Espectacular vista do Vulcao na ilha do Fogo Cabo Verde
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Agosto 15, 2010
                FESTIVAL DE ONSET MA USA 2010

Milhares e milhares de pessoas estiveram  presentes no Festival de Onset, Wareham,  Massachusetts, USA que realizou
se ontém 14 de Agosto, 2010, mesmo  ao pé da espectacular e  espiritual Bazzard Bay ou seja Baia de Bazzard.

A Vila de Onset é uma vila especial  muito linda e pituresca,  seu nome é Indiano, da Onkowam para Agawam "The Sandy
Landing Place " que significa mais ou menos: Local de Desembarque na Areia, foi oficializada e incorporada em 1739.

Este festival começou  em 1993 patrocinado pelo
CaboVideo Inc que é um programa de televisão semanal da
comunidade, gerido pelo seu  conhecido apresentador Valdir Alves,  e outras entidades oficias locais,  trazendo gentes
desde Califórnia a Cabo Verde com um único objectivo de proporcionar aos presentes uma amostra da rica cultura
cabo-verdiana que está ficando cada vez mais diversificada e global.

Este ano provavelmente teve um record de assistencia de quase vinte mil pessoas, começou logo de manhã cedo e foi
até as seis horas da tarde recheado de músicas de diferentes gostos e com uma gastronomia especial de Cabo Verde,
deixando aos participantes com o especial gosto criolo da famosa cachupa, tchorisso e outros sabores da terra.

Havia gentes de diferentes etnias e background  tudo ondulando num mar de cores e sintonizados num unico sentido da
passar um dia feliz e divirtir pacificamente dentro das normas cívicas.

Por outro lado os organizadores do festival e a comunidade em geral devem ficar bastante satisfeitos financeiramente
falando porque o business parecia mesmo dando amostras de muito movimento e prognosticando ainda melhor resultado
para o próximo ano.
Quinquim
Randolph Ma
Milton Paiva critica velha guarda do MpD e ameaça denunciar “obras e truques de
guardiões do trono”24 Março 2012

Porquê só agora? “Ninguém é obrigado a apanhar calado, por causa de uma suposta unidade”, escreve Milton Paiva num extenso artigo que
postou no fim da tarde desta sexta-feira na sua página do facebook. Cáustico e assertivo o jovem político, membro da Comissão Politica do
MpD, vira as baterias para o interior do seu partido e vai avisando: “Um dia destes quando, por algum azar, não me apetecer mais controlar a
minha própria ira, quiçá publicarei também o que sei sobre a vida, carácter, obra e truques, de muitos dos que hoje se vendem sábios porta-
vozes do povo e guardiões do trono. É um Milton Paiva desiludido, num intenso processo de ruptura com os "activistas da experiência" que lhe
venderam o sonho de uma democracia que só serve para ser ventilada, e nunca para ser praticada. E pelo post, o jovem aprendeu isso a duras
penas!

Eis o artigo na íntegra:
POLÍTICA PARTIDÁRIA: A ARTE DA MANIPULAÇÃO?

Hoje em dia, deixei de me preocupar tanto com os mal entendidos da política. Acabam sempre, mais tarde ou mais cedo por ser desvendados,
tal é a força da verdade que não se deixa vencer para sempre. Podem não ser decifrados a tempo de ganhar eleições, mas que serão, isso
sim. São tão frequentes, tão intencionais e construídas milimetricamente para defender interesses particulares que uma pessoa acaba por se
habituar e relevar muitos. Mas estou a aprender também que há momentos que não devemos contribuir com o tão apreciado silêncio para a
consolidação de mais inverdades ainda.

Nos tempos que correm, tenho ouvido muitos elogios mas também muitos ataques personalizados, malignos e baixos, daqueles que tira
qualquer família do sério. São próprios da natureza da competição politico-partidária? Até consigo perceber que sim. Agora, ninguém é
obrigado a apanhar calado, por causa de uma suposta unidade e progresso que acaba por ser sempre ofendida, em primeiro lugar, por
aqueles que pedem e apregoam a tal unidade.
Como jovem envolvido na política, e como pessoa humana racional e emocional, às vezes não deixo de ficar chocado com tantas incoerências
que fazem escola por aí, em determinados sectores bem identificados.

"Dois em um"
Vou mencionar apenas algumas, em jeito de lançamento de uma debate que sempre terá havido no curso da história e que, seguramente,
será eterno, cíclico, permanente na dinâmica do tempo. Permitam-me pensar por mim e partilhar convosco o meu espanto, por exemplo, no
seguinte:
1. Tenho notado nos dias que correm que, por exemplo, as mesmas pessoas que viveram uma vida inteira na política ou à custa da política, ou
que se fizeram na política, são as mais ferozes e mais furiosas em atacar aqueles que nem se sequer ainda começaram ou, que começaram
pelo início (passe a redundância), galgando nas jotas, delapidando meios intelectuais e materiais próprios, colando cartazes, dando vivas e
abraços por outrem e acumulando cargos partidários não remunerados em que, em vez de se receber salários, paga-se caro em meios
materiais próprios mínimos para se manter vivo e activo. Porque será?

2. Outra falácia: muitos dos que no passado usaram o discurso da idade, da energia, da renovação, da nova visão para afastar combatentes da
liberdade da pátria, agora, andam de faca na mão à caça de jovenzinhos atrevidos de trinta e poucos anos que, segundo os próprios, querem o
poder a todo o custo. Uma multidão, de entre aqueles que fizeram campanha em 1990 ridicularizando o slogan do PAICV na altura (Nada de
aventuras!) vem agora, acenar o mesmo slogan, isto é, atenção tripulação, cuidado com esses jovenzinhos, nada de aventuras, votem
experiência, votem continuidade. Nada mau para as fileiras de um partido revolucionário, que se gaba das rupturas do passado.
3. Num partido em que a malta se gaba de se ter tornado presidentes de Câmara Municipal aos 27 ou 31 anos, de ter ido para o Governo aos
28, de terem sido Governadores de Banco Central aos 30 e pouco, ou que a média de idade no governo rondava a casa dos trinta e tais, nada
mau. Nada de aventuras!

4. Disse-me há dias um desses fervorosos defensores da experiência que a grande vantagem de se ser adulto e experiente é termos um
«dois em um», isto é, alguém que já foi jovem e que agora é adulto. Entendi...

5. De repente fiquei a achar que, sendo assim, Nelson Mandela ainda devia continuar como Presidente da África do Sul e que Pedro Pires
nunca devia ter saído da presidência este ano. São os mais experientes da malta toda! Volta Mandela, volta Pedro Pires.

Percurso político
6. Comentou fervorosamente o mesmo activista da experiência que é notório e óbvio que um miúdo com cara de criança como eu não tem
credibilidade para ser Presidente de Câmara. De repente, dei comigo a pensar que o parlamento devia convocar uma revisão extraordinária
urgente da Constituição da República na parte do artigo 110º que diz o seguinte: «Só pode ser eleito Presidente da República o cidadão eleitor
cabo-verdiano de origem, que não possua outra nacionalidade, maior de trinta e cinco anos à data da candidatura…» (previsto desde 1992!).
Ora, eu como já tenho 34 anos das duas uma: ou revemos o artigo para que no próximo ano não anuncie já a minha candidatura à Presidência
da República ou, pomos que para Presidente da Câmara Municipal, tendo em conta as devidas diferenças, a idade mínima é ser-se maior de
vinte e cinco anos. Caso contrário, a incoerência e o ridículo continuará a bradar aos céus.

7. Em jeito de provocação, ando a pensar publicar uma extensa lista de trintões que assumiram nessa idade enormes responsabilidades no
mundo da política, da liderança e das empresas, incluindo no MpD. Vai ser divertido rever os nomes. Uma rápida pesquisa, leva-nos por
exemplo a saber que, numa Grâ-Bretanha altamente conservadora e no partido «conservador», David Cameron, o actual Primeiro-Ministro,
assumiu funções de líder da Oposição em 2005, aos 39 anos de idade. O próprio Barack Obama, ganhou ao experiente John McCain,
precisamente por inspirava melhor a ideia da nova América que se queria. Cá entre nós, alguém se lembra da idade em que Ulisses Correia e
Silva ou Olavo Correia, assumiram altas funções governativas no país? Alguém se lembra ainda da idade da dita super-Ministra Janira Hopffer
Almada? Talvez não, mas sabemos nós os outros que andamos na mesma fila de carteiras no Liceu Domingos Ramos. Mark Elliot
Zuckerberg, o milionário e presidente do Facebook tem actualmente 27 anos. Larry Page fundou a Google com Sergey Brin, aos 25 anos de
idade e hoje tem 38. Diz-me o activista que o mundo não é governado por jovens em nenhuma parte. Entendi…

8. Modéstia à parte e, salvo devidas diferenças, a maior parte dos meus e nossos detratores não fizeram o caminho, nem técnico nem político,
que já fizemos na vida até ao momento, na altura quando assumiram altas funções governativas neste país. Nos momentos de menos tensão,
são os próprios activistas da experiência que nos dizem isso mesmo. Felizmente, não é difícil saber o que é que já foi feito na vida política ou
profissional por qualquer dos alvos dessa ira desenfreada dos activistas da experiência. O percurso, trabalhos e capacidade das pessoas não
é segredo de Estado, felizmente. Andam registados ou arquivados por aí, basta procurar… Diz-me um amigo meu que às vezes dá a
impressão que o Curriculum exigido pelos críticos a alguns (e não a outros!) é para a Presidência dos Estados Unidos da América e não
apenas de uma Câmara Municipal de dimensão média ou pequena. A ira daqueles que, sob o anonimato, e porque costumam ser medíocres
e, por isso, tem muito tempo, não me tem tirado o sono. Um dia destes quando, por algum azar, não me apetecer mais controlar a minha
própria ira, quiçá publicarei também o que sei sobre a vida, carácter, obra e truques, de muitos dos que hoje se vendem sábios porta-vozes do
povo e guardiões do trono. Ah, pois…

Esquizofrenia
9. A força da manipulação é tanta que mesmo os factos seguros são negados. Qual não foi o meu espanto quando há momentos, um alto
dirigente do meu partido me interpelou, por acaso, com o argumento de que, a minha disponibilidade para ser candidato da mudança à
Câmara Municipal de São Domingos pecou por ter surgido fora do prazo mas que o lugar era meu! No fundo, não estranho que esse seja o
argumento dos meus concorrentes mas assusta-me que seja oficial! Compreendo que não seja do conhecimento público, mas para quem
tinha a obrigação e competência para tomar conhecimento há factos inegáveis: 1- O processo de escolha do candidato para São Domingos foi
reaberto, por ocorrência de uma circunstância nova que foi a confirmação da recusa do actual presidente da CMSD em ser candidato, numa
altura em que o seu nome já tinha sido proposto pela Coordenação das Autárquicas e ratificado pela Comissão Política Nacional como
candidato oficial. Se existe alguma coisa anormal ou fora do prazo é capaz de ser a desistência mais do que a disponibilidade tendo em conta
o nível de repercussão das duas coisas; 2- O prazo inicial fixado para apresentação de intenções era meramente indicativo tal como as
sondagens, o tempo dado aos potenciais para confirmarem disponibilidade e tudo o resto. Nem sequer havia um regulamento interno sobre
isso, ou lei, apenas indicação para facilitar a tomada de decisões. Uma rápida verificação dá-nos conta que, por exemplo, muitos dos que
ficaram em primeiro lugar nas sondagens, foram preteridos por imposição de presidentes de Câmara cessantes que impuseram seus delfins;
houve potenciais que adiaram até à ultima da hora a palavra final, tendo violado sistematicamente os prazos limites para confirmação da
resposta; enfim, quase tudo foi um bocado à la carte ( à medida), em função das dificuldades concretas de cada caso e das surpresas. E se
calhar sempre foi assim.

10. Finalmente, como diria um amigo meu, os partidos sofrem de uma grande esquizofrenia: por um lado, dizem procurar noite e dia novas
lideranças e renovação e, ao mesmo tempo, a mesma organização desencadeia a sua máxima energia para combater toda e qualquer
potencial alternativa ou renovação que ameace mexer demasiado com o sistema oficial. Volta Nelson Mandela!

