BENVINDO A FREGUESIA DE SANTA CATARINA FOGO


SOMOS O QUE SOMOS
Da maneira que pensamos ou agimos, depende o nosso contributo à comunidade
a que pertencemos. Nascemos com o propósito de viver a vida, e livres devemos
vive-la.
Há pessoas que num curto espaço da vida deixam marcas positivas para a
humanidade. Depende dos outros tirarem positivamente proveito e contribuirem
para que haja concordia e progresso.
Meu primo Chache e eu, tinhamos uma relação especial, talvéz o destino ou outra força assim o
quiz.
Quando eu tinha cinco ou seis anos de idade, mais ou menos nos anos de 1955, ele levou me para
Mindelo, Sao Vicente, Cabo Verde para um tratamento de uma perna partida que tinha sido mal
atendida por um médico portugues pouco experiente.
Aos meus catorze anos de idade, comecei a perceber a profunda sensibilidade social e política do
homem que estou falando. Era na década dos anos sessenta, ele estava em Abidjan, Cote D’Yvoire
com a sua família. Sempre mantinhamos contactos por conrespondência. Nas cartas que ele screvia
para mim e para sua mãe, eu notava que tinham sido abertas e lidas pela forte e estúpida censura
que reinava naquele malfadado tempo.
Chache sempre acreditou na terra que lhe viu nascer, a despeito de inúmeras dificuldades,
tanto humana como natural, tinha a certeza da sua própria convicção e contribuição e ve a sua terra
algum dia totalmente livre e progressiva.
Ausentou fisicamente de Cabo Verde duma forma dramática como muitos fizeram na altura a fim
evitar a persiguição da P.I.D.E e do poder colonial. Teve a sorte de embarcar para estabelecer-se
em Dakar Senegal junto de alguns familiares e amigo/as.
Uma vez adaptado às circunstancias da emigração na terra estranha, juntou se a um grupo de
pessoas que trabalhavam e lutavam para a independência da Guiné e Cabo Verde.
De Dakar Senegal, ele foi ainda mais além rumo a Costa de Marfim, Abidjan, terra onde ele fez quase
sua segunda Pátria; reuniu e constituiu a familia e lá passou largos anos. Durante todo esse periodo
não deixou de dar sua contribuição à justa causa da libertação nacional convivendo com os amigos
e conhecidos, participando nas reuniões politico/militar onde participavam verdadeiros combatentes
da liberdade, como Amilcar Cabral, Aristides Pereira, e tantos outros.
Com o desanuviamento politico e militar da Guine e Cabo Verde, voltou de novo para sua querida terra,
desta véz com intenções de preparar a base para o regresso difinitivo com a familia, mas o destino
ou a sorte nao quiz assim. Por motivos de saúde teve que viajar para a Romenia país democrático
na altura em busca de tratamento. Foi acolhido no Hospital Elias, em Bucareste, foi durante seu
periodo de convalescença que ele “profundamente consciente” escreveu o que o que intitulei de
Momorias e Testamento de um Patriota.
Quinquim
Nov 22, 2008