oficial do Sr. Jose António Veiga candidato a Presidente da Câmara de Santa Catarina na ilha do Fogo, realizado em 20 de Outubro de 2007, na cidade de Holbrooke MA, USA |
| TOPICOS123, recebeu da Direcção Provisoria do Grupo de Apoio ao Municipio de Santa Catarina do Fogo um pedido de publicaçã o de um MEMORANDU M que a seguir se pode ler: |
| MEMORANDUM A Direcção Provisoria do Grupo de Apoio ao Municipio de Santa Catarina do Fogo, reunido no dia 6 de Junho de 2007, debruçou sobre alguns aspectos relacionados com a sua actividade, designadamente: |
| 1. Discutiu e analisou o caracter e a plataforma do grupo, tendo concluído que é heterogeneo por ter no seu seio pessoas de diferentes sensibilidades, mas que o mesmo sente-se unido e irmanado para com o concelho de Santa Catarina, defendendo os seus interesses e participando no seu desenvolvimento. |
| 2. Analizou o perfil de uma eventual candidatura de um filho natural do concelho de Santa Catarina do Fogo para o cargo de Presidente da Camara Municipal, podendo ser independente e apoiado pelo nosso grupo e MPD, tendo em conta a existência de um já potencial candidato do PAICV. |
| 3. Analizou a possibilidade de intercambio entre os membros do grupo nos EUA e CV via teleconferencia e analizou também a possibilidade de o grupo ou membros do grupo, individualmente, fazer uso da internet paara difusão das suas actividades e ideias, respectivamente. |
| 4. Analizou o perfil do actual Presidente da Comissão Instaladora do Município de Santa Catarina e discordou do processo da sua escolha para esse cargo, porque, tratando-se de uma administração local, o governo, e o partido que o suporta, deviam ter escolhido um filho natural do concelho, conhecedor da sua gente, costume e tradição, como foi o caso aquando da instalação do concelho vizinho dos Mosteiros, onde o então governo do MPD teve cuidado e sensibilidade suficientes, colocando à frente desse Municipio dois filhos Mosteirenses. |
| 5. Considerando o exposto acima, o grupo tudo promete fazer para repor a sua dignidade e honra, lutando incansavelmente nos proximos tempos para eleger um filho de Santa Catarina para ser o primeiro Presidente da nóvel Camara Municipal. A seguir algumas fotos numa reuniao do Grupo de Apoio ao Municipio de Santa Catarina do Fogo, realizado em Brockton MA USA |


| Ponto de Vista |
| É bom saber e ver, o interesse que os filhos e amigos de Santa Catarina tem estado a demostrar sobre o presente e futuro dessa promissora Freguesia. A maioria consciencilizada dos naturais da mesma, sabe que ela tem condições humanas e naturais para um possivel desenvolvimento em quase todas áreas, elevando o nivel socio-económico da sua população a fim de ocupar um lugar mais relevante na Ilha do Fogo, e na sociedade caboverdiana em geral. Ora para isso acontecer, haverá que ter primeiro uma politica com cariz humana, colocando no centro os interesses dos Santacatarinenses nao obstante diferenças políticas, e fazer um esforço, se não colectivo, mas pelo menos mútuo, apoiando ideias e concensos que podem beneficiar a todos. Qualquer candidato que posicionar ou receber apoio de Grupos ou Partidos, para uma representação digna desse Concelho, deverá antes de tudo, esclarecer sua candidatura, e demostrar praticamene e teoricamente suas ideias, fazendo com que o Povo dessa localidade acredita e confia no desempenho da função que porventura vai ocupar. Quinquim 14/02/2007 A seguir algumas noticias do Municipio de Santa Catarina Fogo, enviado pelo Sr. Joao Aqueleu, Presidente da Camara do mesmo municipio. E-MAIL: cova.figueira@hotmail.com |
| Caro Mr. Quimquim Os meus cumprimentos e que esteja bem Por ca eu e a equipa que lideramos vamos i fazendo esforços para transformar de forma paulatina Santa Catarina e o comportamento das suas gentes quanto as novas resposabilidades enquanto municipio com sua autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Pensamos que ainda no decorrer deste ano e possivel fazer uma cobertura em rede de energia electria ao longo da estrada nacional, isto e dos povoados desde Roçadas a Domingos lobo. Nesta ultima localidade ja estemos a baixa tensao e esperamos ainda neste mes dar um sinal. Para sua informaçao e o que achar por conveninet em anexo lhe envio fotos dos actos de apoio social as familias mais carenciadas, construç]ao de um jardim infantil em Maria da Cruz, modificaç]ao da Delegaçao Municipal numa Esquadra Policial, entre outros Estamos igualmente em obras de um polidesportivo em Fonte Aleixo, desencravamento de Monte Escora, ligando este povoado com a estrada que liga Figueira Pavao a Achada Furna e ainda coo o povoado de Dacabalaio, permitindo as gentes dessas zonas ter acesso por todos os lados e fazer movimentaçao mais acessivel. Com os nossos cumprimentos Sempre amigo Aqueleu |