Milton Paiva 23.03.2012 * Inter-títulos da responsabilidade da Redacção
pedro guilherme lopes de pina pina
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CVAMA ELEGEU RIGOR, RELEVÂNCIA E RELACIONAMENTO COMO PEDRAS DE TOQUE
Por Agnelo A. Montrond*, USA

Imbuído do espírito de grupo e apostado no trabalho de equipa como critério primeiro, é com redobrado sentido de responsabilidade,
abnegação, e elevada honra que assumi o cargo de Presidente da Assembleia Geral da CVAMA, cargo esse que seguramente irei exercer,  
ancorado nos conceitos filantrópicos de Rigor, Relevância e Relacionamento, em prol do empoderamento mediático da diáspora
cabo-verdiana.

A CVAMA aposta seriamente na congregação e conjugação de esforços de todos os que constituem uma mais-valia para o
empoderamento da capacidade do grupo e do seu respectivo desenvolvimento, enquadrado na sua visão e missão reflectidas no
preâmbulo dos estatutos, a saber: A Associação dos Mídias Cabo-verdianos-Americanos, CVAMA, é uma organização social sem fins
lucrativos, apartidária e arreligiosa, cuja missão é colectivamente promover e suportar um sistema de informação sustentado no seio da
Comunidade Cabo-verdiana Global. Por forma a cumprir essa missão, a CVAMA exortará a publicação de informações relevantes e
fidedignas. A CVAMA zelará pela elevação moral e observará o código da ética jornalística. Ainda a CVAMA poderá representar a Mídia
Cabo-verdiana nos Estados Unidos e apostará no empoderamento dos seus membros, proporcionando-lhes oportunidades contínuas de
formação e desenvolvimento profissional.

Inspirado nesses desideratos, por amor à Mídia cabo-verdiana-americana, cumpre-nos, cabo-verdianamente, convidar a todos os que de
forma directa ou indirecta estão envolvidos na comunicação social, para aderirem à CVAMA, e assim juntos contribuirmos, pois todos ainda
somos poucos para colectivamente darmos respostas ao ousado desafio que ora lançamos.
Em jeito de «djunta-mon», informamos as associações, organizações politicas ou comunitárias que eventualmente tenham alguma
dificuldade em noticiar os seus eventos, que encorajamo-las a enviar-nos as suas noticias, que encarregamo-nos de fazê-las chegar
atempadamente aos respectivos órgãos de comunicação social locais e/ou nacionais.

É de se referir que a CVAMA pautará seguramente por uma liderança inclusiva, orientada para resultados, ancorada nos conceitos
filantrópicos de relacionamento na horizontalidade, relevância e rigor como critérios cimeiros por que deve pugnar a nossa associação, em
prol do empoderamento mediático da diáspora cabo-verdiana, colocando os interesses da comunidade acima de tudo e de todos. Importa
enfatizar o facto de que nenhum membro da CVAMA é mais ou menos membro da CVAMA do que o prórpio membro da CVAMA. Assim
sendo, nenhum membro da CVAMA e nenhum órgão de comunicação social ao qual possa pertencer, dirigir, ou estar vinculado, deve
competir, desafiar ou escamotear o colectivo da CVAMA, incluindo a sua própria pessoa, sob pretexto algum, porque tal prática seria
manifestamente antiético.

Aproveitamos a oportunidade para publicamente agradecer a embaixadora de Cabo Verde em Washington, Dra. Fátima Veiga, que na
impossibilidade de estar presente no acto de empossamento dos dirigentes da CVAMA, se dignou em dirigir-nos a seguinte mensagem
cujo conteúdo achamos por bem compartilhar com os estimados leitores:
«Washington, DC, December 09, 2011
Senhor Agnelo Montrond
Presidente da Assembleia Geral da CVAMA
Brockton, MA
C/c:
- Senhor Carlos de Brito, Presidente do Conselho Directivo
- Senhor Carlos Spínola, Secretário da Direcção

Não podendo, como desejaria, participar no acto de empossamento dos corpos gerentes da Cape-Verdean American Media Association -
CVAMA, muito apreciaria que a mensagem que se segue fosse transmitida aos membros eleitos e aos membros presentes.

MENSAGEM

No momento em que os corpos directivos da CVAMA, recentemente eleitos, se aprestam a ser empossados, queria saudar, uma vez mais,
a criação da Associação como um passo fundamental na via da afirmação contínua, do desenvolvimento e do reforço dos órgãos de
comunicação social caboverdiano-americanos.

Aproveito o ensejo para renovar a todos os membros eleitos as minhas calorosas felicitações e os meus melhores votos de sucesso na
realização da vossa visão e dos objectivos almejados.

A conjugação de esforços e meios entre os diversos mídias que integram a CVAMA e as parcerias que já vêm sendo estabelecidas com
organizações congéneres em Cabo Verde e aqui nos Estados Unidos assumem, neste contexto, grande relevância.
Anoto, com muita satisfação, que a CVAMA elegeu a relevância e o rigor como pedras de toque do seu código deontológico, já que tais
elementos são deveras essenciais para uma informação que se quer objectiva e formativa.

Aproveito ainda a ocasiao para renovar a disponibilidade desta Embaixada e minha de com a CVAMA colaborar de forma construtiva, em
prol de uma Comunidade cada vez melhor informada e uma sociedade cada vez mais conhecedora da realidade caboverdiana.
Cordiais cumprimentos,

MARIA DE FATIMA LIMA DA VEIGA
Embaixadora»

Reiteramos os nossos agradecimentos à Embaixadora Veiga por essas sábias, motivadoras, e encorajadoras palavras.
Hoje mais do que nunca a comunicação social é um género de primeira necessidade. Aliás a comunicação, ab initio, sempre esteve
presente na vida do ser humano, quer no intercâmbio de informações, no registo de factos, no expressar de ideias e emoções, etc. O
Homem é por excelência um ser dinâmico e por conseguinte a comunicação social tem beneficiado desse dinamismo humano que abarca
os meios, as técnicas e as práticas no domínio da comunicação social. Quem não se lembra dos enormes e raros receptores rádio em
regiões recônditas de Cabo Verde, da imprensa mecânica, das enormes antenas parabólicas, etc. E nesta era moderna de informação,
comunicação e Conhecimento que vivemos, para efectivamente fazermos face aos novos desafios que teremos de enfrentar, e contribuir
para que a comunicação social cabo-verdiana seja cada vez mais rigorosa e relevante, já não éra sem tempo o surgimento da CVAMA. Pois
se por um lado a internet revolucionou a comunicação social no ciberespaço, a ética deontológica conhece novos contornos e talvez seja
necessário limar algumas arestas no que tange a liberdade de expressão, o anonimato exacerbado e os direitos humanos.

Sendo que hoje em dia, escrever, ler, ver, ouvir, criar e aprender tem uma ligação umbilical com a inteligência artificial cada vez mais
avançada na sociedade de informação, queríamos deixar bem claro que a comunicação com rigor, transparência e relevância é condição
sine qua non para o desenvolvimento das sociedades modernas.

Agnelo A. Montrond
*Presidente da Assembleia Geral da CVAMA
29 Maio 2012
    João Aqueleu Amado nos EUA a Pedir Apoio dos Emigrantes

Depois de sete anos a frente dos destinos do município de Santa Catarina do Fogo, Aqueleu Amado resolveu visitar a maior comunidade do
concelho na diáspora na qualidade do candidato do PAICV, no sentido de pedir apoio à sua candidatura. Durante esses anos todos do seu
mandato, Aqueleu esqueceu dos emigrantes. Aliás, repetidas vezes, afirmou que os emigrantes são ignorantes e por conseguinte não têm
nada a dar ao concelho. Todavia, a ideia de visitar os EUA surgiu na sequência da visita feita pelo candidato do MpD – Alberto Nunes
(Betinho) no mês de Março do ano em curso. Aqui, entre nós e no concelho, circula a ideia que Aqueleu Amado só descobriu a importância
da emigração depois que Alberto Nunes (Betinho) visitou os emigrantes e decidiu escolher a emigração como um dos seus principais
parceiros no desenvolvimento do município.

Depois de ter desistido de se candidatar à presidência da Câmara de Santa Catarina por falta de apoio político do sector do PAICV no
concelho e de ser avaliado negativamente o seu desempenho como presidente, eis que surgiu uma manifestação a favor da sua
candidatura promovida por ele mesmo. É de se salientar que na altura da sua desistência já havia uma outra candidatura dentro do PAICV
liderada por um filho de Santa Catarina Francisco Mendes (Toinho) que lutou para chegar as “primárias” dentro do partido em que Aqueleu e
o responsável do sector do PAICV – Francisco Monteiro impediram. Milagrosamente, Aqueleu saiu vitorioso. Não se tem prova do truque
usado por esse homem no sentido de permanecer no poder e de excluir um grande quadro filho do concelho.

Esse candidato rejeitado no concelho busca fora o apoio dos emigrantes no sentido destes influenciarem os munícipes a votarem nele, já
que o mesmo perdeu a credibilidade dos munícipes e até dos seus maiores apoiantes de 2008. Aqueleu Amado conduziu o concelho a
uma situação catastrófica: Juventude abandonada sem emprego e alternativa; não promoveu a economia local; partidarizou a instituição
camarária e a própria sociedade; transportou maldade e ódio para o concelho; promove inimizade entre membros de famílias; esbanja os
poucos recursos do município com uso de carro que transporta vereadores e técnicos durante 4 anos, duas vezes ao dia; usa, neste
momento, carro da Câmara Municipal para pedir apoio à sua candidatura noite dentro; perseguiu a família do Sr. Rose de Fonte Aleixo; o Sr.
Danilo fontes e ultimamente os jovens de Achada Furna; não conseguiu, durante o seu mandato, desbloquear o terreno para habitação e
infra-estruturação no Município; excluiu os emigrantes do processo do desenvolvimento do concelho; enganou jovens que tinham o sonho
de continuar os seus estudos universitários na Cidade da Praia e fora do País. Esses jovens viram seu sonhos e espectativas a serem
destruídos, sabendo, depois de mais de 3 meses frequentando a universidade, que não receberiam nenhum tipo de apoio da Câmara
Municipal, obrigando assim, a desistência e a volta de alguns estudantes, criando indignação no seio das famílias e frustração nos próprios
estudantes.

Pior ainda, ficaram alguns estudantes que beneficiaram desses apoios, mas que nunca chegou no momento certo, e quando chega, tudo
está atrasado e o estudante reprovado durante o semestre inteiro. Em consequências maiores, Aqueléu Amado, juntamente com a equipa
camarária, contribuíu para uma selecção a bolsas de estudos sem transparência, sem critério nenhum, mas sim com um grande teor a
“amiguismo partidário” cultivado ao longo do mandato.

Diante de várias necessidades básicas que o concelho enfrenta hoje, Aqueleu Amado teve como prioridade, nesse mandato, a residência
oficial do presidente (em Curso), adjudicando a obra ao seu amigo e compadre residente na cidade da Praia, sem concurso público,
projetado e executado por trabalhadores vindos da ilha do Santiago e dos outros concelhos para realização da tal infraestrutura, deixando de
lado, os trabalhadores do concelho de Santa Catarina, alegando que no concelho os pedreiros, electricistas, canalizadores não têm
qualidades. (Ver acta de Assembleia Municipal)

Aqueléu Amado acabou com o desporto em Santa Catarina, deixando o estádio de “Monte Pelado” em péssimas condições, destruindo
assim, aquele que era o maior evento desportivo do concelho -Torneio de Zona – suspenso desde de 2009 até a esta data. Deixou as
equipas do futebol e juventude do concelho sem espaço para realização dos treinos para o campeonato do Fogo e nem se quer projetou o
tão prometido e falado polidesportivo que continua ainda só papel. Hoje, Santa Catarina não tem equipas na primeira divisão. As duas que
lá estavam hoje estão todas na 2ª divisão.

Além desses trágicos acontecimentos, na tentativa de confundir a população de Santa Catarina, Aqueleu Amado passou a frente dos
trabalhos das associações comunitárias e do Governo, para se firmar como sendo trabalhos (obras) financiados pela Câmara Municipal.
Em Santa Catarina hoje, tirando um pouco o trabalho feito anteriormente pela Câmara de São Filipe e alguns pelas associações
comunitárias, a Câmara de Santa Catarina durante esses 7 anos realizou muito poucas coisas.

Um dos aspectos frequentemente que ocorreu durante esse mandato, foi a instrumentalização e partidarização das associações
comunitárias. Tem-se verificado os Lideres/Vereadores e funcionários da Câmara Municipal a presidirem as associações locais (Figueira
Pavão – Vereador, responsável do partido e presidente da Associação) aproveitando o pouco que as associações vêm conseguindo, no
sentido de afirmar e manipular como sendo projetos da Câmara.

Hoje em Santa Catarina, Aquileu é rejeitado, principalmente pela camada juvenil, que está descontente com a governação local, que se
mostrou durante esses anos que as questões do partido (PAICV) estão em primeiro lugar, isso veio se verificar a pouco dias em Achada
Furna, aonde teve despejo de um centro juvenil, que tudo indica o envolvimento de questões partidárias.

De uma vez por todas, Aquileu provou que não é capaz de dialogar, fazendo durante esse mandato várias intervenções policiais e com
presença do tribunal, como o referido no recente despejo de casa de cultura em Achada Furna e os arrombamentos de casas em Chã das
Caldeiras, bem como a proibição do uso do polidesportivo em Fonte Aleixo.

Hoje, esse homem tenta permanecer no poder a tudo custo, pois, durante 3 anos e 9 meses esteve parado e justamente depois da
marcação de data das eleições mandou abrir trabalhos em todas as localidades do concelho (repetindo as práticas de 2008), tem estado a
distribuir portas para casa de banho - feitas em 2008 e guardas para o efeito de mudar a intenção de votos dos cidadãos, usando carro do
Estado com seu staf de campanha noite dentro, prometendo o que havia prometido em 2008 que não conseguiu realizar.

Apelamos a população de Santa Catarina, principalmente a camada juventude a denunciar este tipo de prática que visa apenas a
manutenção no poder e não desenvolvimento do concelho.

Abril de 2012
Grupo de Apoio à Candidatura de Alberto Nunes e Luís Alves
            MARATONA DE BOSTON  EVENTO NACIONAL E INTERNACIONAL    

Boston, Massachusetts, USA, uma das mais históricas cidades deste país e uma das mais científicas  do mundo difinitivamente, alterou a sua
harmonia no dia da comemoração do Patriot’s Day que se celebra todos os anos com o grande evento chamado Maratona de Boston onde
atletas e a comunidade participam para celebrar esta data.

Sem qualquer aviso, e de repente, quase no fim da corrida inesperadamente, explodiram duas bombas que causaram tres vitimas mortais e
mais de cem feridos todos com uma certa gravidade.

As autoridades locais, Estatais e Federais, logo prontificaram a prestarem ajudas e a pesquisar este grave e terrorizado ataque.
O espírito indistrutivo, colaboração e amabilidade da comunidade Americana nesta grave hora sempre está presente, pronto a prestart ajuda e
consolo.

É sempre dificil lutar contra um inimigo encoberto mas mesmo assim, as autoridades e a comunidade estão cientes de que estes inimigos da
paz vao ser encontrados.

Este atentado Nacional nos USA, foi qualificado pelo Presidente Obama, como um ácto de terrorismo e todas as medidas serão tomadas para
garantir a paz social neste país e encontrar os autores deste grave atentado, disse ele.

A harmonia social na comunidade é uma responsabilidade de todos, estamos vivendo uma época diferente onde a informação praticamente
viaja instantaneamente, tudo parece girar mais rapido mas mesmo assim, devemos ter sempre na mente o sentido da nossa posição tendo
em conta os acontecimentos ao nosso redor e estar cientes das nossas responsibilidades, segurança, e pensar sempre como devemos agir
em momentos apropriados ou dificeis da vida.

America, esta terra que acolhe carinhosamente todos no seu seio e que luta sempre para que haja mais oportunidade,  continuará seu
caminho traçado pelo seus fundadores, um caminho divino que engloba todos num mesmo sentido de igualdade, liberdade e páz entre todos
J. F.
17 Abril 2013    
       
                   EUA ELEIÇÕES – VENCEDORES E VENCIDOS NOV 5
As eleições de ontém 5 de Novembro, realizadas nos EUA são como um aquecimento para as próximas contendas estaduais e federais mas
mesmo assim, são de muita importância principalmente nas comunidades que foram efectuadas onde houve algumas surpresas.
Em New Jersey, o Governador Republicano Chris Christie, conseguiu uma vasta victória para mais um mandato mas, as perspectivas para o
completar são mínimas porque ele tem na mira a Casa Branca para o ano 2016. Segundo ele mesmo, qualifica se como um moderado e
quando está com outro pensamento declara se como um autentico conservador.

No Estado de Virginia, o Democrata Terry McAullife, ganhou marginalmente o seu opositor  abrindo caminho para apoiar Hillary Clinton, se
defacto ela vai concorrer em 2016.

Na cidade de New York, no contexto para a câmara, os Republicanos  depois de vinte anos de governação, vão ter que ceder o poder nesta
camara entregando o City Hall para as maos dos Democratas na pessoa do Bill de Basio, que vai ficar como Presidente da Camara nesta
grande cidade.

Em Boston, a luta também foi renhida para a conquista do lugar do cessante Administrador Thomas Menino, que governou mais de duas
décadas. Em seu lugar, vai ficar Mr.Martin J Walsh, um Representante Estatal que bateu o seu oponente e amigo, John R. Connolly, que é um
deputado desta cidade.. Mr Walsh, pelo seu desempenho politico e social  nesta cidade, vai governor alguns mandatos.
Recorda se que Walsh, foi apoiado depois das primarias pelo seu amigo Cabo-verdiano, John Barros, e outros da etnia minoritaria,
garantindo assim este grande victoria para Mr Walsh.  Ambos estiveram no convívio de Radio Nhaterra, realizado em Boston. Ver imagens em
no www.topicos123.com Fotos Galeria ou em   https://picasaweb.google.com/quinquim.joaquim2/RadioNhaterraOctober142013.

Por outro lado, na cidade de Brockton, também se fez história numa das mais contestadas eleições de sempre, entre Linda Balzotti e Bill
Carpenter, onde a incumbente perdeu por uma margem mínima de 50 e poucos votos. Mr Carpenter, teve uma campanha a todo vapor,
conseguindo assim ganhar este seu primeiro mandato e apoiado grandemente pelos Cabo Verdianos. Recorda se que na cidade de
Brockton a comunidade Cabo-verdiana participou activamente nestas campanhas.
Por fim e nao menos importante, a comunidade Cabo-verdiana de Brockton, está de parabens ao eleger Moises Rodrigues para Deputado da
Cidade, fazendo  historia e elevando a comunidade junto da Sra  Shayyna Barnes, que foi a primeira mulher negra a ocupar este cargo.
J. F.
Nov 6 2013
www.topicos123.com
26 Dez 2013
Pedido de Publicaçäo
António Oliveira
                                       CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Terminados os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito, proposta e liderada pelo PAICV, foi entregue, no passado dia 20 de
Dezembro, o relatório aprovado por maioria dos membros, de conformidade com o regimento. Aliás das duas CPI’s criadas esta presidida
pelo PAICV é a única que conclui e apresentou o relatório juridicamente válido.

O mesmo não aconteceu com a outra Comissão presidida pelo Deputado Jorge Santos do Movimento para a Democracia, pois esta comissão
que teve um funcionamento medíocre durante os nove meses de mandato não conseguiu aprovar o seu relatório, pois a única tentativa
aconteceu a poucas horas do fim do prazo e não conseguiu reunir quórum para o efeito.

Deste modo o documento entregue à Assembleia Nacional subscrito apenas pelos Deputados do MPD não é nenhum relatório da CPI, mas
sim um documento elaborado apenas pelos Deputados deste partido e, por isso, não tem qualquer validade nos termos do regimento.

Nisso tudo há uma grande irresponsabilidade do Presidente da Comissão e deixa claro que a estratégia do MPD não é descobrir a verdade
mas sim estar permanentemente a acusar pessoas nos órgãos da comunicação social escudando-se na imunidade parlamentar.

Na verdade o MPD nunca esteve interessado em ter resultados de inquéritos parlamentares, e tudo fizeram para que isso não acontecesse.
Na Comissão que presidiu deixou passar todo o tempo e não fez trabalho algum de análise das leis e dos dossiers. Na outra presidida pelo
PAICV, os seus elementos, por sinal aqueles que lançaram as suspeições desistiram de participar tendo aparecido na última reunião após
mais de 15 faltas injustificadas, tendo-se retirado da sala logo após a aprovação do relatório escusando sequer do exercício do direito à
declaração do voto. Essa atitude surgiu depois de terem concluído de que afinal nada do que vinham dizendo estava a confirmar-se.

O que se assiste neste momento é uma fuga em frente do MPD através do Deputado Jorge Santos, em retomar as acusações e injúrias às
pessoas, mesmo sabendo que depois do inquérito não conseguiram encontrar nenhuma ilegalidade susceptível de ser considerado crime ou
que ponha em causa a transparência e a legalidade do processo de adjudicação das obras em Cabo Verde de 2001 a esta parte.
Perante dificuldades do Deputado Jorge Santos em justificar, perante o seu partido e perante o Parlamento o fracasso do funcionamento da
comissão que presidiu procura um escape, insultando os deputados da maioria e incriminando as pessoas.

Esta-se perante uma atitude irresponsável, de pura politiquice sobretudo quando parte de um Deputado, que foi eleito Presidente de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito, que se esconde na imunidade parlamentar para continuar a difamar gratuitamente às pessoas.
Todos os Deputados são desafiados, no decurso dos debates que vão ter lugar a levantarem a imunidade parlamentar de modo a permitir aos
cidadãos de poderem se defender junto de instâncias próprias.

Com efeito

Após análise minuciosa dos dossiers que foram possíveis de obter pela Comissão, do ordenamento juridico respectivo, das opiniões
recolhidas através das audições dos vários intervenientes no processo de adjudicação e execução das obras públicas, a nossa Comissão
concluiu que:

A grosso modo, foram respeitados os procedimentos legais e técnicos na adjudicação das obras;

Todavia, em relação aos custos de obras lançadas de 1991 a 2000 não existem elementos suficientes para o seu apuramento, enquanto que,
de 2001 a 2012, os correspondentes elementos foram totalmente apurados, fazendo parte dos dossiers disponibilizados à Comissão,
constando das respectivas fichas anexas ao relatório;

Pelo menos, de 2001 a 2012, o interesse público foi acautelado através da realização de concursos públicos, que constituiu a modalidade
dominante das adjudicações, permitindo a selecção dos melhores concorrentes para a realização das obras do Estado. Nesse período, os
“Ajustes Directos”  havidos observaram os parâmetros estabelecidos na lei, representando 5,6% do total das mais de 300 obras adjudicadas;


A Comissão não constatou quaisquer actos susceptíveis de serem considerados ilícitos ou crimes;

A maior derrapagem financeira, em termos percentuais, havida no período abrangido pelo inquérito, aconteceu na obra da estrada do vale da
Ribeira Grande de Santo Antão – (Povoação/Boca de Ambas as Ribeiras) -, iniciadas em 1997, na ordem dos 68%, excluindo os 20 mil contos
aplicados na estrada de Martiene situada num outro concelho de Santo Antão;

Não houve suficientes cuidados na organização e conservação dos dossiers das obras executadas no período de 1991 a 2001, pois além de
inexistirem peças fundamentais nos dossiers, há muitos documentos sem assinatura, o que não permite dar credibilidade às informações
recolhidas pela Comissão;

Há actualmente algum avanço na organização e preservação dos arquivos, o que contribuiu para ajudar substancialmente na apreciação dos
dossiers das obras executadas no período de 2001 a 2012;

Muitas obras executadas entre 1991 a 2000 foram de curta longevidade. Do ponto de vista desta Comissão, esta situação põe em causa o
interesse público. Outrossim, constatou-se que algumas dessas obras não foram dimensionadas no tempo. Tais obras tiveram um tempo de
vida muito curta e acabaram desaparecendo ou degradando, não servindo aos objectivos para que foram realizadas, nem justificando os
investimentos efectuados. Casos há em que as obras foram construídas e financiadas com empréstimos que ainda continuam a ser pagos
pelos caboverdeanos. A título de exemplo, apontam-se vários casos, nomeadamente: é o caso das obras da 1ª fase da extensão da pista do
Aeroporto de S. Vicente, cujo objectivo era para receber voos internacionais, acabando por ficar apenas com voos domésticos nocturnos; é o
Porto do Maio que não serviu às necessidades da Ilha e que agora se reivindica um novo porto; é a estrada Praia x S. Domingos (anel de
Santiago) por calcetamento onde foram gastos mais de cem milhões de escudos para pouco tempo depois estas se degradarem a ponto de
exigir novos e avultados investimentos, etc.;

Ficou esclarecida a questão levantada em torno das Obras do Aeroporto da Boavista e da Ponte da Ribeira de Água, com respeito à
inexistência do Visto do Tribunal de Contas, uma vez que se trata de um contrato celebrado no âmbito de programas financiados por
organizações financeiras internacionais e, por isso, isento do Visto, nos termos da alínea c) do nº 1 do artigo 14º da Lei nº 84/IV/93, de 12 de
Julho;
É normal a acumulação de funções de Projectista/Fiscal, pois, além de ser uma prática internacionalmente aceite, como uma medida
aconselhável para que a execução fique de acordo com o projectado. Afinal, quem projecta está em melhores condições de fiscalizar a
execução.