| Cen tro de sau de de San ta Cat arin a Fog o. |
| Hello Mr. Fontes É com imenso prazer que lhe envio algumas informações a respeito do nosso municipio de Santa Catarina. Estamos a ultimar o plano urbanistico da Vila, 1ª. fase cuja area ainda já planeada vem desde Monte Pelado até Enseada Helena e vamos brevemente apresentar esta fase à população da Vila para apreciação e recolha de subsídos para melhorar o anteprojecto. Iremos também solicitar mais tarde a vossa sujestão assim que tiver em cd totalmente gravado trabalho. No entanto, gostaria lhe solicitar que sensebilize alguns santacarinenses particularmente aqueles que são proprietários de terras nesta Vila que sejam parceiros desta CI visto que para implantação de insfraestruturas publicas é necessário ter parceiros particularmente esses senhores. A Vila de Cova Figueira para crescer e ser de facto a capital deste concelho deve desenvolviver-se e para isso a CI necessita de parceiros privados. Estamos a apelar a sua colaboração porque se o plano for aprovado e homologado teremos que aplicar a lei a respeito desta matéria. Assim que o Arquitecto nos entregar o CD farei chegar ao seu conhecimento para efeito de sensabilização. Sei que V.Excia tem muitos contactos e por isso a CI espera a sua parceria nesta matéria, isto é, a de sensabilizar as pessoas aí residentes. Aguardo uma sujestão sua a respeito. Os nossos respeitosos cumprimentos Atentamente Aqueleu |
| MUNICIPIO DE SANTA CATARINA FICOU DE PARABENS! |
| Os Santacatarinenses estao de parabens com a celebracao da tradicional festa de Nha Santa Catarina, que este ano foi celebrado em grande com a participacao de muita gente, gentes da diaspora e da terra que intercalaram "sabura e amizade" deixando este novel Municipio cada vez mais conhecido em toda parte. A seguir algumas novidades desse acontecimento enviado pelo Sr. Aqueleu, presidente do Municipio de Santa Catarina Fogo Nov. 26, 2006 Boa-Tarde Eis-me a dar-lhe novas sobre como decorreu a nossa festa municipal. O programa elaborado quer seja o da CI quer o da Paroquia, foi cumprido quase em cem por cento. Foi uma festa de todos e houve uma congregação entre nós e com os nossos companheiros da emigração. Não houve indisciplina e nem sequer houve qualquer conflito, facto inédito e importante, pois, significa que os santacarinenses já entende que a festa é o ponto de encontro onde todos devem conviver em sã harmonia, paz e amor. Foi isso que aconteceu. Tenho uma importante informação para si: Hoje uma viatura já chega a Lapinha, pois foi feita uma estrada e que se inaugurou ontem e também já aumentamos a ligação de água ao domicilio, em parceria com a Associação Comunitária "Estrela do Milénio" da Vila de Cova Figueira. Mais tarde faremos um resumo da festa. Cumprimentos Atentamente Aqueleu Novembro 23, 2006 |
| cova.figueira@hotmail.com Muito Bom Dia Mr. Quimquim Saudações |
| Como muito bem disse já demos inicio às actividades festivas respeitante ao Dia do Município e de Nha Santa Catarina. Conforme o nosso program que vai ser cumprido com razoabilidade, visto que temos ainda muita carencia em termos de recursos humanos para dar resposta ao programado. Amanhã inauguraremos um via de acesso por estrada a Lapinha, localidade que fica na encosta do Monte Casa. A população local está satisfeita com este empreendimento. Certamente mais iremos inaugurar tudo dependendo por um lado da parceria dos privados que devem conceder parte de suas terras e por outro de condições financeiras e parcerias com outros Municípios nacionais e estrangeiros. Haver vamos. O que é necessário é trabalhar e encontrar parceiros para o desenvolvimento de Santa Catarina e particularmente da Vila de Cova Figueira. Cumprimentos Até breve Aqueleu |

| Igrej a matr iz de Sant a Cat arin a, em Cov a Figu eira Exm o Sen hor Qui mqu im |
| Os meus cumprimentos. Recebi a sua mensagem e eis-me a responde-lo. Por cá vamos preparando as festas do dia do municipio e da padroeira nha santa catarina. estamos ansiosos e esperamos poder realizar uma festa que possa agradar os nossos municipes da diaspora que certamente estarão cá nessa altura. temos um programa razoavel e como o municipio não dispoe ainda de recursos financeiros que o permite fazer mais, faremos com o tivermos ao alcance. No que diz respeito ao ano agrícola fomos traidos mais uma vez pela natureza. A plantação encontrava-se bonita mais com algumas ventarnias e particularmente com o de leste queimou-se quase tudo, portanto a produção não satisfaz e por isso temos que procurar saida para os nossos municipes, isto é, ter emprego para todos. De qualquer forma a pastagem foi razoável e se os nosssos criadores souberem armazenar o pasto este será por muito tempo. Dar-lhe-ei novas depois das festas Com aquele abraço e sempre ao seu dispor Amigo Aqueleu |