Ficam, deste modo, dissipadas as dúvidas levantadas em relação à execução de algumas obras, como, entre outros,  foi o caso do Anel
Rodoviário do Fogo que teve um projectista/fiscal que, por sinal, foi recrutado por concurso internacional.
26 Junho 2014
                      FELISBERTO VIEIRA - PAICV E OS CANDIDATOS

Caro(a)s camaradas e amigo(a)s do Partido, Ao longo de um esclarecedor período de diálogo político com os dirigentes e militantes do nosso
grande partido, quero manifestar a milha gratidão pela confiança que me tem sido manifestada, mas também a colocação de muitas questões
que reflectem, no meu entender, uma significativa convergência de pontos de vista, aspirações e críticas do que anda bem e menos bem na vida
interna do PAICV. Na verdade é um sentimento amplamente partilhado que o PAICV, depois de grandes vitórias e de um período de governação
exemplar que se reconhece nacional e internacionalmente, está num momento histórico em que precisa centrar as suas atenções e energias em
melhorar as suas estruturas e funcionamento, com mais democracia interna, num processo federador, inclusivo e
próximo dos militantes.
Para estarmos melhor preparados para os grandes desafios do combate político e da governação de Cabo Verde precisamos de um partido com
plena consciência dos seus interesses, valores, forças, fraquezas e constrangimentos internos e externos.
No PAICV devemos cultivar uma acção política mais avisada dos riscos e ameaças, mais clarividente em relação às oportunidades e com uma
inteligência organizacional que resulta em acções conjuntas com cultura de resultados práticos e positivos a todos os níveis.
Para tal, todos os órgãos do nosso partido, todos os dirigentes nacionais, regionais e locais , têm a missão irrecusável de criar um ambiente
propício e motivador da livre produção e circulação de ideias e que promova a realização política dos seus militantes, a sua auto estima e orgulho
em ser PAICV e sempre motivado para o combate político externo.
Precisamos de partido com cultura institucional que estabeleça e faça cumprir normas de funcionamento cada vez mais eficientes, entre as quais
poderia destacar as que regem a competição política interna com base em ideias, capacidades, propostas políticas.
Desenvolver a inteligência organizacional significa também cimentar uma prática transparente de estímulo e reconhecimento do trabalho, do
mérito e dos resultados em que cada militante possa ver bem ajuizados o seu desempenho em favor da melhoria da vida interna do nosso
partido e da sua acção política externa.
No horizonte de 2016, cheio de combates eleitorais, precisamos de um PAICV unido, forte e motivado para preparar mais um novo ciclo de
vitórias e para projectar uma nova e mais vigorosa geração de políticas de crescimento, emprego, justiça social e solidariedade entre as
regiões e entre as gerações e desenvolvimento económico de Cabo Verde, com capacidade de resposta em relação às demandas sociais num
contexto de rápidas e profundas mudanças sociais.
Neste quadro é indispensável que a governação do PAICV mantenha e amplie a sua sintonia com os valores do Estado de Direito, dos Direitos
Humanos e da Democracia, da Paz Social, da estabilidade política e institucional na medida em que estas constituem, sempre, questões com
renovadas exigências.
5 de Julho - Discurso proferido por Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca, Na Sessão Solene da
Assembleia Nacional, Comemorativa do XXXIX Aniversário da Independência Nacional São Vicente-Mindelo
05.07.14


EXCELÊNCIAS
Senhor Presidente da Assembleia Nacional,
Senhor Primeiro Ministro,
Senhor Presidente da Câmara Municipal de São Vicente,
Senhor Ex-Presidente da República Comandante Pedro Verona Pires,
Senhor Provedor da República,
Senhoras e Senhores Deputados da Nação,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
Senhor Chefe da Casa Civil da Presidência,  
Senhor Chefe de Estado Maior das Forças Armadas,
Senhoras e Senhores Combatentes da Liberdade da Pátria,
Senhores Líderes dos Partidos Políticos,
Senhoras e Senhores Membros do Corpo diplomático,
Autoridades Religiosas, Civis, Militares e Policiais,
Senhores representantes sindicais e representantes das classes profissionais,
Senhoras e Senhores Autarcas,
Senhores Reitores,
Senhoras e Senhores Jornalistas,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Ilustres Convidados,

Comemoramos hoje 39 anos de Independência, com motivos mais do que suficientes para afirmar que valeu a pena lutar pela dignidade e
soberania de Cabo Verde. Hoje, estamos, sem dúvida, melhor do que estávamos no momento da Independência, qualquer que seja a perspectiva
em que nos coloquemos e quaisquer que sejam as mazelas  de que padece ou as insuficiências que atravessam  a nossa sociedade actualmente.
A nossa Independência não se discute, nem se questiona. Porque a dignidade humana não é moeda de troca, nenhum povo tem o direito de
subjugar outro e nenhuma nação deve sujeitar-se ao domínio e ao governo de outra nação. A dignidade humana não se coaduna com a subjugação
e cada povo tem o direito de se autogovernar.

A 5 de Julho de 1975, a luta pela autodeterminação e independência, assumida por audazes jovens e abraçada por milhares de cidadãos anónimos
desta grande Nação, - espalhados pelas ilhas e pelo mundo -, mostrava os seus primeiros frutos. Passados 39 anos aqui estamos: inteiros, cheios
de ideias e projectos e com uma sociedade civil e uma opinião pública em fase de afirmação, lutando pelo que acham que merecem e que o país
pode dar. Neste sentido, assinalar o dia nacional nesta emblemática parcela do território nacional pode ser considerado como algo prenhe de
simbolismo, pelo facto de São Vicente ter desempenhado papel de relevo no processo que conduziria à Independência e por ser uma das regiões do
país que enfrenta desafios muito significativos que, enquanto país soberano e lutador, devemos ser capazes de resolver.
A todos os que se bateram pela nossa independência vai sempre o nosso reconhecimento.
Minhas Senhoras e meus senhores,
Viver como país independente, como povo soberano e digno, que soube associar à independência a construção da democracia, faz parte da nossa
forma de estar no mundo, da nossa normalidade como Nação orgulhosa que somos e continuaremos a ser.
Devemos, pois, celebrar este dia como país adulto que somos,
olhando para o passado para aprender com os erros e os sucessos, e não para nos vangloriarmos dos grandes feitos, esquecendo, soberbamente,
as mazelas e os  maus momentos que também fazem parte da nossa história;
enfrentando o presente para resolver os problemas que afectam a nossa vida em sociedade, porque a vida é vivida hoje e todas as gerações têm
direito a uma vida digna;
e perspectivando o futuro com realismo, - porque temos que estar conscientes das nossas limitações-, mas, também, com ousadia, porque só os
que desafiam as vicissitudes e os seus próprios limites conseguem realizar grandes feitos. E nós estamos condenados a realizar grandes feitos no
futuro que se aproxima, para não defraudarmos as expectativas e ambições, legítimas, de progresso e de bem-estar dos cidadãos cabo-verdianos.

Caros concidadãos, minhas senhoras e meus senhores,
O país atravessa um momento particularmente complexo. Sem alarmismos, devemos enfrentar a realidade tal como ela é. Do mesmo modo que
devemos contar a nossa história tal como se processou, sem  mistificações de qualquer espécie, é preciso que os cidadãos conheçam a verdade do
presente, sem retoques desnecessários. Não me canso de fazer este apelo. Os cidadãos devem ser informados com verdade, não só porque
somos há muito tempo um país adulto, mas porque só o conhecimento da realidade nos permite enfrentar os problemas que devem ser resolvidos,
sob pena de adiarmos decisões difíceis, mas necessárias e, com isso, permitirmos que os problemas se agravem.
Os resultados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas  acerca da percepção dos cabo-verdianos sobre o sistema político
sugerem-nos, pois, vigilância atenção e ponderação sobre o rumo que estamos a trilhar.
Ficamos preocupados quando dois em cada três cabo-verdianos consideram que não há igualdade perante a lei e temos que nos interrogar sobre a
razão de ser dessa percepção que coloca em questão um dos próprios fundamentos do nosso regime democrático. Caros concidadãos,
Metade de vós considera que as eleições não são transparentes e livres, e pouco mais de metade dos cidadãos acha que existe liberdade de
imprensa no país.
Três em cada quatro cabo-verdianos estão preocupados ou muito preocupados com a corrupção no país, segundo o inquérito do Instituto Nacional
de Estatísticas, matéria na qual precisamos de dar sinais claros de determinação e coragem, de que a justiça anda de olhos abertos. Naturalmente,
sempre no estrito cumprimento dos princípios e regras constitucionais e legais vigentes e no quadro próprio de um estado de direito democrático.

Minhas Senhoras e meus Senhores,
Não obstante as críticas e dúvidas, acima referidas, é preciso ressaltar que quase noventa por cento dos cidadãos preferem o regime democrático
em vez de regimes militares ou tirânicos e mais de 90 por cento confiam no sistema público de educação. De acordo com as pessoas o que está em
causa não é o sistema em si, mas o seu funcionamento. É preciso, pois, repensar a forma de funcionar desta democracia, a nossa forma de fazer
política e de agir no domínio público. É preciso colocar todas as cartas na mesa, reformular tudo o que deva ser reformulado, para recuperar a
confiança dos cidadãos nos valores que enformam a vivência democrática.
Nessa perspectiva, a realização cabal da Constituição da República surge como um imperativo, um caminho essencial a ser trilhado, já que é ela
mesma expressão de um projecto  de vida em comunidade, forjado e ancorado em processos democráticos de formação da opinião e de vontade.
Fora dela e muito menos  contra ela não existe democracia. Por isso, não posso deixar, neste momento, de saudar, efusivamente, o esforço que vem
sendo realizado pelos partidos políticos no sentido de se dotar o país dos órgãos externos à Assembleia Nacional previstos na nossa Lei Magna,  
fundamentais na construção do regime democrático escolhido pelos cabo-verdianos há mais de duas décadas.
Senhor Presidente da Assembleia Nacional,
Senhor Primeiro Ministro,
Senhores deputados da Assembleia Nacional,
Senhores líderes partidários,
Excelências,

As percepções têm sempre uma dimensão de subjectividade, é verdade. Mas, quando percentuais tão elevados de cidadãos pensam dessa forma, é
porque precisamos de agir rapidamente para evitar a cristalização dessas percepções.
Temos a obrigação, como responsáveis políticos deste país, de nos interrogarmos, quando apenas 30 por cento da população acredita que não há
discriminação no país, 78 por cento considera que existe discriminação contra pessoas portadoras de deficiência, 43 por cento entende que há
discriminação contra os estrangeiros, 63 por cento tem a percepção de que existe discriminação entre pobres e ricos e 57 por cento considera que
existe discriminação motivada pela cor da pele e raça. Esta é uma imagem que tem que nos perturbar e que deve fazer soar o alarme para que
abramos os olhos para a realidade, para que possamos agir a tempo.
Julgo indispensável que as forças políticas do país se debrucem e dialoguem sobre as questões centrais que definem o nosso regime e a
percepção negativa dos cidadãos em relação a elas. Abordei alguns destes aspectos, mas existem outros que requerem atenção urgente das forças
políticas

Caros concidadãos, caros amigos,
Perante os desafios da nossa sociedade não temos escolha. Temos que lutar. Cruzar os braços, olhar para o lado, colorir a realidade, fazer de conta,
nenhuma destas possibilidades constitui opção para nós.
A nossa atitude deve ser precisamente a contrária. Daremos luta empenhada, enfrentaremos as dificuldades, resolveremos, progressivamente, os
grandes problemas do país, num esforço colectivo, clarividente e bem informado.

Não há situações sem saída! O que hoje parece intransponível, amanhã será encarado como um obstáculo irrisório. Os problemas que hoje
parecem intratáveis, serão vistos amanhã como simples grãos de areia na engrenagem. É preciso clarividência, sabedoria, bom senso, lucidez
permanente, ousadia, conhecimento e liderança. Estes são alguns dos ingredientes que precisamos aperfeiçoar, insistentemente, para acelerar o
desenvolvimento do país.
Caros concidadãos,

No plano económico, o ano de 2014 não começou da melhor forma para Cabo Verde. O investimento externo atingiu em 2013 os níveis mais baixos
dos últimos dez anos, e a tendência negativa prosseguiu no primeiro trimestre. As remessas dos emigrantes continuam a diminuir, reflexo das
dificuldades económicas dos países onde radicam as nossas principais comunidades. O endividamento do Estado, das famílias e das empresas
não dá mostras de diminuir. O sector privado ressente-se das dificuldades de acesso ao crédito bancário. O rendimento das famílias continua a
diminuir, o desemprego atinge níveis muito elevados, com maior incidência nos jovens. A economia europeia, que condiciona bastante o nosso
desempenho no plano económico, apresenta, de novo, sinais de fraqueza.
Mesmo assim, há razões ainda para um optimismo prudente. Em particular, é indispensável que as reformas estruturais sejam levadas a cabo sem
delongas. A aproximação do momento eleitoral não deve impedir, nem atrasar, as reformas, de que a economia do país depende para recuperar o
seu elã de crescimento.
Afirmo e repito o que inúmeras vezes tenho dito. O desenvolvimento do país, a elevação do nível de vida das pessoas, a inversão da tendência para a
deterioração dos rendimentos familiares passam, necessariamente, pela aceleração do crescimento económico e sua sustentabilidade ao longo de
vários anos. Só desta forma poderemos criar uma base suficientemente sólida e diversificada para competir, com êxito, nos nichos do mercado
externo onde temos competências e alguma capacidade competitiva. Só por essa via conseguiremos impulsionar, a partir de dentro, os fluxos
externos que são vitais para o país.

Encaro de forma positiva as recentes iniciativas do Governo que contribuíram para um importante investimento hoteleiro na ilha do Sal, bem como as
que irão concorrer para a edificação de instalações de frio no Porto Grande de São Vicente, infra-estrutura sobremaneira importante para as
actividades portuárias e outras atinentes à chamada economia marítima.
Ao mesmo tempo, insisto na necessidade de acelerar as reformas, nomeadamente as que têm impacto directo na competitividade externa das
actividades económicas com maior potencial exportador de bens e serviços.
Caros concidadãos,

Venho acompanhando, com preocupação, a situação de segurança dos cidadãos e tenho encorajado o Governo a prosseguir os seus esforços com
o fito de melhorar a eficácia no combate ao crime organizado, nomeadamente ao tráfico de drogas e à criminalidade que afecta a integridade física e
os bens dos cidadãos.
Fiquei surpreendido pelos resultados do inquérito do INE, a que tenho vindo a me referir, o qual mostra que uma proporção significativa dos cidadãos
se sente ameaçada na sua integridade física, dentro e fora das suas residências. Não podemos permitir que esta situação perdure, não podemos
conviver com ela como se fosse algo normal. Quero aqui reafirmar o meu empenho e apoio ao Governo em todas as medidas que tem adoptado e
que pretende reforçar para inverter este estado de coisas, naturalmente sempre no quadro e nos limites permitidos num estado de direito.
Insegurança não rima com desenvolvimento, por isso, é essencial que os cidadãos cabo-verdianos e os estrangeiros que nos visitam ou vivam entre
nós se sintam seguros e confiantes. Estou certo que os esforços do Governo produzirão os resultados desejados num futuro muito próximo.

Excelências, Eminências,
Caros concidadãos,
O desenvolvimento do país passa pela dinâmica do sector privado. Não tenhamos quaisquer ilusões a este respeito. O sector privado, tanto o
nacional como o estrangeiro, foram os motores do crescimento que se verificou no país. A redução das suas performances económicas está na
origem ou, pelo menos, acentuou, o período menos bom que vimos atravessando nos últimos cinco anos. Por isso, e como já tive oportunidade de
dizer, é preciso avançar com as reformas estruturais, sejam elas de cariz institucional ou de natureza estritamente económica, para reavivar o sector
privado nacional e atrair mais investimento externo. A este propósito, considero muito positivos os esforços de concertação social envolvendo as
entidades sindicais e patronais e o Governo, os quais são essenciais para assegurar a paz social e a redução da conflitualidade, cuidando dos
interesses de todos e do país no seu conjunto.
Mas também considero igualmente muito positivo o apelo que nos é feito para valorizarmos os nossos produtos. A descoberta das maravilhas que o
nosso país tem, a sua divulgação entre nós , e o querermos visitar o nosso país em sua busca dinamiza o turismo interno. Conhecer o que de
melhor se produz internamente, aumentar o consumo do que é feito no país, podem constituir elementos importantes na dinamização da nossa
economia.  

Minhas senhoras e meus Senhores,
Como tenho defendido em diversas ocasiões, o poder local democrático foi uma das grandes conquistas do povo cabo-verdiano. Através da sua
institucionalização as pessoas puderam passar a ter uma outra perspectiva do poder. Este passou a ficar mais próximo, ao alcance do cidadão, e a
ser aferido por intervenções concretas, verificáveis, às vezes elementares, mas decisivas para a vida das pessoas.
Ele passou a ter um rosto, muitas vezes familiar. As potencialidades do poder local, - ainda não esgotadas -, ficaram evidentes. Contudo, o seu
aprofundamento tem deparado com limitações diversas. Algumas relacionadas com a insuficiência de recursos, outras de cariz político,
nomeadamente decorrentes do relacionamento entre os poderes local e central.
Da conjugação da consciência desses aspectos com a confirmação da necessidade de adequação do Estado à nossa realidade política, cultural e
territorial, tem vindo a resultar um intenso debate sobre a configuração que deve assumir o poder em Cabo Verde.
Pretende-se encontrar as melhores soluções para os problemas das pessoas, combater alguma macrocefalia das estruturas do Estado, corrigir as
assimetrias regionais e as desigualdades sociais.

Aparentemente, existe um amplo consenso segundo o qual a actual estrutura do Estado deve ser alterada, o poder deve estar cada vez mais próximo
do cidadão e as potencialidades regionais devem ser melhor aproveitadas.
Na qualidade de Chefe de Estado, a minha identificação com objectivos tão nobres é clara. Por isso, estimulo a sociedade cabo-verdiana a
aprofundar e aprimorar este debate que, do meu ponto de vista, deve conceder importância particular à Reforma do Estado, pois em, última análise,
trata-se da redistribuição do poder que, por sua vez, ditará a conformação das suas diferentes instâncias.
Temas como descentralização, desconcentração, autarquias supra e inframunicipais, regionalização devem ser aprofundados. Propostas de
modelos que permitam a apreensão clara das diferentes perspectivas, de seus custos e benefícios, devem ser clarificadas para que o cidadão
comum possa comparar e optar em consciência.

Minhas Senhores e meus Senhores,
Uma outra questão que reputo essencial para a solidez do nosso tecido social é a problemática das desigualdades de rendimentos e de riqueza.
Continuamos com um nível de desigualdade elevado e embora alguns defendam a necessidade da desigualdade como factor de crescimento,
penso que esta teoria não tem qualquer fundamento científico ou empírico, revestindo-se apenas de uma roupagem ideológica. Não defendo o
igualitarismo, que estiola a iniciativa e reduz os incentivos à criatividade e à busca do sucesso individual. Contudo, também não posso conceber um
Estado de Direito de Cariz Social, como é o nosso, até por desenho constitucional, com grande parte da população a satisfazer as necessidades de
alimentação com alguma dificuldade, conforme nos diz o Relatório da Protecção social do passado ano. Assim como não posso conceber um
Estado de Direito que permita que haja crianças e jovens fora do sistema educativo, ou dentro do sistema mas sem possibilidades de sucesso,  por
dificuldades financeiras.

Neste sentido, além de políticas económicas favorecedoras de rendimentos para os cidadãos, por via do trabalho, ainda necessitamos de
aperfeiçoar as políticas sociais para que garantam protecção social de modo, tendencialmente, universal.
Na linha do que tenho procurado transmitir com esta mensagem, se reconhecemos o muito que já foi feito, as questões sociais prementes do nosso
país são um desafio a vencer. E aproveito para recortar um de tais problemas que, como tenho insistido em dizer, consubstancia uma verdadeira
emergência nacional, devendo merecer o empenho e o vigor de todas as autoridades competentes e da sociedade, designadamente a aplicação das
normas vigentes: falo do  alcoolismo e de seus devastadores efeitos nos planos social, económico e da saúde pública.
É também momento de, cientes da realidade de vida, difícil, de parte da nossa população, radicalizar a vontade política e social de garantir um
patamar de dignidade aos cabo-verdianos – princípio que há 39 anos enformou a nossa luta pela independência.
Num Estado democrático, destinado a assegurar o exercício de direitos sociais, temos a obrigação de, no quadro dos recursos existentes, trabalhar
com rigor, com transparência e com vontade para gerar as condições mínimas de vida para cada cidadão. Se muito tem sido feito, é momento de
impor mecanismos mais sofisticados de avaliação que nos permitam o diagnóstico do cumprimento do Estado perante a sua obrigação da
realização progressiva dos direitos sociais.

Minhas Senhoras, meus Senhores,
Não é possível comemorar a independência nacional sem falar da nossa diáspora, pelo papel de destaque que teve na luta que conduziu a este fim
e pela inestimável contribuição à construção do Estado e à implantação e reforço da democracia.
Um país não vale só pelas riquezas do seu subsolo, nem do seu solo, nem só da sua indústria. Um país vale, cada vez mais, pela capacidade
profissional e pela qualidade dos seus filhos.
Nesse sentido, a diáspora cabo-verdiana, reconhecidamente, portadora dessas características, tem uma importância cada vez maior no combate de
Cabo Verde pela modernização e desenvolvimento.
Quero, assim, exprimir o meu mais profundo apreço a todos os cabo-verdianos e às diversas associações que, na diáspora e através de sucessivas
gerações, funcionam como «cantinhos de Cabo Verde» e centros de congregação das comunidades, trabalhando, sempre, com notável dedicação
para o engrandecimento do país.

Excelências
Senhor Presidente da AN,
Senhor PM,
Senhoras e senhores Deputados e Membros do Governo,
Senhor PCMSV,
Senhora Presidente da AM de SV,
Minhas Senhoras,
Meus Senhores,
Neste dia maior para a Nação cabo-verdiana, para além de uma saudação a todos os cabo-verdianos que, no país e nas diferentes partes do mundo,
dão corpo à cabo-verdianidade, não posso deixar de dirigir uma mensagem especial de apreço a todos os não cabo-verdianos que, em Cabo Verde
e no exterior, também contribuem para o desenvolvimento deste país.
A todos os que, no dia-a-dia, nos ajudam a construir um país mais próspero, livre e democrático o nosso reconhecimento.
Temos a consciência de que, num mundo cada mais interdependente, não será possível atingir as metas aspiradas pelas mulheres e homens da
nossa terra, se não for possível contar com a solidariedade de países amigos. Estes laços de amizade e solidariedade foram, nos últimos meses,
especialmente simbolizados pelas visitas que recebemos do Presidente da República do Senegal e do Primeiro Ministro do Luxemburgo, pelo
visível  reforço do relacionamento com Angola, com a aproximação a estados insulares como nós e de rendimento intermediário elevado ou com a
consolidação da cooperação com a União Europeia.
Reconhecemos que o caminho percorrido até o presente tem a marca indelével da solidariedade internacional e, por isso, através dos
representantes dos países com os quais Cabo Verde mantém relações de amizade e solidariedade e das organizações de cooperação
internacional, exprimo o nosso mais profundo reconhecimento pela excelência das relações estabelecidas, bem como a nossa determinação no
sentido de as consolidar e aperfeiçoar ainda mais.