| Boa disposição por esses lados. Por cá venho dar-lhe novas acerca do nosso Município. Estive em Portugal visitando o Município de Monforte com o qual pretendemos que haja relações de cooperação e de amizade entre os dois Municípios e povos. Vamos assinar um acordo de cooperação que em principio deverá ser em Cova Figueira por ocasião da Festa de Santa Catarina O ano agrícola está razoavel e como regressei hoje daquele país europeu ainda não poderei dar-lhe dados crediveis. No entanto, dentro de dois a três dias, após uma volta pelo território terei informações suficientes a respeito. Não querendo maçá-lo muito aproveito para lhe apresentar os meus respeitos cumprimentos Atentamente João Aqueleu Amado |

| Pessoas num meeting em Fonte Aleixo. O Sr. Aqueleu vai estar em Portugal durante o periodo de 23/30 de Outubro 2006, à procura de parceiros de desenvolvimento para infrasturar o Municipio de Santa Catarina. Espero que esteja bem e sempre atento às informações da globalização, pois, hoje nos é dificil viver sem estar atento ao que se passa à nossa volta. Não pude entrar em contacto consigo por duas razões, sendo uma delas com a queda das chuvas e muitos trovões e relâmpagos, os telefones sofreram e por isso estivemos alguns dias isolados. |
| Daqui gostaria informar-lhe que o ano agrícola parece estar muito risonho pois o Municipio está completamente de verde e o terreno muito molhado. Esperemos que Outubro não nos faça nenhuma surpresa, designadamente o vento de leste e permitir que a colheita seja de facto muita boa. |
| Enfim não é só o nosso Munici pio que está verde, mas toda a ilha do Fogo. |
| Gostaria igualmente deixá-lo saber que estamos neste momento a lançar base para a extensão de energia eléctrica em média tensão desde Fonte Aleixo a Cova Figueira e caso os equipamentos e materiais próprias não atrasem, penso que em Janeiro este projecto já será realidade. Também o povoado de ACHADA FURNA já está completamente electrificada em baixa tensão e estamos a esforçar em lançar a média tensão de modo a permitir que a iluminação seja realizada em Novembro ou lá para os fins do ano. Assim que aprovarmos o nosso plano de actividades e orçamento para 2007 faremos chegar a si informações que lhe permitirá fazer um juizo de valor e igualmente opinar algumas ideias que nos possa ajudar a melhorar para os próximos tempos. Os cumprimentos e até breve Atentamente João Aqueleu |
| C O N T A C T O S: To pic os 12 3 |
| santacatarinafogo@hotmail.com |
| C on cel ho St a Ca tar ina Fo go |
| cova.figueira@hotmail.com |
| Nov 22, 2008 |
| IMPORTANT E |
| FESTA DE NHA SANTA CATARINA Toda gente está convidado para assistir as Festas de Nha Santa Catarina, no concelho do mesmo nome na Ilha do Fogo, que se celebra todos os anos no més de Novembro, entre os dias 20 a 25. Não há desculpa a dar, quer por terra, mar, ar, ou “telepaticamente” voce deve estar presente. Esta Festa é uma tradiçãao que vem de muitos anos honrando essa Padroeira onde toda gente se reune para festejar, deveritr, estabelecer amizades e levar de volta a morabeza das gentes desta localidade. Todos os anos celebra-se esta grande festa, mas este ano ela tem um significado mais amplo porque é a primeira que vai ser realizada depois da eleição democratica de eleger um Presidente da Camara Municipal e também pelo marco mundial ocorrido nos USA da escolha pela primeira vez na história desde grande país de um presidente de oerigem Afro-Americano, Presidente Barack Obama. Que Nha Santa Catarina intereceda dando lhe sorte na sua liderança. Lança se um apelo a todos, não se esqueçam de gastar todo seu dinheiro aí porque fazendo assim, estão contribuindo para melhoria economica dessa região e da sua gente. Segundo algumas fontes, este ano vão estar presentes muitos artistas brilhando a festa com muitas pessoas vindo da diaspora, das ilhas e praticamente toda população deste concelho. Também para os que conduzem, evitam o máximo não conduzirem na gata ou embriagados assim viverão “em caso de acidente” mais anos de vida poupando vos sofrimento a si e aos outros. Aos que não conduzem, que respeitem uns aos outros usando o senso comum de estarem a abaixo da lei mas, que se divertem ao máximo. |
| J F 1 1 / 2 4 / 2 0 0 4 |
| CABO VERDE |