Minhas amigas e meus amigos,
Os desafios são de grande complexidade, as dificuldades muitas e variadas e não dispomos de todo o tempo do mundo, tampouco de grandes
recursos para os encarar. Por isso mesmo, para enfrentá-los temos de agir com clarividência, ousadia e criatividade. Reflectir sobre o  que queremos
ser no futuro foi um acto estimulante, cujos resultados devem ser analisados cuidadosamente, sem preconceitos de forma a que possamos definir o
que é consensual para a Nação Cabo-verdiana, que metas todos almejamos e nos empenhamos em prosseguir. O que conseguirmos definir como
um querer comum terá na  tenacidade e determinação da nossa gente no país e na emigração  o nosso primeiro suporte.
Por isso, aproveito para, desta acolhedora e invictacidade do  Mindelo, lançar um veemente apelo aos diferentes actores políticos e parceiros sociais,
no sentido de tudo fazerem para que as medidas nas esferas política, social e económica, necessárias para afrontar os diferentes problemas que
nos afligem, sejam adoptadas no mais curto espaço de tempo, para que, cada vez mais, independência também signifique inclusão e bem-estar
para todas as pessoas.

Aceitem todos, neste momento de celebração, estes versos de Osvaldo Alcântara:

RESSACA
Venham todas as vozes, todos os ruídos e todos os gritos
venham os silêncios compadecidos e também os silêncios satisfeitos;
venham todas as coisas que não consigo ver na superfície da sociedade dos homens;
venham todas as areias, lodos, fragmentos de rocha
que a sonda recolhe nos oceanos navegáveis;
venham os sermões daqueles que não têm medo do destino das suas palavras
venha a resposta captada por aqueles que dispõem de aparelhos detetores apropriados;
volte tudo ao ponto de partida,
e venham as odes dos poetas,
casem-se os poetas com a respiração do mundo;
venham todos de braço dado na ronda dos pecadores,
que as criaturas se façam criadores
venha tudo o que sinto que é verdade
além do círculo embaciado da vidraça...
Eu estarei de mãos postas, à espera do tesouro que me vem na onda do mar...
A minha principal certeza é o chão em que se amachucam os meus joelhos doloridos,
mas todos os que vierem me encontrarão agitando a minha lanterna de todas as cores
na linha de todas as batalhas.

Muito obrigado.
13 Agosto 2014
                                                      AVISO PARA COMUNIDADE

Recebemos um pedido de publicação das três camaras da ilha do Fogo, Cabo Verde,  Sao Filipe, Santa Catarina e Mosteiros, que a seguir se trasncreve
e publicamos.  
www.topicos123.com
                                                  ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Caros conterrâneos, amigos e amigas de Djarfogo,
Saúde e bom trabalho.
É com grande Prazer que, em articulação com os colegas Presidentes de Câmara da ilha do Fogo, vos endereçamos o convite em anexo.
Os contactos foram iniciados pelo núcleo que acompanhou o Sr. Presidente da Câmara de Brockton, na sua recente visita à ilha do Fogo. Muito
agradecíamos que contactassem os Senhores Domingos Veiga, David Teixeira, Valdir Alves, Amadeu Fontes e Moises Rodrigues, membros deste
núcleo, de modo a poderem dar a Vossa habitual e prestimosa colaboração.
No ano que vem é nossa intenção organizar uma Semana intitulada  "Merca na Djarfogo"...
Vulcânicas e fraternais saudações
Luís Pires
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              Câmaras Municipais de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina do Fogo


EXCELÊNCIA,

ASSUNTO: SEMANA DE DJARFOGO NA MERCA - CONVITE

Numa iniciativa, a todos os títulos, inovadora, perspetivando a ilha do Fogo como uma unidade territorial de
desenvolvimento, as três Câmaras Municipais da ilha, O Sr. Vice-Presidente da Assembleia Nacional, a Sra. Ministra
das Comunidades, a Sra. Ministra do Desenvolvimento Rural, a Câmara de Comércio Indústria e serviços de Sotavento,
a Caixa Económica, o Novo Banco, o BCA, a Fast Ferry, o Suifogo, a Adega Cooperativa Chã, a Adega Cooperativa
Sodadi, as Vinhas de Maria Chaves, o Centro de Emprego e formação Profissional, a Zebra Trável e Casa Colonial,
Braz Andrade, o Soldifogo e alguns músicos cabo-verdianos, se vão juntar entre 25 e 31 deste mês de Agosto, numa
forte diplomacia económica e cultural, promovendo as potencialidades, as prioridades e oportunidades da ilha, num
programa intitulado – SEMANA DE DJARFOGO NA MERCA.  

Em parceria com a Câmara Municipal de Brockton, cujo Presidente esteve recentemente no Fogo, por altura das Festas
de São Filipe, algumas acções já foram desenvolvidas e estão previstos vários encontros com Câmaras Municipais,
empresas e serviços, entre 25 e 28; o ponto alto será uma gala no MASSASOIT CONFERENCE CENTER, 770,
Crescente St, Brockton Mass 02302, no dia 29; nos dias 30 e 31 vamos ter feiras e exposições no EMES EDGAR
FIELD PARK, situado entre Windrop St e Dover St, em Brockton e workshops no 1145 Main St, em Brockton.

Posto isso e reconhecendo o seu profundo conhecimento da nossa comunidade e as facilidades que certamente terá
junto das Associações, ONGs e serviços americanos, temos o prazer de lhe endereçar o presente convite, em nome das
Câmaras Municipais do Fogo, esperando, como sempre, a Vossa prestimosa colaboração ajudando-nos a promover
Djarfogo.
Vulcânicas e fraternais Saudações
O Presidente,
Luís Pires
19 Agosto 2014
                                 DESIGUALDADE SOCIAL E RACISMO NOS USA

Mais de uma semana de violência e intranquilidade numa cidade dos USA, chamada Ferguson, lembrando outras cidades do Medio Oriente ou
África, parece mesmo inacreditável nos nossos dias.
Os olhos do Mundo estao direcionados a esta pequena cidade onde o Presidente Obama, aconselha calma e ponderação numa situação
extremamente explosiva onde o Povo, saiu nas ruas manifestando e enfrentando forças policiais e militares exigindo justicça e transparência.

A desigualdade social e o racismo não resolve com violencia e nem tão pouco com forças policiais ou militares. O que esta passando   na cidade de
Fergusom no estado de Missouri, nos USA, são consequências de uma disparidade social latente reinante neste país onde apesar de grandes
ganhos e avanços democráticos  alcançados, ainda  certas ideologias prejudiciais continuam prevalecendo.

O assasinato do jovem Michael Brown,  um áfro-americano, pelo oficial da policia Darren Wilson, de descendencia branca, é somente mais um caso
entre milhares de muitos outros que  afecta  constantemente a sociedade Americana.

Para reverter  esta situação violenta e a desigualdade,  tem ou deve se implementar uma outra politica social onde os políticos ou ligisladores dos
USA, devem chegar a um outro concenso mais humano de igualdade,  começando com uma melhor restruturação social politica de integração racial
que proporciona mais oportunidades principalmente entre os jovens e a chamada minoria.

Segundo muitas fontes de estatisticas, o encarceramento de afro-americanos e outras etnias, ultrapassa grandemente a etnia branca dos USA e o
pior, é que este fáctor continua aumentando, prejudicando a sociedade Americana como um todo.

Prevenir a violência social, a solução não está na construção de mais cadeias ou encarcenamentos e mais policias, mas sim, criar mais chances
ou oprtunidades de educação para  os jovens principalmente para a minoria que consequentemente, podem vir a assegurar a continuidade deste
pais  a paz e a democracia global.
J. F.
2 Setembro 2014

                                                     
  FOGO NOS USA E A POLITICA NA COMUNIDADE

O programa da semana Fogo na Merka, está terminando pelo menos no aspecto que foi anuciado.
No dia de jantar de gala desta iniciativa e na apresentação das personalidades pelo produtor do CaboVideo Valdir Alves, o Mayor da cidade de
Brockton Bill Carpenter, anunciou uma notícia bastante triste que foi a morte de mais uma criança nesta cidade devido a atropelamento de um veículo.

Num espaço de menos um mes duas crianças perderam suas vidas de uma maneira bastante trágica talvés seja neglicencia ou como costuma ser
dito, foi destino.

Todo cuidado e responsabilidade é pouco para lidar com crianças de pouca idade, cabe aos pais, a família, a comunidade e as autoridades para
uma fiscalização e incentivação melhor para poder proteger ou assegurar melhor as nossas crianças.

Voltando ao programa Fogo na Merka, realizado pelo partido político PAICV, uma iniciativa inédita onde a perspectiva de uma melhor aproximação ou
relação entre as duas comunidades pode ser mais reforçada e mesmo vantojosa. Com uma delegação de mais ou menos trinta pessoas, incluindo
políticos, empresários e artistas e com enfase nos três presidentes das câmaras irmãs da ilha do Fogo Cabo Verde a possibilidade de melhorar o
realacionamento e as condições sócio-economicas são mesmo promissor.

Claramente o sentido desta digressão aos USA, para além de ser socio-economico ela tem o sentido politico, muitas vezes quando a política está
presente a união comunitária infelizmente frajaliza ou fica menos forte o que prejudica a sociedade.

Ao chegar no Massasoit Conference Room para o jantar de gala, antes de entrar, talvés por coincidência ao algo relacionado, ouvi a voz de uma
pessoa de profissão enfermeiro, por sinal muito conhecido aqui nos USA e em Cabo Verde, dizendo: “Amim é MPD mas nta bai e nta participa na
kusas de comunidade de tudo partido.” Toda gente sabe que a nossa comunidade aqui nos USA é muito politicamente polarizada mas, isso não
deve implicar que um cidadão ou indivíduo esteja impedido de participar e inteirar nos assuntos relevantes da comunidade independentemente da
sua crença.

A noite de gala do PAICV em Brockton, foi memorável em muitos aspéctos, primeiro com os presidentes das câmaras da ilha do Fogo e da cidade de
Brockton; segundo, com os empresarios e especialmente o/as artistas que vieram directamente da ilha do Fogo, como o famoso Michel Montrond,
que dispensa elogios, a sensacional e promissora Assol Garcia, e o espectacular Toni de Marineta, em conjunto com os artistas da comunidade, tais
como Vargas Monteiro, Timas guitarrista e colegas que fizeram o publico vibrar.

No aspécto da organnização deste evento, na parte cultural, melhor podia se ter feito; o lugar do evento não teve a capacidade suficiente para alojar
comodamente as pessoas e muitos ficaram sem poder ter acesso aos acontecimentos. Ha que dar mais atenção a audiencia, por exémplo, quando
o Mayor de Brockton, falava em inglês um interprete ou translator, devia estar disponivel para facilitar o entendimento e isso deixou falta mesmo.

Na feira e a publicidade da apresentação dos artigos e nomes das empresas de Cabo Verde, o recinto foi inapropriavel e menos publicitário. Para se
vender a marca e os produtos, nunca se deve condicionar mas sim alargar. A escolha do lugar deve ser apropriado e convidativo para um publico
diversificado e com mais poder de compra e divulgação, como fazem as outras comunidades aqui nos USA.
Os produtos foram atraentes mas, vendo excelentes quadros de pinturas e caros de pintores expostas a terra, vento, sol e poeira, é lamentavel e
demonstra pouca visão publicitária.

A melhor apresentação foi a oferta duma ambulancia oferecida por uma empresa privada da comunidade á ilha do Fogo mais precisamente para a
cidade de São Filipe que vai minimizar o critic problema de transporte de doentes, as vezes uma familia pobre tem que pagar mais de tres mil
escudos para deslocar a San Filipe. As autoridades devem descentalizar recursos para uma melhor cobertura nesta área.

No aspecto político do programa Fogo na Merka, o que a máquina política do PAICV, tem na mira aqui nos USA, para além da participação cultural na
comunidade, é aproveitar do atrito ou a brecha politica no MPD-USA, que causou uma roptura ou um desentendimento entre as duas alas deste
partido e que ainda está repercurtindo duma maneira ou outra nesta comunidade.
A oposição, neste caso o MPD-USA, deve posicionar bem as suas peças e consciencializar duma maneira mais diplomatica, evitando uma luta pelo
poder a todo custo dentro deste mesmo partido e aceitar ou aprender com os erros cometidos dum passado bem recente que chegou a causar
mesmo um mal estar entre muitas pessoas.

Uma comunidade coesa, progressita e bem informada deve estar acima de qualquer partido político e, estes em vez de tirar trunfos ou aproveitar
politicamente, devem fazer mais em conjunto em prol da mesma para que haja mais harmonia e solidariedade entre todos.

Aqui nos States, a consciência política da maioria não acretita a manipulação politica dos políticos e nem podia ser. Num extracto da entrevista no
Cabo Video com o jornalista Valdir Alves, o Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Julio Correia, tentando apaziguar as criticas sobre o
não comprimento no seu todo do Anel Rodoviario, na ilha do Fogo, disse que o problema em parte está ligada ao imprevisto da desvalorização ou a
cotação do Dollar Americano, que na altura estava baixa.

A astucidade na politica pode ser bom mas, pode ser muitas vezes contraprodutivo principalmente quando os politicos abram a boca para falar.

OK, se o Dolar Americano, estava de baixa, não seria mais prudente e vantojoso, completar na altura as obras deste anel rodoviario do que esperar
um ano, dois ou mais, evitando logicamente gastar muito mais com a subida dos materiais, pagamento dos trabalhadores, enfim o custo das
obras?...

No PAICV, tudo indica que a política da convergência vai estar na moda entre os três candidatos a liderança mas, conforme disseram, este partido é
da esquerda moderna e segundo o amigo Felisberto Vieira – Filu, disse no CaboVideo, é tambem humanista, então tudo leva a crer que a
convergência vai ser individual ou será que os candidato/as vão mesmo convergir na mesma ideia e nao na modernização e livre escolha á liderança
do PAICV.

Como vai ser o programa Merka na Djarfogo?

J. F.
Randolph MA
www.topicos123.com
16 Out 2014
                                          ARTIGO DE OPINIAO - CONVITE OU GOLPE

Causou-nos boa impressão o facto de Cabo Verde, ao lado de três outros países africanos (Serra Leoa, Senegal e Malawi), ter sido escolhido pelo
Presidente Barack Obama para um encontro na Casa Branca.

Por outro lado, não foi sem estranheza que tomámos conhecimento de que Cabo Verde seria representado nessa minicimeira pelo seu primeiro-
ministro, enquanto que os outros países estariam representados pelos respectivos Chefes de Estado.   

Apesar das notícias a este propósito, veiculadas nos jornais da nossa capital, preferimos colocar a nossa perplexidade em banho-maria, à espera de
novos desenvolvimentos, na expectativa de que algo mais esclarecedor pudesse emergir.

No entanto, tal acabou por não acontecer. Curiosamente fomos assistindo uma sucessão de artigos estranhamente voltados para a propaganda do
Primeiro-Ministro em vez da promoção do nosso país. Até parece que os adquiridos pós independência foram obra de JMN e não da sua laboriosa e
incansável população.

Lendo com atenção os conteúdos noticiosos a respeito da participação de Cabo Verde no encontro promovido pelo Presidente dos EUA, fica-nos a
sensação, pela forma como foram tratados, de que podemos estar em face de mais um acto de manipulação, consciente ou inadvertido, o que acaba
por convencer os incautos de que se trata de um processo linear e transparente.

Ademais, temos a lamentar o tom subtilmente incitante e desafiante dos artigos jornalísticos que, sem grandes preocupações de objectividade e de
esclarecimento acabado, tendem a acrescer mais crispação nas relações institucionais entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República.

Por estas e por outras, ainda persistem no nosso subconsciente interrogações à volta de uma provável cumplicidade entre o governo e alguns meios de
comunicação social que faz questão de nos ver enredados numa imensa teia de inverdades e equívocos, mercê de certos sensacionalismos e
ilusionismos que, em jeito de subserviência ao poder instalado, campeiam em certos órgãos de comunicação social do país.

Um exemplo concreto é o facto de os artigos publicados sobre esta matéria terem estranhamente omitido, tanto quanto possível, qualquer menção aos
Chefes de Estado convidados pelo Presidente Obama, antes preferindo falar deles como líderes, como se tivessem sido convidados nessa qualidade.  

A razão está escondida por detrás da necessidade de evitar que o público se aperceba que, à semelhança dos outros países convidados, Cabo Verde
também deveria se fazer representar pelo seu Chefe de Estado. Tão simples quanto isso!

É justamente por força de manipulações como essa, a par da sanha publicitária que o acompanha, que nos levou a reagir, não sem primeiramente
termos falado com actores dos diversos quadrantes políticos que igualmente nos manifestaram estranheza e perplexidade. Na verdade, há algo de
comum em todos os interpelados: Cabo Verde está repousando em areia movediça e os dirigentes fazem disso vista grossa, cavalgando
continuamente numa onda de publicidade enganosa que vai anestesiando os incautos e adiando decisões importantes.

Motivados, pois, por uma certa inquietude e movidos por justificados impulsos de cidadania, num país em que as mordaças ainda falam alto, decidimos
escrever este artigo, cientes de que não iremos alterar a obsessiva postura de certos políticos que, roçando o fanatismo e a cegueira política, vivem
contaminando e condicionando a harmonia social e as relações institucionais entre os poderes, numa lógica de promover a confrontação como forma
desviar a sociedade dos males que vêm afligindo este país.

Estamos, de facto, presenciando actos que, numa de fuga em frente e de busca desenfreada de protagonismo, não atribuem a mínima atenção aos
perigos em que incorrem, designadamente os que resultam da falta de lealdade institucional, dando de barato a nossa estabilidade democrática que
acaba por sair beliscada e fragilizada, e do mesmo modo a nossa imagem externa.

A forma reservada, se não secreta, e também tendenciosa, que norteou a condução deste processo, permite-nos admitir que nem o próprio Presidente
da República tenha sido consultado e muito menos informado, de forma continua e desde o início, sobre o processo e sua evolução

E mesmo que nos pareça simples coincidência, somos tentados a registar, e quiçá estranhar, a curta sequência entre a publicação da notícia em dois
jornais da capital, tidos por muitos como afectos ao partido no poder, e a vinda para os EUA do Primeiro-Ministro José Maria Neves.

Com esse andar, não é de estranhar que o Presidente tenha acedido à primeira informação através dos referenciados jornais. Esperamos que não,
muito embora esse risco possa sempre ser colocado. Em verdade, por aquilo que nos é permitido, por via indutiva, assacar, duvidamos que o
Presidente da República tenha sido devida e oportunamente informado, por via oficial, a ponto de poder acrescentar a sua valia ao processo. Será que,
em nome dos superiores interesses da nação, a doentia desconfiança institucional nem isso permite? Será que estamos em face de mais um acto
revelador de falta de lealdade institucional por parte do Primeiro-Ministro, a que se vêm juntar tantos outros, manifesta ou veladamente provocatórios e
inquietantes?

Ao que tudo indica, foram estreitos e secretos os meandros por que passou este processo, dando mais uma vez a entender que este governo,
privilegiando recorrentemente mecanismos avessos a Estados democráticos, persiste em não ser transparente em grande parte dos actos que pratica.

Tratando-se de assunto de relações externas e o secretismo que envolveu este dossier e outros tantos, ficam comprovadas as razões porque o
Primeiro Ministro insiste em nomear para os serviços externos figuras da sua confiança político-partidária.

E tem razão o Presidente da República quando insiste na nomeação de diplomatas de carreira para a chefia das missões. E mesmo assim, não é que
o chefe de governo consegue contornar esse condicionamento, nomeando para esses cargos, na maioria das vezes, diplomatas de carreira afectos ao
partido no poder.

Para exemplificar, podemos apontar entre outras evidências, a Embaixadora de Cabo Verde em Washington, Fátima Veiga, que é uma diplomata de
carreira, mas uma activa militante do PAICV e uma incondicional apoiante do Chefe de Governo. Com efeito, as nossas dúvidas se adensam quanto a
uma provável manipulação, se tivermos em consideração que esta diplomata, que até já fez parte do governo de José Maria Neves, poderá ter sido o
canal mais privilegiado e activo na condução deste processo.

Isso constitui mais uma prova acabada de que as nossas missões diplomáticas e consulares estão infestadas de pessoas que para lá vão para
prestar serviço ao PAICV e não para servir os cidadãos e os interesses do país.

Com efeito, não é de se descartar a hipótese de que este processo esteja eivado de irregularidades e manipulações processuais por parte das gentes
do governo e dos seus intermediários, com o intuito de levar a água ao seu moinho.

Conhecendo nós o sistema de funcionamento das instituições norte-americanas, não é claro que o seu Presidente Obama se daria ao trabalho de
esmiuçar a Constituição da República de Cabo Verde para descortinar quem é o verdadeiro representante externo de Cabo Verde.

Para tanto, basta que a Embaixadora de Cabo Verde o diga à sua maneira, em concertação com o Chefe de Governo, para que as autoridades norte-
americanas não coloquem uma só sombra de dúvida. Isto até o dia em que descobrirem que a questão foi trata e decidida sem a necessária
concertação com o Presidente da República de Cabo Verde. A partir desse dia, nem a dita Embaixadora, nem tão-pouco o governo e o seu chefe
passarão a gozar da confiança das autoridades americanas. E esse momento não está muito longe!

O que é dito com relação à Embaixadora de Cabo Verde em Washington também se pode dizer em relação a outros Embaixadores de Cabo Verde que
não se contêm nos seus propósitos de privilegiar o partido no poder em vez do Estado de Cabo Verde.

Caso o Primeiro-Ministro se tenha abstido de informar o Presidente da República, com a necessária antecedência, sobre os arranjos, então em curso,
para a sua participação no encontro com o Presidente Obama, não é óbvio que estamos em face de um acto de bloqueio institucional? Estamos
convictos, pelos sinais que tem dado ao país, que o nosso Chefe de Estado jamais pactuará com certos tipos de procedimentos obscuros que
conformam recorrentemente o modus operandi e o modus faciendi deste governo.

Já agora uma outra pergunta: saberá o Presidente da República qual a verdadeira agenda desse encontro e que propósitos estarão por detrás da ideia
desse encontro? Pessoalmente duvido!

Com este aparente golpe, o que pretende verdadeiramente o Primeiro- Ministro?

•        Reforçar o seu protagonismo internacional em desfavor do Presidente da República?
•        Sublinhar a ideia de que é ao Primeiro-Ministro que compete desenvolver as relações externas de Cabo Verde?
•        Medir forças com o Presidente da República, num braço de ferro que nos parece suicida, para impor o seu desejo?
•        Desvalorizar o papel que o Presidente da República tem tido no plano internacional, sobretudo na sub-região, e anular a sua credibilidade
internacional?
•        Esbater a importância crescente do Chefe de Estado junto dos seus pares no continente africano e na sub-região?
•        Apoucar o Presidente da República e, com isso neutralizar quaisquer iniciativas que este queira levar avante no continente?
•        Demonstrar que o Presidente da República não tem poderes externos?
•        Enviar uma mensagem para dentro dos países africanos, numa atitude de desforra?

O Primeiro-Ministro sabe perfeitamente que em Africa quem conta são os Chefes de Estado e provavelmente o Presidente Barack Obama o saberá
também.

Em face desse cenário o que dirão os africanos? Que afinal em Cabo Verde também ocorrem “golpes de estado”, todavia com uma outra feição?    

No nosso subconsciente persiste a ideia de que a participação do Primeiro-Ministro nesse encontro poderá ter sido forjado e provavelmente com a
ajudinha de uma mão amiga.

E se assim não é perguntamos: por que razão os outros países convidados irão participar ao nível de Chefe de Estado e não de Primeiro-Ministro? Não
haverá Primeiro Ministro na estrutura governativa dos outros países em causa? É claro que sim. Ver a título de exemplo o Senegal.

Por outro lado, não é comum, nem tão pouco curial, do ponto de vista protocolar, juntar os Chefes de Estado com Chefe de governo, a não ser que, neste
caso, o nosso Presidente da República tenha manifestado indisponibilidade e tenha havido concertação prévia com o Primeiro-Ministro.

Fica assim ferido, na linha do que dissemos atrás, o imperativo de cooperação e articulação institucional e do diálogo dinâmico e interactivo que deve
reger as relações entre os poderes.  

Será que o Presidente da República deveria confrontar o Primeiro-Ministro sobre os meandros do dossier ou até manifestar-se, publicamente de que irá
diligenciar-se para esclarecer o caso obscuro junto das autoridades americanas? Não seria descabida uma chamada da embaixadora Fátima Veiga à
capital para esclarecer ao Chefe de Estado de Cabo Verde os meandros desse convite. Jorge Carlos Fonseca que em nome da estabilidade
institucional tem privilegiado uma conduta de cavalheirismo e de lealdade necessita reagir com maior firmeza às investidas do Primeiro-Ministro e
deverá ser mais exigente na aceitação dos nomes de embaixadores, mesmo sendo formalmente de carreira mas partidários encapotados. A
embaixadora Fátima Veiga ultrapassou, há muito, os limites da sua comissão nos Estados Unidos. Não seria oportuno fazê-la regressar, de uma vez
por todas a Cabo Verde e substituí-la por um funcionário de carreira diplomática? Mas afinal quem nomeia os embaixadores ?

O Presidente Jorge Carlos Fonseca granjeou um capital político forte e desfruta de uma elevada popularidade, dentro do e fora do país, bem maior que o
Primeiro-Ministro, com muito mais confiança por parte dos cidadãos conforme revela um estudo recentemente publicitado por uma instituição
internacional credível, (mais de noventa por cento dos cabo-verdianos consideram o seu desempenho de muito bom ou bom) o que ele poderia usar
para se opor ás manobras desleais do Primeiro-Ministro com a activa cumplicidade de alguns embaixadores. Também é preciso recordar que não é
inocente o comportamento do ministro das relações exteriors e de alguns sectores do MIREX.

José Maria Neves tem de se capacitar que não foi eleito Primeiro-Ministro. Foi eleito deputado numa lista do PAICV, num círculo restricto ao local onde
se candidatou e,  na sua condição de presidente do PAICV, nomeado Primeiro-Ministro. Ao contrário, Jorge Carlos Fonseca foi eleito Presidente da
República, directamente pelo povo de Cabo Verde, com participação de larga maiorioria do eleitorado cabo-verdiano, em todo o país. Faz toda a
diferença. É o Supremo Magistrado da Nação por muito que isso custe ao Primeiro-Ministro e seus colaboradores. Está na hora de José Maria Neves
entender que quem representa o Estado de Cabo Verde no exterior é o Presidente da República. O encontro que Jorge Carlos Fonseca teve com o casal
Obama no outono passado terá causado sérias perturbações no espírito de José Maria Neves que tinha de encontrar uma forma de se redimir. O
Primeiro-Ministro demonstrou, com mais este acto, que não tem nenhuma consideração pelo povo de Cabo Verde nem tão pouco pelo Presidente da
República. Ele que se dedique ao seu trabalho que, pelos vistos tem saído muito mal.


Perdoem-nos os nossos leitores pelo tom quase solene que decidimos impregnar o nosso texto, contrariamente ao que nos é habitual, não tanto por se
tratar de instituições que nos merecem respeito, mas sim pela gravidade de certas incursões políticas, passíveis de pôr em causa as conquistas
democráticas que muito nos custou alcançar.

Aguinaldo Cabral
Providence, Rhode Island
acccabral@verizon.net
                                               Sócrates porque tanta manha?
O Povo português continua contestando as coisas e os politicos, uns dizem que Portugal está sendo uma colonia de Alemanha,
mergulhado num abisco economico e entrando na gravitação do Black Hole deste país que dificilmente vai escapar.
A Alemanha não só tem o poderio económico mas também a magia de estar sempre na frente. Segundo muitas fontes, na Segunda
Grande Guerra ela destacou um batalhao de gentes para procurar a Arca de Aliança que segundo a creça tem um poderio sobre natural.
Para se escapar a gravitação alemã Portugal tem que seguir o exêmplo de Cristiano Ronaldo, que é não ter medo e nem complexo dela.
O dilema é que os políticos em Portugal aperfeiçoaram uma outra artimanha nas escolas de enganarem os eleitorados. Primeiro usam
a táctica e o estima pessoal camuflado em muitas formas e uma espécie de autotransformação aparente, usando créditos fiticios
universitários direcionados de sempre estarem blindados para alcançarem o objéctivo principal para eriquecerem a si mesmos e não o
Povo.
O caso Sócrates ou malandrice dele, não é assim tão anormal porque muitos outros já passaram pelo mesmo caminho só que o dele
envolveu muito mais do que estava a ser esperado.
Procurar vender um país histórico como Portugal é um caso alarmante e dá para pensar porque, desaparecendo o Sócrates a sua
influencia vai ficar e o pior, é os seus amigos governantes que ele deixou que já devem ter estado transformando sem deixar rastos.
Seja como for, para se salvar a Pátria os portugueses tem que fazer uma outra revolução e desta feita, em vez dos cravos o de por nas
cadeias os culpados politicos da governação.
J. F.
27 Mar 2015

                                  PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDENCIA DE CABO VERDE

MENSAGEM DO GRUPO PARLAMENTAR DO PAICV, POR OCASIÃO DO DIA DA MULHER CABO-VERDIANA

O Grupo Parlamentar do PAICV saúda o Dia da Mulher Cabo-verdiana, expressando o seu total empenho e a sua consequente parceria na luta pela
igualdade e paridade do género e pela afirmação (política, social, económica e cultural) da Mulher.
Os Parlamentares da Maioria assinalam, com regozijo, a significativa presença feminina no Governo da República e encorajam as mulheres à participação
mais activa a todos os cargos eleitos. O exemplo de luta e de activismo da Rede das Mulheres Parlamentares deve motivar a todas para um forte
engajamento político e uma legítima ambição de cidadania.

Igualmente, defendem a harmonização do género nos alto cargos da Administração Pública, do campo Sindical e do sector empresarial, com tónica para as
Pequenas e Médias Empresas, ganhando a mesma dimensão que já têm no comércio informal, bem como na educação, no ensino superior, na formação
profissional e, consequentemente no mercado do trabalho e mais acesso da mulher ao mundo da actividade artística e das manifestações culturais nos
mais variados aspectos,.

Na mesma linha, afirmam a sua posição no âmbito da Saúde Feminina, à Reprodução e à Maternidade, no referente à emancipação da sua Sexualidade e
no referente à erradicação da Violência Baseada no Género, sendo este colectivo contra toda a discriminação e os preconceitos baseados no sexo. Alguma
discriminação, ainda prevalecente, tem como consequência o subaproveitamento das potencialidades das mulheres, desperdiçando recursos humanos
válidos e indispensáveis para o desenvolvimento e para o fortalecimento da paz.

Uma palavra especial para a Mulher Cabo-verdiana na Diáspora que muito tem contribuído para a definição da Nação, mantendo o húmus da
Caboverdianidade e da família cabo-verdiana, núcleo central da nossa unidade e coesão.

Questões ainda gravosas no actual estágio do desenvolvimento, como a pobreza, o desemprego, o baixo crescimento e a criminalidade, desafios ingentes
e que impactam sobremaneira a vida da Mulher Cabo-verdiana, devem ser enfrentadas e solucionadas com forte perspectiva solidária e fraterna do género,
aspecto que este Grupo Parlamentar considera de capital prioridade.

Chamamos a atenção da sociedade para o pleno respeito às mulheres, de todas as idades, especialmente as da primeira infância e as da Terceira Idade,
não apenas em termos de políticas públicas mais integradoras no quadro da Política sobre o Género e sobre a Família, mas em todas as dimensões da
vida em Cabo Verde.

Que este Dia da Mulher Cabo-verdiana, coroando com causa e beleza, Março Mês da Mulher, seja de júbilo, amor e parceria, mas também de reflexão e de
luta pela Cidadania da Mulher Cabo-verdiana, condição determinante para que nos afirmemos nestes 40 anos de Soberania, um Estado de Direito
Democrático e um País a cumprir, a cada dia, a sua Agenda de Transformação para o Desenvolvimento.
Pela igualdade de direitos, de responsabilidades e de oportunidades, nomeadamente o direito de participar nos processos de tomada de decisão.
Bem-haja, Mulher Cabo-verdiana!
Felisberto Vieira
Líder do Grupo Parlamentar do PAICV
27 Mar 2015
                 DESABAFO POLITICO DO DEPUTADO CANDIDO RODRIGUES

Necessitamos de um"outsourcing" para preencher os lugares de Presidente, Primeiros Ministro, ministros e deputados.
Sempre pensei que a política, sobretudo a "alta política", fosse uma questão de vocação e afinal me enganei profundamente
sobretudo quando vi no parlamento uma proposta sobre a nossa classe politica. Vergonhosa, e sobretudo um sinal claro de
que vivemos num Pais de pouca vergonha. Pensei tambem que a politica era o chamamento interior em prol da pátria, com
direitos a sacríficios e tudo, pois servir o seu povo é diferente de servir-se a si próprio.Tambem enganei-me profundamente, e
vejo altos dignatários do meu pobre País a fingirem que afinal não estão interessados em falar deste assunto porque é um mal
menor. Tudo mentira.. Ora bem, se assim é então porque não recorrer ao "outsourcing" para preencher os lugares de
Presidentes, Primeiros Ministros deputados e outros altos cargos politicos no nosso pais?

É que se tenho que pagar mais, então quero ter garantia de qualidade! Realmente, o que é bom deve-se pagar caro mas este
conceito não aplica na nossa classe politica porque nao defendem o seu povo. Temos corruptos, vigaristas e sobretudo
pessoas que vem de uma grande miséria e que sai da politica com uma grande fortuna.

O Povo de Cabo Verde deve abrir os olhos . Isto foi sem margens para dúvidas a maior afronta a este povo pobre e miseravel.
Temos professores em manifestações diárias, temos médicos mal pagos, temos policias sem recursos e com um salario de
miséria, temos uma função pública em que o salario é uma merenda e temos um parlamento que aprova uma proposta
vergonhosa para a classe politica. Estou indignado e sinto-me envergonhado. Realmente e necessário pensar bem se vale a
pena estar metido nisto . Agora entendo as guerrilhas das listas e os interesses instalados.  
Uma vergonha.
Fonte FB
19 Mar 2015
                                   LIBERDADE DE EXPRESSÃO E POLĺTICA EM CABO VERDE

A controvertida declaração do Primeiro Ministro e Chefe do Governo de Cabo Verde, José Maria Neves, dizendo que a Primeira Dama, mulher do Presidente da
República de Cabo de Cabo, Ligia Fonseca, não deve imiscuir ou intrometer nos assuntos governamentais do país está dando muito que falar e segundo
tudo indica ainda vai correr muita tinta.

As reações não se fez esperar tanto de um lado como do outro. Como sempre, muitos politicos não se refreiam de proferir declarações que vai para além da
sensibilidade comum, talvés seja por motivos politicos impensáveis ou ponderadas que podem interferir de muitas maneiras, deixando ambas as partes
numa situção muito delicada politicamente falando.

Numa democracia sã, a Liberdade de Expresséo é  paramount para o direito da cidadania e nada ou ninguem, deve especular, restrigir ou  tentar disvirtuar
este direito.

Nao há dúvida que até na democracia deve haver limites em assuntos críticos ou sensíveis mas nunca   condiciona-la a ponto de por em causa o direito de  
expressar ou falar.

Os politicos de Cabo Verde, estão sendo consumidos de momento pelo este “desabafo” do Primeiro Ministro que mais uma vez, causou um certo desconforto
social. Mais explicação, ou pelo menos qual  foi a intenção do mesmo dito pode desanuviar um pouco a tensão politica reinante entre os dois ramos
governamentais  em Cabo Verde.

J. F.